31.1.08

O raptor de Maddie...

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo.

Nós como matéria-prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais o que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.

Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos.

Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.

Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é muito chato ter que ler) e não há consciência nem memória política, histórica nem económica. Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser compradas, sem se fazer qualquer exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar-lhe o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes. Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta.

Como matéria-prima de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso país precisa.

Esses defeitos, essa CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA congénita , essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte...

Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa.

E enquanto essa outra coisa não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados!

É muito bom ser português. Mas quando essa Portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda. Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um Messias. Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.

E você, o que pensa?.... MEDITE!

Eduardo Prado Coelho, in Público

30.1.08

Concert sauvage dans le métro...



A nova ministra da Saúde...
[ACTUALIZADO]


...Ana Maria Teodoro Jorge, disse que "ainda é cedo para fazer declarações" mas já admitiu que acredita na reforma em curso e no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Contudo, em Setembro, na qualidade de presidente da Assembleia Municipal da Lourinhã, criticou o encerramento do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) local no período nocturno.

*

A nova ministra da Saúde faz parte de um grupo de 20 pessoas que vai ser julgado no Tribunal de Contas no âmbito de uma acção de responsabilidade financeira, por alegados pagamentos indevidos ao Hospital Amadora-Sintra, quando era presidente da ARS de Lisboa.

29.1.08

LOCAL
São Pedro do Sul

A Câmara de S. Pedro do Sul...

Photobucket

...decidiu hoje atribuir a medalha de ouro ao ministro da Saúde, Correia de Campos, pela sua «elevada postura institucional» na decisão de instalar no concelho um Serviço de Urgência Básico (SUB). António Carlos Figueiredo teceu rasgados elogios ao governante, aludindo à sua «firmeza ética e a postura técnica» e ao facto de ter deixado de lado «influências malévolas político-partidárias» e cumprido o que estava previsto no Relatório da Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação da Rede de Urgência Geral.


PSD: "Só José Sócrates leva a sério a ASAE". Uma oposição séria e responsável também deveria respeitar e apoiar o organismo público que veio dar visibilidade e eficácia à defesa da segurança económica e alimentar (independentemente dos "show-offs" do seu presidente), condição elementar de um país civilizado . Mas pelos vistos falta essa oposição.

*
Incontinência verbal: A democracia está "em perigo" em Portugal, Sócrates é "fascista", a lei do tabaco é "nazi", a ASAE é "como a PIDE". Que mais dislates teremos de ouvir!?

Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.

Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base...
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.

Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela.
Até que se encontraram
No Infinito.

"Quem és tu?" indagou ele
Com ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa."

E de falarem descobriram que eram
O que, em aritmética, corresponde
A alma irmãs
Primos-entre-si.

E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Rectas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.

Escandalizaram os ortodoxos
das fórmulas euclidianas
E os exegetas do Universo Finito.

Romperam convenções newtonianas
e pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.
Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.

Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissectriz.
E fizeram planos, equações e
diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.

E casaram-se e tiveram
uma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até àquele dia
Em que tudo, afinal,
se torna monotonia.

Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...
Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.

Ofereceu, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.

Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade.
Era o Triângulo,
chamado amoroso.
E desse problema ela era a fracção
Mais ordinária.

Mas foi então, que Einstein descobriu a Relatividade.
E tudo que era expúrio passou a ser Moralidade
Como aliás, em qualquer Sociedade.
[via e-mail]

26.1.08

O Comboio das 3 e 10
Título original: 3:10 to Yuma
De: James Mangold
Com: Russell Crowe, Christian Bale, Peter Fonda
Género: Acç, Wes
Classificação: M/12
EUA, 2008, Cores, 117 min.

