29.9.08

Morte de Um Presidente
Título original: Death of a President
De: Gabriel Range
Com: Hend Ayoub, Becky Ann Baker, Brian Boland
Género: Cri, Dra, Thr
GB, 2006, Cores, 90 min.

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"MORTE DE UM PRESIDENTE é uma obra bastante curiosa que não se inscreve num género particular, mas antes joga com o realismo e verosimilhança de outros, de estilo documental. O termo que o define na língua inglesa é «mockumentary», que poderá significar «documentário falso», mas feito segundo as regras dos «autênticos» provocando, geralmente, uma certa perturbação (e podendo enganar os menos informados)."

"Mas este tipo de filme não é feito com a intenção de «enganar». Trata-se, isso sim, de apresentar o que poderia ser um panorama alternativo, um desenvolvimento «paralelo» da História, no fim de contas, a materialização do «e se?...» (que também está na base de um dos livros de José Saramago, História do Cerco de Lisboa) que tantas vezes se coloca perante a resolução de um conflito ou um dilema: «E se tivesse acontecido de outra forma?». No caso de Morte de Um Presidente, a pergunta é: «E se isto tivesse acontecido?»."

"Chamam-se a estas ficções «distopias», e a literatura tem bastantes exemplos, especialmente recentes, tanto na ficção como numa História especulativa (geralmente à volta do triunfo da Alemanha nazi na guerra em que se envolveu). No campo do cinema, a distopia é menos convincente em termos de «ficção», pois a imagem denuncia mais claramente o embuste. Daí que recorra especialmente ao que atrás me referi como «mockumentary», que pode ser em forma de paródia (This Is Spinal Tap, filme de Rob Reiner sobre uma banda de rock fictícia) ou de tom mais sério, como no caso do filme agora estreado, que tem um antecedente ilustre no seu país de origem, o filme que Peter Watkins fez para a televisão em 1965, The War Game, que encena as consequências devastadoras de uma guerra nuclear na Grã-Bretanha. Morte de Um Presidente é um trabalho feito também para a televisão por um especialista neste género de trabalhos. Não é a primeira vez que Gabriel Range trata de temas semelhantes. Em The Day Britain Stopped, de 2003, encena uma greve geral nos transportes que paralisa a Grã-Bretanha; em The Man Who Broke Britain, de 2004, trata de um terrorista que abala o sistema financeiro do país através da Internet."

"Morte de Um Presidente é mais ambicioso, mas, talvez por isso mesmo, mais limitado. Range sai dos limites da Grã-Bretanha para uma distopia americana: o que aconteceria se o Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fosse vítima de um atentado. O filme incide mais sobre a «investigação» subsequente e a necessidade de se encontrar rapidamente um «culpado» ou um «bode expiatório». Logo neste campo se revelam os limites do projecto. O filme de Range, mais do que colocar uma hipótese, parece «refazer» o percurso do atentado e processo do assassínio do Presidente Kennedy, agora com outros «dados», em especial a presença da Al Qaeda. Range utiliza a fórmula habitual dos documentários reais, misturando habilmente imagens de documentos reais, outros ficcionadas de forma realista, e as típicas entrevistas a testemunhas e responsáveis. O uso de caras praticamente desconhecidas ajuda a dar credibilidade à situação. "



"É pena o atraso na estreia do filme entre nós, embora coincida (oportunamente) com a campanha eleitoral para a presidência nos Estados Unidos da América. Feito em 2006, com a acção indo de 2007 (o atentado) a 2008 (o fim do inquérito), Morte de Um Presidente perde o efeito especulativo que então possuía. Mas é, mesmo assim, um «documento» curioso."
Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 27/09/2008

26.9.08

Polvo à moda do pobre...


Importante realidade do quadro internacional, nomeadamente pelo seu papel de resistência à «nova ordem» imperialista, são os países que definem como orientação e objectivo a construção duma sociedade socialista – Cuba, China, Vietname, Laos e R.D.P. da Coreia.”

