31.1.10

Anticristo
Título original: Antichrist
De: Lars Von Trier
Argumento: Lars Von Trier
Com: Willem Dafoe, Charlotte Gainsbourg
Género: Drama, Thriller
Classificacao: M/18
ALE/DIN, 2009, Cores, 104 min.

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"PORQUE preferiu o prazer à vocação maternal, porque consentiu que o filho se perdesse, ela introduz a desordem no mundo e carregará a culpa. Tentará castigar a própria carne, porque terá percebido que está nela a raiz do mal — a natureza não é coisa civilizada, os instintos não são fonte de pacificação, mas de violência. Conduzida para essa natureza (onde, em tempos, se descobriu pérfida ao ponto de inculcar dor no próprio filho) por um homem que acredita mais na razão que nas forças obscuras da Terra, ela vai mostrar-lhe que não é acaso ter sido uma mulher a ceder às seduções da serpente e a trazer o pecado ao Éden. Tentará, em raiva e atrocidade, dominá-lo pela dor e pelo sexo, como se pertencessem às mulheres esses segredos abomináveis pela prática dos quais, séculos fora, um genocídio foi perpetrado. Mas há que devolver a ordem ao mundo, varrer a culpa, a dor e o desespero."

"Por isso, um ímpeto de justiça se ergue — e ele sacrifica-a, pela sufocação e pela fogueira — não para castigar mas para libertar todas as mulheres que levavam as grilhetas do opróbio, pois preciso é que uma delas morra por todo o povo. É assim que, no fim do filme, como um cantochão de hossanas, ele pode ver a paz devolvida a todas as que ressuscitaram. O Anticristo, a Besta, a Grande Prostituta — é ela (Charlotte Gainsbourg), a mulher em estado de impudícia."

"É isto o que Lars von Trier queria dizer com “Antichrist — Anticristo”? Proponho que sim, mas, no fundo, não faço a menor ideia. Construído como uma narrativa simbólica — apocalíptica, dir-se-ia —, este filme vê-se como uma cerimónia solene, com o seu quê de mágico, como se houvesse uma vara que remexesse as coisas atrozes que nunca encaramos, jamais verbalizamos — e elas se pusessem a acontecer no ecrã. Podemos procurar decifrações, mas, como em todos os rituais, a ideia é mais a de nos deixarmos penetrar pela ambiência que a de encontrar uma explicação lógica para os eventos."

"Uma precaução, todavia: “Antichrist — Anticristo” é um filme extremo, pavoroso, descer aos infernos não se faz sem dor. Handel cola-se a um sexo masculino em ecrã panorâmico a penetrar uma mulher — mais tarde, esse mesmo sexo jorrará sangue numa das várias cenas que o olhar dificilmente sustenta. É experiência única de um cineasta perturbado e convulso religiosamente. Um documentário sobre dois actores a figurar o inominável. "



"“Antichrist — Anticristo” é um filme onde o odioso e o sublime se fundem. Acho-o admirável, fulgurante, corajoso, coerente com o resto da obra do cineasta e devastadoramente belo... mas, cem anos que eu viva, não quero voltar a encontrá-lo diante de mim." Jorge Leitão Ramos, Expresso de 30/01/2010

30.1.10

Invictus
Título original: Invictus
De: Clint Eastwood
Argumento: Anthony Peckham
Com: Morgan Freeman, Matt Damon, Tony Kgoroge
Género: Drama
Classificacao: M/12
EUA, 2009, Cores, 134 min.

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Francisco Ferreira, Expresso de 30/01/2010

29.1.10

LOCAL
Lafões

Portagens na A25:

Reacção dos autarcas de Lafões






Reacção dos deputados por Viseu




> "Há condições para introduzir portagens nas SCUT no 1º semestre"
LOCAL
São Pedro do Sul

Carta aberta aos associados da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Lafões, aqui.

28.1.10

LOCAL
São Pedro do Sul

São Pedro do Sul vai receber 1/3 (mais de 2 milhões de Euros) do total das verbas previstas em PIDDAC para o distrito de Viseu...

