30.9.09

Pink Floyd, 'Great Gig in the Sky'

Em Coimbra, mas também em Lisboa, vejo espectáculos de humilhação colectiva. Em muitos casos com o consentimento dos próprios. Vejo a boçalidade satifeita consigo mesma. Vejo a ignorância transformada em cerimónia. Desde que não seja dentro da faculdade, digo eu, é lá com eles. E repito: aventurados sejam os idiotas porque deles é o reino da terra. Aquilo é a “tribo” no seu pior. É a obediência no que ela tem de mais degradante. Na rua passam em fila indiana, como carneiros, a repetir frases e canções inventadas por analfabetos. A praxe é o que seria uma sociedade sem cidadãos. Sem indivíduos. Sem inteligência. A praxe é a prova de como um pequeno poder de meia dúzia de imbecis chega para que a imbecilidade se transforme numa instituição. Dizem que serve para a integração. E é verdade. Ficam todos os praxados integrados na bovinidade dos praxantes. E essa é a razão porque odeio a palavra “integração”. Aquele que se quer diluir na mediocridade a nada mais pode aspirar do que a ser um medíocre. É por isso que só os inadaptados têm a corgem de resistir à barbaridade quando ela se impõe como natural. Dirão: que exagero, é apenas uma brincadeira. Não. É muito mais do que isso. É, como “tradição”, um código de conduta. A seguir no emprego, na vida, na família. É muito mais do que uma brincadeira. É uma lição. Isto é que é apenas um desabafo.

Como fazer Backup do seu celular Nokia...

29.9.09

LOCAL
São Pedro do Sul

BE perde no Tribunal Constitucional...


...depois da candidatura autárquica ter recorrido de uma decisão do Tribunal de São de Pedro do Sul, que que não admitiu 3 dos seus candidatos (à Câmara Municipal e à Assembleia de Freguesia de Vila Maior).
Lisboa debaixo de terra:
As Galerias Romanas da Rua da Prata



Depois do discurso de ontem temo que esta direcção do PSD seja como Michael Jackson: Vai ser enterrada três semanas depois de ter morrido...

28.9.09

Eleições Legislativas 2009...


Resultados globais:


PS - 36,56% (2 068 665 votos, 96 deputados) [- 24 deputados]
PSD - 29,09% (1 646 097 votos, 78 deputados [+ 6 deputados]
CDS-PP - 10,46% (592 064 votos, 21 deputados) [+ 9 deputados]
BE - 9,85% (557 109 votos, 16 deputados) [+ 8 deputados]
PCP-PEV - 7,88% (446 174 votos, 15 deputados) [+ 1 deputado]

Resultados em São Pedro do Sul:

PS - 36,85% (3 850 votos) [2005: 45,33%, 4 730 votos]
PSD - 36,02% (3 664 votos) [2005: 35,89%, 3 745 votos]
CDS-PP - 9,74% (991 votos) [2005: 6,58%, 687 votos]
BE - 6,9% (702 votos) [2005: 3,43%, 358 votos]
PCP-PEV: 3,64% (370 votos) [2005: 3,35%, 350 votos]

27.9.09

Billie Holiday, 'Fine And Mellow'
Com Coleman Hawkins, Lester Young, Ben Webster, Gerry Mulligan, Vic Dickenson, Roy Eldridge (1957)

26.9.09

Basta clicar...

...está em curso uma petição online para acabar com os sites de pornografia infantil. A única coisa que vos pedem é para acender uma vela virtual. O objectivo é acender um milhão de velas em 4 meses. O link está mais abaixo. Eu já acendi a minha... As crianças agradecem. E o resto do mundo também. Aqui.

25.9.09

Sondagem da Universidade Católica para o JN, o DN, a RTP e a Antena 1...

Sondagem da Intercampus para o PÚBLICO, a TVI e o Rádio Clube Português...

Sondagem Correio da Manhã/Aximage...

PS - 38,8%
PSD - 29,1%
BE - 10%
CDS/PP - 8,6%
CDU - 8,4%
Distrito 9
Título original: District 9
De: Neill Blomkamp
Com: Sharlto Copley, Jason Cope, Nathalie Boltt
Género: Ficção Científica, Thriller
Classificacao: M/16
EUA/NZ, 2009, Cores, 112 min.

