28.5.09

27.5.09

LOCAL
São Pedro do Sul

Ilha das Letras...


...de 30 de Maio a 7 de Junho, no lenteiro do rio!

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LOCAL
São Pedro do Sul

Vereador do PS, José Duque, elogia acção da CM...



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25.5.09

Tyson
Título original: Tyson
De: James Toback
Género: Documentário
EUA, 2008, Cores, 90 min.

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Miguel Cintra Ferreira, Expresso de 16/05/2009

22.5.09

LOCAL
Viseu

O PCP denunciou ontem que trabalhadores da extinta sub-região de saúde de Viseu estão a ser prejudicados pela reestruturação dos serviços, devido a critérios de colocação “ditados por interesses político-partidários”. José Carlos Almeida, antigo coordenador da sub-região de saúde e actual director executivo do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Dão Lafões (Viseu), garantiu à Agência Lusa que “a leitura feita pelo PCP não corresponde à verdade”.

> Na reestruturação de Serviços na Ex-Subregião de Saúde de Viseu trabalhadores são vitimas de discriminação
LOCAL
São Pedro do Sul

Cine-Teatro: sessão de estreia esgotada...


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21.5.09

LOCAL
São Pedro do Sul

O Bem Amado, no Cine-Teatro S. Pedro...

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...o Cénico – Grupo de Teatro Popular de S. Pedro do Sul está em cena com a sua mais recente produção teatral. Trata-se de “O BEM AMADO”, adaptação a partir do texto original da autoria de Dias Gomes, com o mesmo título e encenado por Jaime Gralheiro.

***

O BEM AMADO é uma peça de teatro escrita por Dias Gomes, em 1962 e publicada em 1963, e que virou telenovela em 1973, produzida pela Rádio Globo (Brasil) e exibida em Portugal, com grande êxito nos fins dos anos 70. Dias Gomes foi um dos maiores dramaturgos brasileiros do século XX, ao lado de Nelson Rodrigues e Ariano Suassuna (bem conhecido do Cénico, através do Auto da Compadecida, já duas vezes montada por este grupo).

Em O BEM AMADO Dias Gomes recria a vida de uma vilória do Nordeste brasileiro onde impera um político corrupto e oportunista (Odorico Paraguaçu) que assentou toda a sua campanha de assalto ao poder na promessa da construção de um cemitério o qual se verificou, depois, nem ser assim tão necessário, pois não havia mortos que o justificassem...

Toda a trama da peça se desenrola através da luta por um morto que dê razão à campanha de Odorico, seguida pelos seus apaniguados (as irmãs Cajazeiras e Dirceu Borboleta, um atrasado mental que vive de caçar borboletas). A Oposição aparece, na peça, encabeçada por Neco Pedreira, dono e editor de um jornal local, A Trombeta, onde são denunciadas as manobras demagógicas (“demagogistas” como na peça se diz) de Odorico.

Depois de ter tentado vários subterfúgios para inaugurar o cemitério, Odorico acaba por contratar um cangaceiro (Zeca Diabo) para que este produza a “matéria-prima” tão necessária ao funcionamento do tão falado cemitério. E é a partir daqui que as coisas se complicam ainda mais para Odorico.

No fim, verificamos que o discurso “demagogista” de Odorico Paraguaçu é retomado pela Oposição (Neco Pedreira) que, feitas as contas, é tão bom como ele...

Nesta charge, Dias Gomes denuncia e castiga, através do riso e do ridículo, os vícios de uma sociedade podre, onde os políticos inventam falsas necessidades para terem na mão um povo ignorante e mal esclarecido (que era a situação então existente no Brasil e em Portugal).

Quarenta e tal anos depois, verificamos que, tendo mudado muita coisa, no fundo no fundo, nos jogos da política, muito pouco mudou...
Jaime Gralheiro

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ELENCO (por ordem de entrada):
Rui Almeida - "Chico Moleza";
Licínio Oliveira - "Dermeval / Coronel Hilário Cajazeira";
João Carlos Gralheiro - "Mestre Ambrósio";
Fernando Figueiredo - "Zelão / Ernesto";
Conceição Rocha - "Rezadeira";
Mário Almeida - "Coronel Odorico Paraguaçu";
José Carlos Chã - "Vigário";
Carla Baptista - "Doroteia Cajazeira";
Carina Vale - "Dulcineia Cajazeira";
Liliana Rodrigues - "Judiceia Cajazeira";
João Gonçalves - " Dirceu Borboleta";
José Correia - "Neco Pedreira";
Joaquim Cardoso - "Zeca Diabo";