...Vouzela e Oliveira de Frades ficam de fora... [mais] [mais]


***

As dúvidas de Olga Madanelo...


...na última reunião de câmara!

27.1.10

LOCAL
São Pedro do Sul

Uma fractura tectónica atravessa longitudinalmente todo o distrito de Vila Real, de Chaves a Caldas do Moledo (Régua), sendo considerada uma zona sísmica com uma actividade ténue. A previsibilidade de um grande abalo, nesta zona, varia num intervalo de 4 mil a 20 mil anos, mas não se sabe quando ocorreu o último. Existem no distrito de Vila Real estruturas geológicas, falhas activas importantes que podem gerar movimentos sísmicos. As mesmas podem gerar sismos máximos de magnitudes entre 7 - 7,5, ao longo da falha, que passa por Chaves, Vila Real, Régua, que atravessa quase longitudinalmente o distrito e prolonga-se até S. Pedro do Sul e Penacova... [mais]
No Facebook cabem 5 mil amigos. Na sua cabeça só 150! Segundo um estudo desenvolvido pelo antropólogo Robin Dunbar, professor da Universidade de Oxford, 150 é o número máximo de amizades que o cérebro é capaz de gerir... [mais]

22.1.10

20.1.10

MORREU DANIEL BENSAID, TEÓRICO TROTSKISTA FRANCÊS
Por Manuel Silva

Na semana passada, faleceu o filósofo de nacionalidade francesa Daniel Bensaid, um dos maiores teóricos trotskistas da nossa época, que contava 63 anos de idade.

Bensaid foi um dos dirigentes estudantis do Maio de 68. Com Alain Krivine, Arlette Laguilier e outros trotskistas que participaram activamente naquele movimento, ajudou a fundar a LCR (Liga Comunista Revolucionária), que viria a ter alguma influência nos meios intelectuais e junto da juventude trabalhadora e estudantil francesa.

As mudanças verificadas no mundo nos últimos 40 anos levaram a maioria dos dirigentes do Maio de 68 a abandonarem os seus ideais e a aderirem ao que antes apelidavam de democracia parlamentar burguesa, passando a militar, uns na defesa de posições liberais, outros de posições socialistas moderadas. Daniel Bensaid e aqueles seus camaradas atrás mencionados mantiveram-se agarrados à sua ideologia de sempre.

Há pouco tempo, Bensaid ajudou a fundar uma outra organização denominada Novo Partido Anti-Capitalista. Nunca abandonou o combate ideológico num tempo em que uma parte do "fala-escreve", como diria George Orwell, decreta o pragmatismo, a tecnocracia, o economicismo e a morte das ideologias.

Para os trotskistas ainda existentes e para organizações de esquerda não inseridas nos partidos socialistas e comunistas tradicionais, como o Bloco de Esquerda, ter-se-á perdido uma referência importante, até porque Bensaid era uma pessoa dotada de uma inteligência e uma cultura fora do vulgar. A direita anti-democrática sentirá, certamente, uma certa satisfação interior, ainda que não assumida. Os democratas, especialmente os liberais que entendem que embora a economia seja importantíssima, deverá sempre ser orientada pela política, lamentarão a morte de um aguerrido adversário que deixa falta no campo contrário.

Quando, há mais de 20 anos, faleceu o maior ideólogo português do trotskismo, Manuel Sertório, os seus antigos camaradas de luta em Argel, na FPLN (Frente Patriótica de Libertação Nacional), durante os anos 60 e 70 até ao 25 de Abril, Vitor Cunha Rego, também já falecido, e Manuel de Lucena, então defensores do liberalismo e da candidatura de Freitas do Amaral a PR, também terminavam um artigo escrito sobre ele no "Semanário" com a frase: "faz falta no campo contrário".

19.1.10

LOCAL
São Pedro do Sul


Bairro da Ponte (aspecto do Rio Sul)...