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"HÁ UMA ENORME nave espacial que se aproxima do nosso mundo, gigantesca, ameaçadora só pela dimensão. Depois de vaguear pelas alturas, não escolhe Nova Iorque, Paris ou Tóquio para se fixar, acaba por pairar sobre Joanesburgo — e de lá saem milhares, centenas de milhar, de seres extraterrestres que os terráqueos vão ter de instalar. São seres com o corpo coberto de uma espécie de quitina, têm o aspecto de insectos ou de crustáceos hominídeos e, segundo estudos sociológicos posteriormente estabelecidos, parecem ter perdido a liderança, são simples trabalhadores sem aplicação visível. A nave fica lá em cima, memória de sucata em levitação — e cá em baixo esses milhares de extraterrestres serão abrigados em campos de refugiados que depressa se transformam em lugares de infâmia concentracionária, onde não faltam os gangues de nigerianos que traficam tudo com os miseráveis, incluindo comércio sexual inter-espécies. As organizações não-governamentais bem se batem pelo respeito para com os direitos dos extraterrestres — mas pode-se falar em direitos humanos se eles nem humanos são?"

"Agora, 20 anos depois de terem chegado à Terra, chegou a vez de os deslocar, de os fazer sair daquele espaço infecto chamado Distrito 9 e pô-los noutro lugar. Quando o filme abre há um funcionário governamental chapadamente autoconvencido e encartadamente idiota que vai de barraca em barraca a fazer os extraterrestres assinar um permissão voluntária de transferência de habitação — sempre convenientemente enquadrado por forças policiais de choque. Só que as coisas não correm exactamente como previsto, o nosso homem é involuntariamente contaminado por ADN alienígena e o seu corpo começa a transformar-se..."

"O que há a esperar de um bom filme de ficção científica? Que seja um bom filme sobre a nossa realidade aqui e agora. Porque, por dentro da imaginação que convoca outros mundos e outros seres, é sempre a nossa realidade que desponta — ou então não acontece nada. “Distrito 9” é um filme sobre seres de outra galáxia amontoados num lugar infecto e deplorável e sujeitos a todo o tipo de discriminações e abusos (incluindo os quase inimagináveis que o filme se encarrega de pôr a nu). Não há emprego, não há cuidados de saúde, não há uma política social — apenas acantonamento e forças policiais em volta. Mas esse lugar não é uma construção cenográfica, quando a câmara plana sobre o bairro de lata a perder de vista é o Soweto que está diante dos nossos olhos... Ou seja, “Distrito 9” é uma inquietante parábola de extrema agudeza, um olhar sobre o apartheid, mesmo agora que o apartheid já não existe à face da lei — por dentro de um filme onde há acção a rodos, suspense controlado e um argumento tão eficaz e bem urdido que não faz a acção desenvolver-se segundo os caminhos mais previsíveis. A realização é de Neill Blomkamp, um homem que nasceu em Joanesburgo e sabe do que fala. Tudo fabricado debaixo do beneplácito de Peter Jackson (produtor avisado) com a utilização de efeitos especiais visuais imaculados."



"Inteligência dramatúrgica, competência industrial, acuidade humanista: “Distrito 9” é um filme que marca a diferença em tempos onde a estereotipação é quase um dogma." Jorge Leitão Ramos, Expresso de 26/09/2009



Pacote de codecs para Windows Media Player...



A madeira "biotecnologicamente" modificada poderá criar violinos tão bons ou melhores do que os Stradivarius. Um violino criado com madeira manipulada através de fungos aponta nesse sentido....

24.9.09

Sondagem Marktest, TSF e Diário Económico:

PS - 40%
PSD - 31,6%
BE - 9%
CDS - 8,2%
CDU - 7,2%


Intervalos:
PS - 35,7% - 44,3%
PSD - 27,4% - 35,7%
BE - 6,8% - 11,8%
CDS - 6% - 10,6%
CDU - 5% - 9,4%
Séraphine
Título original: Séraphine
De: Martin Provost
Com: Yolande Moreau, Ulrich Tukur, Anne Bennent
Género: Drama, Guerra
Classificacao: M/12
BEL/FRA, 2008, Cores, 125 min.

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Francisco Ferreira, Expresso de 19/09/2009



Faltam 20 anos para sermos imortais...


"A caminho do nunca", de Jaime Gralheiro, é "painel romanceado" sobre as crises académicas dos anos 60...

