31.7.08

The Beatles, 'Get Back'

Na sessão parlamentar que agora chegou ao fim, o governo levou ao Parlamento 55 propostas de Lei. Como foram votados pela oposição esses diplomas? Assim:

O PSD aprovou 30, votou contra 14 e absteve-se em 11. O CDS-PP aprovou 24, votou contra 15 e absteve-se em 16. O PCP aprovou 17, votou contra 32 e absteve-se em 6. O BE aprovou 18, votou contra 32 e absteve-se em 5.

E a gente a pensar que a oposição em bloco tinha votado contra as 55 iniciativas legislativas do governo! Que o governo, esse malvado!, tinha usado e abusado das prerrogativas da maioria absoluta! Claustrofobia, disseram eles! Registe-se, em todo o caso, a coerência moderada dos partidos à esquerda do PS (e apenas moderada na medida em que tanto o PCP como o BE aprovaram mais de 30% dos diplomas do governo). Quanto à Direita, já toda a gente percebeu que a algazarra é para consumo interno. Afinal de contas, o PSD aprovou 56% dos diplomas do governo. É obra!

30.7.08

Ilusão Auditiva...



A percepção que temos da frequência de um som puro denomina-se «tom».

Frequentemente associamos a frequência de um som ao tom que dele percepcionamos. Isto é, determinada mudança na frequência implica uma mudança semelhante no tom.

Acontece que para além das ilusões de óptica que todos bem conhecemos, existem também "ilusões auditivas" ou "ilusões acústicas". A mais conhecida será talvez a «Escala de Shepard».

A «Escala de Shepard» dá ao ouvinte a impressão de estar a ouvir uma melodia que sobe continuamente, quando na realidade isso não acontece. Ou seja, uma determinada mudança na frequência não teve associada uma mudança semelhante no tom.

Para termos um excelente exemplo de uma ilusão auditiva basta ouvirmos o som no pequeno filme aqui em cima, e depois irmos clicando repetidamente no "replay" para o ouvirmos várias vezes seguidas.

O resultado é simplesmente espectacular!

De todas as vezes que ouvimos parece que o tom vai subindo sucessivamente. No entanto, na realidade, o tom inicial é exactamente igual ao tom final. [via]

29.7.08

Morreu Randy Pausch, o professor da «última palestra»...

O NOSSO PRIMEIRO-MINISTRO anda com más companhias. Ele aparece-nos com angolanos do MPLA – exagera nos elogios, mas anda de mãos dadas, língua na boca com eles, vai à Venezuela visitar o Chavez e ainda não teve tempo de tomar banho no regresso, e já aí temos o Hugo em Lisboa. Ligamos o rádio e Sócrates está na Líbia com o Kahdaffi na tenda ainda quentinho, a comer tâmaras, a beber leite de camela e a ouvir a Rádio Cairo e a Voz da América.

Depois, vai à Tunísia, a Marrocos, à Argélia. A pessoa mais recomendável com quem andou metido, ultimamente, foi com o Boutflika, pois até com o José Lello e com o fulano da Guiné Equatorial tem andado. Isso assusta-me e explico porquê.

O Bush não é boa rês. Os voos da CIA andam por aí. Não podem esses tipos deitar a mão ao nosso Sócrates, dizer que anda metido com o Eixo do Mal e levá-lo para Guantánamo?! Estes tipos são piores do que os das FARC e não vêm à Festa do "Avante!"…

28.7.08

«Portugal é um país onde há a arreigada convicção de que a liberdade é não pagar impostos, não respeitar limites de velocidade, não obedecer a regras sobre condução com álcool no sangue, não cumprir as regras sobre estacionamento, não cumprir as normas urbanísticas, não cumprir as regras sobre ambiente e paisagem, não respeitar as leis e os regulamentos. No fundo, para os portugueses, a Liberdade é o oposto da Rule of Law [império da lei]».