[clicar sobre a imagem para a ampliar][via]
Leonard Cohen, 'First We Take Manhattan'
(Live In London 2008)





(Live in Norway 1988)



O social-democrata Pedro Passos Coelho vai explicar a partir de terça-feira a sua visão para o país através de um conjunto de vídeos e de textos disponibilizados na sua nova página da Internet. [mais]

18.1.10

Louvor por 4 dias de trabalho...

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...quatro despachos publicados no DR.

Funcionárias nomeadas para o Gabinete do Primeiro-ministro de 26 a 30 de Outubro de 2009. A segunda com direito a louvor “evidenciando a forma leal, competente e dedicada como desempenhou [durante esses 4 dias…!] aquelas funções, bem como as excelentes qualidades pessoais e profissionais”.

Já a primeira nomeada/exonerada não deve ter dado tudo o que podia...
SOBRE O TERRAMOTO NO HAITI
Por Manuel Silva

Um terramoto como o que recentemente ocorreu no Haiti, e que, segundo a imprensa, teve um impacto equivalente a 30 bombas atómicas, se assolasse um país rico e desenvolvido, teria certamente provocado enorme destruição e muitos milhares de mortos, mas no país mais pobre da América Latina, as suas consequências foram bem mais catastróficas. Basta ver a fragilidade da estrutura das casas em Port-Au-Prince para compreender a imensidão da tragédia.

Porque é pobre o Haiti e a esmagadora maioria dos países da América Latina? Porque há ricos? Devido ao capitalismo? Mas onde estão os grandes investimentos capitalistas naquele país? O Haiti e as outras nações pobres e miseráveis da América Latina são-no devido a ditaduras sanguinárias, cleptocratas e corruptas, de direita, tão bem ilustradas no livro "A Festa do Chibo" por Mário Vargas Llosa (o chibo é o antigo ditador da República Dominicana, Trujillo), às guerrilhas que provocam, algumas tão ou mais sanguinárias que os regimes do Chibo atrás mencionado, Pinochet, Jiménez e tantos outros, como são os casos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC ), comunista tradicional, e o Partido Comunista do Perú (PCP), mais conhecido por Sendero Luminoso, de inspiração maoista, bem como à soberba de uma certa burguesia local.

Por pressão de Ronald Reagan, a partir de meados dos anos 80 do século passado as ditaduras direitistas foram caindo na América Central e na América do Sul, abrindo caminho à democracia. No entanto, para além de algumas dessas democracias serem meramente de opereta, em muitos desses países as relações de produção mais parecem pós-feudais ou pré- capitalistas do que capitalistas, com sentido social. Daí que ainda subsistam algumas guerrilhas nalguns locais do continente latino-americano, como são os casos da Colômbia ou do Perú, apesar da morte de Manoel Marolanda, líder das FARC, e da prisão de Abimael Guzzman, o presidente Gonzalo, bem como da maioria da direcção senderista.

No Perú, metade da população vive na miséria. Na Colômbia, além da miséria, pratica-se o terrorismo de estado - como, aliás, Fujimori praticou no Perú. No ano de 2008, às ordens do regime de Uribe, foram assassinados 300 jornalistas colombianos e estrangeiros. Enquanto tais práticas perdurarem, as guerrilhas manter-se-ão vivas. Se os seus dirigentes morrerem ou forem presos, há quem os substitua, o que sempre acontece nos partidos comunistas bem organizados, especialmente quando armados.

Em países onde a democracia funciona e o capitalismo tem um rosto humano, como são os casos do Brasil e do Chile, nem a direita reaccionária nem o messianismo esquerdista ou populista se conseguem impor, pois a pobreza, a miséria e o desemprego baixaram consideravelmente, o nível de vida melhorou bastante e as classes médias já são maioritárias em tais paragens, onde a crise internacional não chegou. No ano passado as economias brasileira e chilena cresceram, respectivamente, 8% e 6%.

Na Venezuela, na Argentina, na Nicarágua, no Paraguai ou no Equador, a exploração desumana tem provocado a vitória eleitoral de uma esquerda populista, pós-marxista. No entanto, a nível económico e social, o progresso é invisível.

