30.6.10

LOCAL
Vouzela

Margens do Zela (Moinhos do Pombal)...
1910

[clicar sobre a imagem para a ampliar]

28.6.10

Alter do Chão: Vítor Barros abandona presidência da Fundação Alter Real...

Vítor Barros, ex-candidato do PS à Câmara Municipal de São Pedro do Sul

...que está a ser alvo de uma auditoria, desencadeada desde o início do ano pela Inspecção-Geral da Agricultura e Pescas, por ordem do Ministério da Agricultura, por alegados atos de má gestão que originaram vários prejuízos à instituição. [mais]

> BE questiona Governo acerca da demissão de Vítor Barros


> Ministro demitiu presidente da Companhia das Lezírias

> Vítor Barros não queria demitir-se e terá sido forçado a fazê-lo

> Fundação Alter Real: Acusações de má gestão levaram o ministro da Agricultura a ordenar uma auditoria
LOCAL
Vouzela

Hospital e Azilo da Misericórdia...
1940

[clicar sobre a imagem para ampliar][aqui]

26.6.10





Passos Coelho quer CDS
no Governo
, mesmo que tenha maioria absoluta... [mais]
PSD com dobro de intenções de voto em relação ao PS...

PSD - 48%
PS - 24%
BE - 9%
CDS-PP - 7%
PCP - 6%
[mais]

25.6.10

O Segredo dos Seus Olhos
Título original: El Secreto de Sus Ojos
De: Juan José Campanella
Com: Ricardo Darín, Soledad Villamil, Pablo Rago
Género: Drama, Thriller
Classificação: M/16
ARG, 2010, Cores, 127 min.

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Jorge Leitão Ramos, Expresso de 22/05/2010


> Encalhados no silêncio
Andar sobre a água...

24.6.10

23.6.10

O Motard Embalsamado...



...de Porto Rico chega-nos a história insólita de um homem que foi embalsamado, estando sentado na sua moto. Apesar de não ser normal ouvirmos uma história destas, a casa funerária responsável já é conhecida localmente, tendo mesmo chegado às notícias anteriormente por situações semelhantes.

O homem em questão, foi morto a tiro e, a pedido da família, a casa funerária colocou-o em cima da sua moto vestido de forma casual, para, quando chegar ao “outro lado”, ter consigo o meio de transporte que tanto adorava na sua vida térrea...

22.6.10

LOCAL
São Pedro do Sul

Termas...

[clicar sobre a imagem para a ampliar]

19.6.10

Fundação Alter Real: Acusações de má gestão levaram o ministro da Agricultura a ordenar uma auditoria...

Vítor Barros, ex-candidato do PS à Câmara Municipal de São Pedro do Sul

...a Fundação Alter Real, responsável pela Coudelaria de Alter e pela Escola Portuguesa de Arte Equestre, está a ser alvo de uma auditoria desencadeada em Março pela Inspecção-Geral da Agricultura e Pescas, por ordem do ministro da Agricultura. Na origem da investigação estão denúncias de quadros da Coudelaria de Alter, em Alter do Chão, relativas a alegados actos de má gestão que terão causado elevados prejuízos à fundação.

Criada em 2007 por decreto governamental, a Fundação Alter Real (FAR) assumiu o património e as competências do Serviço Nacional Coudélico, um organismo que funcionava no âmbito do Ministério da Agricultura e foi então extinto. A presidência do seu conselho de administração é assegurada, por inerência, pelo presidente da Companhia das Lezírias, Vitor Barros, que exerceu as funções de secretário de Estado do Desenvolvimento Rural nos Governos de António Guterres e foi o candidato derrotado do PS às eleições de 2005 para a Câmara de São Pedro do Sul. Em Março deste ano, Rui Simplício, então assessor parlamentar do Partido Socialista, líder distrital do PS em Portalegre e antigo presidente da Câmara local, foi nomeado por proposta de Vítor Barros administrador-delegado da fundação.