26.7.08

O Cavaleiro das Trevas
Título original: The Dark Knight
De: Christopher Nolan
Com: Christian Bale, Michael Caine, Heath Ledger, Aaron Eckhart, Gary Oldman, Morgan Freeman, Aaron Eckhart
Género: Acç, Dra
Classificação: M/12
EUA, 2008, Cores, 125 min.

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"ACONTECEU TUDO como era esperado. O Cavaleiro das Trevas bateu vários recordes de bilheteira na estreia nos EUA e no primeiro fim-de-semana, com 155 milhões de dólares de receitas, já pagou o investimento e começou a gerar lucros. O que quer dizer que temos nova sequela na forja. "

"Se Christian Bale está garantido, por contrato, para mais um filme, o mesmo não acontece com o realizador, Christopher Nolan. Dado, porém, o sucesso do seu trabalho, é de esperar que tome de novo o leme do empreendimento. Lembremos que a experiência da série anterior não foi brilhante, quando Joel Schumacher ocupou a cadeira de Tim Burton a partir do terceiro filme. "

"Até agora, tudo corre de forma perfeita, até no paralelismo entre a nova série de filmes e a anterior. Os dois primeiros de Burton tinham um cunho pessoal, que se perdeu a seguir. Os dois que Nolan dirigiu nesta segunda série têm, igualmente, uma marca pessoal, a que se junta uma característica não muito frequente no cinema de Hollywood, que é a de a sequela ser superior ao original. É o que acontece com O Cavaleiro das Trevas em comparação com Batman — O Início. "

"Há uma razão de peso para que tal aconteça e que poderá também explicar o sucesso do filme, que é a personagem do vilão. Ao longo da carreira de Batman, da banda desenhada ao cinema, passando pela televisão, o Joker foi sempre o mais estimulante, imprevisível, malicioso, sinistro e perigoso adversário do herói. Mas jamais a dimensão da ameaça foi de tal modo sublinhada e explorada como em O Cavaleiro das Trevas como símbolo do caos e da anarquia. "

"E isso talvez não fosse possível com outro actor que não Heath Ledger (citam-se algumas alternativas, mas é o próprio Nolan que afirma que a sua lista de intérpretes para a personagem «se reduzia a um: Heath Ledger»). Fala-se de uma nomeação póstuma para o Óscar, o que é inevitável, e mesmo da sua vitória, o que também é possível — assim aconteceu com Peter Finch pelo seu trabalho em Escândalo na Televisão. Ao estilo tonitruante e clownesco de Jack Nicholson, Ledger substituiu uma sombra trágica que torna a personagem mais fascinante."

"O Joker é o mais perigoso adversário de Batman e de Gotham City porque não está interessado no lucro. O seu objectivo é a pura destruição, é ver as pessoas destruírem-se umas às outras (com uma ajuda sua, claro!), como é sublinhado na sequência do sequestro dos barcos, um com presos e outro com civis, que tentam atravessar o rio e fugir à catástrofe anunciada. Se ele é, como chega a afirmar, um «desenvolvimento» do próprio Batman (Harvey Dent, herói e vilão, dirá a certa altura para Batman e para si próprio: «Ou morres como herói ou vives o bastante para te tornares o vilão»), não tem as restrições morais do herói, o que lhe permite fazer chantagem para revelar a sua identidade contra a vida de vítimas anunciadas."



"De certo modo, o espectador chega a identificar-se mais com o Joker do que com Batman. O que é um perigo para a próxima sequela."
Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 26/07/2008

LOCAL
São Pedro do Sul

Fátima Pinho candidata à Câmara...

...de acordo com a decisão da estrutura local do PS!

O presidente do conselho de administração da Companhia das Lezírias garantiu que os trabalhadores da empresa irão receber um prémio monetário que reconhece o seu desempenho. Vítor Barros admitiu que o prémio possa ser pago com o salário de Agosto”. O alegado atraso no pagamento provocou inquietação em alguns trabalhadores que não gostaram de saber que os administradores já teriam recebido os seus prémios. Segundo fonte da empresa, Vítor Barros recebeu seis mil euros e os outros dois elementos do conselho de administração, os vogais Manuel Nogueira e Ana Teresa Vale Caseiro, três mil euros cada.