TÉCNICOS:
Ponto - Mabilde Correia;
Luminotecnia - Carlos Santos / Rui Almeida;
Sonoplastia - Francisco Santos;
Guarda-Roupa – Conceição Chã
Arranjo Musical - Miguel Ângelo;
Musica – Jaime Gralheiro / Francisco Santos
Design Gráfico Cartaz - Paulo Lemos Quintela;
Ajuda à Produção – Serafim Santos, Jorge Santos, Rui Ávila e Conceição Rocha

Encenação - Jaime Gralheiro

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Breve historial do Cénico – Grupo de Teatro Popular

O Cénico – Grupo de Teatro Popular de São Pedro do Sul, foi fundado em Setembro de 1971, pelos percursores Jaime Gralheiro, José de Oliveira Barata, Manuela Cruzeiro Barata e um grupo de jovens com vontade de fazer teatro. Antes do 25 de Abril de 1974, vingar nesta área constituía um trabalho agreste. Até o nome do próprio grupo era posto em causa. Por essa razão, nos primórdios, o grupo foi denominado de “Grupo Cénico da União Desportiva Sampedrense”.

O 1º espectáculo apresentado pelo grupo foi o “Auto Da Compadecida” (1971). Sete apresentações bastaram para a Censura “entrar em cena”. O Cristo negro, agregado a outros temas polémicos para a altura – como a sátira a padres e bispos, a sacristães oportunistas, cangaceiros e prostitutas – foram riscados pelo lápis azul.

Mesmo com os estatutos aprovados, em 1972, pelo Governador Civil de então, outro espectáculo voltou a ser censurado – “Sapateira Prodigiosa”. A Igreja e os políticos vincaram a sua condenação. Era necessário o veredicto do “Exame Prévio”, a censura.

Depois dos êxitos de “Na Barca Com Mestre Gil” (1973-74), “Arraia Miúda” (1975-77) e “O Homem Da Bicicleta” (1977-78), o Cénico com a ajuda dos actores do grupo, incutiu o gosto pelo o teatro e a formação de novos actores, especialmente na área dos mais novos, aparecendo a partir dessa altura peças de teatro com actores jovens.

O Cénico já foi agraciado com prémios de encenação e representação de adultos e na área infantil. Em 1995, o Cénico foi o representante nacional no 10º F.I.T.E. (Festival International de Théâtre d'Enfants), em Toulouse – França.

O Cénico, desde a sua fundação até ao presente ano já levou mais de três dezenas de apresentações à cena, entre peças para adultos, para crianças e leituras encenadas. [Folha de Sala]
No Teatro Viriato...

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20.5.09

LOCAL
São Pedro do Sul
ACTUALIZADO
Ana do Vale Gralheiro segue e soma...

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...no passado fim de semana de 16 e 17 de Maio realizou-se a 2ª prova do Troféu Rotax Max Challenge 2009, no Kartódromo Internacional de Santo André (Sines).

A piloto Ana do Vale Gralheiro participou em todas as 3 provas que compunham a categoria Rotax Max na qual participa inserida num grupo de 26 pilotos. Terminou a manga de classificação em 1º lugar do segmento feminino, e em 2º lugar na pré-final e na final, a uma curtíssima distância da piloto classificada em 1º lugar, tendo até conseguido melhores tempos que ela. A nível de de classificação geral terminou a final em 13º lugar.

A pista de Santo André caracteriza-se pela sua elevada sinuosidade, com poucas escapatórias, pelo que se previa um dia pleno de fortes emoções, pois eram poucos os locais onde os pilotos poderiam efectuar ultrapassagens e nos treinos cronometrados a diferença entre os primeiros 22 pilotos era de menos de 1 segundo. Este facto acabou por gerar alguns incidentes, envolvendo vários pilotos. Apesar disso a Ana, demonstrado uma evolução na técnica de condução do kart e de controle das emoções, mostrou grande presença de espírito, sangue frio e perícia, superando com êxito todos eles, sem qualquer dano para o seu kart, e conquistando lugares na tabela classificativa.