O Haiti é um estado falhado. Após uma ditadura de direita, chefiada pelos Duvallier (pai e filho, conhecidos por Papa Doc e Baby Doc), em eleiçõe livres foi eleito mais um populista de esquerda, o Padre Aristide, o qual fez gorar todas as esperanças em si depositadas, pois a miséria aumentou, bem como a corrupção. Eis o que resumidamente explica a desgraça do povo haitiano.

Estes factos provam que a exploração selvagem, o populismo e o esquerdismo só prejudicaram até hoje os povos latino-americanos. Falta experimentar em todo aquele continente a revolução liberal, como diz Vargas Llosa acima mencionado. Essa revolução, reformista e pacífica, está a dar bons frutos no Chile e no Brasil, com a esquerda liberal, que na prática imita a terceira via de Clinton, Blair ou, não é descabido dizê-lo, apesar de o mesmo não usar o termo, de Barak Obama.

Só aquela revolução tirará o Haiti da miséria e o poderá tornar num país progressivo.

Também em Portugal, só uma umaior liberalização política e económica, progressiva e não conservadora, poderá tirar a pátria da apagada e vil tristeza em que está a cair.


PS: Brevemente publicarei neste blogue um trabalho sobre o Sendero Luminoso.
MORTE DE MIEP GIES
Por Manuel Silva


Faleceu no passado dia 12, com 100 anos, Miep Gies, que escondeu durante a segunda guerra mundial e por muito tempo a conhecida menina judia Anne Frank e os seus familiares.

Os nazis acabaram por descobrir o esconderijo da família, a qual foi presa e internada num campo de concentração. Após a guerra e findo o regime nazi, apenas o pai de Anne se encontrava vivo. Todos os outros familiares haviam falecido.

Miep Gies entregou os manuscritos a partir dos quais foi compilado e editado o diário de Anne Frank ao seu progenitor aquando da sua libertação.

Há talvez 10 anos, a Câmara Municipal de S. Pedro do Sul, então presidida pelo Dr. Bandeira Pinho, levou a efeito uma exposição nos claustros sobre aquele diário. Ali se denunciava a bestialidade nazi, bem como os acordos que os nacional-socialistas (nazis) fizeram com Estaline e o seu regime também opressor e totalitário, os quais legitimaram a ocupação de uma parte da Polónia pela URSS e outra parte pela Alemanha, dando assim início à segunda grande guerra mundial.

Também era denunciada a entrega de muitos comunistas alemães exilados na URSS aos nazis pelo "guia genial dos povos", o "grande Estaline", e seus camaradas. É bom que se saiba que apenas quando se viu atacada a URSS entrou na guerra contra Hitler. Quem alertou, muito antes da guerra, para o perigo nacional-socialista, foi o conservador inglês Churchil.

Por estas e por outras é que os socialismos falharam em toda a parte. O socialismo de inspiração marxista-leninista e o nacional-socialismo hitleriano provocaram enormes catástrofes. O socialismo democrático falhou, porque baseado no estatismo de que Sócrates tanto gosta, pelo que os partidos da Internacional Socialista passaram, de um modo geral, a endossar práticas capitalistas na economia. O Partido Trabalhista Britânico, por exemplo, sob a liderança de Tony Blair, tornou-se no mais próximo representante do liberalismo na Velha Albion.

P.S.: comunistas e nazis foram muito parecidos na acção. No entanto, ter aderido naqueles tempos e mesmo mais tarde, até os regimes comunistas ruirem por toda a parte, a uma ou outra daquelas ideologias, não é a mesma coisa. Quem aderiu à ideologia comunista desejava uma sociedade sem classes, fraterna e solidária, em que todos fôssemos iguais. A aplicação prática de tal ideologia é que levou ao terror. Pelo contrário, quem conscientemente se tornou nazi sabia que estava a defender um ideal racista, persecutório de todos os não-arianos e de todos os que pensassem de maneira diferente do fuhrer. Basta ler o "Meihn Kampf" (A Minha Luta), escrito por Hitler, vários anos antes de chegar ao poder, para tirar tal conclusão.