O administrador confirma que já recebeu os prémios, não confirma os montantes, e explica que a situação é diferente porque “a compensação pelo nosso desempenho com resultados positivos está prevista no contrato de gestão que os administradores assinaram quando foram nomeados pela Parpública (sociedade que gere participações do Estado nas empresas públicas). “

25.7.08

Vigilância
Título original: Surveillance
De: Jennifer Chambers Lynch
Com: Julia Ormond, Bill Pullman, Pell James
Género: Dra, Thr
Classificação: M/16
ALE/EUA, 2008, Cores, 98 min.

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"HÁ CERCA de 15 anos, Jennifer Chambers Lynch, herdeira de um nome prestigioso, David Lynch, resolveu seguir os caminhos do papá pela direcção cinematográfica. Convencida de que o génio é inato ofereceu-nos uma «coisa» a que deu o título de Boxing Helena, que por cá se chamou Paixão Selvagem, e que provocou arrepios (e não de prazer) entre os cinéfilos. Sempre acreditei que se deve dar uma segunda oportunidade a quem falhou a primeira, mesmo com as reservas que Paixão Selvagem me provocaram. Quinze anos depois, e um longo périplo que parece ter passado pelo domínio das drogas (o que é compreensível!) e por uma cura de desintoxicação, Jennifer Lynch regressou ao trabalho, e o resultado, este Vigilância que agora se estreia, justifica a minha primitiva crença. Sem estar à altura do progenitor (mas quem consegue lá chegar?), Jennifer Lynch oferece-nos um filme particularmente estimulante e com uma narrativa que consegue fazer funcionar as suas personagens sem a confusão do filme anterior. Pode dizer-se que todas as expectativas são, agora, justificadas. A influência do pai permanece (aliás, é ele o produtor do novo filme da filha), o que até não é mau. Jennifer foi buscar elementos que costumam trabalhar com ele, começando pelos intérpretes principais, Julia Ormond (Inland Empire) e Bill Pullman (Estrada Perdida), e o filme está marcado pela atmosfera insólita e pelas situações estranhas que marcam o cinema de David Lynch. "

"De certo modo, pelo tipo de intriga, Vigilância parece um episódio mais elaborado e complexo da série Twin Peaks (não esqueçamos que Jennifer escreveu a sua novelização), a que não faltam dois singulares agentes do FBI que surgem para fazerem os interrogatórios às testemunhas e sobreviventes de um massacre. A entrada em cena de Bill Pullman recorda a de Kyle MacLachlan, com idêntica função naquela série, com os mesmos tiques e estranhas reacções. Outras características mais inquietantes destes agentes revelar-se-ão a meio do filme, tornando a situação ainda mais complexa e demente."



"Vigilância abre com uma sequência notável, que por si só nos faz esquecer o trabalho anterior da realizadora: um massacre executado com particular selvajaria, com uma fotografia granulosa e escura. Os sobreviventes de outro massacre na estrada contam o que aconteceu, mas o que vemos não corresponde exactamente ao que eles contam. Naquela estrada perdida todos têm algo a esconder, e é isso que os agentes do FBI aparentam querer conhecer, incidindo particularmente sobre uma sádica dupla de polícias de estrada que se lançam sobre os incautos automobilistas. Tudo isto dá um «cocktail» explosivo que irá rebentar, com uma surpresa, na cara do espectador."
Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 18/07/2008

24.7.08

Os Amores de Astrea e de Celadon
Título original: Les Amours d'Astrée et de Céladon
De: Eric Rohmer
Com: Andy Gillet, Stéphanie Crayencour, Cécile Cassel, Véronique Reymond
Género: Dra, Rom
Classificação: M/12
ESP/FRA/ITA, 2008, Cores, 109 min.

