31.1.11

LOCAL
São Pedro do Sul


Pagamentos elevados em formação da Delegação do IEFP de São Pedro do Sul... [mais]
Não é de espantar que essa insólita iniciativa do CM tenha sido subscrita por vários juízes e procuradores, dado o sentimento de amor/ódio que certos sectores da magistratura sempre tiveram para com os titulares de cargos políticos, embora com uma especificidade bem portuguesa: o ódio é dirigido aos políticos do regime democrático e o amor era (sempre foi) reservado aos políticos das ditaduras (atente-se na dedicação com que as magistraturas em geral serviram o Estado Novo).

Não é de estranhar ainda o facto de ela ser também subscrita por alguns polícias e alguns jornalistas, pois é notória a promiscuidade existente entre eles. Basta ver as sistemáticas violações do segredo de justiça destinadas a obter na comunicação social aquilo que certos investigadores não conseguem nos processos: a condenação dos suspeitos. [mais]

29.1.11

28.1.11

LOCAL
Vouzela

LOCAL
São Pedro do Sul


Eleições Intercalares para a Assembleia de Freguesia de Figueiredo de Alva: Lanche/Convívio/Comício com Pedro Soares, Rui Costa e Carlos Henriques... [mais]
LOCAL
São Pedro do Sul




Dia dos Namorados na Casa dos Moinhos... [mais]

27.1.11

A propósito da abstenção...


LOCAL
Vouzela




Vouzela requalifica
28 quilómetros de rios e ribeiras... [mais]
3 questões...

a) Qual a razão e justificação para a arbitrária mudança de número de eleitor nesses casos, se nada mudou para efeitos de votação?

b) Como é que a administração eleitoral muda o número de eleitor sem comunicar imediatamente essa mudança aos cidadãos interessados e sem os informar do novo número, infringindo um elementar dever de informação administrativa?

c) Uma vez que o recenseamento eleitoral passou a ser automático e efetuado por via electrónica, que sentindo faz manter um número de eleitor específico, em vez de organizar os cadernos eleitorais de cada eleição por ordem alfabética dos residentes com capacidade eleitoral em cada freguesia?

Estas perguntas não podem passar sem resposta. Não de pode brincar com os direitos eleitorais dos cidadãos. [mais]

23.1.11

LOCAL
São Pedro do Sul

Presidenciais: totais no concelho



Resultados nacionais, aqui.

22.1.11

Hereafter - Outra Vida
Título original: Hereafter
De: Clint Eastwood
Com: Matt Damon, Cécile de France, Jay Mohr, Bryce Dallas Howard, George McLaren, Frankie McLaren
Género: Drama
Classificacao: M/12
Outros dados: EUA, 2010, Cores, 125 min.

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"No princípio há uma jovem mulher francesa (Marie/Cécile de France) em férias numa ilha que desce a comprar presentes para os filhos do homem que deixa a dormir no quarto de hotel. Vagueia pelas bancas de artesanato para turistas, compra aqui e ali, quando um ruído surdo lhe perturba a marcha e uma onda de água colossal avança do fundo da rua. Levada na enxurrada, entre outros humanos, detritos e a cidade que colapsa com a fragilidade que se verifica sempre que a Natureza se encoleriza, Marie avizinha-se da morte naquele estado de inconsciência onde tudo parece evidenciar que se passou para o outro lado. Ela vê, então, numa perceção difusa, em que a realidade e a alucinação se embaraçam, vultos, sonoridades e sobretudo, uma impressão de paz que convida à travessia. Mas não, Marie volta a este mundo, sobrevivente de uma tragédia. E, apesar de eminente jornalista de televisão, foge dali, foge da notícia e volta para Paris, sempre na obsessão oculta de ter vislumbrado o outro mundo."

"Entretanto, em Londres, dois miúdos gémeos (Marcus e Jason/ Frankie e George McLaren) vivem com a mãe toxicodependente, sob estreita vigilância das autoridades. Um dia, após terem iludido essa vigilância, Jason vai a uma farmácia vizinha comprar um medicamento que combata a viciação em heroína e morre atropelado. Marcus é entregue a uma família de acolhimento, mas, quase apático e solipsista, num estado de desamparo extremo, apenas pensa em voltar a ter contacto com o gémeo."