25.9.08

Guiness partilhada...

Falando hoje aos jornalistas na Universidade de Santiago de Compostela, na Galiza, Stephen Hawking salientou que as leis em que se baseia a Ciência para explicar a origem do Universo "não deixam muito espaço nem para os milagres nem para Deus".

Citado pela edição online do diário espanhol "El País", o professor de Física Teórica da Universidade de Cambridge disse que acreditava que o desenvolvimento da Ciência permitirá um dia "dar uma resposta definitiva sobre a origem do Universo".

24.9.08

Tempestade Tropical
Título original: Tropic Thunder
De: Ben Stiller
Com: Ben Stiller, Robert Downey Jr., Jack Black
Género: Com
Classificação: M/12
ALE/EUA, 2008, Cores, 107 min.

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"O QUE GOSTAMOS nos filmes de Ben Stiller é o lado desportivo das suas rodagens, opostas aos «blockbusters» que Stiller também faz. Ele está dentro do sistema, tem uma cara de pau que só visto (veja-se o caso de Zoolander), mas, até agora, ficara-se pela caricatura simpática. Com uma estrutura de «filme dentro do filme», Tempestade Tropical vai mais longe. A sátira a Hollywood é brilhante. O título refere-se ao filme de guerra de alto orçamento, passado no Vietname, que uma equipa de Hollywood está a fazer, só que as coisas correm mal neste «anti-Platoon»: actores incompetentes, prazos de rodagem furados e outros perigos bem reais que surgem da floresta. Entretanto, o realizador de serviço já «queimou» uma milionária cena de efeitos especiais e nem tinha a câmara ligada. Neste filme sobre o cinema em que ninguém é poupado, a presença de «cameos» realça a ideia (altmaniana) de que em cada ficção há um documentário que é a sua própria rodagem, por vezes melhor que o filme em si."



"O documentário de Stiller, filme «trash» do ano, de culto instantâneo, não é menos do que um pesadelo. Uma orgia de falhados. Delicioso."
Francisco Ferreira, Expresso de 23/09/2008

22.9.08

Gomorra
Título original: Gomorra
De: Matteo Garrone
Com: Toni Servillo, Salvatore Abruzzese, Simone Sachettino
Género: Dra
Classificação: M/16
ITA, 2008, Cores, 137 min.

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"ELES estão numa atmosfera azul, coisa de ficção científica, cor metálica, ultravioletas. Eles morrem ali, em lazer, relaxados no solário, sem ver os matadores, nus, o sangue a esparramar-se pelas paredes, pelo chão, deixando apenas zumbido e silêncio. O que foi? Ajuste de contas, deduzimos, gente de bandos diferentes a fazer o que já vimos fazer tantas vezes que se tornou um lugar-comum de filmes sobre o submundo do crime. É assim que começa Gomorra, a fita que Matteo Garrone foi buscar ao livro-reportagem de Roberto Saviano, um «best-seller» internacional, agora também por aí nas livrarias portuguesas. Começo definidor: por uma lado, a estranheza de um lugar, por outro, uma acção reconhecível. Encenação explicitada e convocação de códigos, como se o realizador quisesse uma afirmação clara: isto é cinema. Mas, logo a seguir, a câmara salta para as ruas da província de Nápoles e aquela afirmação só não é esquecida pelo espectador porque foi muito forte e peremptória. É que o impacto dos espaços cenográficos e da mole humana, dos rostos, dos gestos, daquela música falada e dialectal que quase não se entende mas define um território com mais precisão que um trabalho de topógrafo, lança-nos no realismo. De repente, é como se nós estivéssemos lá e a câmara à mão fosse reportagem, olho invisível na desvendagem da realidade."



