30.6.08
27.6.08
O Acontecimento
Título original: The Happening
De: M. Night Shyamalan
Com: Mark Wahlberg, Zooey Deschanel, John Leguizamo
Género: Dra
Classificação: M/12
EUA/Índia, 2008, Cores, 91 min.
Título original: The Happening
De: M. Night Shyamalan
Com: Mark Wahlberg, Zooey Deschanel, John Leguizamo
Género: Dra
Classificação: M/12
EUA/Índia, 2008, Cores, 91 min.
"ESTRANHOS fenómenos rodeiam a estreia do novo filme de M. Night Shyamalan. A começar pelo visionamento concedido pela Castello Lopes na manhã de quarta-feira, dia 11, apenas 24 horas antes da estreia mundial, numa altura em que a edição do «Actual» já estava encerrada. Tanto quanto nos foi possível apurar, a responsabilidade nem foi da Castello Lopes, que se limitou a seguir ordens da 20th Century Fox. Num filme de medos, quais foram os medos da Fox? Que a crítica demolisse o filme? Revelasse deste qualquer segredo? O semiboicote foi manobra de marketing? Correspondeu aos desejos de Shyamalan? Perante o seu filme mais irregular, mas também o mais livre dos últimos anos, não era caso para tanto sigilo."
"Passemos ao vento do título deste texto, às folhas das árvores do Central Park de Nova Iorque e à praga inexplicável que, numa bela manhã (podia ser a de um certo 11 de Setembro), desata a paralisar as pessoas. Pior: depois da paralisia, vêm as pulsões suicidas, que começam a varrer, pouco a pouco (e de árvore em árvore: diz-se que o mal vem das plantas), a população do Nordeste americano. O filme centra-se num casal em fuga, Elliot e Alma Moore (Mark Wahlberg e Zooey Deschanel), acompanhados de uma menor, a pequena Jess."
"E mais não contamos. Há coisas magníficas neste O Acontecimento. Propostas de cinemas incríveis de um cineasta que está-se cada vez mais nas tintas para «deixar mensagens». No limite, ele está-se nas tintas para o argumento: que haja pelo menos um assim na América. É claro que, quem quiser, pode encontrar aqui ganga metafórica e discursos sobre terrorismo, mas o filme recusa-os, pois é no território da fábula que nos encontramos, não perante um jogo de reconhecimento entre espectador e realidade, coisa proibida em Shyamalan. Aquela pele, ninguém pode vestir. A paranóia lançada pelos primeiros filmes de Shyamalan caminha agora para um silêncio inexpugnável, levando tudo consigo: o medo hitchcockiano e o choradinho do melodrama, o horror e o grotesco, as bases do cinema americano todo. As personagens, sentimo-lo neste filme mais do que nunca, estão numa posição em que podem desaparecer em qualquer momento, no contrapicado de corpos que caem de um prédio, no «travelling» de uma pistola que semeia cadáveres, na terrível imagem de telemóvel captada na jaula de leões de um zoo, na casa de uma velha feiticeira que Elliot, Alma e Jess encontram na floresta."
"Shyamalan está a trabalhar, intrépido, na fronteira do ridículo: isto parece-nos óbvio e não menos sublime. Um ridículo a dizer-nos, por exemplo, que ainda é possível acreditar num filme de terror feito com uma máquina de vento e uns desgraçados a fugirem sabe-se lá do quê. Mas lá que a coisa é fatal, é. Está tão bem filmada que só se pode acreditar nela. Já aquele final, caro M. Night, é um disparate ainda mais incompreensível que o teu filme: vamos acreditar que ainda estás a trabalhar nos anos 50 e que algum produtor da Fox, incrédulo com o que filmaste, te obrigou a fazer aquilo. Sabemos que não é verdade, caro M. Night, mas vamos acreditar nisso. Como nos teus filmes, tão diferentes de tudo o resto que se vê hoje."