"Ao mesmo tempo, em San Francisco, um homem (George Lonnegan/Matt Damon) aceita a solicitação do irmão para fazer uma “sessão” com um cliente. George consegue contactar o reino dos mortos, mas abandonara a atividade de vidente, porque percebera que o poder de falar com os que já morreram não é um dom, é uma maldição. Agora, tudo o que quer é ter uma vida normal, sem visões, sem saber de mais sobre os seus concidadãos. A teia assim lançada sobre um tripé de personagens e de histórias vai, evidentemente, unificar-se pois, dizem os cânones, as forças do destino hão de fazê-los encontrar-se para desvendar a verdade ou, pelo menos, mitigar as dores. Um homem que fala com defuntos, um miúdo que quer contactar o irmão morto, uma mulher que acredita ter pisado a antecâmara de outra vida, o que é que isto tem a ver com Clint Eastwood? Mais: como é possível tornar credível um filme arquitetado no campo do melodrama onde qualquer coisa parecida com a fé é essencial?"

"O que isto tem a ver com Clint Eastwood intuiu Spielberg que, lido o argumento de Peter Morgan (ele mesmo longíssimo do tipo de ficções políticas que lhe deram fama, como “A Rainha” ou “Frost/Nixon”), logo pensou no realizador de “Mystic River” para o dirigir. Uma das razões terá sido, avento eu, o caráter terra a terra, avesso a devaneios, do pragmático Eastwood que acabava por casar bem com uma história onde, bem vistas as coisas, nunca saberemos com exatidão se existe algo para lá do último suspiro ou se tudo não passa da esperança humana em poder rejeitar o negrume absoluto, o oblívio total. É isso que nos diz, leio eu, a sequência final do café em Londres, quando vemos, por uma única vez, algo que o vidente George vê (e não é sobre o outro mundo), um beijo que está no domínio dos desejos, não nos factos, vírgula num texto a instilar, pelo menos, um ceticismo discreto."

"Quanto à possibilidade de tornar credível uma ficção que, nas mãos de alguém na determinação de nos convencer, estaria confinada ao risível, só o génio de Clint Eastwood a explica. Digamos que numa teia de coincidências e de eventos extraordinários, o público é conduzido pela força das emoções a aceitar uma possibilidade, porventura pela empatia com a boa-fé com que os personagens se debatem com as suas dores e pela franqueza com que o cineasta as filma. Sem floreados, sem rodriguinhos, de um modo tão direto como filma o maremoto asiático de 2004 (efeitos especiais extraordinários para nos dar, com realismo, uma catástrofe que nunca ninguém viu com a magnitude que este filme nos mostra). São pessoas inteiras, diversas, com jeitos distintos de levar a vida — não é para demonstrar que a paciência é uma virtude que Clint Eastwood dedica tanta minúcia a algumas das tarefas quotidianas dessas pessoas, às vezes parecendo atrasar o curso do que queremos ver narrado. Assim se distingue a sabedoria com que se preenche de carne e particularidades personagens que, de outro modo, seriam estereótipos. Sabedoria ainda para, sem perder o centro de gravidade, sem fazer deles seres etéreos, conseguir mergulhá-los numa espécie de suspensão, como se um pingo de imaterialidade lhes houvesse tocado a pele e transmutasse a sua realidade numa coisa um palmo acima da do comum dos mortais (e há que sublinhar o papel da música — do próprio realizador — nessa suspensão). Em qualquer caso, “Hereafter — Outra Vida” é um gesto ousado daqueles que não se deve aconselhar. Questão de risco."

"Há várias coisas nada recomendáveis para fazer em cinema. Uma é pôr milagres a acontecer no ecrã — o público há de sempre achar que o ator está a fingir-se morto e abriu os olhos... Outra é figurar a vida para lá da morte. Sempre a tomaremos como onirismo, efabulação, faz de conta, só o admitindo dentro de um género — o fantástico — onde, precisamente, as coordenadas do que é possível e do que é credível têm chaves não-realistas. Se isto é algo que acredito aconselhável a qualquer candidato a cineasta, a verdade é que essas convicções, de vez em quando, vacilam. Estou pronto, assim, a asseverar que já vi um milagre acontecer — e foi no cinema: a ressurreição de Inger em “A Palavra”, de Carl Th. Dreyer. E já posso dizer que sinalizei, pelo menos, o portal de uma outra vida. Quem lá me levou, agora mesmo, foi o senhor Clint Eastwood, improbabilíssimo cicerone para tal jornada."



