3.2.05

ELEIÇÕES IRAQUIANAS
A PROVA DE QUE OS POVOS DESEJAM A LIBERDADE E A DEMOCRACIA




No passado domingo, o povo iraquiano, ocorrendo na sua maioria às urnas, provou estar farto da ditadura saddamista e querer um regime democrático.

Provou-se que a democracia é possível em qualquer país, independentemente de ser mais ou menos desenvolvido económica, social e culturalmente. Foi, aliás, num país de grandes tradições culturais, a Alemanha, que surgiu o holocausto nazi. O líder do movimento terrorista Sendero Luminoso é um brilhante intelectual. O fascínora Pol Pot licenciou-se em direito na Sorbonne. Não é a cultura e o nível intelectual de dirigentes políticos que impede a barbárie.

Provou-se também que apesar de erros - alguns graves - cometidos pelos americanos e mesmo não tendo aparecido as armas de destruição maciça, esteve certo o ataque à ditadura baasista, libertando o povo iraquiano e possibilitando-lhe a conquista da democracia.

Provou-se estarem certos os neo-conservadores ao combaterem os inimigos da liberdade, de direita, de esquerda ou fundamentalistas religiosos e/ou nacionalistas em qualquer ponto do mundo. Foi imbuidos desse espírito que os "imperialistas" americanos, em conjunto com outros aliados, derrotaram o nazismo e o fascismo em 1945 e mais tarde o comunismo.

Por Manuel Silva