Os inspectores do Ministério da Agricultura estão no terreno há dois meses e já ouviram os dirigentes e vários técnicos da instituição, incluindo o presidente Vítor Barros e a vogal da administração Maria Leal Monteiro, que dirigiu até há poucos meses à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo e foi, no ano passado, a candidata derrotada do PS à Câmara de Alter do Chão. [mais]

> As borlas da Coudelaria Nacional

> Há mais vida para além das borlas da Coudelaria

> O Amiguismo Alargado

> O amiguismo por outra óptica


> Trânsito de ex-governantes sem controlo político
LOCAL
Vouzela


Vouzela pode ficar sem o apoio da ambulância de Suporte Básico de Vida, na sequência das medidas de "redução de custos" que estão a ser pensadas pelo INEM... [mais]

18.6.10

TGV na China...


...apanha passageiros sem parar!
Seguindo a lógica do deputado dos gravadores, podíamos celebras todos os acontecimentos no mesmo dia. Criava-se o Dia do Feriado Nacional. De manhã, os católicos mais praticantes iam para as procissões, as viúvas visitavam os cemitérios e António Costa discursava na Praça do Município, em Lisboa. À tarde, os trabalhadores subiam a Almirante de Reis, os militares de Abril desciam a Avenida da Liberdade e Cavaco Silva condecorava ex-combatentes. À noite, as famílias trocavam prendas e os foliões abriam garrafas de champanhe.

Se um feriado é tão insignificante que pode ser celebrado noutra data qualquer, acabe-se com esse feriado – com um verdadeiro equilíbrio entre os civis e os religiosos. Nada de especial a opor. O que não faz sentido é transformar um feriado numa folga colectiva. [mais]

13.6.10

LOCAL
Vouzela

Um aspecto da vila e Ponte do Caminho de Ferro...

LOCAL
São Pedro do Sul

A igreja do Monte encheu hoje de familiares, entidades ligadas à cultura e amigos de Maria Aurora para a cerimónia fúnebre de uma das mais populares figuras da cultura madeirense.

Maria Aurora Carvalho Homem, com 71 anos, escritora e antiga jornalista de “A Capital” e “Diário de Lisboa”, morreu na madrugada de sexta-feira no Hospital Central do Funchal.

Nascida em São Pedro do Sul, na Beira Alta, em 1939 e radicada na Madeira desde 1974, produziu programas infantis na Radiotelevisão Portuguesa, ganhando o prémio de Imprensa em 1968, como melhor apresentadora de televisão. [mais]

12.6.10

Toy Story - Os Rivais 3D
Título original: Toy Story
De: John Lasseter
Argumento: John Lasseter, Joss Whedon, Andrew Stanton, Joel Cohen, Alec Sokolow
Com: Don Rickles (Voz), Tim Allen (Voz), Tom Hanks (Voz), Jim Varney (Voz)
Género: Animação, Comédia
Classificação: M/6
Estúdios: Pixar Animation Studios, Walt Disney Pictures
EUA, 1995, Cores, 81 min.

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Vítor Baptista Marques, Expresso de 05/06/2010

Muita gente ficou perplexa com o texto de Mário Soares no DN em que o ex-presidente criticava duramente José Sócrates a pretexto do apoio dado a Manuel Alegre como candidato presidencial do PS. Alegou-se, por exemplo, a falta de substância das críticas de Soares, que aludiu a um "grave erro político", de consequências porventura "fatais", sem no entanto especificar por que motivo o erro será tão irreparável e a que fatais consequências se refere numa prosa invulgarmente pessimista.

Eu li o artigo de outra maneira, muito para além do contexto presidencial. Li-o como uma espécie de senha, como um sinal às tropas de Soares dentro do PS. Com esta crítica a Sócrates, o fundador do partido incentiva e autoriza as movimentações internas que permitam o aparecimento de uma alternativa credível ao actual líder.

É, no fundo, um toque a rebate pelo futuro do PS. A intuição política de Soares diz-lhe que se essa alternativa não aparecer em breve o partido arrisca permanecer longos anos na oposição. [mais]

11.6.10

LOCAL
São Pedro do Sul

Na Quinta do Areeiro...