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"Enterraram cedo de mais o «western». É certo que na sua forma clássica, o chamado género «americano por excelência», tivera as suas exéquias em 1962, com os filmes de John Ford (O Homem que Matou Liberty Valance), Sam Peckinpah (Pistoleiros da Noite) e David Miller (Fuga sem Rumo). Mas, à margem da televisão, emergiu depois sob outras roupagens, em jeito de «desmistificação», evocação algo necrófila ou abordagem pós-moderna, ou numa mistura de todos, para além de uma clara manifestação de fidelidade (de que o exemplo mais emblemático é Clint Eastwood)."

"Mas o último ano (no que se refere à produção) e o que decorre (no que diz respeito à exibição em Portugal) está marcado por uma inesperada convergência de vários filmes que se incluem nesse género e que pode levar apressadamente a falar de «ressurreição» (que uma fabulosa série de televisão, Deadwood, parecia anunciar)."

"O ano de 2008 abriu em Portugal com a estreia do magnífico O Assassínio de Jesse James pelo Cobarde Robert Ford, de Andrew Dominik, a que se segue O Comboio das 3 e 10, estando para chegar, em breve, Haverá Sangue, de Paul Thomas Anderson, e Este País Não É para Velhos, «western» moderno dos irmãos Coen, adaptado do romance de Cormac McCarthy. Será cedo para fazer juízos, mas a colheita assevera-se bastante boa, e mesmo que se fique por aqui já não é mau."

"O Comboio das 3 e 10, de James Mangold (autor de um subvalorizado Copland, em cuja figura de Sylvester Stallone se encontram ecos do Dan Evans/Christian Bale de O Comboio das 3 e 10: ambos são personagens marcados por uma deficiência, com a qual terão de levar a cabo uma luta desigual), é uma nova versão de um clássico de 1957 realizado por Delmer Daves, conhecido especialista do «western», autor de alguns títulos fundamentais do género na década de 50, como A Flecha Quebrada, A Última Caravana, A Última Ordem, Jubal, Como Nasce Um Bravo, Raízes de Oiro. A versão de Daves adaptava uma pequena história do conhecido escritor de narrativas do Oeste que depois se converteu ao policial, Elmore Leonard. Era a história de um pobre fazendeiro endividado por um período de seca que, para acudir às necessidades prementes da mulher e dos filhos, se oferece como guarda para transportar o perigoso chefe de um bando de salteadores, Ben Wade, capturado nos braços de uma amante de ocasião numa pequena localidade, até à estação de comboio para o levar à cadeia de Yuma. O filme de Daves apoiava-se quase exclusivamente no confronto psicológico entre as personagens do fazendeiro e do pistoleiro até ao clímax final na estação, quando o bando tenta libertar Wade. Este, que ao longo da viagem aprendera a conhecer e respeitar Dan, acaba, inesperadamente, por se colocar a seu lado contra o seu próprio bando, deixando-se levar no comboio em marcha, enquanto, num sinal de dias melhores para vir, as nuvens negras do horizonte se desfazem em chuva sobre a terra sequiosa, no que era um típico «happy end» à Hollywood."

"Que os cinéfilos que gostam de surpresas não se irritem, porque o que atrás revelei refere-se à versão de Daves (está editado em DVD, não o percam). A de Mangold, seguindo de perto a trama original, oferece mais de uma surpresa. Por um lado — o que é natural, pois os tempos mudaram —, Mangold injecta uma maior dose de realismo. O que o filme de Daves tem de estilizado e romântico, o de Mangold tem de brutal e verista nos cenários e comportamentos. Por outro lado, a nova versão dá maior amplitude às cenas de acção (incluindo mesmo uma emboscada de índios), algumas de carácter espectacular (a fuga pelo túnel da mina). Também as personagens de Ben Wade e Dan Evans são enriquecidas com novos pormenores e justificações, e ao filho do segundo, que resolve acompanhar o pai, é atribuído um papel de maior importância e mesmo decisivo no confronto final. E, verdade seja dita, Mangold consegue mesmo surpreender-nos com o que se pode chamar «reviravolta» final, que, destoando do original, não deixa de ser também bastante significativa."