16.1.10

O Laço Branco
Título original: Das weisse Band
De: Michael Haneke
Com: Christian Friedel, Ernst Jacobi, Leonie Benesch
Género: Drama
Classificação: M/16
ALE/Áustria/FRA, 2009, Cores, 144 min.

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"ELAS SÃO loiríssimas e de uma beleza cândida, submissa, respeitadora. Têm também um brilho frio no olhar, tão frio como o preto e branco sem retórica em que “O Laço Branco” é filmado, como se as crianças soubessem algo que nos estivesse vedado, um sabor secreto, um pacto com qualquer coisa de inconfessável — pesadelos postos em acto pelo espaço de um rasgão fátuo no quotidiano."

"Naquela aldeia alemã, nas vésperas da I Guerra Mundial, tudo está em boa ordem. O barão, na sua mansão, vigia para que os trabalhos nas propriedades decorram em paz: é dele que depende a sobrevivência de quase todos os aldeões. Na outra ponta do povoado, por seu turno, o pastor vela pelos preceitos morais e pela lei divina, fazendo-os cumprir, antes de mais, na sua própria família, que governa com desapiedado rigorismo luterano. O terceiro vértice do polígono de notáveis do povoado é o professor da escola, a testemunha, o narrador dos extraordinários eventos daquele ano em que estranhas violências vieram quebrar o ramerrão da existência. O quadrilátero fecha-se com o médico da aldeia — mas esse, desaparecido no primeiro plano em que um fio estendido entre duas árvores faz cair o cavalo e manda o cavaleiro para o hospital por longas semanas, é sobretudo aquele que mais nitidamente primeiro se afigura merecedor de castigo, em vez de entidade socialmente enquadradora."

"“O Laço Branco” é o desenho minucioso deste quadrilátero e dos que gravitam em torno, relações sociais e de poder, afectos, raivas, esperanças, ciclos vitais — tudo pontuado por pontuais assomos de uma brutalidade inexplicada que, deveras, há que atribuir mais à violência surda que aquela ordem social estrutura do que a este ou àquele agente. Daí que, constantemente, estejamos à espera que o plano seguinte de cada um dos planos deste filme seja bárbaro, o que cria uma tensão irremível que, de verdade, nem o desfecho acalma. É que Haneke, que já nos deu a mais insustentável das violências em cinema, faz aqui uma fita que mostra a placidez e induz o inominável. Ou seja, a nossa imaginação trabalha. Isto é um facto tão pouco comum no cinema dominante que muita gente se deve ter esquecido que é possível um plano durar para lá do que comummente se chama ‘acção’, deixando divagar o olhar e o entendimento do espectador. E aí o que cada um de nós vê está, muito provavelmente, além da materialidade do que lá está. Por exemplo — há quem tenha visto nesta fita o embrião da impiedade nazi, daquilo que sucedeu à hecatombe da I Guerra Mundial, que, na realidade histórica, dizimou o mundo que Michael Haneke reconstitui tão meticulosamente."



"Não creio, todavia, que seja necessário ir tão longe. Pela minha parte preferiria enquadrar “O Laço Branco” como uma ficção de medo, sem lobisomens, sem serial killers, sem vampiros, nem zombies, nem extraterrestres. Mais medonha por isso, já que, mesmo que acabemos por saber a face oculta daquela realidade e daquela gente, mesmo que acabemos por perceber onde estão os germes para a punição ou a vingança, não acharemos humana a malícia necessária para as perpetrar. Mas é — e é nossa." Jorge Leitão Ramos, Expresso de 16/01/2010
Manuel Alegre anuncia candidatura...

14.1.10

NÃO À ALIANÇA PSD/CDS!
Por Manuel Silva


No final do ano passado, em artigo publicado no "Semanário Económico", Proença de Carvalho defendia a bipolarização política, com duas forças alternativas: à esquerda, o PS, e à direita, a fusão num só partido do PSD e do CDS.

Dizia ainda aquele jurista que o partido que actualmente representa a verdadeira social-democracia em Portugal é o Partido Socialista. De um ponto de vista histórico é uma verdade. o PS é o seguidor "puro" da social-democracia desde Ferdinand Lassalle, passando pelos marxistas revisionistas Kautsky, Kerensky ou Bernstein, até Willy Brant e os actuais sociais-democratas da Internacional Socialista.