"A morte não é nada estranha a este cineasta. Desde os westerns de Leone que ele a costuma trazer aos que se lhe opõem, em geral na ponta de uma pistola — a contabilidade dos que abateu dando, à evidência, para ocupar vários condomínios fechados no Inferno. Já se figurou morto — em “Gran Torino” — que, também por isso, parece ser um bom lugar de despedida de Clint Eastwood enquanto ator. E se uma vez — em “O Justiceiro Solitário” — foi, quase de certeza, uma criatura vinda do outro mundo para repor a justiça e dizimar os pérfidos, era mais um anjo exterminador de ficção que um verdadeiro retornado da terra de onde, salvo melhor prova, ninguém volta. O que é novo é o território metafísico de que “Hereafter — Outra Vida” se aproxima, na conflitual fronteira entre o provável (aquilo que se pode provar), o plausível (aquilo em que é fácil acreditar) e o conveniente (aquilo que desejamos que seja). E nessa fronteira se mantém, num recolhimento severo, polémico, a provocar, decerto, contraditórias reações no público." Jorge Leitão Ramos, Expresso de 22/01/2011

18.1.11

Complexo - Universo Paralelo
Título original: Complexo - Universo Paralelo
De: Mário Patrocínio
Género: Documentário
Classificação: M/12
BRA/POR, 2010, Cores, 80 min.

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"Ainda há poucas semanas a atenção do mundo esteve focada num ataque policial aos traficantes entrincheirados no Complexo do Alemão, uma das mais problemáticas favelas do Rio de Janeiro. Coincidência temporal feliz para um documentário ainda quente dos acabamentos, todavia filmado nos últimos meses de 2007, depois de um período de gestação de mais dois anos, primeira obra de um novo realizador português, Mário Patrocínio."

"“Complexo — Universo Paralelo” tem a sua origem nas filmagens de um videoclip de Mc Playboy, um cantor funk da favela, filmagens onde Mário e o seu irmão Pedro colaboraram e que lhes abriu o contacto com a realidade dessa comunidade nos arrabaldes da Cidade Maravilhosa. “Essa realidade era tão diferente da que eu conhecia”, disse-nos o realizador, “que senti que ali havia qualquer coisa que merecia ser mostrada e sobre a qual se devia refletir”. Em 2005, os dois irmãos passaram o Natal no Complexo do Alemão, “para ter material de pesquisa e para conhecermos aquela realidade de forma diferente. É que uma coisa é nós irmos lá e voltarmos para casa ao fim do dia, outra muito diferente é passarmos a dormir no local. Nessa altura fizemos uma série de entrevistas filmadas, como pesquisa, e de um leque de trinta personagens chegámos às quatro que estão no filme. Com isso montámos um pequeno teaser e começámos a procurar produtores e financiamentos”. Debalde, já que ninguém queria pôr dinheiro num filme onde nem sequer era certo que eles saíssem de lá vivos. Na verdade, as notícias sobre os confrontos entre a polícia e os bandidos eram constantes, o que tornava altamente improvável que o filme alguma vez se fizesse. Mas muitos desses produtores que fecharam as portas ao financiamento abriram-nas quanto a contactos ou facilidades de cedência de material. De maneira que Mário e Pedro Patrocínio acabaram por ser eles mesmos os financiadores do documentário. “Juntámos o dinheiro que tínhamos ganho em vários trabalhos no Brasil, vendemos um carro pequeno que lá tínhamos com seis ou sete anos e foi assim que fomos filmar”. Com o filme concluído a Valentim de Carvalho Multimédia torna-se distribuidor e a SIC adquire os direitos para televisão em aberto e torna-se media partner.



