Guantanamo, de Paolo Pellegrin...
31.10.07
30.10.07
29.10.07
Frase do dia...
...quando Galileu demonstrou que a Terra girava, já os bêbados sabiam disso há séculos! [via]
...quando Galileu demonstrou que a Terra girava, já os bêbados sabiam disso há séculos! [via]
LOCAL
São Pedro do Sul

Alexandre Castro Caldas, Raquel Soares e Tiago Outeiro em encontro regado com vinho biológico da Quinta da Comenda.
São Pedro do Sul

Alexandre Castro Caldas, Raquel Soares e Tiago Outeiro em encontro regado com vinho biológico da Quinta da Comenda.
28.10.07
Rescue Dawn - Espirito Indomável
Título original: Rescue Dawn
De: Werner Herzog
Com: Christian Bale, Marshall Bell, François Chau
Género: Dra, Gue
Classificação: M/16
EUA, 2007, Cores, 126 min.
"Rescue Dawn — Espírito Indomável marca o encontro de um dos mais originais cineastas europeus de hoje com o cinema «mainstream» de Hollywood. Nestes «encontros imediatos de grau incerto» teme-se sempre pelo lado mais fraco, o indivíduo contra o grupo, neste caso, Herzog face à engrenagem do cinema comercial dos Estados Unidos. É, no fim de contas, não conhecer a personalidade do realizador alemão, que na semana passada foi apresentada nestas páginas por Jorge Leitão Ramos e Francisco Ferreira. Apesar de um ou outro compromisso que foi obrigado a assumir, o que resultou do seu trabalho é um filme perfeitamente coerente com o resto da sua obra, com outros filmes que levam a experiência humana face a condições adversas da natureza até ao limite da resistência e mesmo para além dela. Este magnífico filme está na linha de outros do seu autor, como Aguirre, o Aventureiro, Fitzcarraldo ou o mais recente Grizzly Man."
"Como nestes, Herzog parte de personagens reais. Em Rescue Dawn, o realizador conta-nos a história de um piloto americano, de origem alemã, abatido durante um «raid» sobre o Laos numa operação secreta nos começos da guerra do Vietname: Dieter Dengler, interpretado de forma notável por Christian Bale, num papel que é um novo desafio na sua versátil carreira."
"Mas Herzog parte para este filme já com um bom conhecimento de causa. Em 1997 fizera um documentário de longa-metragem, Little Dieter Needs To Fly, onde levava o autêntico Dengler ao Vietname para evocar a sua terrível aventura como prisioneiro de guerra do Vietcong e a sua temerária evasão, juntamente com outros presos, mas de que acabaria por ser o único sobrevivente (aliás, foi um dos sete únicos prisioneiros de guerra americanos no Vietname a conseguir fugir e sobreviver). Há nas personagens de Herzog uma vontade de responder aos mais loucos desafios e de superar as situações mais extremas que parece prolongar uma obsessão pessoal do realizador."
"Rescue Dawn começa com a preparação do voo secreto a bordo de um porta-aviões ao largo da baía de Tonquim. Uma situação que se assemelha à de tantos outros filmes de aviação na guerra, com as piadas e fanfarronices entre os jovens pilotos. Durante o desenrolar da missão, o avião de Dengler é atingido, acabando por se despenhar no solo, de onde o piloto emerge quase miraculosamente, mas acaba por ser capturado por guerrilheiros e levado para um campo de concentração. O que se segue, reconstituído segundo o testemunho de Dengler, é um mergulho no inferno da degradação a que os homens podem ser sujeitos mas também na capacidade de adaptação à desgraça. Porque o que Dengler vai encontrar é um grupo que perdeu todas as esperanças no futuro e que sobrevivem enganando-se a si mesmos (a personagem de Gene/Jeremy Davies, que está sempre à espera de ser libertado)."
"Dengler tem um plano para se evadir (um prego será o ponto de partida para a fuga, e os grãos de arroz recolhidos formarão, a pouco e pouco, as rações para a travessia da selva), esperando pelas monções (a temporada das chuvas) para levar a cabo a evasão, mas é forçado a antecipá-la ao perceber que os guardas, devido à falta de alimentos, se preparam para matar os prisioneiros. Ao contrário de qualquer filme de aventuras do género, a fuga resulta por um mero golpe de sorte, com os dois grupos em que se tinham dividido entregues a si próprios e seguindo caminhos diferentes. Jamais saberemos do destino de Gene. Quanto a Duane (Steve Zahn), o outro americano preso, segue, de forma relutante, Dengler, pois nenhum dos grupos tem ideia do sítio em que está. Seguindo o instinto, Dengler embrenha-se com Duane pela selva adentro, procurando atingir o interior de um vale, possível leito de um rio que poderia ligar-se ao Mekong, que seguiria até à fronteira."
