29.11.10

O Americano
Título original: The American
De: Anton Corbijn
Argumento: Rowan Joffe
Com: George Clooney, Violante Placido, Thekla Reuten, Paolo Bonacelli, Johan Leysen
Género: Drama, Policial
Classificação: M/12
Estúdios: Focus Features, This Is That Productions
EUA, 2010, Cores, 105 min.

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"Nunca é boa ideia chegar tarde a um filme. Mas, no caso de “O Americano”, é essencial ver toda a sequência de início, porque é aí que se estabelece a espinha dorsal do seu protagonista e o tom geral do filme. Deixem-me descrevê-la. No princípio há dois rostos, um homem e uma mulher colados face a face, em afago, ele muito mais velho do que ela. Não se percebe bem a geografia, apenas no plano seguinte se descobre: ele está sentado no chão, encostado à lateral da cama, parcialmente vestido, ela está deitada de bruços, nua, sobre a cama e apoia o queixo no ombro dele. Em frente há uma lareira viva, lá fora neva. É o quadro típico de uma languidez depois do amor, tal como a cena seguinte — os dois a passeio pela neve — tem a atmosfera identificável de um idílio romântico. Mas, de súbito, a mulher vê pegadas na neve, espanta-se que sejam de um só homem, porque os caçadores costumam andar aos pares. Ele reage expeditamente, puxa-a para o abrigo de uma rocha, mesmo a tempo de evitar que um tiro os atinja. Saca, então, de uma pistola — perante o espanto dela ao ver que ele tem uma arma — e, numa sequência breve que denota uma perícia feita de experiência, identifica o lugar onde o furtivo atirador se encontra e abate-o."

"O que se espera que aconteça a seguir? Que o protagonista (sabemos que é o protagonista porque o ator é George Clooney) pegue na rapariga e se ponha em fuga, provavelmente perseguido por outros inimigos que haveria, à espreita. De resto, num filme de ação, o momento é o ideal para a primeira sequência movimentada, estrada fora ou neve abaixo (também pode ser uma perseguição em esqui, diz-nos a experiência cinéfila), com muitos efeitos especiais e efeitos sonoros. É isso que se espera, mas não é nada disso que acontece. Nem perto."


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Jorge Leitão Ramos, Expresso de 27/11/2010

26.11.10

Perfil "Blogue O Caricas" desactivado...

..."os perfis do Facebook são destinados a representar indivíduos e não devem ser usados para representar outras entidades". Por ser assim, o caricas deveria ter criado um "Grupo" ou uma "Página" - e não um "Perfil", que se destina apenas a indivíduos.

Um "amigo" d' o caricas, conhecedor de tais regras, denunciou junto do Facebook esta nossa ilegalidade gritante e o perfil "Blogue O Caricas" (que contava já com cerca de 2 000 amigos!) foi desactivado.

Assim, os leitores que pretendam continuar a seguir o caricas no Facebook poderão fazê-lo aqui, clicando no botão "Gosto" - ou já ali à direita, na barra lateral.
The Muppets, 'Bohemian Rhapsody'
Queen

24.11.10

Cópia Certificada
Título original: Copie Conforme
De: Abbas Kiarostami
Argumento: Abbas Kiarostami
Com: Juliette Binoche, William Shimell, Jean-Claude Carrière
Género: Drama
Classificação: M/12
FRA/Irão/ITA, 2010, Cores, 106 min.

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Francisco Ferreira, Expresso de 20/11/2010

19.11.10

Pink Floyd (c/ Roger Waters), 'Breathe'
Live 8, 2005

LOCAL
São Pedro do Sul

O presidente da câmara de S. Pedro do Sul, António Carlos Figueiredo, mostrou-se preocupado com a possibilidade do corte na comparticipação da ADSE para os tratamentos termais, que será "o início do fim" das termas em Portugal. [mais]

18.11.10

Lonely Planet classifica a Lello como a terceira mais bela livraria do mundo...

...guia australiano considera-a "uma pérola de arte nova", no seu "top ten" para 2011. [mais]

17.11.10

LOCAL
Vouzela

Fruta retirada da alimentação das escolas em Vouzela...