Francisco Ferreira, Expresso de 21/06/2008
26.6.08
LOCAL
São Pedro do Sul
É o maior e mais moderno balneário termal da Europa. Foi ampliado e remodelado. Ficou com condições para receber 45 mil aquistas por ano. A inauguração do D. Afonso Henriques é domingo. A festa promete.
São Pedro do Sul
25.6.08
Alexandra
Título original: Aleksandra
De: Aleksandr Sokurov
Com: Galina Vishnevskaya, Vasily Shevtsov, Raisa Gichaeva
Género: Dra
Classificação: M/12
FRA/RUS, 2007, Cores, 90 min.
Título original: Aleksandra
De: Aleksandr Sokurov
Com: Galina Vishnevskaya, Vasily Shevtsov, Raisa Gichaeva
Género: Dra
Classificação: M/12
FRA/RUS, 2007, Cores, 90 min.
"HABITUALMENTE dividida, para efeitos de análise, em três blocos — o «ciclo das elegias» (Elegy of Life), o «ciclo da família» (Mãe e Filho) e o «ciclo do poder» (Moloch) —, a obra recente do russo Aleksandr Sokurov parece encontrar na sua nova encarnação um ensejo para sublinhar a unidade estética, ética e metafísica que nunca lhe faltou, debruçando-se ao mesmo tempo sobre as relações de poder, sobre os afectos familiares e sobre a condição decaída ou decadente do homem."
"Dirão alguns que, preterindo os factos narrativos em prol de um olhar metafísico, o filme redunda em modorra. Damos de barato: para além da frágil presença de uma anciã capaz de reconciliar os opostos pelo afecto (Rússia e Tchetchénia, homem e mulher) e de nos devolver o espanto pela existência, aqui «no pasa nada». Já agora: a menos que Andrei Tarkovsky ressuscite, não veremos outro filme assim em 2008."
Vasco Baptista Marques, Expresso de 14/06/2008
Vasco Baptista Marques, Expresso de 14/06/2008
Cidadão de 28 anos violou direitos de autor ao disponibilizar na Internet conteúdos não autorizados. Terá agora de pagar uma multa de mais de mil euros. O peer-to-peer, em que se baseiam aplicações como o eMule, LimeWire ou BitTorrent, permite que utilizadores de Internet troquem entre si ficheiros de qualquer tipo - os de áudio e vídeo são de longe os mais requisitados - que tenham armazenados no disco rígido. 24.6.08
MFL continua sem aceitar...
...que toda a gente, independentemente dos seus rendimentos, deve ter direito a cuidados de saúde quando precisa deles sem ter de os pagar especificamente (sem prejuízo de moderadas taxas de utilização dissuasoras de consumos excessivos). Os cuidados de saúde não são um bem de consumo ou uma vantagem cuja procura depende de um decisão livre de quem deles necessita, mas sim de doença ou de acidente, que a todos pode atingir à margem da sua vontade, devendo por isso os seus custos ser partilhados por todos, como sucede com outros riscos sociais.
23.6.08
LOCAL
São Pedro do Sul
Vitela de Lafões em risco...

São Pedro do Sul
Vitela de Lafões em risco...

...criadores das raças arouquesa e mirandesa, matéria-prima da afamada vitela de Lafões, responsabilizam os custos de produção e a fraca rentabilidade por uma crise sem precedentes. Os jovens envolvidos na actividade já se contam pelos dedos.
É uma das carnes mais apreciadas pela textura tenra e paladar singular. Derrete-se na boca. Mas a vitela de Lafões, uma das iguarias da região que lhe empresta o nome - Vouzela, S. Pedro do Sul e Oliveira de Frades -, pode ter os dias contados. A opinião, "realista", é dos criadores. Homens, quase todos acima dos 50 anos, que sufocam numa crise "sem precedentes". Que a manter-se, asseveram, acabará com as já poucas cabeças de gado que ainda se vêem nos prados verdejantes.