Wendy and Lucy
Título original: Wendy and Lucy
De: Kelly Reichardt
Argumento: Jon Raymond, Kelly Reichardt
Com: Michelle Williams, Walter Dalton, Larry Fessenden, Will Oldham
Género: Drama
Classificação: M/12
EUA, 2008, Cores, 80 min.

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"A PRESENÇA de um animal, especialmente de um cão, num argumento cinematográfico é bastante frequente, geralmente em tom sério, mas também em forma de comédia (neste caso, anuncia-se para já outra fantasia, “Marmaduke”, a estrear dentro de duas semanas). Mas o primeiro exemplo é o mais interessante e produtivo para a ficção: costuma intercalar o drama com a aventura (quem esqueceu “Lassie” ou “Rin Tin Tin”?) a partir da relação de amizade que se desenvolve entre o dono (ou dona) e o animal. Um dos filmes do género que mais comoveram os espectadores foi “Good-Bye, My Lady”, praticamente esquecido entre nós (só foi apresentado, e já há vários anos, na Cinemateca), realizado por William A. Wellman, em 1956. Este é apenas um bom exemplo entre muitos outros. “Wendy & Lucy”, quarta longa-metragem da norte-americana Kelly Reichardt, inscreve-se naquele grupo com um toque dramático e agridoce que seduz o espectador de forma hábil. Desenvolve os problemas da viagem (e as suas razões, mesmo que não inteiramente desenvolvidas) da jovem Wendy e incidentes que se transformam em inesperadas marcas do destino."

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"A personagem de Wendy, que vem do Indiana, está a atravessar o Oregon num velho carro e na companhia de “Lucy”, uma belíssima cadela retriever. Wendy procura sobreviver com o pouco dinheiro que leva. Está por ali de passagem e dirige-se para norte: o seu objectivo é chegar ao Alasca. As dificuldades económicas levam-na, inclusive, a tentar roubar algumas latas de comida num supermercado para a sua cadela de estimação. Mas o seu caso agrava-se quando é presa por causa disso, passando algum tempo longe do animal, que entretanto desaparece."


"O reencontro de Wendy e “Lucy” vai forçar a opções mais drásticas por parte da rapariga: resolverá ela o seu futuro? A pequena cidade onde Wendy se vê forçada a ficar devido ao estado de decadência do automóvel acentua as dificuldades das relações humanas entre as personagens. Essa cidade, aliás, impõe-se como uma imagem da América profunda que só raras vezes é focada pela maioria da produção cinematográfica americana (mesmo a independente). Kelly Reichardt filma uma atmosfera muito mais ‘fechada’ e triste do que a típica imagem pastoral dessas regiões. E é nessa atmosfera que Wendy, ao descobrir que o automóvel não voltará a funcionar, coloca uma dramática alternativa à sua relação com “Lucy”."



"Em “Wendy & Lucy”, Kelly Reichardt volta a explorar a região do Oregon, que já fora o pano de fundo do seu filme anterior, “Old Joy”, considerado como um dos mais promissores do seu ano de produção. Michelle Williams, capaz de levar o filme inteiro às costas, impõe-se em toda a linha, num trabalho de grande qualidade, que seria reforçado em dois filmes seguintes: depois de “Wendy & Lucy”, que data de 2008, a actriz participou em “Synecdoche, New York”, de Charlie Kaufman, e em “Shutter Island”, de Martin Scorsese, estreado este ano." Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 05/06/2010

10.6.10

Noite e Dia
Título original: Bam gua nat/Night and Day
De: Hong Sang-Soo
Com: Kim Young-ho, Park Eun-hye, Hwang Su-jung
Género: Drama
Classificação: M/12
Coreia do Sul, 2008, Cores, 145 min.

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"CINCO DIAS depois de o seu novo trabalho (“Ha ha ha”) ter vencido o “Un Certain Regard” de Cannes 2010, Sang-soo chega, por fim, às salas portuguesas. O acontecimento, esse, só peca por tardio. Por duas razões: porque foi preciso esperar 14 anos para que o público descobrisse a obra de um dos mais consistentes cineastas asiáticos da sua geração, mas também porque o filme que a partir desta semana podemos ver (“Noite e Dia”, o seu oitavo) estreia por cá com dois anos de atraso em relação à sua première."