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"Pouco preocupado com a novidade, o cinema de Eric Rohmer continua a fazer o seu caminho. Desta feita, por entre druidas, ninfas e pastores da Gália do séc. V, adaptando um romance bucólico do séc. XVII de Honoré d’Urfé que se debruça sobre um caso de «amour fou»."

"Espécie de «screwball comedy» pastoral suportada por uma cenografia minimalista, o filme reformula em registo autoparódico a temática central do cinema de Rohmer: a fidelidade."

"Mas, mais do que a reiteração da coerência interna de um projecto de cinema, Astrea e Celadon é um tratado sobre o prazer do texto, sobre o valor da palavra e sobre o travestismo implicado em todo o movimento de representação (veja-se a sequência final). Haverá melhor prova da vitalidade de uma obra única que se recusa a morrer?"
Vítor Batista Marques, Expresso de 18/07/2008
Duas crianças ciganas, de 11 e 13 anos, morreram na praia de Torregaveta, perto de Nápoles. A mesma cidade onde acampamentos ciganos foram recentemente incendiados. As raparigas morreram afogadas. Duas foram salvas por nadadores-salvadores, as outras duas morreram. Os cadávares ficaram na praia durante uma hora. E o que causou espanto nas pessoas mais normais foi que, contrariamente ao que seria de esperar, praticamente nenhum banhista se incomodou e continuou, com as duas crianças mortas o seu dia normal de lazer. Os banhistas indiferentes continuaram a apanhar Sol, a jogar à bola e a petiscar no bar da praia, a poucos metros dos cadáveres. «Estas são as imagens da nossa cidade que não queríamos ver», afirmou Crescenzo Sepe, o arcebispo de Nápoles, que considerou que a ideia que as fotos dão de Nápoles é pior do que aquela que percorreu o mundo por causa da crise de lixo. Talvez para alguns daqueles banhistas a diferença seja pouca.
O juiz Rui Rangel, presidente da Associação Juízes pela Cidadania, afirmou que os vencimentos dos juízes se situam entre um mínimo de 2000 euros (em início de carreira) e um máximo de 3900 euros (com mais de 30 anos de funções). Convinha então explicar por que razão, quando a Caixa Geral de Aposentações publica a lista de aposentados, se vêem juízes com reformas à volta de 5000 euros.

23.7.08

Joy Division
Título original: Joy Division
De: Grant Geen
Género: Doc
Classificação: M/12
EUA/GB, 2007, Cores, 93 min.

"No curto espaço de um ano, é a segunda vez que trazemos os Joy Division a estas páginas. O facto é misterioso e embaraçante. Misterioso porque é difícil compreender este regresso obsessivo da ficção britânica à lendária banda de Manchester, quase 30 anos depois do seu fim, desde a estreia de Control, de Anton Corbijn. Embaraçante, porque não nos apetece voltar a vestir a pele do professor da primária com a sebenta do rock na mão, a repetir ad æternum o que já toda a gente sabe (ou devia): que o som Joy Division mudou para sempre a história do rock e que a banda chegou ao termo da sua curta vida da pior maneira, com a corda que Ian Curtis meteu à volta do pescoço, a 18 de Maio de 1980. Há por aqui pano para mangas e mitos. Aliás, lá para o fim, este documentário de Grant Gee fala disso e põe o dedo na ferida quando nos fala do «merchandising da memória» (que achado!...) a que os Division foram sujeitos desde o seu triste fim."

"Em Locarno 2007, Lech Kowalski, autor de D.O.A. (Dead on Arrival), um filme mítico que acompanhou a catastrófica «tournée» dos Sex Pistols na América, disse-nos em entrevista que, quando um documentário abusa da informação, está o caldo entornado («information kills!»). Ora, sob este prisma, Joy Division podia ser melhor. Informação, aqui, não falta. Encontramos Bernard Sumner, Peter Hook e Stephen Morris, o resto dos Division (mais tarde, New Order), em entrevista e em plano frontal, tal como se esperaria de um típico documentário britânico ortodoxo. Também estão por lá Tony Wilson, o fundador da Factory Records, Annik Honoré, namorada de Curtis, ou Pete Shelley, dos Buzzcocks. Os depoimentos (e a informação) são deveras surpreendentes (veja-se o que diz Peter Hook...), embora sempre registados e intercalados num modelo de montagem sem surpresas. O filme juntou ainda uma recolha impressionante (mas já não tão rara quanto isso) de «footage» sobre o grupo, ou seja: temos o «bê-á-bá» Division contado em hora e meia, de fio a pavio."