É uma das carnes mais apreciadas pela textura tenra e paladar singular. Derrete-se na boca. Mas a vitela de Lafões, uma das iguarias da região que lhe empresta o nome - Vouzela, S. Pedro do Sul e Oliveira de Frades -, pode ter os dias contados. A opinião, "realista", é dos criadores. Homens, quase todos acima dos 50 anos, que sufocam numa crise "sem precedentes". Que a manter-se, asseveram, acabará com as já poucas cabeças de gado que ainda se vêem nos prados verdejantes.
A Rapariga Cortada em Dois
Título original: La Fille Coupée en Deux
De: Claude Chabrol
Com: Ludivine Sagnier, Benoît Magimel, François Berléand
Género: Dra, Thr
Classificação: M/12
ALE/FRA, 2007, Cores, 115 min.
Título original: La Fille Coupée en Deux
De: Claude Chabrol
Com: Ludivine Sagnier, Benoît Magimel, François Berléand
Género: Dra, Thr
Classificação: M/12
ALE/FRA, 2007, Cores, 115 min.
Miguel Cintra Ferreira, Expresso de 07/06/2008
LOCAL
São Pedro do Sul

São Pedro do Sul

Os Fingertips escolheram um local de luxo para apresentar «Live Act», novo álbum ao vivo onde recuperam seis anos de carreira. O espaço belíssimo não teve a devida correspondência.
Salter Cid trabalhou apenas 6 anos na PT, já que na maior parte do tempo esteve requisitado pelo governo de Cavaco Silva na presidência da Comissão de Coordenação de Lisboa e Vale do Tejo, e na secretaria de Estado da Segurança Social. Anos mais tarde, seria o governo de Durão Barroso a requisitá-lo à PT para ir presidir à Companhia das Lezírias, acompanhado pela secretária e motorista que tinha na PT.
Diz o semanário Expresso que nessa altura o Tribunal de Contas questionou o montante do salário auferido (27.500 euros mensais, em média) e sobretudo a ausência de qualquer contrato. De facto, o contrato viria a ser assinado um ano depois de Salter Cid assumir funções na Companhia das Lezírias, e assinado por ele em nome desta entidade que o contratava.
21.6.08
Um treinador que descura, desaproveita e diminui um jogador como Quaresma, merece um prémio: o de treinador mais imbecil do Mundo. Quaresma bate bem a bola, como raros, mas bate mal da bola, como tantos. Vê-se que há ali um Dani em potência. Só que o Filipão Sargentão era também o auto-propalado rei da motivação, até a sua psicóloga aparecia a botar sentenças. Cadê? Como é possível que Quaresma, Nani e Hugo Almeida não tenham lugar na equipa do Petit, Nuno Gomes e actual Sabrosa? No Entroncamento nunca se viu nada tão estranho.20.6.08
LOCAL
São Pedro do Sul

São Pedro do Sul

Os Fingertips, que estão a celebrar seis anos de carreira, apresentam no dia 21 o seu mais recente álbum, "Live Act" no Condado de Beirós, nas termas de São Pedro do Sul. [CONVITE]
19.6.08
A ADSE, o subsistema de saúde privativo da função pública, custa ao Estado cerca de 125,6 milhões de euros, mesmo depois do aumento da contribuição dos beneficiários. Ninguém até agora conseguiu explicar por que é que os contribuintes, que suportam o SNS para toda a gente, hão-de depois suportar um subsistema paralelo para benefício dos funcionários públicos...18.6.08
Aritmética Emocional
Título original: Emotional Arithmetic
De: Paolo Barzman
Com: Susan Sarandon, Gabriel Byrne, Christopher Plummer, Roy Dupuis
Género: Dra
Classificacao: M/12
CAN, 2007, Cores, 99 min.
