São Pedro do Sul
Assembleia Municipal: ainda o estudo do Prof. Manso...


"Mas não serve de nada. Provavelmente dando materialidade social ao Princípio de Incerteza de Heisenberg que Larry ensina na Universidade, não é possível determinar nunca o estado de um homem no seio das inter-relações com os outros — e, assim, o Universo, em vez de ser aquela coisa pensada e medida por um Deus numa lógica determinista de causa e consequência, é um caos probabilístico onde nunca ninguém há-de ter a certeza de coisa nenhuma. Por isso, a única coisa a fazer é desejar mazel tov! — boa sorte!"
"Eu acho que há um quarto de século que os Coen têm andado a fazer a irrisão desta incerteza, a jogar com a ideia de que toda a ordem vigente é uma aparência que, ao mínimo sinal, se estilhaça. Pode ser um homem que encomenda um crime estúpido (“Fargo”), ou um serial killer que aparece (“Este País Não É para Velhos”), ou uns pequenos malandros que resolvem desatinar (“História de Gangsters”), ou um escritor de argumentos que se vê rodeado de gente impossivelmente peculiar (“Barton Fink”). E a pós-modernidade que neles se detectou não é mais que o gesto de sublinhar essa ideia de aparência. Mas nunca a matriz judaica do seu cinema foi tão explícita como aqui."
Carlos Matos, tricampeão nacional da F3, vai deixar de ser uma presença assídua nas provas do Campeonato de Portugal de Ralis. Embora neste momento o piloto de S. Pedro do Sul não tenha previsto a participação em qualquer prova esta época, até poderá dar-se o caso disso suceder: "Sim, vou parar, pelo menos este ano. Sinto-me desencantado e desmotivado depois de tudo aquilo que se passou no Algarve. Além disso tenho entre mãos um novo desafio empresarial que me vai ocupar muito do meu tempo e juntando as duas razões, os ralis vão mesmo ter que esperar. Até quando, é coisa que de momento não posso dizer, pois nem eu o sei", referiu o piloto das Termas de S. Pedro do Sul. [mais]
"“O Meu Amigo Eric” é a história de um carteiro adepto do Manchester United a quem a vida corre bastante mal. Não propriamente pelo emprego: este não é um filme sobre relações laborais. O que acontece é que o carteiro quer fazer alguma coisa para reconquistar Lily, a mulher que ama perdidamente — e a quem abandonou há muitos anos com uma filha nos braços — e não há meio de acertar com a estratégia. Ele acha mesmo que é uma refrega perdida à partida. Além disso, a segunda mulher abandonou-o, deixando dois filhos adolescentes lá em casa — e nenhum é filho de Eric. Os rapazes estão fora de controlo, a coisa mais benevolente que fazem é fumar uns charros e ver pornografia, enquanto a loiça suja se acumula na cozinha, objectos presumivelmente roubados aparecem aqui e ali, até uma betoneira, calcule-se..."
"É neste caos, onde só as alegrias doadas pelos Reds ao povo de Manchester dão para carregar o fardo da existência, que é preciso invocar alguém que ajude a guiar a vida. Podia ser o anjo da guarda, a Senhora de Fátima, ou o Batman. Eric invoca Eric Cantona — e ele vem. E explica ao seu homónimo, naquele seu jeito de falar por aforismos, que é preciso um bocadinho de ganas e de ousadia, de imaginação e de autoconfiança. Claro, uma boa preparação física é essencial. E, sobretudo, espírito de equipa. É assim que, quando um dos enteados de Eric se mete em trabalhos com um pequeno gangster local, vai ser a malta dos correios, unida (e com máscaras de Cantona), que lhe mostra como se faz uma camisa de onze varas."
"Um dos aspectos mais curiosos do filme é que, de facto, Eric Cantona não faz de Cantona. Ele interpreta antes a imagem que um homem de meia idade do povo de Manchester faz de Cantona — e nisso há já uma saborosíssima auto-ironia por parte do ex-futebolista, a sagacidade de dar a ver uma distância entre imagem-de-marca e realidade, permanecendo esta, está bom de ver, privada."

...nenhum dos três - ou serão quatro? - artistas que se apresentam entusiasma ninguém. Nunca nenhum fez nada que o recomendasse para inspirar e unificar o partido; ou para, eventualmente (e com muito azar nosso), ser primeiro-ministro. Pedro Passos Coelho é um jovem simpático, produto da JSD, sem peso, prestígio e maturidade, com ideias confusas sobre o mundo e o país. Paulo Rangel passou pela direcção do grupo parlamentar, em que se distinguiu por uma oratória bombástica, à século XIX, e conseguiu depois ganhar uma eleição para o Parlamento Europeu. E Aguiar-Branco, um advogado do Porto, substituiu agora Paulo Rangel em S. Bento, com alguma competência, mas sem grande brilho. Por que razão qualquer deles se imagina destinado a pastorear a Pátria é um puro enigma.