A social democracia defendida por Sá Carneiro consistia (e consiste, com as devidas actualizações) na liberalização política e económica acompanhada de princípios de solidariedade e justiça social, herdados da social-democracia tradicional e da esquerda, em geral.

Proença de Carvalho é um liberal apartidário, que tem cooperado com o PSD, concorda com grande parte da política económica do CDS, mas está contra o seu conservadorismo social. Por outro lado, critica o estatismo do PS, embora tenha elogiado as reformas iniciais do primeiro governo de Sócrates, do qual é advogado. Considera ainda o primeiro-ministro uma pessoa de esquerda moderna, embora o tenha aconselhado a olhar mais para Blair e menos para Zapatero (e, já agora, acrescentamos nós, para o estatista de direita casado com Carla Bruni).

Como considera o partido de Portas bastante conservador, porque defende Proença de Carvalho uma aliança do PSD com o mesmo? Para que o PS e o seu cliente se mantenham por muitos anos no poder? Mas será esse desejo coerente com a ideologia liberal e negadora do estatismo professada por aquele causídico? São questões a que só o próprio poderá responder.


DECLARAÇÕES DE MIGUEL RELVAS AO "DN"

Em entrevista recentemente concedida ao "Diário de Notícias", o apoiante de Pedro Passos Coelho, Miguel Relvas, repudiava - e bem - a reedição do bloco central, mas mostrou concordar com uma aliança com o CDS.

Tal aliança é de rejeitar, pelos seguintes motivos:

1º - Quando em 1979 se constituiu a Aliança Democrática (AD), liderada por Sá Carneiro, o CDS era um partido conservador, democrata-cristão e pró-europeu e tinha à sua frente dirigentes com inequívoca formação democrática, como Freitas do Amaral e Amaro da Costa.

Além do CDS, integravam ainda a AD o PPM e o Movimento Reformador, saído do PS, do qual faziam parte, entre outros, António Barreto, Medeiros Ferreira e Vitor Cunha Rego, homens com um passado de esquerda e anti-salazarista, que tinham estado presos, exilados ou perderam o emprego no período obscurantista anterior ao 25 de Abril.

2º - A AD não era um bloco de direita, mas uma aliança reformista e liberalizadora, que englobava toda a direita democrática, o centro e a esquerda mais moderada. E Sá Carneiro não era, não foi de direita.

3º - O CDS actual é dirigido por gente maioritariamente conservadora ou mesmo reaccionária, nos planos social e de costumes. As suas bases sempre foram essencialmente retrógradas, social e politicamente. Freitas do Amaral teve o condão de integrar esta direita na democracia, mas a mesma nunca morreu de amores pelo seu líder. Daí as suas saídas (duas) do partido que fundou.

4º - Alianças com o CDS, neste século, só trouxeram pesadas derrotas ao PSD, como se viu sob as lideranças de Marcelo, Barroso ou Santana.

5º - A direita portuguesa não é igual às direitas americana, britânica ou da generalidade da Europa continental, as quais nasceram e são democráticas. A direita nacional é herdeira de trauliteiros absoluistas miguelistas, dos talassas, de Sidónio Pais e do salazarismo. Ouçam-se as bases do CDS e facilmente se tirará esta conclusão.

*

Por tudo isto, uma aliança ou fusão (vade retro) com o partido liderado por Paulo Portas empurraria o PSD para a direita, deixando o centro - onde se ganham eleições - a Sócrates e aos socialistas. Se estes se virem livres do actual líder e elegerem outro, de esquerda moderna e liberal, como Blair ou Lula, manter-se-ão por muitos e bons anos no governo.

Por outro lado, ninguém entenderia como Passos Coelho, um liberal progressivo a todos os níveis, se poderia aliar à direita mais retrógrada que tivemos após o 25 de Abril.