Título original: Emotional Arithmetic
De: Paolo Barzman
Com: Susan Sarandon, Gabriel Byrne, Christopher Plummer, Roy Dupuis
Género: Dra
Classificacao: M/12
CAN, 2007, Cores, 99 min.
"NÃO TENHO a certeza de ter compreendido por inteiro este Aritmética Emocional, porque não tenho a certeza que a acção do filme decorra deveras ou se é apenas uma projecção da mente da sua protagonista. Um ou dois planos lançam-me a dúvida insanável (como aquele em que vemos a mesa posta, impecável, espargos e tudo - e chove já), mas não é por isso que o meu olhar sobre o filme muda, história dramática de uma mulher que se recusa a esquecer e, ao não esquecer, torna a vida impossível de ser vivida."
"O que eu gosto no filme, para além da justeza dos actores (é sempre bom vermos um grande actor representar e aqui há pelo menos quatro), é a indagação do passado, o decifrar de um drama, com a paisagem filmada em cores saturadas e, sobretudo, aquela ideia do registo, aquele mandamento «Não esquecerás», aquela imperiosidade de passar testemunho que parece um dever ético, mas afinal é apenas uma maldição. "
"Gosto do estremecimento em torno do gesto de esquecer e da necessidade de reconciliar para que a existência seja possível - há tão poucos filmes onde o conflito seja de natureza ética... E lembro que, já há mais de quarenta anos, era também essa a tensão vital de Hiroshima Meu Amor, sem que esta lembrança pretenda quaisquer comparações. "
Jorge Leitão Ramos, Expresso de 13/06/2008
Jorge Leitão Ramos, Expresso de 13/06/2008
17.6.08
Alguém argumenta que se tivesse havido referendo do Tratado de Lisboa em todos os países da UE, provavelmente ele não teria sido recusado somente na Irlanda, sem excluir Portugal. Não é possível afastar tal hipótese, aliás bem provável, tendo em conta a natureza do Tratado e a crise internacional vigente. Mas o argumento não impressiona minimamente. O mesmo se poderia dizer sobre anteriores tratados da UE, e sobre muitas leis e outros tratados, e mesmo muitas constituições vigentes. Bem podemos especular sobre tudo o que teria podido ser rejeitado em referendo. A verdade, porém, é que o referendo não entra necessariamente na definição de democracia (há democracias onde ele não existe), muito menos é o modo normal, nem tampouco uma forma superior, de aprovar tratados, ou leis, ou constituições. Numa genuína democracia representativa, o voto popular serve para eleger regularmente os legisladores e não para aprovar directamente leis ou tratados.16.6.08
O Incrível Hulk
Título original: The Incredible Hulk
De: Louis Leterrier
Com: Edward Norton, Liv Tyler, Tim Roth, William Hurt
Género: Acç
Classificação: M/12
EUA, 2008, Cores, 114 min.
"Hulk é um «outro», um «doppelganger», manifestação do inconsciente que aquele sobre o qual se exerce a mudança, o cientista Bruce Banner, procura controlar, impedir a sua emergência. A sua origem, conforme Stan Lee afirmou está entre o monstro de Frankenstein e o Mr. Hyde do clássico de Stevenson, O Médico e o Monstro. Mas é esta última referência a que é dominante, e a mais interessante. Daí que seja de louvar a nova versão das aventuras do super-herói verde que a Marvel lançou, dirigida pelo francês Louis Leterrier."
"Deixem-me desde já manifestar a minha surpresa. Considerando os trabalhos anteriores deste realizador, Correio de Risco e Danny the Dog, a minha alma «BDólifa» e cinéfila tremeu. Daí a minha surpresa face ao resultado. O Incrível Hulk está mais relacionado com o original e tem uma construção dramática mais interessante, assim como uma disseminação das cenas de acção ao longo do filme mais eficaz do que o primeiro filme com o nosso herói, dirigida há cinco anos pelo mais cerebral Ang Lee."