O Governo italiano estuda a possível adopção de medidas sobre a projecção para todos os públicos do filme "Actividade Paranormal", do director israelita Oren Peli, que provocou ataques de pânico em vários espectadores desde que estreou na Itália, no último final de semana.
...as empresas de resíduos do grupo Fomentinvest, onde Pedro Passos Coelho desempenha responsabilidades de gestão directa, têm como sócios figuras envolvidas em escândalos financeiros: os construtores Irmãos Cavaco, acusados de burla qualificada no caso BPN e Horácio Luís de Carvalho, que está a ser julgado por corrupção e branqueamento de capitais no processo do aterro da Cova da Beira. [mais]
“Eu digo aqui peremptoriamente que não estou nessa corrida por uma razão muito simples. Fui eleito para o Parlamento Europeu há pouco mais de quatro meses e, portanto não faria sentido neste momento que me candidatasse à liderança. Seria um mau sinal para a democracia.” Paulo Rangel, 29 de Outubro de 2009, na RTP1 [via]
"Corte, ecrã a negro com aviso inquietante gravado a branco (“há mais verdade aqui do que você estaria disposto a acreditar”), transição para o Michigan de 2002 e entrada em cena de Bob Wilton (McGregor), um jovem jornalista à procura do sentido da vida que se descobre preterido pela namorada em prol do seu editor maneta."
"Novo corte (com abertura para um genérico inicial que já tardava a chegar) e novo salto no espaço-tempo da narrativa: estamos agora em 2003, na Cidade do Kuwait, onde Wilton tenta arranjar matéria de reportagem que lhe permita atenuar a dor de corno. É aí que conhece Lyn Cassady (Clooney), um militar que, nos anos 80, teria feito parte de uma unidade liderada por Bill Django (Bridges), um veterano da guerra do Vietname que se converteu ao movimento New Age. O objectivo da unidade (entretanto desmantelada)? Formar um grupo de ‘espiões psíquicos’ (treinados à base de Billy Idol, anfetaminas e meditação transcendental) que fossem capazes de ajudar os EUA a vencer a Guerra Fria."
"O que se segue é, no mínimo, difícil de resumir: Cassady arrasta Wilton para o Iraque no intuito de cumprir uma missão secreta que parece não ter fim à vista; a montagem vai alternando rapidamente entre o presente e o passado (com a narração em off de Wilton a assegurar a ligação entre os segmentos do filme); os efeitos humorísticos sucedem-se à custa de imprevistas suspensões da banda sonora, de súbitas variações de ângulo de câmara e/ou da escala de planos e, ainda, dos delírios paródico-psicotrópicos do texto (que nos trouxe à memória o "Catch 22" de Joseph Heller)."
"Mas o que nos interessa aqui? Não as divertidas anedotas sobre a política externa norte-americana das últimas décadas mas, sobretudo, o 'ritmo desportivo' das montagens e o subtexto que se insinua entre os seus planos. É que, no fundo, aquilo de que o filme de Heslov nos quer falar é da erosão pós-moderna da figura do herói e da nossa (in)capacidade de a recriarmos (no cinema ou fora dele), pelo simples facto de acreditarmos nela."
Henry Kissinger, quando era responsável pela diplomacia americana, colocou uma vez esta pergunta: qual é o número de telefone da Europa?
Vemos, ouvimos e lemos cada vez mais afirmações segundo as quais Portugal parece uma república das bananas como as vigentes em outros tempos na generalidade e hoje em alguns países da América Latina.
"E o nosso Woody voltou para casa. Foi ao baú e recuperou um velho guião que tinha deixado há 30 anos na gaveta, centrado em Boris Yellnikoff (Larry David), notável físico que falhou tudo na vida: casamento, Prémio Nobel e até o suicídio. Misantropo, iconoclasta e dândi, o maduro Boris encontra uma miúda de 21 anos a dormir à sua porta. Ela chama-se Melody (Evan Rachel Wood). Veio das berças para triunfar na grande cidade e nunca ouviu falar de física quântica. Boris dá-lhe guarida por uns dias, que se fazem meses. Um ano depois, casam. É nesta altura que Marietta (Patricia Clarkson), mãe de Melody, entra em cena e invade o casal, descobrindo com horror a filha casada com um velho excêntrico que só respira com o mundo todo a rodar à sua volta."