"O filme centra-se em quatro protagonistas, Dona Célia, mãe de família com oito filhos para sustentar e a pensão de um deles, deficiente, como única fonte regular de receita; Seu Zé, presidente da associação de moradores, que tenta zelar pelos mínimos de salubridade e segurança num lugar onde uma e outras estão perto do inferno; Mc Playboy que fora a porta de entrada para aquilo tudo; os traficantes, o verdadeiro poder do Complexo do Alemão, que, filmados sempre numa obscuridade que torna indetetáveis os seus traços, acabam a narrar os termos em que encaram a atividade criminosa. Com tudo isto, “Complexo — Universo Paralelo” é um filme em que a brutalidade das condições de vida nos arrasa o olhar numa primeira impressão (o lixo, a promiscuidade, as indescritíveis condições de pobreza — faz medo ver aquela vastidão de construções precárias e pensar que ali sobrevivem 300 mil pessoas), mas onde o olhar do realizador pouco mais além desse embate de choque penetrou. Com efeito, no que será o seu pecado maior, o filme não consegue estabelecer uma corrente energética empática com qualquer dos protagonistas, de modo a que a audiência se sinta a partilhar da sua existência. Pelo contrário, há uma exterioridade, por vezes mesmo a sensação de um olhar clandestino, contrabandeado, com a câmara ao nível da cintura em caminhadas pelos tugúrios que vai encontrando. Oportunidade gorada para um grande mergulho numa realidade social que grita e nos interpela? Sem dúvida. Mas “Complexo — Universo Paralelo” é também cartão de visita positivo de um novo realizador que se apresenta com a força de quem quer ter uma voz e não está à espera que todas as condições ótimas lhe sejam fornecidas, antes avança, suja as mãos e persevera. E isso é uma qualidade sem preço." Jorge Leitão Ramos, Expresso de 15/01/2011
LOCAL
Vouzela




Fábrica de Vouzela faz papel a partir de roupa velha e desperdícios têxteis... [mais]

14.1.11

LOCAL
São Pedro do Sul

Termalistur tem novo Conselho de Administração...

Rogério Duarte substitui Vítor Leal

...o autarca António Carlos Figueiredo justificou que propôs a dissolução do conselho de administração "para acabar com a figura do administrador delegado e ficar entregue apenas aos eleitos", ou seja, a três vereadores. "Foi nomeado um conselho de administração com três vereadores. Mantêm-se José Sousa como presidente e Adriano Azevedo como vogal e, ao invés do administrador delegado (Vítor Leal), ficamos com outro vereador a vogal, que é Rogério Duarte". [mais]

13.1.11

LOCAL
São Pedro do Sul

"Já estamos habituados a este estilo [de Rui Costa] de se pôr em bicos de pés para ser ouvido por tudo e por nada" ironiza Daniel Martins...


...acrescentando que "só por questões pessoais entre o deputado do BE e este administrador [Vítor Leal] é que se podem compreender reacções deste género"...

10.1.11

O Preço da Traição
Título original: Chloe
De: Atom Egoyan
Argumento: Erin Cressida Wilson
Com: Julianne Moore, Liam Neeson, Amanda Seyfried, Max Thieriot
Género: Drama, Romance, Thriller
Classificação: M/12
Estúdios: Studio Canal, The Montecito Picture Company
EUA/FRA, 2009, Cores, 95 min.

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"O que é que se compra quando se usam os serviços de uma prostituta? Sexo, o corpo — dirão os que têm da libido uma noção fisiológica. Mas os que sabem que o sexo é, antes de tudo, una cosa mentale, responderão que o que se compra é uma ilusão, uma ficção, no melhor dos casos, uma história, algo que abrace o imaginário e faça a carne incendiar-se."

"A protagonista de “O Preço da Traição” (Chloé/Amanda Seyfried) é uma prostituta de luxo que sabe isso, afirma-o, de resto, a seu jeito, na sequência inicial do filme. Não o sabe a outra mulher do filme (Catherine/Julianne Moore) que lhe aluga os préstimos na intenção de testar a fidelidade do marido (David/Liam Neeson) e que, errónea, pensa que lhe freta o corpo. Errónea e reincidente, da primeira vez em que quer asseverar-se de que o marido é inconstante, da segunda em que se mete na cama com a rapariga. Com consequências, claro. É que, no primeiro tempo, a contratada supõe que o que agradará à contratante é a confirmação de expectativas e no segundo supõe que não está sob nenhum entendimento financeiro. As duas outorgantes de tão peculiar arranjo vão aprender, com dor, que a verdade é sempre mais determinante que a verdade da ilusão. Uma acabará a ser troféu da outra, como é timbre de uma sociedade dividida entre quem contrata e quem vende a força de trabalho. E nós a servir de impotentes testemunhas."