15.11.10

Novas Portagens: Perguntas e respostas

Passou um mês desde a entrada em vigor das portagens na SCUT. O processo tem sido conturbado e envolto em dúvidas. Conheça o essencial das regras.

Quais são as SCUT onde existem portagens?
Desde 15 de Outubro de 2010, existem novas portagens nas concessões Costa de Prata, Norte Litoral e Grande Porto.

O que é a concessão Costa de Prata?
É uma concessão que engloba troços da A17, A25 e A29.
É gerida pela Ascendi e abrange os concelhos de Águeda, Albergaria-a-Velha, Anadia, Aveiro, Cantanhede, Espinho, Estarreja, Gondomar, Ílhavo, Maia, Matosinhos, Mira, Murtosa, Oliveira de Azemeis, Oliveira do Bairro, Ovar, Paredes, Porto, Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Sever do Vouga, Vagos, Valongo e Vila Nova de Gaia.

O que é a concessão Norte Litoral?
É uma concessão que engloba a A28.
É gerida pela Euroscut e abrange os concelhos de Arcos de Valdevez, Barcelos, Caminha, Esposende, Gondomar, Maia, Matosinhos, Melgaço, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Porto, Póvoa de Varzim, Trofa, Valença, Valongo, Viana do Castelo, Vila do Conde, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Famalicão, Vila Nova de Gaia e Vila Verde.

O que é a concessão Grande Porto?
É uma concessão que engloba troços da A4, A41 e A42.
É gerida pela Ascendi e abrange os concelhos de Amarante, Felgueiras, Gondomar, Guimarães, Lousada, Maia, Marco de Canaveses, Matosinhos, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel, Porto, Santo Tirso, Trofa, Valongo, Vila do Conde, Vila Nova de Gaia e Vizela.

E as próximas a ter, quais são?
Até 15 de Abril de 2011 está prevista a introdução de portagens nas concessões Interior Norte, Beira Litoral e Alta, Beira Interior e Algarve. As datas exactas para a implementação de portagens nesta SCUT estão dependentes, segundo o Governo, do andamento das negociações com as empresas concessionárias e de obras em alternativas rodoviárias.

O que têm de diferente estas novas portagens?
A principal novidade é que estas portagens são exclusivamente electrónicas. Ou seja, não existem cabinas manuais de pagamento e os veículos não são obrigados a parar porque a cobrança das portagens é feita aquando da passagem sob pórticos instalados na via. Esses pórticos reconhecem o sinal emitido por um dispositivo electrónico instalado no veículo.

O dispositivo electrónico (DE) é o chip de matrícula?
Não, não existe qualquer chip a ser colocado na matrícula. O DE é um pequeno equipamento, semelhante ao identificador da Via Verde, que é colocado no pára-brisas frontal do veículo e que transmite um código de identificação através de microondas.

Quantos dispositivos electrónicos existem?
Há três tipos de DE: Via Verde, DEM e DT.
A Via Verde é formalmente identificada como DECP (Dispositivo de Entidade de Cobrança de Portagens).
O DEM (Dispositivo Electrónico de Matrícula) está associado à matrícula do veículo e, por isso, não é transmissível de veiculo para veiculo.
O DT (Dispositivo Temporário) não está associado à matricula. Garante o anonimato do utilizador e do veículo mas tem validade de 90 dias, renovável. O DT só pode ser utilizado com a modalidade de pré-pagamento anónimo.

É obrigatório ter um dispositivo electrónico no veículo (DE)?
Não. A lei considera que a adesão de veículos nacionais ao dispositivo electrónico é voluntária.

Não tenho um dispositivo electrónico. Como faço?
Pode circular numa auto-estrada que tenha pórticos mas o veículo será identificado por uma fotografia da matrícula e terá de fazer o pagamento à posteriori e com custos administrativos.

Passei num pórtico e não tenho dispositivo electrónico, o que faço?
Deve fazer o pós-pagamento nos CTT ou na rede Payshop. Tem cinco dias úteis para pagar, indicando a matrícula do veículo. Pode pagar em dinheiro. A lei considera que esta é uma «solução de recurso», pelo que, para além do valor das portagens em dívida, vão ser-lhe cobrados 0,25 euros por cada taxa de portagem em dívida, com limite máximo de dois euros.
O pós-pagamento implica que o proprietário do veículo pague, de uma só vez, todas as taxas relativas às viagens desse dia.