"A uma hábil exploração dos temas do «western» e das paisagens clássicas, James Mangold junta um elenco de excepção. Se Russell Crowe, no romântico e brutal pistoleiro Ben Wade, e Christian Bale, no sofredor Dan Evans, se mostram à altura do seu talento, as surpresas vêm do campo dos secundários, a começar por um espantoso Peter Fonda, no papel de caçador de prémios da Pinkerton (quase irreconhecível com a barba e num papel a merecer um Óscar ou uma nomeação), e o jovem Ben Foster, no papel do estranho cúmplice de Wade que passa a dirigir o bando."



"Por estes exemplos, pode dizer-se que o «western» está vivo e recomenda-se."
Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 26/01/2008

LOCAL
São Pedro do Sul

Vouzela e Oliveira de Frades contra serviço de urgência em S. Pedro do Sul: os presidentes da Câmara de Vouzela e de Oliveira de Frades, Telmo Antunes e Luís Vasconcelos, enviaram ontem a Correia de Campos um ofício onde defendem que esta decisão é, de todas as possíveis, "a menos conveniente" para a população da região.

25.1.08

LOCAL
São Pedro do Sul

Assim vai a política em São Pedro do Sul...

...comunicado da concelhia do PS.

24.1.08

LOCAL
São Pedro do Sul
[actualizado]


*

O ministro da Saúde, Correia de Campos, disse recentemente, na televisão que o concelho de São Pedro do Sul não teria um serviço básico de urgência, mas aparentemente voltou atrás. Nas ruas da vila, a população mostrou-se satisfeita.

"Não houve recuo acerca daquilo que dizia o estudo técnico (...) nem em relação às reais intenções do senhor ministro. Se alguma coisa recuou foram as motivações políticas que queriam impedir que nós pudéssemos ter este serviço em São Pedro do Sul”, afirmou António Carlos Figueiredo.

*

«O que é relevante é o senhor ministro ter-me chamado e anunciado em primeira-mão. O que é feito sub-repticiamente não me diz respeito», reagiu o autarca.

António Carlos Figueiredo deixou mesmo um «recado» a José Junqueiro e a uma vereadora socialista na autarquia: «o presidente da Câmara não é tão importante que valha a pena estar a prejudicar o concelho para que o deitem abaixo».

*

O presidente da distrital de Viseu afirmou que "a urgência básica de São Pedro do Sul não ia ser criada". Este disse então em Vouzela que a urgência não seria criada e que em alternativa haveria "uma unidade de saúde familiar em São Pedro do Sul e outra em Santa Cruz da Trapa", no mesmo concelho. O deputado justificou a decisão com o facto de as populações ficarem "melhores servidas porque ganham serviços de proximidade e transporte rápido para o hospital central de Viseu".

a decisão final sobre a SUB de S. Pedro do Sul chegou ontem sobre a forma de comunicado distribuído pela Federação Distrital de Viseu do PS e subscrito pelos deputados José Junqueiro e Miguel Ginestal. No comunicado lê-se que "depois de reuniões efectuadas com o Sr. Ministro da Saúde, informamos que S. Pedro do Sul terá Serviço de Urgência Básica conforme o estudo técnico realizado". Os órgãos distritais do partido anteciparam-se assim ao comunicado do próprio ministério. Tal como tinha acontecido aquando da decisão de não criar ali o serviço.

*

António Carlos Figueiredo confia que o SUB possa estar a funcionar no actual centro de saúde, transitoriamente, dentro de dois a três meses. A instalação definitiva acontecerá após a conclusão de um novo edifício, ainda sem data prevista para abrir, em cujo projecto e aquisição de terrenos a câmara já investiu cerca de 750 mil euros "O anúncio malévolo do PS/Viseu veio gerar algum impasse, mas agora vamos avançar de novo", explicou.