"Diga-se desde já que o feliz resultado do trabalho de Leterrier tem muito a ver com as alterações que a nova produção introdução a nível de intérpretes: o magnífico Edward Norton dá corpo a Banner e aos movimentos digitais do Hulk, substituindo o pesado Eric Bana. A belíssima Liv Tyler toma o lugar de Jennifer Connely como Betty Ross, e o seu rosto quase angelical dá uma outra dimensão, mais tocante, à personagem, enquanto o habitual perseguidor do Hulk, o general Ross, tem a pele de um dos maiores actores de hoje, William Hurt, que substitui o «westernizado» Sam Elliott."
"A este trio junta-se um vilão de peso, o «Abominação», interpretado pelo admirável Tim Roth. Com uma mão contendo estes quatro ases, a jogada da Marvel é, definitivamente, vencedora."
"A isto junta-se uma montagem inteligente que desenvolve a acção em três blocos, que vão crescendo como uma espiral até atingirem o clímax, que corresponde a uma transformação de Banner em Hulk e ao combate que trava com um adversário cada vez mais poderoso, e cenas bem trabalhadas, sem exibicionismos nem excessos dos efeitos digitais. E, o que não é menos importante, com a injecção de momentos de humor bem colocados. Neste último caso convém destacar a sequência final, com o general Ross e um convidado especial, que não serei eu a referir para não vos tirar o prazer do encontro."
Título original: The Incredible Hulk
De: Louis Leterrier
Com: Edward Norton, Liv Tyler, Tim Roth, William Hurt
Género: Acç
Classificação: M/12
EUA, 2008, Cores, 114 min.
"Nascido em 1962, do conúbio de Stan Lee (argumento) e Jack Kirby (desenho), o Hulk é, talvez, o mais original dos super-heróis da família Marvel. Não tem fórmulas mágicas (Capitão Marvel), não é extraterrestre (Superman), não possui «gadgets» sofisticados (Batman), não se transforma consoante a sua vontade (os X-Men), etc. E, principalmente, não é um dedicado defensor da lei e ordem e dos valores americanos."
"Hulk é um «outro», um «doppelganger», manifestação do inconsciente que aquele sobre o qual se exerce a mudança, o cientista Bruce Banner, procura controlar, impedir a sua emergência. A sua origem, conforme Stan Lee afirmou está entre o monstro de Frankenstein e o Mr. Hyde do clássico de Stevenson, O Médico e o Monstro. Mas é esta última referência a que é dominante, e a mais interessante. Daí que seja de louvar a nova versão das aventuras do super-herói verde que a Marvel lançou, dirigida pelo francês Louis Leterrier."
"Deixem-me desde já manifestar a minha surpresa. Considerando os trabalhos anteriores deste realizador, Correio de Risco e Danny the Dog, a minha alma «BDólifa» e cinéfila tremeu. Daí a minha surpresa face ao resultado. O Incrível Hulk está mais relacionado com o original e tem uma construção dramática mais interessante, assim como uma disseminação das cenas de acção ao longo do filme mais eficaz do que o primeiro filme com o nosso herói, dirigida há cinco anos pelo mais cerebral Ang Lee."
"Diga-se desde já que o feliz resultado do trabalho de Leterrier tem muito a ver com as alterações que a nova produção introdução a nível de intérpretes: o magnífico Edward Norton dá corpo a Banner e aos movimentos digitais do Hulk, substituindo o pesado Eric Bana. A belíssima Liv Tyler toma o lugar de Jennifer Connely como Betty Ross, e o seu rosto quase angelical dá uma outra dimensão, mais tocante, à personagem, enquanto o habitual perseguidor do Hulk, o general Ross, tem a pele de um dos maiores actores de hoje, William Hurt, que substitui o «westernizado» Sam Elliott."