"Se a estada no campo de concentração fora um mergulho no inferno, a viagem que os dois homens fazem através da selva vai ser um combate permanente pela sobrevivência. Ao contrário dos filmes de ficção que Hollywood produziu sobre este tema, no seu caminho os dois fugitivos não vão encontrar qualquer solidariedade ou camponeses amáveis que se prestam a auxiliá-los. Os camponeses de Rescue Dawn são figuras reais, são aqueles que vêem o seu campo ameaçado pelo que é «estranho» e que traz a guerra e a morte consigo, pelo que a sua reacção será a de os combater e aniquilar. Duane será vítima dos seus golpes quando lhes pedem socorro. Dengler terá agora ainda um longo caminho a fazer sozinho e com a energia do desespero, conseguindo encontrar a saída noutro golpe de sorte."
"Christian Bale dá à personagem toda a energia e entrega a que nos habituou em filmes como O Maquinista e American Psycho. Steve Zahn e Jeremy Davies são também impressionantes na sua via-sacra. E Werner Herzog dá ao seu filme um realismo e uma dureza que fazem de Rescue Dawn um dos grandes filmes do ano. Imprescindível e obrigatório."
Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 27/10/2007
Título original: Rescue Dawn
De: Werner Herzog
Com: Christian Bale, Marshall Bell, François Chau
Género: Dra, Gue
Classificação: M/16
EUA, 2007, Cores, 126 min.
"Rescue Dawn — Espírito Indomável marca o encontro de um dos mais originais cineastas europeus de hoje com o cinema «mainstream» de Hollywood. Nestes «encontros imediatos de grau incerto» teme-se sempre pelo lado mais fraco, o indivíduo contra o grupo, neste caso, Herzog face à engrenagem do cinema comercial dos Estados Unidos. É, no fim de contas, não conhecer a personalidade do realizador alemão, que na semana passada foi apresentada nestas páginas por Jorge Leitão Ramos e Francisco Ferreira. Apesar de um ou outro compromisso que foi obrigado a assumir, o que resultou do seu trabalho é um filme perfeitamente coerente com o resto da sua obra, com outros filmes que levam a experiência humana face a condições adversas da natureza até ao limite da resistência e mesmo para além dela. Este magnífico filme está na linha de outros do seu autor, como Aguirre, o Aventureiro, Fitzcarraldo ou o mais recente Grizzly Man."
"Como nestes, Herzog parte de personagens reais. Em Rescue Dawn, o realizador conta-nos a história de um piloto americano, de origem alemã, abatido durante um «raid» sobre o Laos numa operação secreta nos começos da guerra do Vietname: Dieter Dengler, interpretado de forma notável por Christian Bale, num papel que é um novo desafio na sua versátil carreira."
"Mas Herzog parte para este filme já com um bom conhecimento de causa. Em 1997 fizera um documentário de longa-metragem, Little Dieter Needs To Fly, onde levava o autêntico Dengler ao Vietname para evocar a sua terrível aventura como prisioneiro de guerra do Vietcong e a sua temerária evasão, juntamente com outros presos, mas de que acabaria por ser o único sobrevivente (aliás, foi um dos sete únicos prisioneiros de guerra americanos no Vietname a conseguir fugir e sobreviver). Há nas personagens de Herzog uma vontade de responder aos mais loucos desafios e de superar as situações mais extremas que parece prolongar uma obsessão pessoal do realizador."
"Rescue Dawn começa com a preparação do voo secreto a bordo de um porta-aviões ao largo da baía de Tonquim. Uma situação que se assemelha à de tantos outros filmes de aviação na guerra, com as piadas e fanfarronices entre os jovens pilotos. Durante o desenrolar da missão, o avião de Dengler é atingido, acabando por se despenhar no solo, de onde o piloto emerge quase miraculosamente, mas acaba por ser capturado por guerrilheiros e levado para um campo de concentração. O que se segue, reconstituído segundo o testemunho de Dengler, é um mergulho no inferno da degradação a que os homens podem ser sujeitos mas também na capacidade de adaptação à desgraça. Porque o que Dengler vai encontrar é um grupo que perdeu todas as esperanças no futuro e que sobrevivem enganando-se a si mesmos (a personagem de Gene/Jeremy Davies, que está sempre à espera de ser libertado)."
"Dengler tem um plano para se evadir (um prego será o ponto de partida para a fuga, e os grãos de arroz recolhidos formarão, a pouco e pouco, as rações para a travessia da selva), esperando pelas monções (a temporada das chuvas) para levar a cabo a evasão, mas é forçado a antecipá-la ao perceber que os guardas, devido à falta de alimentos, se preparam para matar os prisioneiros. Ao contrário de qualquer filme de aventuras do género, a fuga resulta por um mero golpe de sorte, com os dois grupos em que se tinham dividido entregues a si próprios e seguindo caminhos diferentes. Jamais saberemos do destino de Gene. Quanto a Duane (Steve Zahn), o outro americano preso, segue, de forma relutante, Dengler, pois nenhum dos grupos tem ideia do sítio em que está. Seguindo o instinto, Dengler embrenha-se com Duane pela selva adentro, procurando atingir o interior de um vale, possível leito de um rio que poderia ligar-se ao Mekong, que seguiria até à fronteira."