"Gomorra é uma experiência estimulante, herdeira das melhores lições neo-realistas (perfeita a ligação entre actores profissionais e gente escolhida in loco, entre os populares), mas com um passo de recuo e sem qualquer prédica ou explicação do mundo. Constrói-se em várias histórias que avançam em uníssono, saltando a nossa atenção de umas para outras com uma habilidade narrativa que apraz registar. Em todas elas, situações criminais, desde a iniciação de um miúdo, ao mundo da contrafacção de alta-costura, ao mercado da droga ou ao tráfico de resíduos tóxicos das indústrias do norte, soterrados clandestinamente em abandonadas pedreiras napolitanas. É um «puzzle», mas por mais voltas que lhe demos, vemos parcialidades, nenhuma conjura global (a Camorra, verdadeiramente, neste filme, nem existe e só existe) — e muito menos os que puxam os cordéis, os que não circulam nos bairros degradados, mas noutros corredores. Ou seja, Gomorra é fragmentário e popular, os pés no pó, nos detritos, na lama, no esterco, nas casas inabitáveis, nas ruínas de construções incompletadas, no mau-cheiro, na gente boçal, na rudeza agreste da miséria. Não tem um programa policial — não segue pistas para mostrar os fautores, todos os que por lá andam são promotores ou cúmplices silenciosos, não há inocentes (é terrível quando não há heróis ao lado de quem o espectador se ponha). Nem tem um programa ideológico — não explica o que se passa, não desenvolve uma teoria, o olhar é de um enorme desgosto, mas seco e desapiedado. Como quem grita a ignomínia, como quem abjura o fatalismo, sem entrever redenção ou panaceia. E deixando em nós, apesar de sermos espectadores mais protegidos do que qualquer colete antibala poderia, algumas nódoas negras."
Jorge Leitão Ramos, Expresso de 21/09/2008

20.9.08

Como reiniciar o Windows sem ser preciso desligá-lo...


Já ficaste vários dias com o computador ligado? Percebeste que, às vezes, ele pode ficar estranho e lento?

Pois bem, não é preciso reiniciar todo o Windows para normalizar isso: aprende um truque simples para libertar os recursos presos e acelerar o Windows.

- Clica com o botão direito do rato na tua área de trabalho, escolhe "Novo"/"Atalho"

- Escreve:
%windir%\system32\rundll32.exe advapi32.dll,ProcessIdleTasks

- Clica em "Próximo"

- Dá um nome e pronto!

Este comando irá libertar os recursos dos programas que não estão sendo usados e vai acelerar o Windows sem precisar reiniciar.
Expresso, de 20/09/2008

17.9.08

A sonoridade de Olivetreedance...

...é uma experiência por si só. A espantosa dinâmica percussiva a acompanhar os exóticos sons do instrumento Didgeridoo torna este espectáculo musical diferente de qualquer outro.


Amosu Diamond iPhone 3G...

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Prepare cerca de 25 mil euros e tenha um iPhone exclusivo com diamantes incrustados. A proposta é da britânica Amosu, que propõe três versões do telemóvel 3G da Apple em edições limitadas: um telemóvel com o logotipo da Apple composto por 45 diamantes; outra versão com diamantes brancos a envolver o ecrã; e uma terceira versão com diamantes cinza, igualmente a servir de moldura frontal.

Em quase tudo o resto o Diamant iPhone é igual às versões convencionais disponíveis no mercado, já que os preços reflectem o luxo colocado nestes máquinas: cerca de sete mil euros para a versão com uma maçã em diamantes e 25 mil euros para as versões com molduras...

16.9.08

Antes que o Diabo Saiba que Morreste
Título original: Before the Devil Knows You're Dead
De: Sidney Lumet
Com: Philip Seymour Hoffman, Ethan Hawke, Albert Finney
Género: Dra, Thr
Classificação: M/12
EUA/GB, 2008, Cores, 117 min.

