[O PCP fez] das "companheiras" objectos para uso e gozo dos clandestinos. O PC foi sempre pelo aborto por uma questão de utilidade da máquina. Durante anos, essas escravas ideológicas lavaram a roupa, fizeram a sopa, remendaram as meias e deram a sua juventude aos militantes clandestinos. No universo concentracionário do Leste, os regimes perseguiram de forma cruel e sem assomo de piedade o aborto. A excessiva monomania pecêpesca esconde, tão só, essa dura realidade interna na história do quotidiano da clandestinidade. [via]