"Passemos ao que interessa. O que temos aqui? Um filme que trata de confirmar Sang-soo como o mais francófilo (e rohmeriano) dos cineastas sul-coreanos. É, de resto, em Paris que aterramos, no primeiro plano de “Noite e Dia”, para acompanharmos a bizarra odisseia de Kim Sung-nam, um pintor e professor sul-coreano na casa dos 40 que, depois de um ataque de pânico, decide deixar para trás o seu país e a família para escapar às invisíveis garras da polícia. O caso não é para menos: afinal, Kim cometeu o indesculpável pecado de fumar um charro com os alunos..."



"O que se segue é um olhar sobre a experiência de desenraizamento e de reenraizamento do protagonista — no espaço e nos afectos — que a mise en scène de Sang-soo vai detalhando por intermédio das suas constantes elipses narrativas (o filme está estruturado, aliás, como um imenso diário de viagem impressionista que fosse sendo escrito ao sabor das circunstâncias). Haverá infinitos jogos de sedução, e os diálogos governarão as acções (é a costela rohmeriana de Sang-soo). Pelo menos, até ao surgimento daquele improvável posfácio, que, embora pareça subverter todas as evidências, talvez mais não faça do que esclarecer o óbvio, isto é, que a sensação de desenraizamento é qualquer coisa que nasce em casa." Vasco Baptista Marques, Expresso de 29/05/2010

9.6.10

LOCAL
São Pedro do Sul

Na Ilha das Letras...

Vencer
Título original: Vincere
De: Marco Bellocchio
Com: Filippo Timi, Giovanna Mezzogiorno, Michela Cescon, Fausto Russo Alesi
Género: Drama
Classificação: M/12
FRA/ITA, 2009, Cores e P/B, 121 min.

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"IDA DALSER conheceu Benito Mussolini quando ele era um jovem que se rebelava contra os valores burgueses, pregava a revolução, desafiava, de peito feito, a própria cólera de Deus — e gritava querer, com as tripas do último Papa, enforcar o último rei. Apaixonou-se loucamente por ele e deu-lhe tudo, o corpo, a alma, os haveres, a fidelidade — um filho. Mas quando Mussolini se tornou herói de guerra, casado e conforme, depois ditador de uma Itália que aclamava o fascista como um deus, Ida não cabia, definitivamente não cabia, no programa político e na imagem pública do chefe. Só que ela não se conformou com a normalidade de mãe solteira e repudiada, não se calou, desatando a escrever cartas a todas as autoridades possíveis, até ao rei e ao Papa, reclamando ter casado com o Duce, ter sido mãe do seu primogénito másculo. O poder do Estado totalitário caiu sobre ela — e aniquilou-a. Separada do filho, internada em manicómios, morreria no de San Clemente, em Veneza, em 1937."

"É uma história que parece ter sido inventada para que Bellocchio lhe pegasse. Tem lá dentro todas as linhas de força da obra singular que o cineasta vem edificando há mais de 40 anos, da rebelião à loucura (e da loucura como sintoma e azorrague da rebelião), do sexo como energia não encastrável às ilusões caldeadas na utopia das mudanças políticas radicais. É a história de uma mulher transportada por um amor tão irrestrito que só a loucura o pode definir. E, mais do que ser vítima de uma conjura política, a tragédia de Ida, tal como Bellocchio a filma, é essa. É não ter percebido que o corpo do seu amado Benito lhe fora arrebatado pelo espaço público — e que só por insanidade ela podia confrontar-se com um ícone."



"A figuração de Mussolini é, aliás, uma das coisas mais assombrosas de “Vencer”. Primeiro, Bellocchio escolhe um actor (Filippo Timi) que parece nem semelhanças ter com o ditador tal como o conhecemos. É a fase em que ele é ainda um homem na esfera dos mortais. Depois, quando o poder de Estado o absorve, o actor desaparece e ficam as actualidades da época — Mussolini já ícone. No fim do filme, reaparece o actor para interpretar o filho adulto e alucinado. E quando Timi se põe a mimar o discurso de Mussolini descobrimos, estupefactos, as semelhanças, praticamente um mimetismo (e, de repente, a oratória febril do Duce é outra forma de demência)." Jorge Leitão Ramos, Expresso de 29/05/2010

8.6.10

Polícia Sem Lei
Título original: The Bad Lieutenant: Port of Call - New Orleans
De: Werner Herzog
Com: Nicolas Cage, Eva Mendes, Val Kilmer
Género: Crime, Drama
Classificação: M/16
EUA, 2009, Cores, 122 min.