"Joy Division não é, contudo, apenas um filme sobre o seu óbvio título e é por aqui que ele marca pontos. Logo no início, fala de Manchester («parecia um pedaço da história que tinha sido cuspido») e nunca deixará de perseguir esse «centro histórico do mundo moderno, cidade lamacenta e suja onde foi inventada a Revolução Industrial». Nos momentos em que Gee deixa poisar as entrevistas e se entrega ao que está no meio delas, nasce outro filme, com coisas sublimes, sobre a cidade e as suas terríveis paisagens de cimento armado dos anos Thatcher, sugerindo uma reflexão e um trabalho de campo sobre o meio real em que os Division nasceram. Esta escavação da memória, da história e de um espaço concreto (essa Manchester de ficção científica que estava no som dos Division) recorda muito o trabalho genial de Adam Curtis, um cineasta da BBC capaz de prodígios como The Power of Nightmares: The Rise of the Politics of Fear. Há outros momentos em que o filme sai da prisão da sua estrutura cronológica e esquemática. Por exemplo, quando apresenta breves segundos do experimental No City Fun, filme de Charles E. Salem, em tempos projectado em sincronia com o primeiro álbum dos Division, Unknown Pleasures. Ou, ainda melhor, quando desenterra dos escombros uma coisa chamada Epilepsy, a Label for Life, pedagógico filme de TV, provavelmente dos anos 70, a alertar para os males da doença que afectava Curtis. Nestes momentos, Joy Division deixa o seu longo velório. Torna-se importante, descobre outra velocidade, um contra-ritmo para as «dead souls». "
Francisco Ferreira, Expresso de 19/07/2008
Coerências...

22.7.08

Na Dinamarca...










...este dantesco espectáculo pode ser visto, anualmente, nas ilhas Feroe, Região Autónoma da Dinamarca. Tal atentado ecológico monumental é uma festa onde os rapazes participam activamente para manifestar a sua passagem à idade adulta...
LOCAL
São Pedro do Sul

O serviço de Urgência Básica...



...prometido para S. Pedro do Sul vai ser criado. A garantia da ministra foi dada, ontem, durante a visita ao hospital de Tondela.

20.7.08

Amy Winehouse, 'Stronger Than Me'


Ao ouvir Demétrio Alves, ex-autarca de Loures, dar uma entrevista à TVI, todo bronzeado e com vista para o mar a justificar os incidentes de Loures com o aumento desemprego, repetindo os argumentos de Jerónimo de Sousa percebi logo que aquele bairro maravilha foi uma invenção do PCP...
LOCAL
São Pedro do Sul

Um jovem de 20 anos ficou gravemente ferido ao cair de um muro sem vedação, na Urbanização Vilabeira, em Repeses, concelho de Viseu. O acidente aconteceu no dia 4 de Julho, perto das 7h00. José Amorim, estudante de Engenharia do Ambiente em Coimbra, natural de S. Pedro do Sul, juntamente com mais dois amigos, saíram do táxi que os trouxe da discoteca e desceram pelo caminho que se vê na foto, em direcção a casa de um dos colegas que vive naquela zona residencial, quando o jovem terá escorregado e caído de uma altura de cerca 6,5 metros.

16.7.08

Tropa de Elite
Título original: Tropa de Elite
De: José Padilha
Com: Wagner Moura, André Ramiro, Caio Junqueira, Maria Ribeiro
Género: Acç, Thr
Classificação: M/16
BRA, 2007, Cores, 117 min.