Deixei passar os cinco dias úteis para o pós-pagamento. E agora?
Se as taxas de portagem em dívida não forem pagas até cinco dias receberá uma notificação em casa. Terá de pagar as taxas mais 1,70 euros de custos administrativos por cada taxa não paga e sem limite de quantidade.
Caso continue sem pagar, os custos administrativos vão aumentando e poderão chegar aos 75 euros por cada notificação enviada. O não pagamento de taxas de portagem constitui contra-ordenação punível com uma coima de dez vezes a taxa de portagem, com um mínimo de 25 euros.

Quais são as formas de pré-pagamento?
Existem dois tipos de pré-pagamento: com identificação do proprietário ou anónimo.

O que é o pré-pagamento com identificação do proprietário?
É um sistema em que o utente faz um carregamento (em dinheiro, por multibanco ou homebanking) que vai gastando conforme viaja. É semelhante ao carregamento do telemóveis. Esta modalidade pode ser contratada com a Via Verde ou com o DEM.

E o pré-pagamento anónimo?
Funciona como o anterior, mas não implica a identificação do proprietário do veículo. É exclusivo para o DT (Dispositivo Temporário) e tem validade de 90 dias.

Onde posso comprar o dispositivo?
A Via Verde pode sem adquirida na rede Via Verde, o DEM pode ser adquirido nos CTT e o DT pode ser adquirido nos CTT ou nas áreas de serviço das concessões.

Qual é o dispositivo que dá descontos?
Só o DEM permite ter descontos.

Há isenções de pagamento?
Sim, para as pessoas residentes e para as empresas com sede na área de influência das concessões.

Quem pode beneficiar das isenções e descontos?
Nas concessões Norte Litoral, Grande Porto e Costa de Prata, beneficiam os que residam ou tenham sede empresarial nos concelhos em que qualquer parte do seu território fique a menos de dez quilómetros das vias.
Nas concessões Interior Norte, Beiras Litoral e Alta, Beira Interior e Algarve beneficiam as pessoas e empresas dos concelhos inseridos numa NUT III (Nomenclatura de Unidade Territorial) em que qualquer parte do território desse concelho fique a menos de 20 quilómetros das vias.

Quais são as isenções e os descontos?
As primeiras 10 viagens de cada mês são gratuitas e as restantes viagens têm um desconto de 15 por cento. A passagem sob dois ou mais pórticos sucessivos conta como uma viagem, desde que o veículo faça o percurso no intervalo de tempo expectável face à distância a percorrer e às velocidades aplicáveis na via. Uma ida e uma volta correspondem sempre a duas viagens. A partir de 1 de Julho de 2012, só as populações com PIB per capita inferior a 80 por cento da média nacional manterão estes benefícios.

O que é preciso para ter isenção e descontos?
É obrigatório que utilize o DEM. Se já tem Via Verde, basta contactar a empresa para associar o identificador a um DEM. É um procedimento meramente administrativo.

O que tenho que fazer para conseguir as isenções?
Deve, junto dos CTT ou da Via Verde, comprovar a morada de registo do seu veículo, apresentando o Título de Registo de Propriedade ou o Certificado de Matrícula. No caso de veículos em locação financeira ou similar, deve ser apresentada uma declaração da locadora, identificando o nome e morada do locatário.

É possível ter isenção em mais do que uma concessão?
Sim, existem concelhos (Porto, Valongo e Vila Nova de Gaia) que são abrangidos por três concessões, por exemplo .

O que significa fazer a associação de um DEM a um número de matrícula?
Quando o DEM é entregue ao proprietário para instalação num determinado veículo usado, ou quando o DEM é instalado num determinado veículo no acto de matriculação, deve ser realizada a associação do DEM ao número de matrícula do veículo em causa.
Essa associação é realizada pelos distribuidores retalhistas autorizados e consiste na comunicação ao IMTT (Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres) da atribuição de um determinado DEM a um determinado número de matrícula. Ao proprietário do veículo deve ser entregue um comprovativo da associação do DEM ao número de matrícula, que deve acompanhar a documentação do veículo.