"Se a estada no campo de concentração fora um mergulho no inferno, a viagem que os dois homens fazem através da selva vai ser um combate permanente pela sobrevivência. Ao contrário dos filmes de ficção que Hollywood produziu sobre este tema, no seu caminho os dois fugitivos não vão encontrar qualquer solidariedade ou camponeses amáveis que se prestam a auxiliá-los. Os camponeses de Rescue Dawn são figuras reais, são aqueles que vêem o seu campo ameaçado pelo que é «estranho» e que traz a guerra e a morte consigo, pelo que a sua reacção será a de os combater e aniquilar. Duane será vítima dos seus golpes quando lhes pedem socorro. Dengler terá agora ainda um longo caminho a fazer sozinho e com a energia do desespero, conseguindo encontrar a saída noutro golpe de sorte.""Christian Bale dá à personagem toda a energia e entrega a que nos habituou em filmes como O Maquinista e American Psycho. Steve Zahn e Jeremy Davies são também impressionantes na sua via-sacra. E Werner Herzog dá ao seu filme um realismo e uma dureza que fazem de Rescue Dawn um dos grandes filmes do ano. Imprescindível e obrigatório."
Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 27/10/2007
26.10.07
24.10.07
As Canções de Amor
Título original: Les Chansons d'amour
De: Christophe Honoré
Com: Louis Garrel, Ludivine Sagnier, Chiara Mastroianni
Género: Mus
Classificação: M/12
FRA, 2007, Cores, 100 min.
"Já se falou dele aquando da estreia de Os Amantes Regulares, mas não é de mais destacar que, de filme para filme, Louis Garrel tem vindo a impor-se como um dos grandes actores franceses — ia dizer do futuro, mas podemos já afirmá-lo. É ele praticamente quem domina todo o filme de Christophe Honoré, o realizador com quem mais tem colaborado na sua (ainda) breve carreira, iniciada sob a direcção do seu pai, o realizador Philippe Garrel, também o autor de Os Amantes Regulares. Contudo, a revelação do jovem actor fez-se em 2003 no filme de Bernardo Bertolluci, Os Sonhadores."
"Sexto filme de Honoré, e o seu terceiro com Garrel (estes todos estreados entre nós: Minha Mãe e Em Paris), As Canções de Amor é um belíssimo e terno filme romântico que retoma uma certa tradição de musical francês, que tem a sua origem em Jacques Demy. Contudo, enquanto François Ozon, que bebera na mesma fonte para o seu Oito Mulheres, se aproxima pelo lado do «vaudeville» de 3 Places pour le 26, Honoré vai ao fluxo mais puro da água, Os Chapéus de Chuva de Cherburgo, sem ousar, porém, a opção radical de Demy: fazer o filme todo cantado. O processo de «encantamento» («cantado» e «encantado», foram, ao tempo, os adjectivos mais usados sobre o filme de Demy) é assim quebrado por uma espécie de recondução à «realidade», nas cenas com diálogos normais. Mas a continuidade e a fluência entre cenas faladas e cantadas é perfeita, e a música realiza sem acidentes a transição de umas para as outras."
"As Canções de Amor divide-se em três partes: «Perda», «Ausência» e «Regresso», três tempos de amor, aquele que se perde, o tempo de «luto» e o amor reencontrado, após uma séries de aventuras ocasionais. Só que as coisas não são tão lineares e convencionais como noutras histórias de amor, e o argumento reserva uma surpresa."
Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 23/10/2007
Título original: Les Chansons d'amour
De: Christophe Honoré
Com: Louis Garrel, Ludivine Sagnier, Chiara Mastroianni
Género: Mus
Classificação: M/12
FRA, 2007, Cores, 100 min.
"Já se falou dele aquando da estreia de Os Amantes Regulares, mas não é de mais destacar que, de filme para filme, Louis Garrel tem vindo a impor-se como um dos grandes actores franceses — ia dizer do futuro, mas podemos já afirmá-lo. É ele praticamente quem domina todo o filme de Christophe Honoré, o realizador com quem mais tem colaborado na sua (ainda) breve carreira, iniciada sob a direcção do seu pai, o realizador Philippe Garrel, também o autor de Os Amantes Regulares. Contudo, a revelação do jovem actor fez-se em 2003 no filme de Bernardo Bertolluci, Os Sonhadores."
"Sexto filme de Honoré, e o seu terceiro com Garrel (estes todos estreados entre nós: Minha Mãe e Em Paris), As Canções de Amor é um belíssimo e terno filme romântico que retoma uma certa tradição de musical francês, que tem a sua origem em Jacques Demy. Contudo, enquanto François Ozon, que bebera na mesma fonte para o seu Oito Mulheres, se aproxima pelo lado do «vaudeville» de 3 Places pour le 26, Honoré vai ao fluxo mais puro da água, Os Chapéus de Chuva de Cherburgo, sem ousar, porém, a opção radical de Demy: fazer o filme todo cantado. O processo de «encantamento» («cantado» e «encantado», foram, ao tempo, os adjectivos mais usados sobre o filme de Demy) é assim quebrado por uma espécie de recondução à «realidade», nas cenas com diálogos normais. Mas a continuidade e a fluência entre cenas faladas e cantadas é perfeita, e a música realiza sem acidentes a transição de umas para as outras.""As Canções de Amor divide-se em três partes: «Perda», «Ausência» e «Regresso», três tempos de amor, aquele que se perde, o tempo de «luto» e o amor reencontrado, após uma séries de aventuras ocasionais. Só que as coisas não são tão lineares e convencionais como noutras histórias de amor, e o argumento reserva uma surpresa."
Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 23/10/2007
LOCAL
São Pedro do Sul
Os 22 municípios que ultrapassaram os limites de endividamento em 2006 deverão ver reduzidas as transferências do Fundo de Equilíbrio Financeiro, sendo as verbas canalizadas para o Fundo de Regularização Municipal, segundo anunciou o secretário de Estado Adjunto e da Administração Local, Eduardo Cabrita.
São Pedro do Sul
Os 22 municípios que ultrapassaram os limites de endividamento em 2006 deverão ver reduzidas as transferências do Fundo de Equilíbrio Financeiro, sendo as verbas canalizadas para o Fundo de Regularização Municipal, segundo anunciou o secretário de Estado Adjunto e da Administração Local, Eduardo Cabrita.
23.10.07
O Estado pode definir como exclusivos os actos privativos de cada profissão (por exemplo, os actos notariais), mas não está obrigado a considerar legalmente necessários certos actos profissionais nem, muito menos, a garantir a clientela de certas profissões.

Cada vez que Santana criticar o primeiro-ministro, este só terá de relembrar ao país o nome de quem o critica.
22.10.07
Jardim aplicou a Menezes a receita que este aplicou a Mendes: ou há sucesso claro nas sondagens e na mobilização eleitoral em início de 2009 ou a há que tirar “este” e pôr lá “outro” mais capaz. Jardim exigiu a Menezes o que este exigia a Mendes que mostrasse provas antes das eleições e não nas ditas. Como Menezes fez com Mendes.21.10.07
A Estranha em Mim
Título original: The Brave One
De: Neil Jordan
Com: Jodie Foster, Terrence Howard, Nicky Katt
Género: Dra, Thr
Classificação: M/16
Austrália/EUA, 2007, Cores, 119 min.
"Ela tem um programa de rádio onde conta histórias de Nova Iorque, a cidade que, dizem, não dorme. Ela vive uma história de amor tão frisada de romantismo que todos nós sabemos — é um filme de Neil Jordan, não? — que, fatalmente, não pode durar. Ela e o noivo são, então, atacados num túnel de Central Park, noite fatídica em que um grupo de marginais os espanca, enquanto um deles filma a cena com uma câmara de vídeo (pois não estamos nós na época do voyeurismo?). Ele morre e ela fica em coma. Quando sai, as feridas do corpo vão sarando, na lenta recuperação que o tempo proporciona. Mas não as da alma. Erica descobre-se com medo, insegura em todas as situações, a realidade ganha perfis de pesadelo, passos em volta passam a ser sintoma de um atacante em movimento. Resolve, então, comprar uma arma. E sente-se muito melhor. Uns dias depois dispara-a, pela primeira vez, contra um assaltante numa loja de conveniência, fora de horas. E fica espantada com o que sente. Nós, também. Na cidade que a câmara de Philippe Rousselot transfigura (dessaturando as cores e tornando-a fantasmática) há quem resista ao caos, à incapacidade da Polícia, ao laxismo geral."
"O cinema tem destas coisas. Nós olhamos Jodie Foster vagueando pela noite de uma Nova Iorque que mais parece Gotham City e não podemos evitar ver outras sombras naquele rosto duro, naquela fremência dos olhos, na pressão dos maxilares, no estremecimento tenso que perpassa por aquele corpo, afinal tão pequeno, afinal tão frágil. A sombra de uma adolescentezinha prostituindo-se por conta de um chulo de chapéu grande (Taxi Driver) ou de uma jovem agente do FBI em jogos perigosos com o mais temível e sedutor dos «serial killers» (O Silêncio dos Inocentes). E não apenas porque Jodie era a actriz de ambos os filmes, mas porque ambas eram personagens bifaces, com qualquer coisa de abissal, que nos atraíam, mas faziam medo. Um medo que não nascia do mal que nos pudessem fazer, antes do mal que pudessem revelar em nós. É dessa estirpe a Erica Bain de A Estranha em MimThe Brave One (por uma vez, um título português é melhor que o redutor original ). O espectador fica refém da mesma sensação de insegurança da protagonista, na cidade que positivamente se transfigura após o entremez romântico dos primeiros minutos. Projecta-se nela, no seu sofrimento, até na atitude desesperada de comprar uma arma porque já não aguenta a pressão de se sentir apavorada, mesmo nas situações mais triviais. E quando ela a usa, pela primeira vez — em legítima defesa — o espectador sente, com ela, uma impressão de alívio. Mas quando a usa, na vez seguinte, ela que ficou ali, na carruagem do metro, em aberta sensação de perigo, percebemos que já não se trata de elementar autoprotecção, mas de poder. O maior de todos — o que separa a vida da morte e que é prerrogativa exclusiva de Deus. Terrível volúpia que não queremos saber que podemos sentir."