O PSD deve seguir o seu próprio caminho, em defesa de um liberalismo social e contrário ao socialismo, mas também ao conservadorismo. Espera-se que tal conste da mensagem que no próximo dia 21 Passos Coelho irá transmitir ao País.

13.1.10

12.1.10

LOCAL
São Pedro do Sul

[aqui]
Éric Rohmer (1920-2010)

...nascido em 1920, Éric Rohmer iniciou a sua carreira como realizador em 1952, com o filme "Les petites filles modèles", que não terminou por problemas de produção. Alguns anos mais tarde, em 1959, realizou "Le signe du lion", com Claude Chabrol como produtor.

Em 1969, Rohmer realiza "Ma nuit chez Maud", com Jean-Louis Trintignant e Françoise Fabian nos papéis principais. É esse filme o primeiro a chamar a atenção da crítica especializada.

A Mostra Internazionale d'Arte Cinematografica de Veneza atribuiu-lhe, em 2001, um prémio pelo conjunto da sua carreira.

"Les amours d'Astrée et Céladon", realizado em 2007, acabaria por ser a última obra de Rohmer, que era professor da Sorbonne desde 1973. [aqui]

> "Rohmer justíssimo" - crónica de João Bénard da Costa
LOCAL
São Pedro do Sul


[clicar sobre a imagem para aceder ao blogue]

8.1.10




A jornalista Manuela Moura Guedes
foi admitida como assistente no processo Face Oculta após ter formalizado um pedido há mais de um mês, tendo como objectivo “auxiliar o Ministério Público na procura da verdade”... [mais]

7.1.10

Leonard Cohen, 'I'm Your Man' (Live In London 2009)

Google phone na Europa em Março via Vodafone...

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...custa 179 dólares com assinatura de dois anos ou 529 livre de operador. Chega à Europa em Março pela mão da Vodafone, provavelmente com um contrato do mesmo preço ou semelhante. A Google lançou há escassas horas o seu telefone numa conferência de Imprensa seguida ao vivo em todo o mundo. O Nexus One começa por estar à venda apenas na loja online da Google, que abre precisamente com este produto, mas só para os Estados Unidos. [mais]

5.1.10

LOCAL
São Pedro do Sul

Rogério Duarte vs. Olga Madanelo: o subsídio a espectáculo musical da Associação Cultural de Vila Maior...

Filmes 3D Blu-ray chegam no Verão...


...a Blu-Ray Association (de qual a Nvidia faz parte) já concordou nos parâmetros para a normalização do formato 3D Blu-ray e que os primeiros filmes vão chegar às longes durante o Verão do próximo ano.

A Nvidia vai suportar este padrão com a sua tecnologia 3D Vision (já testada na Exame Informática). O responsável da Nvidia alertou para o facto de os novos filmes utilizarem bit rates de 60 Mbits/segundo. Ou seja, o dobro de um filme convencional.

Também é preciso referir que estes conteúdos vão precisar de ecrã que tenham refrescamentos de 120 Hz e unidades Blu-ray 2X. Como seria de esperar, será necessário usar óculos para conseguir usufruir da experiência 3D.

Esta nova especificação vai forçar, tudo indica, a actualizações em máquinas e leitores de Blu-ray. Embora, o mesmo responsável da Nvidia tenha afirmado que o HDMI 1.3 tenha largura suficiente para reproduzir com fluidez o 3D Blu-ray. No entanto, a mesma fonte considera que, dos leitores de Blu-ray disponíveis no mercado, só a PS3 pode "possivelmente" reproduzir este novo formato. [aqui]

4.1.10

LOCAL
São Pedro do Sul

A fusão das duas corporações de bombeiros de S. Pedro do Sul...

...através da constituição de um agrupamento, deve ficar concluída este mês com a outorga da escritura pública. Esta foi a forma escolhida pelas duas corporações - Bombeiros Voluntários e Corpo de Salvação Pública - para conseguir a construção de um quartel depois de a câmara municipal se ter recusado a comparticipar na edificação de dois aquartelamentos. [mais]

3.1.10

Tarantino Remix...




...para começar bem o ano! Só para apreciadores...
[via]