*

Segundo revelou na quarta-feira o presidente da Câmara de São Pedro do Sul, pouco mais de 30 minutos depois de ter sido informado pelo ministro da Saúde sobre a criação do serviço, já os deputados do PS por Viseu José Junqueiro e Miguel Ginestal informavam, por e-mail, que, «depois de reuniões efectuadas no último ano com o senhor ministro da Saúde» o concelho «terá SUB conforme estudo técnico realizado».
LOCAL
Vouzela

«Os organizadores caçam, roubam um gato, algures, e metem-no num cântaro onde fica fechado até à hora da festa. Depois, no largo da festa, está um grande mastro ladeado de lenha, o cântaro é elevado por cordas até ao cimo do mastro, a seguir lançam fogo à lenha que aquece o cântaro, queima as cordas e o cântaro cai desfazendo-se em cacos», conta, acrescentando que «o gato (se ainda puder) corre espavorido, tendo à perna a parolada toda a persegui-lo com paus para ver quem lhe acerta».

23.1.08

Foram nomeados para a 80.º Cerimónia dos Óscares...


..."No Country for Old Men" e "There Will Be Blood", com oito nomeações, e "Expiação" e "Michael Clayton", com sete nomeações, foram os filmes com maior destaque. [mais]

22.1.08

4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias
Título original: 4 Luni, 3 Saptamani si 2 Zile
De: Cristian Mungiu
Com: Anamaria Marinca, Laura Vasiliu, Vlad Ivanov
Género: Dra
Classificação: M/16
ROM, 2007, Cores, 113 min.

"Não têm sido muitos («et pour cause!») os filmes a tratarem do aborto, e, quando aparecem, são geralmente à volta de alguns de carácter criminal. É o caso de Uma Questão de Mulheres, de Claude Chabrol, de Vera Drake, de Mike Leigh, mesmo um mais antigo, Ten Rillington Place, de Richard Fleischer, todos baseados em factos reais."

"O filme de Cristian Mungiu não tem este aval, mas nem por isso deixa de ser menos «real» nos factos que conta. Palma de Ouro no último Festival de Cannes, 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias foi o primeiro filme romeno a conquistar aquele galardão impondo deste modo, «oficialmente», a «nova vaga» do cinema romeno pós-Ceausescu, sendo o terceiro desta série a estrear-se entre nós, depois de A Morte do Sr. Lazarescu e A Este de Bucareste."

"O filme decorre em pouco mais de 48 horas e conta-nos o drama de duas raparigas, estudantes, uma que vai fazer um aborto e a outra que a acompanha ao longo de todo o processo. Praticamente, o filme divide-se em três actos: na residência estudantil, onde as duas amigas se preparam para o acto, no quarto do hotel onde ele vai ter lugar, com o aborcionista, e no jantar em casa do namorado da segunda, onde a jovem enfrenta a mentalidade e a moral do tempo. Mungiu filma num estilo próximo do «realismo» britânico: câmara na mão, planos-sequência e uma fotografia que tira excelente partido da noite em ruas sombrias, e consegue criar um clima de tensão bastante forte na longa sequência do quarto do hotel."



"O problema do filme talvez seja a ambiguidade. Se a ideia era expor de forma crua o drama do aborto clandestino, Mungiu deveria ter-se «distanciado». Certos pormenores sórdidos parecem estar ali para dar uma caução «moral» de condenação do acto (o comportamento do aborcionista, e, principalmente, o plano, que roça o abjecto, do feto)."
Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 19/01/2008

O circo vermelho apresenta...

21.1.08

Petição...


...aqui! [via]
O ex-candidato presidencial independente e deputado socialista, Manuel Alegre, teceu duras críticas à reforma dos serviços de saúde, considerando que se trata de um "erro colossal" e de uma política "estapafúrdia" do actual Governo.

LOCAL
São Pedro do Sul


A Câmara da Guarda assumiu a gestão do Hotel Turismo após o fim da concessão com a Predial das Termas - Agência Imobiliária, de São Pedro do Sul, mas aos trabalhadores só foi pago o subsídio de Natal correspondente aos últimos três meses.
O valor do bilião...



