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O PCP denunciou ontem que trabalhadores da extinta sub-região de saúde de Viseu estão a ser prejudicados pela reestruturação dos serviços, devido a critérios de colocação “ditados por interesses político-partidários”. José Carlos Almeida, antigo coordenador da sub-região de saúde e actual director executivo do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Dão Lafões (Viseu), garantiu à Agência Lusa que “a leitura feita pelo PCP não corresponde à verdade”.
Em 15 de Novembro de 2005 o Estado em que vivemos decretou uma Lei de nº 54 que estabelece a titularidade dos recursos hídricos. Esta Lei que até teria sentido, perdeu-o todo quando o legislador veio estabelecer as regras da titularidade. Diz esta Lei muitas coisas e às tantas estabelece que numa faixa de 50 metros correspondente à margem dos rios, os terrenos são pertença do Domínio público. (Vou repetir toda a faixa de 50 metros para lá da linha de água pertence ao Estado).
"Se os documentários dos anos 60 se escudavam, por razões óbvias, por trás de uma, mais ou menos vaga, aparência etnográfica e os do imediato pós-25 de Abril na denúncia das injustiças do Estado Novo, a actual geração destaca-se pela variedade e riqueza dos seus projectos, de carácter artístico, histórico, memorialista, etnográfico, etc. O excelente trabalho de João Dias “As Operações SAAL” (que a Midas vem, oportunamente, pôr numa sala de cinema durante uma semana), que me parece ser um dos documentos mais importantes desta fase, tem outra função ainda mais significativa."
"Trata-se de arrancar o véu do esquecimento que a restituição do curso do processo democrático aos seus ‘legítimos’ objectivos (tal como decretou o poder emergente com o 25 de Novembro através do “Documento dos Nove”) lançou sobre o que foi uma das características mais fecundas e revolucionárias (no verdadeiro sentido do termo) que o nosso país viu (e esqueceu): aquilo que foi chamado o “Serviço de Apoio Ambulatório Local”, criado pelo arquitecto Nuno Portas, então secretário de Estado da Habitação e Urbanismo, no II Governo Provisório, que, apoiando as autarquias e as populações interessadas, procurou resolver os problemas da habitação das populações mais carenciadas, que viviam em barracas e bairros de lata. Mais do que as polémicas levantadas, o que aqui importou foi a energia com que populações (antes apáticas) se lançaram num processo de transformação, tomando consciência das suas forças e capacidade de decisão, apoiadas por uma série de arquitectos que viram neste movimento um outro campo de experimentação para os seus projectos. Tal consciencialização resultava mais perigosa que a agitação política que por esse tempo se manifestava, porque fazia as populações descobrirem, de facto, o seu poder de transformar as coisas, pelo que a 27 de Outubro de 1976 um despacho encerrava o processo, minimizando os seus resultados. Estava lançado o véu que ao longo dos anos seguintes remeteu para o esquecimento os frutos das “Operações SAAL”."
"“SINGULARIDADES DE UMA RAPARIGA LOURA” é o filme do centenário. E o centenário que comemora é o do próprio realizador, Manoel de Oliveira, que aos 100 anos de vida mostra uma juventude de espírito e uma energia produtiva de fazer inveja a muitos jovens. O seu mais recente filme (mas outro já está na forja!) adapta um conhecido conto de Eça de Queirós, uma história repleta da ironia do mestre do realismo literário português que é também uma subtil sátira aos costumes e convenções de uma burguesia medíocre e convencida. Oliveira, igualmente responsável pelo argumento, ‘actualiza’ a história de Eça, tal como fizera com “A Princesa de Clèves”, de Madame de La Fayette, em “A Carta”. Em ambos os casos, o que o autor procura é mostrar a permanência de regras, convenções e preconceitos que ditam as relações sociais e românticas ao longo dos tempos."
"Mas o que faz deste “Singularidades…” um dos melhores filmes do autor de “Amor de Perdição” não é apenas este olhar simultaneamente distante e irónico, é também a forma com que o envolve, que lhe dá uma tonalidade estranha, onde moderno e primitivo se cruzam. Ainda mais do que em “Porto da Minha Infância”, é aqui que se encontram os sinais de um cinema ‘antigriffithiano’, que comporta uma espécie de sabor primitivo dos pioneiros da Sétima Arte e cuja narrativa se vai transformando, a pouco e pouco, num olhar moderno sobre as personagens e a situação que vivem. Aquele primeiro olhar reflecte-se na opção do realizador por um cenário despojado e minimalista e pela redução de espaços de acção, a que a curta duração do filme (64 minutos) dá ainda uma unidade e consistência maiores. É desta forma que se desenrolam algumas das cenas fundamentais, aquelas em que Macário (Ricardo Trepa) descobre Luísa (Catarina Wallenstein) na janela fronteira (Catarina Wallenstein): olhares secretos à do escritório onde trabalha, nascendo aí a sua paixão. O cenário está praticamente reduzido ao mínimo em adereços e decoração, levando o espectador a concentrar-se apenas no que interessa para a história: as janelas que quase se tocam (até neste aspecto passa o olhar ‘primitivo’, só interessado no essencial) e os olhares que através delas se cruzam. A janela adquire, assim, uma função de ‘cumplicidade’ e manifestação de pudor entre quem vê e quem é visto que não se encontrava no cinema desde Hitchcock."
Postos de atendimento Casa Pronta em funcionamento desde quarta-feira nos concelhos de Oliveira de Frades e Vouzela, nas conservatórias de registo predial.
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