"Temos, então, que A Estranha em Mim não é a história de uma justiceira securitária. Jodie Foster não é, definitivamente não é, uma versão feminina de Charles Bronson que andou a fazer sequelas de Death Wish durante 20 anos. Em vez disso, é uma parábola sobre a paranóia americana «na cidade mais segura do mundo», como diz Erica, no início, mas que se está a desfazer. Já nem há corredores no Plaza por onde passe a memória, nem aquele belíssimo bar onde se podia fumar mesmo em tempos de proibição e onde sentíamos vagar a presença de Cary Grant, antes de ser raptado numa Intriga Internacional que, agora, guarda uma lembrança irrecuperável. Essa cidade que o 11 de Setembro marcou e cuja resposta os americanos interrogam — mais que ninguém, porque a sofrem — se não terá sido fora de todas as proporções. Mesmo que fosse apetecível, mais horrífica porque era apetecível. A Estranha em Mim é o tremor de nos vermos ao espelho e não sabermos se somos quem sempre julgáramos ser."
"E é, sempre e superlativamente, Jodie Foster, outra vez brilhante, outra vez a transpirar inquietude, outra vez perturbada e perturbante, com aquele grão na voz a aparentar calmaria e a induzir sensações indizíveis, a dar-nos uma Erica Bain a cerrar os dentes diante das suas inseguranças, de quem gostamos mas não queremos gostar, na lâmina afiada que separa o Bem e o Mal — e nós já nem sabemos, como ela não sabe, de que lado estar. É que a vingança não é um direito, mas pode ser uma inevitabilidade."
"Vale a pena rematar dizendo que A Estranha em Mim é um dos grandes filmes do ano?"
Jorge Leitão Ramos, Expresso de 20/10/2007
Título original: The Brave One
De: Neil Jordan
Com: Jodie Foster, Terrence Howard, Nicky Katt
Género: Dra, Thr
Classificação: M/16
Austrália/EUA, 2007, Cores, 119 min.
"Ela tem um programa de rádio onde conta histórias de Nova Iorque, a cidade que, dizem, não dorme. Ela vive uma história de amor tão frisada de romantismo que todos nós sabemos — é um filme de Neil Jordan, não? — que, fatalmente, não pode durar. Ela e o noivo são, então, atacados num túnel de Central Park, noite fatídica em que um grupo de marginais os espanca, enquanto um deles filma a cena com uma câmara de vídeo (pois não estamos nós na época do voyeurismo?). Ele morre e ela fica em coma. Quando sai, as feridas do corpo vão sarando, na lenta recuperação que o tempo proporciona. Mas não as da alma. Erica descobre-se com medo, insegura em todas as situações, a realidade ganha perfis de pesadelo, passos em volta passam a ser sintoma de um atacante em movimento. Resolve, então, comprar uma arma. E sente-se muito melhor. Uns dias depois dispara-a, pela primeira vez, contra um assaltante numa loja de conveniência, fora de horas. E fica espantada com o que sente. Nós, também. Na cidade que a câmara de Philippe Rousselot transfigura (dessaturando as cores e tornando-a fantasmática) há quem resista ao caos, à incapacidade da Polícia, ao laxismo geral."
"E é, sempre e superlativamente, Jodie Foster, outra vez brilhante, outra vez a transpirar inquietude, outra vez perturbada e perturbante, com aquele grão na voz a aparentar calmaria e a induzir sensações indizíveis, a dar-nos uma Erica Bain a cerrar os dentes diante das suas inseguranças, de quem gostamos mas não queremos gostar, na lâmina afiada que separa o Bem e o Mal — e nós já nem sabemos, como ela não sabe, de que lado estar. É que a vingança não é um direito, mas pode ser uma inevitabilidade.""Vale a pena rematar dizendo que A Estranha em Mim é um dos grandes filmes do ano?"
Jorge Leitão Ramos, Expresso de 20/10/2007
20.10.07
LOCAL
São Pedro do Sul
As autarquias que o secretário de Estado da Administração Local, Eduardo Cabrita diz estarem em pior situação são, todavia, Fornos de Algodres e S. Pedro do Sul. O presidentre de S. Pedro do Sul acredita, porém, que a sua autarquia sairá da lista. "Está tudo devidamente justificado", diz, atribuindo o problema a "receitas que se referiam a um ano mas só vieram no ano seguinte".
António Carlos Figueiredo, disse mesmo ter “justificado mais do que a totalidade” do valor. “Justificámos o dobro, pelos proveitos diferidos, receitas que se referiam a um ano mas só vieram no ano seguinte”. Segundo os dados apresentados quinta-feira, o município de São Pedro do Sul, ao ultrapassar o endividamento líquido em 1.561.700 euros (37 por cento das receitas municipais), verá retida uma verba mensal de 58.357 euros. António Carlos Figueiredo frisou que, “como está tudo devidamente justificado, não há razão para S. Pedro do Sul continuar a constar na lista”.