23.9.09

Para a Minha Irmã
Título original: My Sister's Keeper
De: Nick Cassavetes
Com: Sofia Vassilieva, Cameron Diaz, Jason Patric, Abigail Breslin
Género: Drama
EUA, 2009, Cores, 109 min.

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Miguel Cintra Ferreira, Expresso de 19/09/2009



Como recuperar arquivos excluídos acidentalmente...

22.9.09

Abraços Desfeitos
Título original: Los Abrazos Rotos
De: Pedro Almodóvar
Com: Penélope Cruz, Lluis Homar, Blanca Portilla, Rossy de Palma
Género: Drama
Classificacao: M/12
ESP, 2009, Cores, 129 min.

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"O que é que se espera de cada novo filme de um autor que conhecemos bem e, sobretudo, amamos? Espera-se que nos transporte outra vez para o lugar superlativo das emoções - choro, riso, estremecimentos de alma - e do entendimento - uma visão do mundo, nos melhores casos - onde, com ele, já havíamos estado e, se possível, que nos leve para lugares que nem suspeitamos e que ele nos revela. Somos exigentes, cruelmente exigentes, com aqueles a quem mais queremos e, por vezes, isso acaba por ser injusto."

"Veja-se o que ocorre com "Abraços Desfeitos". É a história de um ex-realizador de cinema que cegou e mudou de nome ao resignar-se a escrever argumentos para outros. É um filme exemplarmente calibrado, com um argumento onde um drama esconde um mistério, um mistério recalca uma trágica história de amor — e, por trás de tudo, há uma traição e duas mulheres que se perderam porque se venderam por amor, uma por amor ao pai, a outra por amor ao filho. São os elementos basilares do melodrama e não há hoje cineasta que melhor saiba trabalhar esse género que o espanhol Pedro Almodóvar."

"Mas é um melodrama tintado de filme negro, um novelo arrebatado, com um tempero de humor e algum suor com cheiro de cama, inumeráveis piscadelas de olho cinéfilas (da Séverine de “Belle de Jour” ao filme dentro do filme que outro não é senão “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos” — para pior) e interpretações de grande nível com Penélope Cruz a dar-nos uma mulher capaz, a um tempo, de calculismo e de paixão sem freio e Blanca Portillo (era a vizinha da mãe que ficava cancerosa em “Volver”, lembram-se?) numa amiga fidelíssima e mais atenciosa que uma esposa, mas que tem uma mágoa, uma mancha, no olhar. É o peso da memória, o mesmo peso, mas com outra densidade, que o protagonista carrega — e não há como os habitantes do país mesmo aqui ao lado para saber como dói a memória, sobretudo a que se abafa, a que se não diz, a que não conta para o que fazemos todos e Lluís Homar: amor exilado os dias (uma Guerra Civil recalcada, nada menos, quando tantos traíram tantos e todos tiveram culpas). Estou a tresler, ou a ler de mais? É possível, só que o grande cinema é aquele que não fica pela superfície e permite este tipo de divagações."

"Há que concluir que “Abraços Desfeitos” é um grande filme? Não. Há apenas que dizer que pertence ao reduto do grande cinema, bastavam as sequências em Lanzarote, com aquela paisagem indescritível feita de sedução e desabrigo (um lugar de exílio, paixão, tragédia), para o provar. E há que sustentar que é fabricado com um saber feito de talento mas também de muita experiência. Almodóvar é como uma velha amante que já não funciona pela surpresa, mas pela astúcia, pelas variações sobre o reconhecido. Por isso, é possível dizer, sem faltar à verdade, que a fita não faz subir a obra do cineasta mais um degrau — não é uma obra mestra, como eram “Volver” ou “Fala com Ela” — e já ouvi a palavra ‘desilusão’ para a qualificar."