"A este trio junta-se um vilão de peso, o «Abominação», interpretado pelo admirável Tim Roth. Com uma mão contendo estes quatro ases, a jogada da Marvel é, definitivamente, vencedora."
"A isto junta-se uma montagem inteligente que desenvolve a acção em três blocos, que vão crescendo como uma espiral até atingirem o clímax, que corresponde a uma transformação de Banner em Hulk e ao combate que trava com um adversário cada vez mais poderoso, e cenas bem trabalhadas, sem exibicionismos nem excessos dos efeitos digitais. E, o que não é menos importante, com a injecção de momentos de humor bem colocados. Neste último caso convém destacar a sequência final, com o general Ross e um convidado especial, que não serei eu a referir para não vos tirar o prazer do encontro."
"Em resumo, O Incrível Hulk é um excelente filme de aventuras que todos os admiradores do Hulk irão apreciar, assim como os cinéfilos em geral. A Marvel está de parabéns, o que não é sempre o caso nas recentes versões cinematográficas dos seus super-heróis."
Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 13/06/2008
Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 13/06/2008
13.6.08
12.6.08
Um Homem Perdido
Título original: Un Homme Perdu
De: Danielle Arbid
Com: Melvil Poupaud, Alexander Siddig, Darina El Joundi
Género: Dra
FRA, 2007, Cores, 93 min.
Título original: Un Homme Perdu
De: Danielle Arbid
Com: Melvil Poupaud, Alexander Siddig, Darina El Joundi
Género: Dra
FRA, 2007, Cores, 93 min.
"AS PRIMEIRAS palavras são de apresentação de uma cineasta de 38 anos, Danielle Arbid. Há algo de cinematográfico na sua experiência de vida, um vaivém constante entre diferentes territórios e línguas. Arbid nasceu em Beirute, no Líbano, instalou-se em França aos 17 anos e foi aí que se tornou cineasta. O trabalho levou-a de regresso ao seu país natal por várias vezes e sob múltiplas formas. Desde o momento em que escolheu a profissão, Arbid tem oscilado entre curtas e longas-metragens (algumas já exibidas em festivais portugueses), entre o documentário e a ficção, e também já passou pela videoarte. Não é comum começarmos por aqui, pelas apresentações, apesar do nome da cineasta pouco ou nada dizer ao espectador português. Contudo, no caso de Um Homem Perdido, descoberto na Quinzena dos Realizadores de Cannes 2007, o enquadramento biográfico é vital, já que a relação Ocidente-Oriente, tão cara à cineasta, está no centro do jogo. Arbid influenciou-se na vida e na obra de um fotógrafo, Antoine d’Agata, que co-assinou o argumento com a realizadora."
"O que temos? Um homem, de facto, perdido. Ou melhor: um homem árabe que vai arrastar outro, ocidental, para a sua perdição. Desse homem árabe, Fouad Saleh (papel de Alexander Siddig, o actor britânico-sudanês que Danielle Arbid viu pela primeira vez em Syriana, de Stephen Gaghan), apenas sabemos que ele anda em fuga (que crime terá cometido?) e que esteve em Beirute em tempos de guerra (uma guerra que parece não ter fim...), 17 anos antes do início da história. Fouad fala muito pouco. Está algures na Síria, a trabalhar no campo, nos arrabaldes de Damasco, e decide partir para a Jordânia. A câmara está próxima da impressão muito forte que causam os seus olhos. Num táxi colectivo, Fouad seduz uma mulher desconhecida que mais tarde beijará às escondidas, na fronteira dos dois países. É nesta altura que entra em cena Thomas Koré (Melvil Poupaud), um fotógrafo francês que surpreende, com a sua máquina, o beijo ilícito. A Polícia leva toda a gente para a cadeia. Poucas respostas nos são dadas nestes magníficos primeiros dez minutos de filme e da mulher «beijada a medo» não teremos notícias. A câmara de Danielle Arbid, a partir daqui, vai colar-se aos dois homens, Fouad e Thomas, explorando a sua lenta aproximação, essa difícil tentativa de diálogo simbólico entre Oriente e Ocidente. Fouad e Thomas decidem partilhar algum tempo juntos e instalam-se num quarto em Amã, passando a viver de noite, em antros propícios a experiências sexuais, degradados pelo crime e pela prostituição. E a noite não acaba."