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"A PRIMEIRA frase do novo filme de Sidney Lumet traz a direcção moral do seu programa: «Que possas passar meia hora no paraíso... antes que o diabo saiba que morreste». Quanto ao programa, esse, é terrível. Mantém a crueldade do seu olhar até ao fim, e sem remorsos. Não cede um milímetro nos seus objectivos nem um grama de complacência às suas personagens. Em Antes que o Diabo Saiba que Morreste, dois irmãos desesperados por dinheiro, Andy e Hank Hanson, decidem assaltar a ourivesaria dos próprios pais, dois idosos que ainda mantêm aberto o negócio da sua vida. Andy (Philip Seymour Hoffman), elemento dos altos quadros de uma empresa e heroinómano nas horas vagas, é o estratega de uma golpaça que, se correr bem, não trará prejuízos, já que a ourivesaria dos pais tem seguro. Para realizar o plano, precisa da ajuda do irmão Hank (Ethan Hawke), que é muito mais inseguro. Só que o golpe, programado para ser limpo e sem tiros, não podia correr pior. Deixa um cadáver, uma velha em coma e a única coisa que acrescentamos é que os dois irmãos ficam com as portas do inferno à sua frente."

"Os metafóricos hão-de escrever que este «é um soco no estômago», ou um filme sobre o actual estado da América, até porque o que está em jogo é uma sórdida história de arrivismo que destruirá progressivamente uma família americana típica. Mas Lumet não lhes dará essa hipótese. Antes que o Diabo Saiba que Morreste não quer simbolizar nada, nem ser testemunha do seu tempo; passa-se agora, mas podia ser um filme dos anos 30 ou dos anos 70. Digamos que o olhar do filme não se quer universalista, apenas e estritamente técnico. É este o seu triunfo e a linha de Lumet."

"Se não insistimos nas motivações psicológicas das personagens é também pelo facto destas se tornarem incontroláveis. A mestria do filme, aliás, não vem dessas motivações, tão-pouco da direcção de actores, mas da aposta num exemplar exercício de montagem a partir de uma estrutura de «flash-backs». Essa estrutura não é nova para um cineasta de 84 anos como Lumet e desconfiamos que ele se está nas tintas para quem o acuse agora de cineasta «retro» com «mise-en-scène anos 70», como nos tempos de Serpico. Repetida que é, vezes sem conta, a sequência do assalto à ourivesaria (há aqui um «efeito Rashomon», o famoso filme de Akira Kurosawa que se multiplicava em pontos de vista, cada um por cada protagonista da história), o espectador é atirado para um «filme puzzle», difícil de montar (até ao final há sempre uma peça que falta), mas extremamente sedutor nesse seu lado lúdico. Convém sublinhar que Lumet é e sempre foi um cineasta teórico, um desconstrutor de estruturas cinematográficas, um manipulador de narrativas, como se cada filme tivesse também, em simultâneo, a sua crítica de cinema."



"Sob esta perspectiva, Antes que o Diabo Saiba que Morreste é o seu filme mais conseguido em muitos anos. Vem, orgulhoso, contra a corrente de um cinema americano actual que, Steven Soderbergh e Quentin Tarantino à parte, receia tudo o que possa parecer-se com experimentalismo."
Francisco Ferreira, Expresso de 13/09/2008
Richard Wright (1943-2008)

O músico e teclista Richard Wright, 65 anos, um dos fundadores dos Pink Floyd, morreu esta segunda-feira vítima de cancro, confirma o porta-voz da banda.

Durão autorizou que o seu ex-ministro [Nuno Morais Sarmento] relatasse que o sondou a ele, e também a Manuela Ferreira Leite e a Marcelo Rebelo de Sousa, antes de entregar o lugar de líder do partido e do Governo a Pedro Santana Lopes.

15.9.08

Rap...



...acerca da maior experiência científica do planeta!
A cabala...

