14.2.05

Não deixa de ser estranho...



...contudo, que em oitenta anos do século XX – do século XX dos mass media e da opinião pública – uma pessoa que viveu a que poderia ser descrita (neutralmente) como uma das experiências espirituais mais importantes do mundo nunca tenha dado uma entrevista sozinha, deixada em frente a dois ou três jornalistas por uma ou duas horas, circulado até quem sabe num circuito de conferências em escolas religiosas que fosse. Que nunca tenha falado à vontade acerca da sua experiência. Que recordaria então? Aquilo que disse em 1917, o que disse mais tarde, ou uma terceira versão dos acontecimentos? Mas não. Nada. Que votos tão rigorosos e tão convenientes. [acabe de ler aqui]
Rui Tavares
Barnabé