"“O Preço da Traição” é um remake americano do francês “Nathalie”, escrito e realizado por Anne Fontaine, por cá exibido em 2004, e, em relação com o seu modelo, traz algumas modificações de argumento que não são de somenos importância. Com efeito, enquanto para “Nathalie” o essencial da trama é a infidelidade do protagonista masculino (e, por isso, o clímax do filme ocorre na cena em que os três personagens principais se encontram), em “O Preço da Traição” as coisas jogam-se em termos de poder — o poder do dinheiro, do sexo, da ilusão — eo conflito só se resolve quando há quem ganhe e perda, sem remissão. Isso põe o filme de Egoyan num patamar diferente do simples drama burguês. Para Anne Fontaine, o cerne da questão é a cruel indiferença a que um casamento se pode reduzir. Egoyan ocupa-se mais de fantasmas, da autonomia que eles ganham quando os pomos na nossa vida, do fascínio que isso é e dos perigos que isso traz. Afinal, esse é o reino privilegiado deste realizador canadiano de origem arménia que, pelo menos desde “Exótica” (com um homem viciado em frequentar uma executante particular de lapdance num bar noturno) não tem cessado de interrogar os corredores do desejo e das suas inconfessabilidades (como em “A Viagem de Felícia” ou “Onde Está a Verdade?”) nos territórios de poder. E de culpa — dirão os que se lembram desse filme assombroso que era “O Futuro Radioso”, onde a libido e toda a esperança eram afogadas numa tragédia absurdamente sem responsáveis."



"Mas Egoyan é, também, um cineasta que marca pelas componentes estéticas da imagem (lembramo-nos das cores, dos espaços, da composição...) e “O Preço da Traição” não foge à regra. Veja-se a arquitetura interior da casa do casal protagonista, de uma beleza rasgada, quase fria, mais casulo de solidões que habitáculo familiar. Ou as tonalidades do bar onde Chloé e Catherine se encontram ou do quarto de hotel onde a primeira introduz à segunda o leito enrodilhado onde, narra, David estivera, do negro pétreo onde se urdem as tramas, ao amarelo quente onde elas culminam. Tudo a enquadrar um modelar triunvirato de intérpretes onde, concedam-me, destaco Julianne Moore que, nestes dias é, depois de Meryl Streep, a maior atriz de cinema que conheço." Jorge Leitão Ramos, Expresso de 08/01/2011

7.1.11

LOCAL
São Pedro do Sul

Nem Villas-Boas lhe tira o título...



...André Villas-Boas é o treinador mais novo da Liga (33 anos), mas não do futebol português. Na III Divisão, Série C, há alguém com menos idade: chama-se Rui Cordeiro, tem apenas 29 anos e é o técnico do Sampedrense... [mais]
Tulpan
Título original: Tulpan
De: Sergei Dvortsevoy
Argumento: Sergei Dvortsevoy, Gennadi Ostrovsky
Com: Askhat Kuchinchirekov, Samal Eslyamova, Ondas Besikbasov, Tolepbergen Baisakalov
Género: Comédia, Drama
Classificação: M/12
ALE/Cazaquistão/ITA/POL/RUS/SUI, 2008, Cores, 99 min.

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"A estreia inesperada — e já um pouco tardia — de “Tulpan” nas salas portuguesas (o filme foi visto pela primeira vez em Cannes 2008 e venceu, de resto, a secção Un Certain Regard dessa edição) convida-nos a retrospetivar a obra do realizador cazaque Serguei Dvortsevoy, que conhecemos desde os seus documentários dos anos 90, “Paradise”, “Bread Day” e “Highway”. Ex-engenheiro, durante nove anos, da companhia aérea russa Aeroflot antes de entrar na prestigiada escola de cinema VGIK, Dvortsevoy, nascido em 1962, deixou marca com aqueles três filmes (uma curta e duas médias-metragens), que correram mundo através dos festivais e lhe valeram um certo estatuto de culto. Dvortsevoy é um daqueles documentaristas que gosta de dar tempo ao tempo, em rodagens extremamente longas que lhe permitem descobrir o que há de poético e metafísico nos gestos do quotidiano; um cineasta em busca de uma força telúrica (algures entre um Flaherty e um Paradjanov), sensível ao ciclo da vida e da morte, e que jamais se esgota no fenómeno social que tem à sua frente — e o que Dvortsevoy tem à sua frente, de um filme a outro, é o dia a dia do povo cazaque que é o seu, imagens da vida tradicional das estepes do país, e um efeito de humor trágico da realidade pós-soviética que brota naturalmente, pela sua graça."