O mesmo DEM pode ser utilizado por mais do que um veículo?
Não. O DEM é uma espécie de matricula electrónica de cada viatura.

O DEM é aceite nas vias electrónicas das portagens tradicionais?
Só será aceite a partir de 1 de Abril de 2011. Até 31 de Março de 2011, quem tiver aderido ao pré-pagamento Via Verde ou ao DEM deve continuar a utilizar as vias de pagamento manual das outras auto-estradas.

Tenho um DT. Posso passar numa Via Verde tradicional?
Até 31 de Março deve utilizar sempre a via de pagamento manual das portagens tradicionais.

Se eu estiver a utilizar um carro alugado?
Deve informar-se junto da operadora e verificar se existe algum dispositivo electrónico instalado no veículo.

Como funciona com os veículos estrangeiros?
De acordo com a lei, os veículos de matrícula estrangeira são obrigados a ter um dispositivo electrónico. Os utentes estrangeiros regulares podem adquirir a Via Verde e aderir ao pagamento automático com débito em conta.
Os visitantes ocasionais ou com estadia curta em Portugal devem alugar um DT (nas áreas de serviço ou noutros locais a indicar pelas entidades de cobrança de portagens), pagando com cartão de crédito ou depositando uma caução e adoptando a modalidade de pré-pagamento.
A partir do final de Novembro, segundo foi anunciado pelo Governo, os cidadãos espanhóis passam a ter outras alternativas. Podem adquirir a Via Verde em Espanha através do Banco Caixa Geral e podem comprar o dispositivo de pré-carregamento na rede afiliada dos CTT em Espanha e junto de entidades vocacionadas para a prestação de serviços a empresas transportadoras internacionais.
O pagamento pela Internet e a criação de postos fixos no Aeroporto Sá Carneiro, no Porto, bem como nas entradas das auto-estradas fronteiriças são outras medidas que foram anunciadas, embora ainda não estejam totalmente clarificadas.
Para 2011, os governos de Portugal e Espanha estão a trabalhar na convergência dos sistemas de portagem nos dois países, de modo a que os identificadores de um país funcionem no outro.
Quanto aos cidadãos de outros países, não foram anunciadas quaisquer medidas especiais para o pagamento das SCUT.

Vou para fora do país mais do que cinco dias e à saída utilizarei uma auto-estrada com pórticos. O que devo fazer?
Dado que ultrapassará o prazo máximo para pagamento à posteriori e uma vez que os pagamentos no estrangeiro não são possíveis, a melhor solução é adquirir um DT ou expor a situação à concessionária da auto-estrada que utilizar.

Ainda tenho dúvidas. Onde posso obter mais esclarecimentos?
A Estradas de Portugal tem uma linha azul (custo de chamada local) disponível todos os dias úteis entre as 09h00 e as 17h00. O número é: 808 210 000. Também pode enviar um email para: duvidas.novasportagens@estradas.pt ou consultar os sites: www.estradas.pt e www.siev.pt [aqui]

13.11.10

Inside Job - A Verdade da Crise
Título original: Inside Job
De: Charles Ferguson
Argumento: Charles Ferguson, Chad Beck, Adam Bolt
Género: Documentário
Classificação: M/12
Estúdios: Sony Pictures Classics
EUA, 2010, Cores, 106 min.

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"Sabe o leitor o que aconteceu até há poucos anos à Islândia, um pequeno país onde era doce viver, apesar do frio? Tinha um dos mais altos índices de qualidade de vida do mundo, uma economia próspera e controlada. Depois, este filme explica, nos primeiros dez minutos, o que aconteceu. Tudo começou com a gesta dos pequenos bancos públicos islandeses, que, privatizados por força de uma lenda moderna de que o Estado é sempre mau gestor, foram depois crescendo. E crescendo, crescendo, concedendo créditos a jovens empreendedores que, num ápice, passaram de homens ambiciosos a investidores multinacionais (na realidade, o que eles tinham era apenas dívidas) — ao mesmo tempo que os bancos se iam endividando no exterior. E comprando fundos internacionais, participando na euforia do crescimento exponencial, na economia global. O Governo apoiava, incentivava, exultava. A dívida externa tornou-se obscena. Depois, com a crise americana, os bancos colapsaram, levando o país consigo — à falência. O filme mostra homens de meia-idade, classe média-alta, dizendo, frente à câmara, que perderam tudo. Eu acho que os vi estremecer. Ou então fui eu."