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"A GENTE PERCEBE, desde o primeiro plano, que o realizador José Padilha não quer que fique qualquer dúvida a respeito: o nome do jogo é realismo, o lugar são as favelas do Rio de Janeiro, o clima é de guerra civil. O filme faz-se com a câmara à mão, muito grão na imagem nocturna, dir-se-ia que colhida por um operador apanhado no meio da acção, filmando conforme lhe é possível. A ideia é atirar com o espectador pelas vielas do morro, com a lama por baixo, as balas a zunir por cima, na pele um arrepio de pânico; a ideia é mergulhá-lo numa realidade afrontosa. Para um brasileiro, trata-se de fundamentar um efeito de reconhecimento, e, se atendermos ao que, copiosamente, se pôde ler na imprensa daquele país, a meta foi atingida. Todavia, ao mesmo tempo que procura uma espécie de imersão no real, José Padilha dotou o seu trabalho com a voz de um narrador - o capitão Nascimento, comandante de um esquadrão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) - e, deste modo, tornou explícito que o filme tem um ponto de vista, o «real» ganha aspas porque filtrado pelo olhar de alguém."

"Temos assim que Tropa de Elite é um filme sobre o narcotráfico, o BOPE e o estado geral de combate quotidiano, pelos olhos de um comandante desse corpo policial que veste de negro, tem como símbolo uma caveira e, quando entra nas favelas, é para disparar pela certa. Esta mera enunciação faz acordar um sentimento de alerta, uma chispa que cheira à pólvora da polémica. Se se acrescentar que uma ONG a operar na favela é dada como um conjunto de meninas e meninos burgueses com preocupações sociais, sempre prontos a acusar a Polícia de violência, alguns dos quais fumam tranquilamente maconha, um deles trafica e todos pactuam com o poder fáctico instalado nas ruas pelos barões da droga... - teremos o rastilho para apelidar de «fascista» esta obra. E, no entanto, o filme é muito mais complexo do que isso."

"Para começar, há um retrato global da força policial ensandecedor - laxismo, corrupção, esquemas, a lei e a ordem nem sequer parecem incluídas no rol das preocupações -, a que o BOPE procuraria dar resposta pela rigorosa integridade dos seus homens. Elogio do BOPE, portanto. Porém, o protagonista é um homem psicologicamente em crise, que quer sair da corporação, que não sabe como conduzir a sua vida equilibradamente e que não é, nem de perto nem de longe, a efígie de um herói. O elogio do BOPE sai, assim, velado. E que dizer das brutais cenas de tortura (mais brutais que a da execução do delator pelo «boss» do narcotráfico)? A voz «off» parece justificar a prática da tortura, mas o que vemos é tão hediondo que, por certo, o espectador estremece."



"Tropa de Elite é um filme poderoso, que acusa, aos gritos, uma situação intolerável. Não é um libelo com soluções na manga, é mesmo o contrário disso. O que nele nos sobressalta não é uma hipotética apologia do tiro e queda, mas a verificação que essa não é a solução, mesmo se o tiro e queda têm de fazer parte do pacote. O que no filme nos faz mover - e suponho que, no Brasil, muito mais - é a constatação do mercado, é a afirmação que, sempre que uma linha de coca é snifada no Leblon, há um miúdo na favela em risco de ser baleado, porque é o dinheiro dos clientes que paga as balas dos matadores. E isso é uma daquelas verdades revolucionárias que fazem com que Tropa de Elite possa muito bem ser considerado como um filme de denúncia. Assim deve ter pensado o júri do Festival de Berlim, presidido por Costa-Gavras, que lhe atribuiu o Urso de Ouro, em Fevereiro passado."
Jorge Leitão Ramos, 12/07/2008

LOCAL
Tondela

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[clicar sobre a imagem para a ampliar]
O PCP propôs que o espaço aéreo fosse interditado a voos com origem ou destino em Guantánamo. Assino por baixo. O Estado português não pode continuar a invocar a ignorância para ser cúmplice de um crime.