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...foram identificados casos de pedofilia quer na Casa Pia, quer no Parque Eduardo VII, que serviram a determinadas forças (no governo PSD/CDS, na magistratura, na Polícia Judiciária, em meios ligados às informações) para realizarem dois objectivos. Um, instrumental a curto prazo, foi desviar as atenções dos casos de pedofilia do Parque Eduardo VII, (envolvendo, diz Ana Gomes citando o Le Point, "dois ministros de Durão Barroso que frequentavam o Parque"); outro, com mais fôlego político, "decapitar" a direcção do PS de Ferro Rodrigues (Ana Gomes: "Uma urdidura montada para também, de caminho, decapitar politicamente o PS de uma direcção que inquietava o 'centrão' traficante de favores e negociatas à custa do Estado."). Ferro Rodrigues, Paulo Pedroso eram visados, e de passagem outros dirigentes do PS como Jaime Gama, assim como personalidades ligadas ao PS como Carlos Cruz ("figura de notoriedade insuperável e conhecida colaboração com governantes do PS", idem). Para isso, "alguém" "instrumentalizou" algumas das vítimas de abusos sexuais da Casa Pia para acusar e identificar dirigentes e simpatizantes do PS.

14.9.08

Katie Melua, 'If You Were A Sailboat'


Um total de 27% dos 130 mil novos postos de trabalho que José Sócrates diz terem sido criados desde que chegou ao poder foram, na realidade, empregos arranjados no estrangeiro por residentes em território nacional...
Não se vê que vantagem é que a Rússia tira em deixar-se associar a estas manifestações de hostilidade radical contra os Estados Unidos por parte dos dirigentes da esquerda populista latino-americana. A não ser que queira ajudar o belicismo e o nacionalismo de McCain & Palin a vencer as presidenciais norte-americanas...

13.9.08

«Vayanse al carajo yankees de mierda»...

Pela segunda vez de forma pública, o Presidente da República faz um sério aviso à navegação sobre o Estatuto Político-Administrativo dos Açores, no que respeita ao exercício dos poderes presidenciais relativos às regiões autónomas. Ainda por cima, ele tem razão.

12.9.08

Tradições...



...anúncio censurado na TV!
"Na abertura do ano político, vivem-se no PSD e no CDS sentimentos semelhantes: são poucos ou nenhuns os que acreditam no bom desempenho eleitoral da direita nas eleições do próximo ano.

Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas estão por isso cada vez mais isolados dentro dos respectivos partidos. No PSD, há quem sublinhe que a actual liderança faz a síntese entre o que de pior tinham Marques Mendes e Luís Filipe Menezes.

No CDS-PP, o clima é ainda mais agreste. Após a ruptura de Nobre Guedes e o afastamento cada vez maior de Pires de Lima, Paulo Portas é um líder cada vez mais sozinho. O presidente do CDS-PP terá, pela primeira vez, que enfrentar eleições sem os seus dois principais apoios internos, e há já quem antecipe, que Portas pode não resistir à pressão de notícias sobre processos judiciais que envolvem o CDS. Uma coisa é certa, nos dois partidos é cada vez maior a convicção de que o próximo ano eleitoral será desastroso para a direita em Portugal."
Expresso, de 13/09/2008 [via]

11.9.08

LOCAL
São Pedro do Sul

Instalação Áudio...

...composta por quatro obras, dos artistas Maksims Shentelevs (Letónia), Aaron Ximm (Estados Unidos da América), Pali Meursault (França) e John Grzinich (Estados Unidos da América/Estónia), esta instalação áudio foi desenvolvida no Centro de Residências Artísticas de Nodar. As paisagens sonoras, que estarão disponíveis no foyer, reflectem diferentes abordagens estéticas e técnicas ao ambiente rural de Nodar, localidade do concelho de S. Pedro do Sul, onde se situa o Centro de Residências Artísticas de Nodar. Esta estrutura organiza e produz o desenvolvimento de projectos artísticos pluri e transdisciplinares (com ênfase nas artes sonoras, vídeo, performativas e intermédia), seguidos de apresentações públicas na região. Os artistas residentes, no âmbito do desenvolvimento dos projectos artísticos, são encorajados a estabelecerem interacções com o local, o seu espaço geográfico e social, a sua identidade e memória.
O principal objectivo do líder da oposição é ser ouvido. Manuela Ferreira Leite, como qualquer pessoa concordará, foi ouvida atentamente. Sobretudo pelo ministro da economia que, certamente por coincidência, anunciou hoje um plano para salvar Veneza.