"É apenas o princípio. Porque “Inside Job — A Verdade da Crise” é um documentário que vai mergulhar não no pequeno caso da Islândia (afinal de contas, com três centenas de milhares de habitantes, é um grão de areia neste nosso mundo) mas no grande caldeirão financeiro dos Estados Unidos que pôs esse mesmo mundo em estado de calamidade. Pelo ecrã passam alguns dos responsáveis, dos homens que na banca, nos seguros, nos organismos públicos ou no próprio poder de Estado transformaram biliões de dólares de dívidas incobráveis em fundos internacionais com os quais arrecadaram grossos cabedais empurrando milhões de subscritores para a bancarrota. E o filme mostra-os em circulação, da Universidade para o Estado, do Estado para a Banca, da Banca para os organismos de regulação do mercado — sempre adeptos de uma liberdade para os capitais, sem a qual nada daquilo se podia fazer. Ou seja, o filme diz-nos que os cidadãos não estão seguros porque o sistema está corrompido pela promiscuidade, já nem existe a decência de parecer que o poder dos bancos e o poder de Estado não são a mesma coisa, ocupados pelas mesmas figuras, defendendo os mesmos interesses. “Inside Job — A Verdade da Crise” é, antes do mais e acima de tudo, o retrato de uma ideologia sem valores éticos para os mecanismos financeiros. Não é por inveja que o filme enumera os proventos piramidais dos homens de Wall Street, as suas casas, iates, aviões — até prostitutas de luxo por lá passam. Não é para aplauso que vai apresentando os bónus obscenos que foram recebendo (484 milhões para o CEO do Lehman Brothers que levou à falência — e é só um exemplo). É para despertar a indignação dos que foram por eles espoliados, deliberadamente espoliados (o filme prova a intenção, não foi um acaso, estava previsto)."



"A fita, todavia, não é inflamada, não ergue o cornetim num toque a reunir, chamando os cidadãos para uma qualquer tomada da Bastilha ou assalto ao Palácio de Inverno. Está, também, nos antípodas da postura de um Michael Moore, com o seu humor truculento e sem escrúpulos de maior. Charles Ferguson, o realizador de “Inside Job — A Verdade da Crise”, não é um provocador agressivo. O seu filme é documentado com minúcia (aqui e ali excessiva, mas a economia, já se sabe, é matéria árida). No confronto com alguns dos vultos eméritos da América, ele nunca é impulsivo, questiona com a frieza e a determinação de quem sabe o que diz. Mas não larga — eé interessantíssimo vê-los baquear ou então sustentarem o que fizeram com uma cara de pau que é tão carregada de hipocrisia que apetece ir buscar a pá do lixo." Jorge Leitão Ramos, Expresso de 13/11/2010

12.11.10

Vega Choir, 'Creep'
The Social Network

LOCAL
São Pedro do Sul

Jovem de São Pedro do Sul sagra-se Campeão Nacional de Ralicross...

...o novo campeonato da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) para os jovens a partir dos 13 anos, na disciplina do Ralicross, consagrou um novo nome no desporto automóvel e no final da época de 2010, mais um Campeão Nacional, Bernardo Maia, de S. Pedro do Sul. [mais]

11.11.10

LOCAL
São Pedro do Sul

Eleições intercalares na Assembleia de Freguesia de Figueiredo de Alva...


...PS fala em casamento entre PSD e BE!

A Rede Social
Título original: The Social Network
De: David Fincher
Argumento: Aaron Sorkin
Com: Jesse Eisenberg, Andrew Garfield, Justin Timberlake, Armie Hammer, Max Minghella, Josh Pence
Género: Drama
Classificação: M/12
Estúdios: Columbia Pictures, Scott Rudin Productions, Trigger Street Productions
EUA, 2010, Cores, 116 min.