A próxima prova disputar-se-á nos próximos dias 10 e 11 de Junho no kartódromo citadino do Porto - Circuito da Boavista, desde já se convidando todos os leitores a virem ver ao vivo as emoções de provas cheias de adrenalina.

Nunca é demais expressar o público reconhecimento e o sincero agradecimento a todos quanto, acreditando neste seu projecto, têm vindo a apoiar a Ana e a dar conhecimento à opinião pública dos seus êxitos, designadamente às empresas que deram o seu patrocínio e à a comunicação social falada e escrita e à blogosfera. [Nota à Comunicação Social]




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15.5.09

LOCAL
São Pedro do Sul

A Câmara de São Pedro do Sul foi a autarquia que mais reduziu o prazo médio de pagamento aos fornecedores...


...segundo lista publicada pela Direcção Geral das Autarquias Locais - entidade que tutela os municípios do país -, estando agora a pagar num prazo de 70 dias.

> LISTA DO PRAZO MÉDIO DE PAGAMENTO REGISTADO POR MUNICÍPIO EM ABRIL DE 2009



Economia portuguesa regista maior queda dos últimos 30 anos...

14.5.09

Medina Carreira...



> Medina Carreira, em entrevista no Jornal de Negócios
> "Isto é uma fantochada..."

Em 15 de Novembro de 2005 o Estado em que vivemos decretou uma Lei de nº 54 que estabelece a titularidade dos recursos hídricos. Esta Lei que até teria sentido, perdeu-o todo quando o legislador veio estabelecer as regras da titularidade. Diz esta Lei muitas coisas e às tantas estabelece que numa faixa de 50 metros correspondente à margem dos rios, os terrenos são pertença do Domínio público. (Vou repetir toda a faixa de 50 metros para lá da linha de água pertence ao Estado).

Mas para aqueles que porventura tenham terrenos, casas e estejam abrangidos por esta faixa, a lei em toda a sua generosidade diz também que quem pretenda obter o reconhecimento da sua propriedade poderá fazê-lo. Como? Através de uma acção Judicial que deverá intentar até 1 de Janeiro de 2014. (Repetindo, se por mero acaso ou desconhecimento os titulares não fizerem prova de propriedade, perdem-na). Outra particularidade desta Lei é que a forma de dar prova da propriedade é apresentando documentos comprovativos em Tribunal da sua posse com data anterior a 31 de Dezembro de 1864. Isto quer dizer que caso algum dos proprietários tenha por mero acaso uma Certidão da Conservatória Predial posterior a essa data, pode estar certo de que não servirá de nada. Agora não vou repetir, se alguém não entender poderá ler outra vez, e se não acreditar procure ler o Artigo 15º da Lei referida. Infelizmente é verdade.

> Lei n.º 54/2005. DR 219 SÉRIE I-A de 2005-11-15


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LICENCIAMENTO DE CAPTAÇÕES EXISTENTES
Registo obrigatório de poços, noras, furos, minas, charcas, barragens e ou açudes

De acordo com o Decreto-Lei n.º 226-A/2007, de 31 de Maio, todos os proprietários e arrendatários de utilizações dos recursos hídricos, que à data da entrada deste decreto-lei não disponham de título que permita essa utilização, têm que pedir as devidas autorizações/licenças/concessões de utilização, junto das autoridades competentes.

O pedido de autorizações/licenças/concessões é obrigatório para todos os proprietários de terrenos em que haja qualquer tipo de utilização dos recursos hídricos, existentes e que não esteja legalizada, sejam elas poços, noras, furos, minas, charcas, barragens e ou açudes, quer se destine para consumo humano, rega ou actividade industrial.

Para o caso de poços ou furos, executados antes da entrada em vigor da referida legislação, o Artº 89º do mesmo diploma prevê a sua regularização no prazo de 2 anos, isto é, até dia 31 de Maio de 2009.

A legislação citada prevê o regime sobre as utilizações dos recursos hídricos, devendo os pedidos de emissão de títulos de utilização dos recursos hídricos ser instruídos conforme o regulamentado na Portaria n.º 1450/2007, de 12 de Novembro.

A Regularização deve ser requerida mediante requerimento com o tipo e as características da captação, sua localização, características da exploração e o relatório final.