"Mas será cavernosa injustiça não ver que “Abraços Desfeitos” tem praticamente tudo o que fez deste realizador um dos maiores (sim, até alguma auto-indulgência, uma certa pose...), ou seja, não ver que, mesmo em ponto-morto, Almodóvar tem mais energia e mais capacidade de induzir ficções na nossa mente que 99% do cinema que aí há. " Jorge Leitão Ramos, Expresso de 12/09/2009
O homem da fotografia a preto e branco chama-se Rui Teixeira e foi o primeiro Juiz do escândalo de pedofilia ocorrido na “Casa Pia”, o qual, recorde-se, envolveu o Deputado socialista Paulo Pedroso, agora candidato pelo PS à Câmara Municipal de Almada. Segundo a comunicação social, o referido Juiz tem a sua carreira congelada porque o Conselho Superior da Magistratura terá deliberado suspender a sua classificação de “Muito Bom”, por solicitação de três dos seus membros, curiosamente indicados pelo Partido Socialista.
Depois dos filhos, a namorada. Em entrevista ao "Diário de Notícias", José Sócrates falou ontem, pela primeira vez, na sua namorada, revelando que esta o aconselha na compra de roupa. Habitualmente bastante reservado, nas últimas semanas, o primeiro-ministro tem levantado o véu em relação a alguns aspectos da sua vida privada.

21.9.09

Estado de Guerra
Título original: The Hurt Locker
De: Kathryn Bigelow
Com: Jeremy Renner, Anthony Mackie, Brian Geraghty, Guy Pearce, Ralph Fiennes
Género: Guerra, Thriller
Classificacao: M/16
EUA, 2008, Cores, 131 min.

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"DESDE “TRÊS REIS” de David Owen Russell, feito em 1999 que a guerra no Iraque tem sido objecto de atenção cuidada pelos cineastas de Hollywood, quer em forma de documentário, quer de ficção. Mas entre essa já vasta produção será difícil encontrar uma obra com a força e a dureza do mais recente trabalho de uma realizadora conhecida pela forma como se aproxima do universo masculino. Em “Estado de Guerra” não temos questões políticas, morais ou éticas. Temos o drama em estado bruto e puro. Temos o relato de uma série de acções marcado por um realismo brutal, e temos o retrato de militares de tal forma obcecados pelo seu trabalho que este se transforma numa verdadeira droga. Como mais de uma vez é referido ao longo do filme, a adrenalina é a mais potente das drogas (recorde-se que esse era já o tema de um dos filmes mais ‘duros’, de Kathryn Bigelow: “Ruptura Explosiva”, em que no confronto em queda livre de Patrick Swayze e Keanu Reeves, o primeiro grita: “Adrenalina pura!”), capaz de viciar quem joga com a morte em cada segundo."

"E é esse o trabalho, que se transforma em jogo e em vício para William James (Jeremy Renner), sargento do Exército especializado no desarme de bombas armadilhadas, que o inimigo deixa espalhadas pelo campo e em veículos. A sequência de abertura é fabulosa na forma como o suspense se desenvolve acompanhando a acção de outro especialista (o sargento Matt, interpretado por Guy Pearce, num pequeno mas notável trabalho, tal como é a aparição de outro ‘convidado’, Ralph Fiennes, que aparece mais a meio, na figura de um comando), primeiro com o uso de um carro robô que ‘estuda’ a armadilha, e depois com o trabalho de Matt desarmando o engenho. Contudo, o inimigo usa outras armadilhas dentro da armadilha e Matt será vítima da explosão. Entra então em cena William, e desde o começo é-nos dada a imagem de alguém que está praticamente obcecado pelo seu trabalho e que despreza os habituais meios de segurança. William é considerado um verdadeiro génio no seu trabalho (mais de 800 bombas desarmadas), e prova que o é, embora todo o seu comportamento demonstre que o desprezo que mostra pela morte seja maior do que a segurança de saber o que faz, e antes uma verdadeira obsessão para chegar ao ponto limite, obsessão que o devora a ponto de o fazer abandonar a família. Alguns planos perto do fim (os únicos fora do campo de batalha) mostram Will de regresso a casa e à família, incapaz de se adaptar e alistando-se de novo."

"Para além de um argumento escrito por Mark Boal, de uma força pouco comum, “Estado de Guerra” destaca-se ainda pela realização soberba de Kathryn Bigelow, de um ritmo quase esquizofrénico, como que contaminado pelas próprias personagens, e que chega a pôr o espectador quase em estado de choque, o que é reforçado pelo realismo de algumas sequências. Duas, em particular, se destacam pela sua dureza, para além da já referida do começo: o cerco a que Will e outros soldados são objecto no deserto, por atiradores de longo alcance e o corpo bomba."