Só que, olhando para o DN, o PCP borra a pintura com a notícia logo em baixo, dizendo, eufemisticamente, que não se revê nos métodos das FARC (os adversários do PCP podem sair de casa descansados). Para logo depois defender que não se pode criminalizar a acção daquele grupo.


Primeiro vídeo de interrogatório realizado em Guantánamo, aqui.

15.7.08

LOCAL
São Pedro do Sul


Um sampedrense no gabinete da Secretária de Estado da Modernização Administrativa!...
O que 499€ (8G) e 599€ (16G) não fazem:

Não tem compatibilidade Bluetooth.


Não envia nem recebe mensagens multimédia.


É 3G mas não realiza vídeo-chamadas.


Apenas tem câmara fotográfica de baixa resolução no verso.


Não tem flash para a câmara fotográfica.


Não grava vídeos.


A bateria não é substituível.


A bateria tem uma duração reduzida.


A bateria começa a perder qualidade após 300/400 cargas.


As aplicações não correm 2º plano.


Não existe a função Copiar/Colar para texto.


As músicas não podem ser usadas como toques.


O Sistema Operativo ocupa cerca de 700MB.


O GPS é através de Google Maps.


O mapas só se tornam disponíveis após download via Wifi/3G.


Não corre Flash.


Não permite trocar capas.


14.7.08

Polícia de costumes...

[clicar sobre a imagem para a aumentar]
Como despir um homem...


Miguel [Sousa Tavares] ilustra bem a ileteracia cultural e científica de algumas das nossas elites, que afinal se comportam - seguras da impunidade de que beneficiam - como autênticos parasitas do atraso português.

12.7.08

LOCAL
Oliveira de Frades

Clã, 'Tira a Teima'...




...hoje, em Oliveira de Frades!

11.7.08

LOCAL
São Pedro do Sul

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LOCAL
Oliveira de Frades

Xaile, 'Ai Linda, Ai Linda'...



...hoje, em Oliveira de Frades!
«Muitos dos magistrados, principalmente juízes, agem como se fossem divindades» e «actuam como donos dos tribunais», locais em que os «cidadãos são tratados como servos e os advogados como súbditos».

A «cultura de prepotência e de arbítrio dos tribunais plenários da ditadura generalizou-se nos tribunais comuns na democracia» até porque os magistrados transitaram do Estado Novo sem questões de maior, depois de terem sido «instrumentos de perseguição e até de eliminação dos democratas que então lutavam», criticou então o bastonário.

10.7.08

Reefer Madness - Erva Maldita!
Título original: Reefer Madness: The Movie Musical
De: Andy Fickman
Com: Kristen Bell, Christian Campbell, Neve Campbell, Alan CummingGénero: Mus/Com
EUA/Alemanha, 2005, cor, 112 min.
Classificação: M/16

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"Reefer Madness - Erva Maldita! é uma irresistível paródia a um clássico «camp», Reefer Madness, feito em 1936 por Louis Gasnier, com carreira iniciada em 1905 e director de filmes em episódios e burlescos, que parece ter transposto este último modelo para este filme que, procurando ser um filme «sério» e de «denúncia», se transforma, involuntariamente, na mais grotesca comédia da história do cinema, como vimos aquando da sua passagem na Cinemateca. Como aconteceu a outros, era tão mau que se tornou um filme de culto que acabou por dar origem a um musical mais de meio século depois. É este mesmo que nos chega agora, com três anos de atraso. É claro que tecnicamente está a milhas do original, assumindo-se como a sua paródia, o que aproxima Reefer Madness - Erva Maldita! de um outro filme de culto moderno, o famoso Festival Rocky de Terror que Jim Sharman fez em 1975, apoiando-se numa música que fica no ouvido e onde se destacam alguns números como o do título ou o da canção de Robert Torti que, no papel de Jesus (!), canta contra a marijuana."



"Irresistível paródia a algumas ideias feitas!"
Miguel Cintra Ferreira, Expresso de 05/07/2008