A inexistência deste, deverá ser substituída pela entrega de um relatório de peritagem técnica da captação, efectuada por um técnico com formação na área da hidrogeologia. Após apreciação será emitido o respectivo título de acordo com a legislação (Licença ou Autorização).

Se o requerimento for apresentado até 31 de Maio de 2009, os utilizadores ficam isentos da aplicação da coima.

Só através de declaração, os serviços da Administração da Região Hidrográfica do Tejo, I.P. (ARH Tejo) poderão atribuir as concessões, licenças e autorizações necessárias para cada tipo de utilização.

Caso seja detectada qualquer utilização não declarada após 31 de Maio, o seu proprietário incorre numa contra-ordenação muito grave, cuja coima mínima, para particulares, pode ir de 25 mil a 37.500 euros. No caso de pessoas colectivas, a coima pode ir de 60 mil a 2,5 milhões de euros.

Para evitar as contra-ordenações e as coimas previstas na Lei, os utilizadores deverão fazer o pedido de título com a máxima urgência. Se necessitar de apoio na instrução do referido pedido, contacte o Departamento de Ambiente do CTIC para o apoiar.

NOTA: Foi publicada a alteração ao Decreto-Lei ao DL 226-A/2007 que prorroga, por um ano, o prazo para a regularização dos títulos de utilização de recursos hídricos previsto no Decreto-Lei n.º 226-A/2007, de 31 de Maio. Este Decreto-Lei vem prorrogar até 31 de Maio de 2010 o prazo para a regularização dos títulos de utilização de recursos hídricos estabelecido na lei, inicialmente previsto para 31 de Maio 2009. Esta prorrogação do prazo deve-se ao facto de as Administrações de Região Hidrográfica terem entrado em funções em Outubro de 2008, o que não permitiu desenvolver ainda uma campanha alargada de divulgação daquela obrigação, de forma a assegurar o maior número possível de adesões, permitindo, assim, atingir o objectivo de dispor de um inventário tão completo quanto possível das utilizações dos recursos hídricos e diminuindo o risco de sanções sobre os utilizadores não titulados.

> Comunicado do Conselho de Ministros de 7 de Maio de 2009
> Folheto Informativo
> Administração da Região Hidrográfica do Centro, I.P.


13.5.09

LOCAL
São Pedro do Sul

Ana do Vale Gralheiro disputa 2.ª prova do Troféu Rotax Max Challenge 2009...

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(Podium do segmento feminino categoria rotax max, da primeira prova do Troféu realizada no Kartódromo internacional de Viana do Castelo, no qual, a Ana ocupa o 3º lugar)

...é já no próximo Domingo, dia 17 de Maio, que a piloto Ana do Vale Gralheiro vai disputar a 2ª prova do Troféu Rotax Max Challenge 2009, na categoria Rotax Max, no Kartódromo Internacional de Santo André.

O horário de participação da Ana será o seguinte: 8.40h/8.50h: treinos livres; 9.55h/10.05: treinos cronometrados; 11.45h/12.00h: manga de classificação; 14.05h/14.20h: pré-final; 15.45h/16.00h: final.

O traçado da pista do Kartódromo de Santo André, pela sua sinuosidade, tem poucas zonas de ultrapassagem, antevendo-se, por isso, bastante exigente para os cerca de 30 pilotos inscritos na categoria onde a Ana corre.

A Ana parte para mais esta prova bastante confiante, quer no que diz respeito ao resultado que irá obter a nível de classificação geral, quer ao nível do segmento feminino da categoria onde corre, almejando aí subir mais alto no pódio, convidando todos os leitores/ouvintes a deslocarem-se àquele kartódromo, para poderem ter o prazer de aí assistir a um espectáculo de pura adrenalina e muita emoção.

Uma vez mais a Ana agradece às entidades, empresas e particulares que, acreditando nela e neste seu projecto, a estão a apoiar, designadamente à Avicasal, Noites Bibas, Óptica Santa Bárbara, Perfisa, Termalistur. [Nota à Comunicação Social]
LOCAL
São Pedro do Sul

Vítor Figueiredo elogia Câmara Municipal...

12.5.09

LOCAL
São Pedro do Sul

Pedro Bandeira Pinho terá sido contactado pelo BE...


...mas, se votasse cá, votaria no actual Presidente da Câmara!...

> Pedro Bandeira Pinho convidado pelo PS para candidato à CM

11.5.09

As Operações Saal
Título original: As Operações Saal
De: João Dias
Género: Documentário
POR, 2007, Cores, 90 min.