"Tal como o cinema de Kathryn Bigelow, “Estado de Guerra” mais do que um filme é adrenalina pura!" Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 19/09/2009
O mundo da Internet está impaciente. O browser da Google demora a desabrochar e já existem alternativas ao Chrome e ao Chromium.

Aconteceu isso a quase todos os browsers. É uma das consequências da disponibilização do código na Internet. Na verdade são adaptações e o colmatar de falhas (de características) que os utilizadores querem ver nas aplicações.

Essa pressa fez-nos testar o ChromePlus. Uma versão alternativa e adaptada do Chromium.

Acesse as configurações ocultas do Windows 7, Vista e XP...

17.9.09

Foi “tudo abaixo” na passagem do PS no Seixal...



...foram dez minutos de enorme confusão, com insultos, empurrões e pontapés. A equipa do programa “Vai Tudo Abaixo”, dos vídeos Sapo (ex-Sic Radical) – quatro homens e um megafone -, arrasou esta tarde com a passagem de José Sócrates no Seixal. Não houve arruada e quase ninguém ouviu o discurso mais curto da história desta campanha. E acabou com os actores Nuno (Jel) e Vasco Duarte (a dupla Neto e Falâncio) a caminho da esquadra.
O regime que José Sócrates capturou com uma poderosa máquina de relações públicas tentou tudo para silenciar a incómoda fonte de perturbação que semanalmente denunciou a estranha agenda de despachos do seu Ministério do Ambiente, as singularidades do seu curriculum académico e as peculiaridades dos seus invulgares negócios imobiliários.

16.9.09

35 Shots de Rum
Título original: 35 Rhums
De: Claire Denis
Com: Alex Descas, Mati Diop, Nicole Dogue, Grégoire Colin
Classificacao: M/12
ALE/FRA, 2008, Cores, 100 min.

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"ANTES DE MAIS, celebremos! Uma das mais importantes cineastas francesas de hoje, Claire Denis de seu nome e realizadora desde 1988 (filme de estreia: “Chocolat”), após 14 anos de trabalho como assistente de realização (em filmes de Wim Wenders e Jim Jarmush, entre outros), chega à exibição comercial entre nós graças à Atalanta Filmes. Da sua já extensa filmografia (15 longas-metragens) apenas se conhecem alguns que passaram em festivais ou na Cinemateca (neste caso “Nénette et Boni” e “Beau Travail”, este último uma das suas obras fundamentais). Nem o facto de outros meios de divulgação dos seus filmes (DVD, etc.) permitirem a alguns o seu acesso, compensa essa ausência."

"Começar com “35 Shots de Rum” até não é mau para se travar conhecimento com a realizadora, pois trata-se daquele que é, possivelmente, o seu filme mais ‘acessível’, transparente na narrativa e simples nos processos que utiliza. Corre-se, porém, um risco, na medida em que o filme pode dar uma ideia que não corresponde inteiramente ao percurso da obra de Denis, se excluirmos a sua vertente ‘realista’. De facto, se esta é a matriz de todo o seu cinema, ela afirma-se geralmente por uma certa crueza, que é também uma marca de um certo cinema francês contemporâneo (que vai, entre outros, de Desplechin a Gaspar Noé), e que em Denis se destaca em dois fulgurantes trabalhos, o já citado “Beau Travail” e o impressionante “Trouble Every Day”. Em “35 Shots de Rum” essa componente está mais diluída, e o filme é percorrido por uma certa serenidade, perturbada, por vezes, por um ou outro estremecimento, como a impressiva cena nocturna em que Lionel (magnífico Alex Descas) encontra o corpo de René, o amigo recém-aposentado, incapaz de se adaptar à sua nova situação e que comete suicídio."

"Um cinéfilo que descubra Claire Denis com “35 Shots de Rum” sentir-se-á tentado a aproximar o estilo narrativo do filme de um mestre japonês, Yasujiro Ozu, em especial de uma das suas obras-primas que tem por título “Primavera Tardia”. O que aproxima os dois filmes? Exactamente a forma contida e púdica, profundamente marcada pela ternura, na forma como descreve a relação entre pai e filha. Ele, Lionel, de cor, originário da Martinica, ferroviário, ela, Joséphine (Mati Diop, uma magnífica estreia no cinema), mestiça, estudante, vivendo juntos num apartamento. Lionel sabe que, mais dia menos dia, terá de dizer adeus a Joséphine mas esta parece querer recusar a independência devido aos laços que a ligam ao pai. Tal como no filme de Ozu, os sentimentos manifestam-se nos pequenos gestos (ela esconde a panela de pressão que comprara, quando o pai lhe oferece uma). À volta deste par circulam várias personagens não menos cativantes: Gabrielle, a taxista, apaixonada por Lionel, Noé, o jovem vizinho que vive só num apartamento, apaixonado por Joséphine, René que já não vê objectivo na sua vida."