"Fouad será o «modelo», Thomas o fotógrafo. O primeiro desafia o perigo com o corpo, o segundo com a máquina fotográfica. E é evidente que, mais tarde ou mais cedo, estalará entre ambos uma relação de poder insustentável. No meio, está algures o olhar sensual de Danielle Arbid, o seu desejo em compreender o puritanismo patriarcal que reina no mundo muçulmano, a sua vontade de agitar as águas. Talvez no sexo, e pelo sexo, haja uma resposta, uma fuga, o mesmo exílio de Fouad e Thomas, que jamais compreenderemos. Talvez pela vertigem do desejo se possa criar uma relação entre corpo e imagem muito rara no cinema árabe e no território do Islão, o mesmo território que a realizadora, com pena, confessou estar a sentir desaparecer da sua vida «como um barco que vai desaparecendo no horizonte». Digamos que Um Homem Perdido, no meio dos seus mistérios e da sua irregularidade, no meio de uma ambiência muito pesada e nem sempre impermeável a «clichés», é uma espécie de deambulação onírica e erótica contra o presente do Médio Oriente. É um daqueles casos em que o gesto autobiográfico se encontra, não na narrativa, mas na ideia de transformar um filme em viagem sensorial. De certa forma, é um filme com vontade de substituir a incompreensão de um espaço físico pela afirmação de um espaço mental, mais alternativo e vitalista, mas nem por isso mais esclarecedor."
Francisco Ferreira, Expresso de 07/06/200811.6.08
Está toda a gente a fazer de conta, a começar pelo governo, que não existe hoje um grave problema de ordem pública em Portugal. Tudo na paralisação das empresas de camionagem é ilegal e ninguém quer saber. Impedir a circulação e bloquear estradas é ilegal, organizar piquetes que impedem com violência os camiões de passar é ilegal, e tudo isto é feito diante dos olhos dos agentes da GNR que passivamente assistem não se sabe bem para quê. Presumo que terão instruções para não prenderem ninguém, para não irem ver de onde vieram as pedradas, para garantir a passagem de quem quer passar e são bastantes os que o desejam fazer. Eu sei que no governo estão os que foram para a Ponte 25 de Abril incitar ao bloqueio e participar nele, mas deixar que o império da força se instale nas ruas e estradas paga-se muito caro. Os sinais que estão a ser dados são todos de fraqueza do estado e da lei.*
Uma das notas mais intrigantes a propósito da "greve" selvagem dos camionistas é o comprometedor silêncio do PSD, suposto líder da oposição e candidato ao Governo. Nada sobre o protesto, nada sobre os seus excessos violentos. Só que nestas circunstâncias, o silêncio é cúmplice.
*
Os media já compreenderam que não há greve nenhuma (ou páras ou levas uma pedrada), o governo também já deve ter percebido que um camião não é uma traineira. Menos mal. Cavaco teve os irmãos Pinto, também camionistas e bloqueadores. É a vez do PS deparar com a espontaneidade dos movimentos milimetricamente organizados. Toca a todos.
O PSD deve instar o governo a cumprir a lei, ao contrário do que fez o PS na Ponte 25 de Abril (como bem lembra o Pacheco Pereira). Se o governo não sabe - ou não pode - que fique registado em acta.
O PSD deve instar o governo a cumprir a lei, ao contrário do que fez o PS na Ponte 25 de Abril (como bem lembra o Pacheco Pereira). Se o governo não sabe - ou não pode - que fique registado em acta.