São Pedro do Sul
As autarquias que o secretário de Estado da Administração Local, Eduardo Cabrita diz estarem em pior situação são, todavia, Fornos de Algodres e S. Pedro do Sul. O presidentre de S. Pedro do Sul acredita, porém, que a sua autarquia sairá da lista. "Está tudo devidamente justificado", diz, atribuindo o problema a "receitas que se referiam a um ano mas só vieram no ano seguinte".António Carlos Figueiredo, disse mesmo ter “justificado mais do que a totalidade” do valor. “Justificámos o dobro, pelos proveitos diferidos, receitas que se referiam a um ano mas só vieram no ano seguinte”. Segundo os dados apresentados quinta-feira, o município de São Pedro do Sul, ao ultrapassar o endividamento líquido em 1.561.700 euros (37 por cento das receitas municipais), verá retida uma verba mensal de 58.357 euros. António Carlos Figueiredo frisou que, “como está tudo devidamente justificado, não há razão para S. Pedro do Sul continuar a constar na lista”.
19.10.07
Pacheco & Menezes e as metáforas...
"Querendo um Ladrão entrar em uma casa de noite para roubar, achou à porta um Cão, que com ladridos o impedia. O cauteloso Ladrão, para o apaziguar, lhe lançou um pedaço de pão. Mas o cão disse: Bem entendo que me dás este pão por que me cale, e te deixe roubar a casa, não por amor que me tenhas: porém já que o dono da casa me sustenta toda a vida, não deixarei de ladrar, se não te fores, até que ele acorde, e te venha estorvar. Não quero que este bocado me custe morrer de fome toda a minha vida."
Será Menezes o ladrão, o PSD a casa e Pacheco Pereira o cão?... E os militantes serão o cão que, ao contrário do da fábula, se deixou seduzir pelo ladrão?...
"Querendo um Ladrão entrar em uma casa de noite para roubar, achou à porta um Cão, que com ladridos o impedia. O cauteloso Ladrão, para o apaziguar, lhe lançou um pedaço de pão. Mas o cão disse: Bem entendo que me dás este pão por que me cale, e te deixe roubar a casa, não por amor que me tenhas: porém já que o dono da casa me sustenta toda a vida, não deixarei de ladrar, se não te fores, até que ele acorde, e te venha estorvar. Não quero que este bocado me custe morrer de fome toda a minha vida."Será Menezes o ladrão, o PSD a casa e Pacheco Pereira o cão?... E os militantes serão o cão que, ao contrário do da fábula, se deixou seduzir pelo ladrão?...
Sócrates, na campanha eleitoral de 2005...
...diz que 7,1% de desemprego são a "marca de uma governação falhada" e de uma "economia mal conduzida". Em Outubro de 2007, com José Sócrates como primeiro-ministro, Portugal tem 8,3% de desempregados e, pela primeira vez em quase 30 anos, a taxa de desemprego é superior à de Espanha.
...diz que 7,1% de desemprego são a "marca de uma governação falhada" e de uma "economia mal conduzida". Em Outubro de 2007, com José Sócrates como primeiro-ministro, Portugal tem 8,3% de desempregados e, pela primeira vez em quase 30 anos, a taxa de desemprego é superior à de Espanha.
LOCAL
Vouzela
Telmo Antunes quer mudanças no PSD e aguarda com expectativa as eleições para a Comissão Política Distrital, que devem acontecer no final de Novembro.
Vouzela
Telmo Antunes quer mudanças no PSD e aguarda com expectativa as eleições para a Comissão Política Distrital, que devem acontecer no final de Novembro.
18.10.07
«Na margem sul do Tejo, faleceu recentemente um angolano, antigo membro do MPLA, a quem por alturas do 27 de Maio foi atribuída a tarefa de coveiro. Há quem se lembre de o ouvir contar que fora obrigado a sepultar pessoas vivas. Milhares de famílias de angolanos nunca puderam enterrar os seus mortos.»«[...] Eram presos e enviados, sem qualquer processo, para campos de concentração. Muitos dos que morreram nem sequer sabiam quem era Nito Alves. E eram muitos os que tinham menos de 18 anos. Entre os detidos encontravam-se, até, soldados que não estavam em Angola no dia 27 de Maio.»
17.10.07
16.10.07
A proposta de extinção do Tribunal Constitucional...
...Jorge Miranda, fundador do PSD, considera que a proposta de extinção do TC “é de quem não conhece o Direito Constitucional”. E acrescenta: “Nenhum jurista em Portugal poderia aceitar isso”, reforçando que “não faz nenhum sentido” que as matérias submetidas ao TC fossem apreciadas pelo Supremo Tribunal de Justiça.
Jorge Bacelar Gouveia, um santanista que já presidiu ao Conselho de Jurisdição do PSD, sustenta que não se justifica uma alteração do modelo actual e menos ainda “desgraduá-lo a uma secção do Supremo Tribunal de Justiça”.
O Prof. Marcelo, na homilia dominical, foi lacónico: a solução a que o PSD chegou para o TC “é pouco pensada”.
E depois há um pequeno obstáculo que escapa a Menezes (e a Marco António): o PSD não sugere uma revisão constitucional, quer uma “nova constituição”. Assim de repente, afigura-se que isso implica a eleição de uma assembleia constituinte. O congresso foi omisso quanto à data em que os portugueses serão chamados a votar para tão urgente assunto.
É provável que, nestas 24 horas, o Eng. Ângelo Correia tenha tido oportunidade para aconselhar a sua equipa a prescindir de tão luminoso propósito. Com a renovação encalhada, são já duas promessas que se esfumam.