"O filme explora a fotogenia dos carris de uma forma que lembra Renoir (“A Fera Humana”) e Lang (“Desejo Humano”) graças à fotografia da colaboradora habitual de Denis, Agnès Godard (um nome que parece um ‘programa‘ cinéfilo) e no trabalho dos interiores, como na sequência central, e fundamental, do restaurante onde o grupo se refugia da chuva, e noutro momento fulcral: a visita de pai e filha à tia alemã (fulgurante participação de Ingrid Caven, uma das actrizes de Fassbinder)."



"Um filme notável que se aconselha vivamente a todos para quem o cinema é algo mais do que um simples ‘consumo de imagens’." Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 05/09/2009
O PCP continua a apoiar a ditadura da família castrista em Cuba, acha que a Coreia do Norte é um regime democrático, é um bom amigo desse exemplo de democracia que é a China e, 40 anos depois, continua a apoiar a invasão da Checoslováquia pelas tropas do Pacto de Varsóvia!

Um comunista, Domingos Lopes, militante do PCP durante 40 anos, afastou-se hoje do seu partido de sempre por não o julgar capaz de se adaptar ao nosso tempo, a um tempo que, felizmente, soube por termo ao bloco soviético.

14.9.09

Carolina Patrocínio: "Para as legislativas votei sempre PS"...

...na entrevista que deu ao i, Carolina Vieira de Almeida Patrocínio esqueceu-se que no 20 de Fevereiro de 2005 tinha apenas 17 anos. O próprio i, na sua versão impressa indica a data de nascimento da jovem mandatária: 27 de Maio de 1987.

Se isto não foi uma "mentirinha" da mandatária de Sócrates, é fraude nos cadernos eleitorais.

Numa entrevista encomendada e onde se procura retocar a imagem da mandatária, esta vontade de reconstrução do passado através da mentira é um sinal dos tempos que não pode/deve ser ignorado.



Ministro do Fomento espanhol preocupado com possível paralisação do projecto do TGV em Portugal...

13.9.09

Sócrates vs. Sócrates...


Sou socialista. E sou contra o capitalismo. O socialismo em Portugal, para nós, é um projecto anticapitalista, com todo o gosto pelas palavras e com toda a clareza...
Debate Sócrates - Leite, aqui...


Análise do debate, na Sic Notícias, aqui...

12.9.09

O que acontece se não deres moedinha...

LOCAL
São Pedro do Sul

As Termas de S. Pedro do Sul registaram um novo recorde de tratamentos num só dia, consolidando a tendência de crescimento a todos os níveis que se vem registando desde o início do ano.

Em apenas um dia, na passada quinta-feira, 10 de Setembro, registaram-se cerca de 4300 tratamentos. Consideradas as mais frequentadas da Península Ibérica, as Termas de S. Pedro do Sul registaram nos primeiros sete meses do presente ano, até Julho de 2009, um crescimento de 11 por cento. Este aumento de mais de 40 mil tratamentos do que igual período de 2008, reforça S. Pedro do Sul como o pólo turístico mais importante do Interior do País, destacando-se ainda mais em relação às principais concorrentes espanholas, nomeadamente da província da Galiza.
Debate Portas - Louçã, aqui...

11.9.09

Sondagens/Legislativas...

[clicar sobre a imagem para a aumentar] [Jornal de Notícias]


[clicar sobre a imagem para a aumentar] [Expresso]
Lição de higiene...

Debate Portas - Leite, aqui...


À pergunta capciosa de Judite de Sousa, pretendendo comparar os casos Marcelo e Moura Guedes, Ferreira Leite lhe retorquiu que, se a entrevistadora efectivamente considerava que esses casos eram semelhantes, a RTP tinha bom remédio: convide Moura Guedes como há quatro anos convidou Marcelo… Touché!