Em Lisboa ninguém gosta de Mugabe. Porquê? Porque bate na oposição e alterou as leis necessárias para se conservar indefinidamente no poder? Mas Chávez, na Venezuela, faz e tenta fazer o quê? Chávez e Mugabe pertencem à mesma espécie: revolucionários eleitos, mas decididos a usar o poder do Estado, da forma mais violenta, para que nenhuma eleição possa levar a uma alternância no governo. Um em África e outro na América, ambos apresentam a sua governação revolucionária como uma etapa da “luta de libertação nacional” que para um começou há cinquenta anos e para o outro há duzentos. Dentro do seus países, manipulam o rancor étnico e social contra antigas oligarquias. Ao nível dos respectivos continentes, exploram o hábito das elites dominantes para procurarem legitimidade em ofensivas quixotescas contra os moinhos do “imperialismo”. Então, porquê festejar um e desprezar o outro? E não estou a falar apenas do governo, mas também dos que, entre nós, estão sempre prontos para simpatizar com os libertadores socialistas do Terceiro Mundo.6.12.07
Em Lisboa ninguém gosta de Mugabe. Porquê? Porque bate na oposição e alterou as leis necessárias para se conservar indefinidamente no poder? Mas Chávez, na Venezuela, faz e tenta fazer o quê? Chávez e Mugabe pertencem à mesma espécie: revolucionários eleitos, mas decididos a usar o poder do Estado, da forma mais violenta, para que nenhuma eleição possa levar a uma alternância no governo. Um em África e outro na América, ambos apresentam a sua governação revolucionária como uma etapa da “luta de libertação nacional” que para um começou há cinquenta anos e para o outro há duzentos. Dentro do seus países, manipulam o rancor étnico e social contra antigas oligarquias. Ao nível dos respectivos continentes, exploram o hábito das elites dominantes para procurarem legitimidade em ofensivas quixotescas contra os moinhos do “imperialismo”. Então, porquê festejar um e desprezar o outro? E não estou a falar apenas do governo, mas também dos que, entre nós, estão sempre prontos para simpatizar com os libertadores socialistas do Terceiro Mundo.