O que divide o PSD não é o programa ou a ideologia, em sentido estrito, mesmo porque o programa e a ideologia contam pouco num movimento populista. O que divide o PSD é uma questão política, a questão nua e crua do poder: quem manda ou não manda no partido. Mandam os "notáveis", como Ferreira Leite, que no seu tempo Cavaco recrutou, e a "classe média respeitável" da universidade e do "sector privado"? Ou manda o pessoal das câmaras, das distritais, das concelhias, das secções? Manda Arnaut ou Ribau? Morais Sarmento ou Marco António Costa? A resposta determina a divisão do bolo. A guerra é pelo bolo — pelo subsídio e pelo negócio, por lugares no Parlamento, na "Europa", no funcionalismo — e não desaparece pondo à frente do PSD um ícone de uma era de ouro remota e acabada.30.4.08
O que divide o PSD não é o programa ou a ideologia, em sentido estrito, mesmo porque o programa e a ideologia contam pouco num movimento populista. O que divide o PSD é uma questão política, a questão nua e crua do poder: quem manda ou não manda no partido. Mandam os "notáveis", como Ferreira Leite, que no seu tempo Cavaco recrutou, e a "classe média respeitável" da universidade e do "sector privado"? Ou manda o pessoal das câmaras, das distritais, das concelhias, das secções? Manda Arnaut ou Ribau? Morais Sarmento ou Marco António Costa? A resposta determina a divisão do bolo. A guerra é pelo bolo — pelo subsídio e pelo negócio, por lugares no Parlamento, na "Europa", no funcionalismo — e não desaparece pondo à frente do PSD um ícone de uma era de ouro remota e acabada.