Um dos requisitos para se ser ouvido é falar apenas quando se quer e MFL cumpriu-o. Falar a toda a hora sem se importar com o destino da mensagem é função do speaker da Volta a Portugal. Entretanto comem-se tremoços.

As coisas são que são e MFL é MFL. Não houve música de Vangelis, criancinhas saídas de uma nave espacial nem distribuição de frigoríficos (a especialidade do mais recente apoiante gondomarense de Sócrates). Houve um discurso e ponto final.

Pode não ser suficiente se as pessoas quiserem festarola, altas velocidades para as Rias Bajas e governo pela televisão. É a democracia.

10.9.08

Polícia italiana, anos 50...

LOCAL
São Pedro do Sul

Encontro de Fotógrafos em São Pedro Do Sul...

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O Correio da Manhã engasga-se e faz manchete com as aposentações de João Pedro Barros, Simoneta Luz Afonso e Alfredo Bruto da Costa, três altos funcionários do Estado que se aposentaram no exercício dos cargos de, respectivamente, presidente do Instituto Politécnico de Viseu (5.225,45 euros), presidente do Instituto Camões (4.724,09 euros) e presidente do Conselho Económico e Social (4.337,95 euros). E daí? Estamos a falar de dirigentes que fizeram descontos para a Caixa Geral de Aposentações em conformidade com os seus vencimentos. Se o jornalista que escreveu a notícia consultou a lista da CGA na íntegra, decerto encontrou pensões equivalentes a estas três: magistrados, diplomatas, docentes do ensino superior, etc. Ou não? Afinal, se estas pensões são consideradas “milionárias”, o que dizer das de valor dez vezes superior, como acontece no privado? Já agora, sem querer ser indiscreto, um jornalista que seja director de jornal, e tenha uma carreira contributiva de 30 anos, reforma-se com quanto? Com três salários mínimos?

9.9.08

Vai um cigarro?...

Luís Filipe Menezes admitiu a hipótese de se candidatar apenas num “contexto de um presidente do PSD não ser [simultaneamente] candidato a primeiro-ministro”, apontando como “bons candidatos” ao cargo “Marcelo Rebelo de Sousa, Miguel Cadilhe ou Mira Amaral”.

8.9.08

A holding que controla as participações do Estado em empresas não financeiras...

Vítor Barros, Presidente da Companhia das Lezírias

...anunciou ter obtido entre Janeiro e Julho um lucro de 12,97 milhões de euros, tendo os lucros obtidos na maioria das suas participadas sido praticamente anuladas pelas perdas registadas na TAP. A Companhia das Lezírias registou um prejuízo de 312 mil euros.
O jornalismo televisivo vive, antes de mais, segundo as regras da televisão e só depois segundo as regras do jornalismo. Tem o ritmo frenético da televisão e aproxima-se o mais que pode da ficção das telenovelas. Precisa de criar narrativas próprias. E, como as telenovelas, para ter mercado cria mercado. Cria necessidade e ansiedade. E quando submerge o país na sua própria narrativa, dá as pessoas mais do mesmo até esgotar o filão. Depois, o consumo será, como é quase sempre, compulsivo: se as pessoas estão com medo, dá-se-lhes pânico (é o que se fez com a criminalidade), se as pessoas estão animadas dá-se-lhe euforia (foi o que se fez com o Euro 2004 ou Expo), se as pessoas estão desanimadas dá-se-lhe a depressão (foi o que se começou por fazer com os Jogos Olímpicos). E assim cria uma sociedade maníaco-depressiva, que salta da euforia para o desânimo absoluto.
Red Bull Air Race Porto...

5.9.08

O dia de Rui Costa...