...varia dos EUA para a Europa. Por cá chamamos bilião a um número com 12 zeros à direita do 1, enquanto que, nos EUA o bilião é um número com nove zeros à direita do 1. Por causa disto, confusão à volta do número não falta. O professor Nuno Crato explica a diferença entre o bilião "europeu" e o "americano".

19.1.08

Expiação
Título original: Atonement
De: Joe Wright
Com: Keira Knightley, James Mcavoy, Vanessa Redgrave
Género: Dra
Classificação: M/12
FRA/GB, 2008, Cores, 130 min.

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Jorge Leitão Ramos, Expresso de 19/01/2008

18.1.08

Nós, vistos de fora...

Entre o modelo inicialmente proposto pelo PS dos executivos monocolores (só a lista que vencesse as eleições formava o governo da autarquia, excluindo os partidos da oposição de qualquer representação na vereação) e a reforma defendida pelos sociais-democratas de executivos maioritários (o partido que ganha terá sempre a maioria absoluta dos vereadores no executivo mas a oposição continua representada), prevaleceu esta última. O compromisso, à partida, garante a viabilização na Assembleia da República: os votos favoráveis de socialistas e sociais-democratas asseguram a maioria de dois terços exigida para a aprovação da lei.

LOCAL
São Pedro do Sul


Ai está???


"O Sr. Presidente [da Câmara de São Pedro do Sul] parece satisfeito pelo facto da sua cotação política estar um bocadinho melhor."
Fátima Pinho, Gazeta da Beira de 17/01/2008

17.1.08

LOCAL
São Pedro do Sul

O presidente da Câmara de São Pedro do Sul, António Carlos Figueiredo (PSD), denunciou ontem que as pressões políticas feitas pelo deputado e líder do PS de Viseu, José Junqueiro, "sufocam a própria vontade do ministro da Saúde que é quem tem a responsabilidade de decidir" sobre a instalação do Serviço de Urgência Básico (SUB) no concelho. Convicto de que o ministro Correia de Campos, a quem manifestou "total confiança política institucional", não vai ceder a pressões políticas, decidindo em conformidade com os estudos técnicos, o autarca responsabiliza Junqueiro pelo impasse a que se chegou, uma vez que São Pedro do Sul é o único local que aguarda por uma decisão do Ministério da Saúde.

*

O ministro da Saúde, Correia de Campos, admitiu, anteontem, que está a ponderar ainda a instalação do SUB, conforme previsto na requalificação da rede de urgências que o Ministério da Saúde está a implementar. O aparente recuo é aplaudido pelo presidente da Autarquia, António Carlos Figueiredo. "Isso quer dizer que o assunto saiu do âmbito político-partidário e regressou ao campo técnico, de onde nunca deveria ter saído", desabafou o autarca, numa crítica clara ao presidente da Federação do PS Viseu, José Junqueiro.

Ontem, em Viseu...

Questões à ASAE...


Se as hóstias forem feitas com trigo transgénico, o sacerdote não deveria informar os fiéis?

O vinho da Eucaristia não deveria ser armazenado em garrafas rotuladas?


A lavagem que o sacerdote faz do cálice não deveria ser feita pelo menos com um detergente, ou com água a não sei quantos graus?


A patena onde se colocam as hóstias para consagração também não deveria ser limpa?


As hóstias não deviam ser entregues em embalagens individuais?


O sacerdote não deveria usar pinças ou luvas para entregar as hóstias?


Quando se comunga de duas espécies, também se serve vinho a quem aparente possuir anomalia psíquica ou esteja embriagado?


Os menores de 16 anos também podem comungar das duas espécies, e assim beber vinho?

No rito da adoração da cruz, o santo lenho não deveria ser esterilizado após cada ósculo?

No Domingo de Ramos, onde é que a malta vai buscar os ramos de palmeira ou de oliveira?