10.6.08
LOCAL
São Pedro do Sul
O PCP denunciou que a Termalistur, empresa responsável pela gestão das termas de S. Pedro do Sul, está a impedir as mães de beneficiarem do direito de amamentar os filhos. Contactado pela Agência Lusa, o presidente da Câmara de S. Pedro do Sul e da Termalistur, António Carlos Figueiredo, garantiu que o conteúdo do comunicado «é todo falso». «Não lhes é colocada essa questão, nem nunca poderia ser», frisou o autarca.
São Pedro do Sul

Eu e a Célia ouvimos outras sonoridades. Gosto de música no geral, mas tenho preferência por slows e música mais calma...
Assistimos em directo na televisão a vários crimes previstos e punidos no Código Penal, nomeadamente coacção, dano, lançamento de projécteis contra veículos, etc., perante a geral complacência das forças de segurança. Os camionistas gozam de imunidade?
Manuela Ferreira Leite mandou dizer por um amanuense (ela não suja as mãos com minudências) que o PSD aconselha o governo a ser sensível às reivindicações do sector. Num momento em que se esperava do maior partido da oposição uma postura de repúdio firme (era este o momento ideal para marcar a diferença), a nova líder, por intermédio de subalternos, solicita ao governo um módico de sensibilidade... Extraordinário!9.6.08
Compare o tamanho da família, a dieta alimentar de cada país, a disponibilidade de alimentos e a despesa com comida, numa semana...
1 - Alemanha: Família Melander de Bargteheide.
Despesa com alimentação numa semana: 375.39 Euros / $500.07 dólares
2 - Estados Unidos DA América: Família Revis da Carolina do Norte
Despesa com alimentação numa semana: $341.98 dólares
3 - Itália: Família Manzo da Sicília
Despesa com alimentação numasemana: 214.36 Euros / $260.11 dólares
4 - México: Família Casales de Cuernavaca
Despesa com alimentação numa semana: 1,862.78 Pesos / $189.09 dólares
5 - Polónia: Família Sobczynscy de Konstancin-Jeziorna
Despesa com alimentação em 1 semana: 582.48 Zlotys / $151.27 dólares
6 - Egipto: Família Ahmed do Cairo
Despesa com alimentação numa semana: 387.85 Egyptian Pounds / $68.53 dólares
7 - Equador: Família Ayme de Tingo
Despesa com alimentação numa semana: $31.55 dólares
8 - Butão: Família Namgay da Vila de Shingkhey
Despesa com alimentação numa semana: 224.93 ngultrum / $5.03 dólares
9 - Chade: Família Aboubakar do campo de refugiados de Breidjing
Despesa com alimentação numa semana: 685 Francos / $1.23 dólares
1 - Alemanha: Família Melander de Bargteheide.Despesa com alimentação numa semana: 375.39 Euros / $500.07 dólares
2 - Estados Unidos DA América: Família Revis da Carolina do NorteDespesa com alimentação numa semana: $341.98 dólares
3 - Itália: Família Manzo da SicíliaDespesa com alimentação numasemana: 214.36 Euros / $260.11 dólares
4 - México: Família Casales de CuernavacaDespesa com alimentação numa semana: 1,862.78 Pesos / $189.09 dólares
5 - Polónia: Família Sobczynscy de Konstancin-JeziornaDespesa com alimentação em 1 semana: 582.48 Zlotys / $151.27 dólares
6 - Egipto: Família Ahmed do CairoDespesa com alimentação numa semana: 387.85 Egyptian Pounds / $68.53 dólares
7 - Equador: Família Ayme de TingoDespesa com alimentação numa semana: $31.55 dólares
8 - Butão: Família Namgay da Vila de ShingkheyDespesa com alimentação numa semana: 224.93 ngultrum / $5.03 dólares
9 - Chade: Família Aboubakar do campo de refugiados de BreidjingDespesa com alimentação numa semana: 685 Francos / $1.23 dólares
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