Antologia do anedotário político: «Jovens social-democratas querem referendos de 6 em 6 meses»...
O Estado foi condenado a pagar ao lesado uma indemnização pelos danos causados pelo "erro grosseiro" dos agentes do Ministério Público que propuseram a prisão preventiva e do juiz que a decretou e manteve, contra toda a mais elementar justiça. Não havendo nessa altura responsabilidade pessoal por erros judiciários causadores de responsabilidade civil, os culpados do erro grosseiro nada vão pagar pelos danos que causaram à vítima da sua perseguição. Mas os contribuintes vão pagar pela sua irresponsabilidade.

4.9.08

LOCAL
São Pedro do Sul

Covas do Monte no programa «A Nossa Terra Quer»...


"Nem sempre concordei com Valter Lemos. Mas é justo reconhecer o esforço do cavalheiro na luta perpétua contra o insucesso escolar. Na passada semana, o «Expresso» noticiou o caso de Luís, 15 anos, que passou para o 7.º com oito negativas e uma positiva (a Educação Física). Razão tinha o outro: quem não sabe fazer nada, estuda; quem não sabe estudar, estuda Educação Física. Mas o Secretário de Estado não se atemoriza com este cenário: diz Valter Lemos que, perante a desgraça dos nossos números internacionais, reprovar o Luís seria enxotá-lo para fora do sistema e entregá-lo a uma vida de marginalidade. Enquanto o Luís andar na escola, ele pode não saber ler, escrever, contar, falar ou pensar. Mas, pelo menos, não anda por aí a envergonhar o governo nas estatísticas internacionais. Nem a roubar. Nem a matar.

A lógica é impoluta e inaugura um novo capítulo na frondosa educação nacional: para evitar que as nossas crianças se dediquem ao crime, é o Estado que comete um crime sobre elas, sequestrando-as dentro dos portões escolares. E se elas dão provas de brutal ignorância nas matérias da praxe, isso não basta para as reprovar. As escolas podem sempre esgrimir os inevitáveis despachos normativos «especiais» garantindo passagens sucessivas a troco de permanência física. No caso do Luís, a permanência num curso de educação-formação. Caso o Luís falhe neste curso, é provável que o levem a Fátima. Ou, por deferência homónima à ministra, a Lurdes. Mas sair do sistema está fora de questão. Eu, por mim, não me oponho; mas às vezes pergunto se esta mentalidade prisional não acabou também por contaminar o próprio Ministério da Educação. Que o mesmo é dizer: aprisionando Valter Lemos à 5 de Outubro, apesar de todas as evidências que aconselhavam à sua libertação. Mas talvez o eng. Sócrates tenha as suas razões para prolongar o cativeiro do Secretário de Estado: entre arruinar o ensino ou arruinar o nosso Valter, entregando-o a uma vida de errância fora dos gabinetes ministeriais, o ensino pátrio, pelo menos, já há muito que estava arruinado."
João Pereira Coutinho, Expresso de 30/08/2008

3.9.08

Colónia de morcegos do Alviela...

...em directo na Internet!
A vitória de Obama tem, assim de repente, um grande atractivo: assistir ao fim do anti-americanismo primário que habita em algumas mentes mais progressistas. Estou ansioso para ver o Mário Soares, a Ana Gomes ou o Rui Tavares e tantos e tantos outros a engolir tudo aquilo que têm vindo a escrever ao longo destes últimos tempos a propósito de Obama, quando perceberem que a discussão acerca da esquerda e da direita não faz qualquer sentido num país como os EUA. Porventura, já se esqueceram de quem era presidente americano à data da Baía dos Porcos, da Crise dos Mísseis de Cuba ou aquando da entrada dos EUA na Guerra do Vietname.

1.9.08

Sócrates anti-stress...

Com a base de dados Maisanta, à venda fora dos gabinetes do Governo, no centro de Caracas, qualquer um pode ficar a saber que Rocio San Miguel “assinou contra o Presidente”. Introduza o nome ou o número do documento de identidade nacional de qualquer venezuelano registado para votar em 2004, altura em que o programa informático foi criado, e este dir-lhe-á o endereço do cidadão, se morreu, se participa nos programas sociais do Governo e se assinou petições a solicitar um referendo para destituir o Presidente Hugo Chávez....