"Para Dvortsevoy, “Tulpan” representou outra coisa: sair do gueto dos documentários e abraçar uma ficção com atores não profissionais. O espaço é o da Ásia Central, no Cazaquistão desértico e profundo. E o tempo é o de um regresso a casa, o de Asa (Askhat Kuchencherekov), jovem cazaque que acabou de passar uma temporada a servir na marinha russa e agora volta para os seus, para seguir com a vida. Estamos num registo familiar com homens solitários e lacónicos e mulheres amaldiçoadas e inacessíveis. O nosso Asa tem queda para sonhador e fanfarrão. Enquanto descreve o que é um cavalo-marinho aos seus pares, eles que só têm por companhia uma fauna de ovelhas e camelos, vai passando o tempo na companhia da irmã, cunhado e filhos destes, que o suportam enquanto ele não casa. A alavanca dramática do filme vem precisamente daqui, do casamento. É que, para Asa, a única noiva possível num raio de centenas de quilómetros chama-se Tulpan, a tímida rapariga que passa o tempo a esconder-se e dá título ao filme. Asa, que não cai nas graças da hipotética noiva, tudo fará para sair vencedor da conquista e da maçada que significa ser solteiro naquelas bandas. Está preso a um círculo vicioso, a uma realidade que gira à volta de si própria e que só tem fim no horizonte. E é neste enquadramento vagamente exótico e novelesco, tão novelesco que até recorda “A Cartuxa de Parma”, que nasce também no filme uma hipótese de melodrama, permeável à comédia e ao burlesco."



"Com “Tulpan”, é certo que caminhamos por terrenos world (também há um world cinema, no mesmo sentido em que se fala da world music), febris e pitorescos: contado assim, parece coisa para turista. Contudo, a experiência de documentarista de Dvortsevoy vai permitir-lhe sair de um ritmo que se temia anedótico e histérico. “Tulpan” não alimentará o seu folclore em potência. A sequência do nascimento do cordeiro está lá também para isso, para pausar a ação e encontrar outro ritmo que melhor espelhe e se ajuste aos sortilégios desta fábula sobre o amor, o desejo e o desapontamento." Francisco Ferreira, Expresso de 01/01/2011

6.1.11

5.1.11

Os burros, o mercado de acções e a crise...

Certo dia, numa pequena e distante vila, apareceu um homem a anunciar que compraria burros a 5 euros cada.

Como havia muitos burros na região, todos os habitantes da pequena vila começaram a caça ao burro.

O homem acabou por comprar centenas e centenas de burros a 5 euros.

Quando os habitantes diminuíram o esforço na caça, o homem passou a oferecer 10 euros por cada burro.

Toda a gente foi novamente à caça, mas os burros começaram a escassear e a caça foi diminuindo.

É então que o homem aumenta a oferta para 25 euros por burro, mas a quantidade de burros ficou tão reduzida que já não compensava o esforço de ir à caça.

O homem anunciou então que compraria os burros a 50 euros.

Mas que teria que se ausentar por uns dias e deixaria o seu assistente responsável pela compra dos burros.

É então que, na ausência, do homem o assistente faz esta proposta aos habitantes da pequena vila:
- Sabeis os burros que o meu patrão vos comprou? E se eu vos vendesse esses burros a 35 euros cada? E assim que o meu patrão voltar vós podeis vende-los a ele pelos 50 euros que ele oferece, e ganhais uma pipa de massa!!! Que acham?

Toda a gente concordou.

Reuniram todas as economias e compraram as centenas de burros ao assistente por 35 euros cada um.

Os dias passaram e eles nunca mais viram o homem nem o seu assistente - somente burros por todo o lado!

Entendeste agora como funcionam o mercado de acções e porque apareceu a crise?




Se Dilma é "presidenta", Lula era "Presidento"?... [mais]

4.1.11

LOCAL
Oliveira de Frades


Ecopista do Vouga vai chegar a Oliveira de Frades... [mais]