...Jorge Miranda, fundador do PSD, considera que a proposta de extinção do TC “é de quem não conhece o Direito Constitucional”. E acrescenta: “Nenhum jurista em Portugal poderia aceitar isso”, reforçando que “não faz nenhum sentido” que as matérias submetidas ao TC fossem apreciadas pelo Supremo Tribunal de Justiça.
Jorge Bacelar Gouveia, um santanista que já presidiu ao Conselho de Jurisdição do PSD, sustenta que não se justifica uma alteração do modelo actual e menos ainda “desgraduá-lo a uma secção do Supremo Tribunal de Justiça”.
O Prof. Marcelo, na homilia dominical, foi lacónico: a solução a que o PSD chegou para o TC “é pouco pensada”.
E depois há um pequeno obstáculo que escapa a Menezes (e a Marco António): o PSD não sugere uma revisão constitucional, quer uma “nova constituição”. Assim de repente, afigura-se que isso implica a eleição de uma assembleia constituinte. O congresso foi omisso quanto à data em que os portugueses serão chamados a votar para tão urgente assunto.
É provável que, nestas 24 horas, o Eng. Ângelo Correia tenha tido oportunidade para aconselhar a sua equipa a prescindir de tão luminoso propósito. Com a renovação encalhada, são já duas promessas que se esfumam.

O penalista Costa Andrade, nome referido ainda ontem por Menezes como o coordenador da nova constituição made in Gaia, afirmou ao Rádio Clube que “não concorda com a proposta do novo líder do PSD e lembra que o modelo de direito português contempla a existência do Tribunal Constitucional.” O santanismo is back.

Gattopardo é um blogue sobre política.
Gattopardo não representa ninguém nem presta contas.
Gattopardo não tem as quotas em dia nem pretende.
Gattopardo estuda com fé e realiza com dúvida.
Gattopardo usa consoante dobrada porque é italiano.
Gattopardo é tão depressa leopardo como gato pardo.
Gattopardo não confunde um churchill com um charuto.
Gattopardo não está de acordo com quem concorda connosco.
15.10.07
O Julgamento
Título original: O Julgamento
De: Leonel Vieira
Com: Alexandra Lencastre, Fernanda Serrano, Júlio César
Género: Dra, Thr
Classificação: M/16
POR, 2007, Cores, 108 min.
"Apesar da explosão de Abril de 1974, não são muitos os filmes portugueses onde a realidade da repressão exercida pela polícia política do Estado Novo surja documentada. E quando surge — caso de O Prisioneiro, de Sérgio Ferreira (1977), da série Até Amanhã, Camaradas, de Joaquim Leitão (2005), ou do filme inaugural de Leonel Vieira, A Sombra dos Abutres (1997) — essa repressão aparece como moldura para evidenciar a nobreza dos heróis, resistentes antifascistas que, pela tortura, ganham a palma do martírio. A intenção de Julgamento é mais complexa. O filme, situado na actualidade, fala dos rastos deixados pela provação da tortura num grupo de amigos, ex-militantes clandestinos do PCP, um deles (Marcelino) assassinado na PIDE. Em diversos graus, todos os sobreviventes carregam sequelas na memória, em especial o protagonista (Jaime/Júlio César), o mais traumatizado, professor na Faculdade de Letras com uma vida sentimental instável, uma relação tormentosa com a filha do amigo morto (Joana/Alexandra Lencastre). É Jaime quem, por mero acaso, descobre num julgamento um homem que identifica como sendo o inspector Mendes Oliveira (Carlos Santos), o torturador de há mais de 30 anos. O homem, contudo, recém-chegado do Brasil como emigrante de torna-viagem apresenta uma outra identidade. Jaime, com a colaboração de um dos amigos (Miguel/José Eduardo) resolve raptá-lo e submetê-lo a um interrogatório. Só quer que ele confesse ser Mendes Oliveira e saber como morreu o Marcelino. O homem não está pelos ajustes. Jaime e Miguel não desistem — e um processo de tortura começa."
"Julgamento é um filme onde se evidencia o círculo infernal a que o desejo de vingança conduz, círculo que, na verdade, não tem saída (a solução arquitectada pelos argumentistas aparece, por isso, como o apaziguamento da nossa consciência, a luz ao fundo de um túnel que, evidentemente, não tem nenhuma, o desejo de que seja possível reorganizar a ordem, um pouco à revelia da lógica do resto da fita). Usa uma trabalhada definição dos personagens, em especial os masculinos, bem sustentados pelos actores essenciais (os três citados e ainda Henrique Viana, no seu derradeiro trabalho em cinema). Menos atenção mereceram as mulheres a quem os argumentistas não deram relevância tornando-as apenas funcionalidades da narrativa — e, assim, nem Alexandra Lencastre nem Fernanda Serrano deixam traços. A realização consegue prender-nos, embora nunca transmita o calafrio, o estremecimento que, em algumas cenas, era preciso despoletar no espectador."
"De todo o modo, Julgamento é o melhor filme de Leonel Vieira desde A Sombra dos Abutres."
Jorge Leitão Ramos, Expresso de 13/10/2007
Título original: O Julgamento
De: Leonel Vieira
Com: Alexandra Lencastre, Fernanda Serrano, Júlio César
Género: Dra, Thr
Classificação: M/16
POR, 2007, Cores, 108 min.
