...desta vez em entrevista ao EXPRESSO (3.3.2007: 7). Até ao momento, Portas concedeu uma entrevista à RTP e outra ao EXPRESSO. Continua a não ser convincente nas respostas.Boas notícias, uma vez mais, para José Ribeiro e Castro...
Posso estar enganado, mas parece-me que as entrevistas de Judite de Sousa e de Filipe Santos Costa já permitiram perceber o mote. Portas vai ter de responder, repetidamente, às mesmas perguntas e que são, afinal, as questões que todos nós colocamos. Se o teor das respostas se mantiver -- vazio, evasivo e retórico --, Portas estará em muito maus lençóis.
Alguns exemplos:
1. Que Paulo Portas é este com quem estou a falar?
2. Há dois anos demitiu-se assumindo a responsabilidade pelo resultado do CDS e por não ter alcançado nenhuma das quatro metas que fixou. Ninguém lhe pediu que se demitisse… (...) A verdade é que saiu quando quis e volta agora porque quer. Acha que o eleitorado entende este entra-e-sai conforme as conveniências?
3. Disse há um ano que interviria «se houvesse risco para o CDS». Que risco corre o CDS?
4. Não acha que também Ribeiro e Castro devia ter condições de tranquilidade interna para trabalhar e poder ir a votos nas legislativas?
5. Mas reconhece que Ribeiro e Castro tem sido cozido em lume brando? Há uma parte do partido que não aceita que ele tenha sido eleito…
6. Segundo o barómetro do EXPRESSO, nestes 22 meses, Castro tem um saldo de popularidade melhor que o seu no mesmo período.
7. Porque é que acha que seria melhor líder?
Suspeito -- posso estar enganado, evidentemente -- que Portas vai sentir dificuldades no seu relacionamento com a comunicação social numa escala que nunca antes sentira. Desta vez não haverá benefício da dúvida, ou uma simpatia tácita. Portas é, claramente, o mau da fita e será tratado como tal. As perguntas tenderão a não ser fáceis e o tom será muitas vezes hostil.