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"COMECEMOS pelo começo, ou seja, pela natureza da relação existente (ou não existente...) entre o filme de Werner Herzog e o filme com o mesmo nome (“Polícia sem Lei”) e com o mesmo produtor (Edward R. Pressman) que Abel Ferrara realizou em 1992. Trata-se de um remake do original, que dissecava a descida aos infernos de um polícia junkie sem redenção possível. No último Festival de Veneza, palco da estreia mundial do filme, Herzog (polémico, como sempre) foi taxativo a esse respeito: o “Polícia sem Lei” de Ferrara? — “Não vi”; Ferrara? — “Não conheço.” Mas em que é que ficamos, afinal?"

"Brincando com o título de uma velha canção dos Roxy Music, poder-se-ia talvez dizer que, entre remake e remodel, Herzog escolheu claramente a segunda opção. E, neste caso, dizer ‘remodelação’ é, ainda, dizer pouco. Entenda-se: o que aqui temos é um filme que se diverte a inverter, perverter e subverter (de forma deliberada e subtilmente paródica) a lógica narrativa e o sentido último do trabalho de Ferrara."

"Deixando desde já de lado a distância geográfica e cenográfica que separa os exteriores esquálidos da Nova Iorque de Ferrara dos interiores reluzentes da Nova Orleães de Herzog (versão pós-Katrina), diga-se que os sintomas da referida ‘inversão’ estão espalhados um pouco por toda a parte neste “Polícia sem Lei”. O polícia junkie e sem nome de Ferrara (Harvey Keitel) era um zombie trágico e histriónico, um morto-vivo emparedado no seu presente que um argumento reduzido à sua ossatura indispensável ia conduzindo por entre espectros (os colegas, a família, a dealer, o bookie, etc.). Pois bem, no filme de Herzog, ele será uma pessoa nomeável: Terence McDonagh (Nicolas Cage). Divertida e verborreica, dotada de um passado e — adivinha-se — de um futuro, ela é prontamente amparada por uma miríade de relações efectivas (o colega-parceiro, a família ‘concreta’, a amante dealer, o bookie gingão, etc.) que se vão cruzando, descruzando e recruzando demoradamente numa espécie de homenagem psicotrópica ao film noir."



"Dir-se-á que todas estas diferenças não chegam para constituir uma ‘inversão’ e que o filme de Herzog sobrevive bem sem uma referência ao filme de Ferrara. E assim seria, de facto, se elas não estivessem fundamentando uma radical subversão do ponto de vista: porque, se o polícia de Ferrara é enquadrado, numa óptica ‘transcendente’, como o habitante de um mundo privado da lei (leia-se, da lei moral cristã), o polícia de Herzog é enquadrado, numa óptica ‘imanente’, como o habitante de um mundo isento de lei (isto é, regido pelo acaso). Talvez seja por isso que, apesar do seu tom aparentemente mais light, saímos da sala com a nítida sensação de que este Polícia é — de longe — o mais selvagem dos dois." Vasco Baptista Marques, Expresso de 22/05/2010

7.6.10

LOCAL
Vouzela

Praça da República...

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Daqui a uns dias uma trombeta usada pelos negros sul-africanos nos jogos de futebol locais, a vuvuzela, vai tornar-se parte do nosso retrato colectivo, com os portugueses a berrar pelo tubo uns sons parecidos com os urros dos elefantes. Se estiver a dormir junto de uma rua daquelas onde se bebe até tarde e a más horas vai passar a ter manadas de elefantes a correrem debaixo da sua janela. [mais]

2.6.10

LOCAL
São Pedro do Sul

Entre Serras...

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