"Apesar da explosão de Abril de 1974, não são muitos os filmes portugueses onde a realidade da repressão exercida pela polícia política do Estado Novo surja documentada. E quando surge — caso de O Prisioneiro, de Sérgio Ferreira (1977), da série Até Amanhã, Camaradas, de Joaquim Leitão (2005), ou do filme inaugural de Leonel Vieira, A Sombra dos Abutres (1997) — essa repressão aparece como moldura para evidenciar a nobreza dos heróis, resistentes antifascistas que, pela tortura, ganham a palma do martírio. A intenção de Julgamento é mais complexa. O filme, situado na actualidade, fala dos rastos deixados pela provação da tortura num grupo de amigos, ex-militantes clandestinos do PCP, um deles (Marcelino) assassinado na PIDE. Em diversos graus, todos os sobreviventes carregam sequelas na memória, em especial o protagonista (Jaime/Júlio César), o mais traumatizado, professor na Faculdade de Letras com uma vida sentimental instável, uma relação tormentosa com a filha do amigo morto (Joana/Alexandra Lencastre). É Jaime quem, por mero acaso, descobre num julgamento um homem que identifica como sendo o inspector Mendes Oliveira (Carlos Santos), o torturador de há mais de 30 anos. O homem, contudo, recém-chegado do Brasil como emigrante de torna-viagem apresenta uma outra identidade. Jaime, com a colaboração de um dos amigos (Miguel/José Eduardo) resolve raptá-lo e submetê-lo a um interrogatório. Só quer que ele confesse ser Mendes Oliveira e saber como morreu o Marcelino. O homem não está pelos ajustes. Jaime e Miguel não desistem — e um processo de tortura começa."
"Julgamento é um filme onde se evidencia o círculo infernal a que o desejo de vingança conduz, círculo que, na verdade, não tem saída (a solução arquitectada pelos argumentistas aparece, por isso, como o apaziguamento da nossa consciência, a luz ao fundo de um túnel que, evidentemente, não tem nenhuma, o desejo de que seja possível reorganizar a ordem, um pouco à revelia da lógica do resto da fita). Usa uma trabalhada definição dos personagens, em especial os masculinos, bem sustentados pelos actores essenciais (os três citados e ainda Henrique Viana, no seu derradeiro trabalho em cinema). Menos atenção mereceram as mulheres a quem os argumentistas não deram relevância tornando-as apenas funcionalidades da narrativa — e, assim, nem Alexandra Lencastre nem Fernanda Serrano deixam traços. A realização consegue prender-nos, embora nunca transmita o calafrio, o estremecimento que, em algumas cenas, era preciso despoletar no espectador.""De todo o modo, Julgamento é o melhor filme de Leonel Vieira desde A Sombra dos Abutres."
Jorge Leitão Ramos, Expresso de 13/10/2007
Luis Acuña, o ministro da Educação do governo bolivariano (o mesmo que fechará as escolas que não apliquem o programa oficial de educação das crianças para o socialismo), informa que tem uma razão séria para impedir o concerto do cantor Alejandro Sanz em Caracas: «Decidimos que no va porque no va.» Com a república bolivariana não se brinca.
14.10.07
A página pessoal, só vos digo isto: é a melhor coisa que já vi em políticos portugueses, tirando a página de candidatura do actual Presidente da República. É a única com feed RSS, versão de impressão, envio por e-mail… Tem actualização quanto baste, tem interactividade.
LOCAL
Vouzela
A inclusão da autarquia na lista negra do endividamento está a provocar um “coro” de críticas. O presidente, do PSD, promete dar resposta.
Vouzela
A inclusão da autarquia na lista negra do endividamento está a provocar um “coro” de críticas. O presidente, do PSD, promete dar resposta.
13.10.07
Luís Filipe Menezes é um homem com "enormes virtudes" e dotado de "uma grande inteligência política". "O problema é que Menezes manipula as pessoas, trucida as que lhe podem fazer sombra e vê a política como uma guerra do mata ou morre". Mas avisa que é "um político que se prepara muito bem", e recomenda que não se caia no erro de o tomar por "um desvairado que diz umas barbaridades". Eduardo Rodrigues, sociólogo e presidente da concelhia do PS de Gaia
11.10.07
LOCAL
São Pedro do Sul
Sondagem Eurequipa/NL/NV...
...abre caminho para a recandidatura do Presidente da Câmara Municipal de São Pedro do Sul, António Carlos Figueiredo. De acordo com este estudo, 53,9% dos inquiridos entendem que o actual Presidente se deve recandidatar, enquanto que 62,1% votariam neste autarca se as eleições fossem hoje.











São Pedro do Sul
Sondagem Eurequipa/NL/NV...
...abre caminho para a recandidatura do Presidente da Câmara Municipal de São Pedro do Sul, António Carlos Figueiredo. De acordo com este estudo, 53,9% dos inquiridos entendem que o actual Presidente se deve recandidatar, enquanto que 62,1% votariam neste autarca se as eleições fossem hoje.
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