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"No princípio do filme, um rapaz e uma rapariga falam, à volta de uma mesa. Falam, sim, mas não conversam, trocam palavras de um modo peculiar, por frases bruscas, às vezes com afirmações definitivas, sem verdadeira troca de argumentos. Ele, em particular, é um tipo tão metralhante e assertivo que, depressa, a miúda se farta e nós com ela. Ele sai, então, para o quarto da residência universitária onde vive para logo a insultar num blogue que, no dia seguinte, toda a gente há de ter lido. Ela fica tão humilhada que nunca mais quer saber dele. Pouco depois, ele põe-se a inventar a primeira rede social, pirateando fotografias das alunas de Harvard e pondo a malta a votar qual era a mais boazona. Sucesso instantâneo. É assim, desta forma supinamente elegante, que germina a maravilha maior da nossa idade — o Facebook."

"Aaron Sorkin, o argumentista de “A Rede Social”, não gosta, manifestamente, de Mark Zuckerberg que, em meia dúzia de anos, passou de marrão em Harvard para o mais jovem bilionário do mundo. E David Fincher é quase desapiedado na forma como filma o guião de Sorkin, sem particular fascínio pelo seu protagonista e deveras alarmado quanto ao estado do mundo. É deste ponto de vista (Zuckerberg como herói, o Facebook como sintoma) que o filme se pode considerar um capital reflexo do nosso tempo — e uma reflexão sobre os valores civilizacionais que por aí estão. E não é só Zuckerberg a viajar no barco. Em particular é perturbante a entrada (e a saída) de cena de Sean Parker, o feiticeiro da informática que, aos 16 anos, foi condenado como hacker e, aos 20, inventou o Napster e ficou rico, o homem que, deveras, transformou as ideias de Zuckerberg num fenómeno global. E não menos impressivo é o clima frenético em que tudo acontece, com Zuckerberg a fazer crer que trabalha para os irmãos Winklevoss e a passar-lhes a perna, apoiado no pequeno investimento do amigo Eduardo que mais tarde há de apunhalar, empurrado pela volúpia de poder do homem que, com o Napster, dera cabo de uma indústria planetária e transformara o mundo inteiro numa legião de recetadores da pilhagem. Em simultâneo, há valores financeiros que se multiplicam por potências de dez todos os meses. Tudo isto contado em tempo descronologizado: uma narrativa principal cruzada com cenas dos processos em que Zuckerberg foi tendo de responder face aos amigos que foi traindo, sempre em nome de um incremento do negócio e de um egotismo tão frio que faz parecer Charles Foster Kane (de “O Mundo a Seus Pés”, de Orson Welles) um sentimental. Com outra diferença importante: a fortuna de Kane tinha na origem uma mina de ouro, correspondia a um bem palpável — assim era a economia dos anos 30; a de Zuckerberg é feita de bits e conexões (sonhos, ideias?), é virtual, e só existe porque há milhões de pessoas a gastar milhões de horas a expor-se num ecrã, a clicar numa tecla de computador e a contabilizar quantos ‘amigos’ conseguiram. Ou seja, é um valor volátil — como muita da economia deste princípio do terceiro milénio."



"Fincher engrena um filme onde a teia se constrói a uma velocidade que faz parecerem curtas as duas horas de “A Rede Social”. É um trabalho de uma perícia considerável, sobretudo porque o protagonista só lhe interessa enquanto indício e não há qualquer herói alternativo. Tudo culmina na devastadora imagem final: Zuckerberg, indescritivelmente rico, famoso criador da última coqueluche da Rede, sozinho numa sala de reuniões, com um portátil sobre a mesa... O círculo fecha-se. A solidão tem o tamanho do mundo." Jorge Leitão Ramos, Expresso de 06/11/2010

8.11.10

LOCAL
São Pedro do Sul


Vítor Barros homenageado pelos socialistas sampedrenses...

...no Sábado passado, numa unidade hoteleira das Termas. Habemus (re)candidato?...