As peças do Presépio não deveriam ter a marca 'CE'?


O incenso espalhado pelos turíbulos pode ser de ópio ou cannabis?


A água da pia ou fonte baptismal não deveria desinfectada com cloro, ou coisas assim?


Os bebés não deveriam estar de touca?


Como é que se controla a qualidade da água benta que é aspergida pelo híssope?


E por fim: Os vasos dos santos óleos não deveriam ser embalado em embalagens munidas com sistema de abertura que perca a sua integridade após a utilização e que não sejam passíveis de reutilização?

[via e-mail]

É no que dá não tomar os medicamentos...



O protestativo
Colocado por e5uf2

16.1.08

LOCAL
São Pedro do Sul

O ministro garantiu que o programa de requalificação das urgências não irá parar: São Pedro do Sul é o único local em que é necessário receber mais informações para decidir, face à alteração de cenários designadamente de vias rodoviárias.
O Sonho de Cassandra
Título original: Cassandra's Dream

De: Woody Allen

Com: Colin Farrell, Ewan McGregor, Sally Hawkins, Hayley Atwell

Género: Dra

Classificação: M/16

EUA/GB, 2007, Cores, 108 min.


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"Em 2004, Woody Allen dirigiu aquele que foi, até ver e na actual fase da sua carreira, o seu último filme em Manhattan. Chamou-se Melinda e Melinda, e talvez não se tenha prestado a devida atenção à sua história, que dava duas perspectivas diferentes de um mesmo destino de mulher: um cómico e um dramático. É que, em toda a obra do realizador, esta alternância entre o burlesco e o trágico, se praticamente não teve relevância durante boa parte dela, passou recentemente a ser dominante (mais concretamente a partir de Ana e as Suas Irmãs, apesar de Intimidade). Os filmes de Woody Allen depois de Melinda e Melinda parecem ser o natural desenvolvimento dessa divisão. Primeiro com o drama Match Point, depois com o burlesco Scoop. Em ambos os casos, andamos à volta de crimes. Em O Sonho de Cassandra também. E também aqui envolvendo personagens complexas e nevróticas."

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"De certo modo, os irmãos deste filme, Ewan McGregor e Colin Farrell, correspondem às duas facetas de Melinda e Melinda, mas com os dados baralhados. Assim, a personagem de Farrell, a mais trágica pela sua dimensão patética, devorada pelos remorsos, acaba por se tornar cómica, devido a essa ênfase. Por sua vez, a de McGregor, leviana e oportunista, poderia ser a cómica, se os acontecimentos a não forçassem a tomar medidas extremas e dramáticas. A questão é que aos dois irmãos, carregados de dívidas, é-lhes proposto pelo tio, empresário sem escrúpulos, um negócio: matarem uma testemunha incómoda. Cumprido o trato, chega o momento do medo e do remorso, do inevitável castigo pelo crime. E, inseparáveis até então, começam a voltar-se um contra o outro. O destino, irónico como em todos os filmes de Allen, vela para os voltar a unir de forma singular."



"Não sendo dos melhores filmes de Woody Allen, O Sonho de Cassandra é, mesmo assim, uma peça fundamental para a compreensão da sua obra."
Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 12/01/2008
O Assassínio de Jesse James pelo Cobarde Robert Ford
Título original: The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford

De: Andrew Dominik

Com: Brad Pitt, Mary-Louise Parker, Brooklynn Proulx, Casey Affleck

Género: Dra, Wes

Classificação: M/12
EUA, 2007, Cores, 160 min.

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V. Baptista Marques, Expresso de 12/01/2008

Madonas
Título original: Madonnen
De: Maria Speth
Com: Olivier Gourmet, Sandra Hüller, Susanne Lothar
Género: Dra
Classificação: M/12
ALE/BEL/SUI, 2007, Cores, 120 min.


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Jorge Leitão Ramos, Expresso de 12/01/2008

15.1.08