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"AINDA ESTÁ por fazer uma história do documentarismo português que destaque a riqueza criativa que se verificou no nosso país desde os anos 60, primeiro com os trabalhos de Manoel de Oliveira e Fernando Lopes, depois com a chegada de António-Pedro Vasconcelos, João César Monteiro e José Fonseca e Costa, que trouxeram contributos originais para um género que iria ‘explodir’ num movimento irresistível após o 25 de Abril, remetendo-se, mais tarde, quando os ventos se tornaram menos favoráveis, a uma quase clandestinidade, de onde saiu graças à actividade de organizações como a Malaposta (com o trabalho de Manuel Costa e Silva) e o Doclisboa, entre outros (que não quero ser injusto) que contribuíram para lhe dar um novo impulso e para divulgar os trabalhos de uma nova geração que me parece ser a mais forte que este género conheceu por cá até hoje."

"Se os documentários dos anos 60 se escudavam, por razões óbvias, por trás de uma, mais ou menos vaga, aparência etnográfica e os do imediato pós-25 de Abril na denúncia das injustiças do Estado Novo, a actual geração destaca-se pela variedade e riqueza dos seus projectos, de carácter artístico, histórico, memorialista, etnográfico, etc. O excelente trabalho de João Dias “As Operações SAAL” (que a Midas vem, oportunamente, pôr numa sala de cinema durante uma semana), que me parece ser um dos documentos mais importantes desta fase, tem outra função ainda mais significativa."

"Trata-se de arrancar o véu do esquecimento que a restituição do curso do processo democrático aos seus ‘legítimos’ objectivos (tal como decretou o poder emergente com o 25 de Novembro através do “Documento dos Nove”) lançou sobre o que foi uma das características mais fecundas e revolucionárias (no verdadeiro sentido do termo) que o nosso país viu (e esqueceu): aquilo que foi chamado o “Serviço de Apoio Ambulatório Local”, criado pelo arquitecto Nuno Portas, então secretário de Estado da Habitação e Urbanismo, no II Governo Provisório, que, apoiando as autarquias e as populações interessadas, procurou resolver os problemas da habitação das populações mais carenciadas, que viviam em barracas e bairros de lata. Mais do que as polémicas levantadas, o que aqui importou foi a energia com que populações (antes apáticas) se lançaram num processo de transformação, tomando consciência das suas forças e capacidade de decisão, apoiadas por uma série de arquitectos que viram neste movimento um outro campo de experimentação para os seus projectos. Tal consciencialização resultava mais perigosa que a agitação política que por esse tempo se manifestava, porque fazia as populações descobrirem, de facto, o seu poder de transformar as coisas, pelo que a 27 de Outubro de 1976 um despacho encerrava o processo, minimizando os seus resultados. Estava lançado o véu que ao longo dos anos seguintes remeteu para o esquecimento os frutos das “Operações SAAL”."



"Para além das suas qualidades no trabalho das referências documentais e da hábil interligação que o filme vai fazendo entre as imagens de arquivo e as declarações de alguns dos arquitectos que marcaram presença no processo, de Siza Vieira a Raul Hestnes, passando por Souto Moura, Teotónio Pereira e outros, o filme de João Dias impõe-se como um documento imprescindível para o conhecimento da nossa história e de um fenómeno que os novos poderes não estavam interessados em reconhecer." Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 09/05/2009

10.5.09

Singularidades de uma Rapariga Loira
Título original: Singularidades de uma Rapariga Loira
De: Manoel de Oliveira
Com: Catarina Wallenstein, Leonor Silveira, Rogério Samora, Ricardo Trêpa
Género: Drama, Romance
Classificação: M/12
ESP/FRA/POR, 2009, Cores, 64 min.

"“SINGULARIDADES DE UMA RAPARIGA LOURA” é o filme do centenário. E o centenário que comemora é o do próprio realizador, Manoel de Oliveira, que aos 100 anos de vida mostra uma juventude de espírito e uma energia produtiva de fazer inveja a muitos jovens. O seu mais recente filme (mas outro já está na forja!) adapta um conhecido conto de Eça de Queirós, uma história repleta da ironia do mestre do realismo literário português que é também uma subtil sátira aos costumes e convenções de uma burguesia medíocre e convencida. Oliveira, igualmente responsável pelo argumento, ‘actualiza’ a história de Eça, tal como fizera com “A Princesa de Clèves”, de Madame de La Fayette, em “A Carta”. Em ambos os casos, o que o autor procura é mostrar a permanência de regras, convenções e preconceitos que ditam as relações sociais e românticas ao longo dos tempos."

"Mas o que faz deste “Singularidades…” um dos melhores filmes do autor de “Amor de Perdição” não é apenas este olhar simultaneamente distante e irónico, é também a forma com que o envolve, que lhe dá uma tonalidade estranha, onde moderno e primitivo se cruzam. Ainda mais do que em “Porto da Minha Infância”, é aqui que se encontram os sinais de um cinema ‘antigriffithiano’, que comporta uma espécie de sabor primitivo dos pioneiros da Sétima Arte e cuja narrativa se vai transformando, a pouco e pouco, num olhar moderno sobre as personagens e a situação que vivem. Aquele primeiro olhar reflecte-se na opção do realizador por um cenário despojado e minimalista e pela redução de espaços de acção, a que a curta duração do filme (64 minutos) dá ainda uma unidade e consistência maiores. É desta forma que se desenrolam algumas das cenas fundamentais, aquelas em que Macário (Ricardo Trepa) descobre Luísa (Catarina Wallenstein) na janela fronteira (Catarina Wallenstein): olhares secretos à do escritório onde trabalha, nascendo aí a sua paixão. O cenário está praticamente reduzido ao mínimo em adereços e decoração, levando o espectador a concentrar-se apenas no que interessa para a história: as janelas que quase se tocam (até neste aspecto passa o olhar ‘primitivo’, só interessado no essencial) e os olhares que através delas se cruzam. A janela adquire, assim, uma função de ‘cumplicidade’ e manifestação de pudor entre quem vê e quem é visto que não se encontrava no cinema desde Hitchcock."



"O cinéfilo conhecedor da obra de Oliveira sabe que a influência do autor de “Psico” sobre o realizador português vem de longa data. Os restantes (poucos) cenários e exteriores destacam-se também pela mesma economia. E a narrativa segue um processo igualmente minimalista, começando no interior de um comboio (no que poderia ser outra referência hitchcockiana, remetendo para o começo de “O Desconhecido do Norte-Expresso”), onde Macário vai contar a uma passageira (Leonor Silveira) a sua patética história de amor, que nos vai surgir em imagens, num flashback interrompido, num ou noutro momento, por um regresso ao diálogo na carruagem. Quem tiver olhos que veja. “Singularidades de Uma Rapariga Loura” é exemplo de um cinema ‘puro’ há tanto tempo ausente e que tanta falta faz."
Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 10/05/2009

9.5.09

LOCAL
Vouzela
Oliveira de Frades


Postos de atendimento Casa Pronta em funcionamento desde quarta-feira nos concelhos de Oliveira de Frades e Vouzela, nas conservatórias de registo predial.

O serviço Casa Pronta é um balcão único onde é possível realizar todas as operações relativas à compra e venda de casa. Neste balcão é possível pagar impostos, celebrar o contrato de compra e venda, realizar imediatamente todos os registos, pedir a isenção de pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis ou pedir a alteração da morada fiscal.

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8.5.09

LOCAL
São Pedro do Sul



Pedro Mouro e Olga Madanelo são os nomes que o candidato do PS quer que alinhem na sua lista à CM...

4.5.09

Vasco Granja (1925-2009)
LOCAL
São Pedro do Sul



O candidato do PS convidou Teresa Moutinho, ex-vereadora, para preencher a quota feminina da sua lista à CM. Também ela disse que não alinhava...

1.5.09

Gripe Suína ["gripe A (H1N1)"]...
ACTUALIZADO

...mapa mundial em actualização permanente mostra a ameaça de pandemia, aqui.

> Perguntas e respostas
> Actualização

> Está confirmado o primeiro caso português de contágio com a gripe A H1N1
Tropfest...



...é o maior festival de curtas metragens do mundo. Começou há 17 anos atrás em Sydney e no ano passado teve a sua primeira edição em NY, cujo vencedor foi este filme que foi totalmente filmado com um telemóvel. O seu orçamento foi de 40 dólares (cerca de 30 Euros)! [mais]