28.2.09

O Wrestler
Título original: The Wrestler
De: Darren Aronofsky
Com: Mickey Rourke, Marisa Tomei, Evan Rachel Wood
Género: Drama
Classificação: M/16
EUA, 2008, Cores, 115 min.

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"NÃO É FÁCIL separar o que é realidade e ficção no novo filme de Darren Aronofsky, o seu melhor até à data. E é impossível não começar pela biografia de Mickey, pela sua experiência de vida e tudo o que se passou desde que Michael Cimino o descobriu, em “As Portas do Céu”, já lá vão 29 anos. Ele foi motard para Coppola (“Os Marginais”), voltou a trabalhar com Cimino, “foi ao grelhador” com Kim Basinger e tornou-se ícone com “Nove Semanas e Meia”. Mas perdeu-se, para o cinema e quase para a vida, nesses anos 80 em que teve o mundo a seus pés. Diziam na altura que o rapaz tinha mau feitio e não era fácil de aturar."

"Mickey teve desde cedo outra paixão: o boxe. Em 1991, já com 39 anos, decidiu assumir uma carreira de pugilista profissional, ao mesmo tampo que se arrastava em filmes de acção menores. A experiência durou pouco, Mickey não chegou ao título mundial com que tanto sonhou mas o sonho deixou-lhe marcas no corpo. Os socos juntaram-se ao álcool e as feridas foram mal saradas por um rol de cirurgias plásticas que lhe deixaram a cara num oito. Há quatro anos, Tarantino e Rodriguez convidaram esse Mickey, agora meio colosso, meio monstro, para um papel em “Sin City”, mas, aqui, ele era ‘apenas’ um super-herói de BD. Foi preciso esperar por este Randy “The Ram” Robinson para Mickey encontrar um papel que, afinal, não é mais do que uma retrospectiva da sua própria vida. Randy, heart broken em todos os sentidos, é um velho wrestler com a vida em cacos. Tem a família destruída e o seu único conforto vem de uma paixão antiga, Cassidy, essa bailarina de striptease com nome de filme de cowboys que deu a Marisa Tomei uma personagem extraordinária."

"Só que o wrestling não é o boxe e, também no cinema, não tem o mesmo peso nem a mesma melancolia. Poucos filmes foram feitos sobre este desporto de espectáculo em que os lutadores, carne para canhão, combinam os golpes à partida e se saúdam depois da performance. Robert Aldrich despediu-se do cinema, em 1981, com um dos escassos exemplos sobre a matéria, “All the Marbles”. E tal como o de Aldrich, “O Wrestler” é também um filme sobre as vicissitudes do showbiz, um filme de bastidores que só fala do cinema e da sua produção. Contar a história de Mickey, no fundo, é contar o que se passa no filme de Aronofsky. Tudo nos indicava à partida que este filme tão anos 80 (pelo hard-rock, ou por aquela velha consola de jogos que Randy tem na carrinha...) tentaria chegar à nostalgia de um “Touro Enraivecido” ou, muito pior seria, à pieguice triunfal de um “Rocky IV”, no típico modelo de uma década de 80 que sonhou mais do qualquer outra com super-heróis. Colocar, contudo, este modelo em prática, seria desonesto para Mickey, para nós, para o cinema actual. O que é extraordinário é que Randy, mesmo quando ele volta ao activo depois de um ataque cardíaco, jamais deixa de ser o “broken down piece of meat” que sacrifica a sua própria carne e a vende aos outros, primeiro no ringue, depois naquele sórdido emprego no talho de um supermercado."



"Randy não é um herói lendário nem este filme é a sua paixão, no sentido crístico. Que se descubra antes aqui um rasgo de melodrama, inesperado e sincero como poucos, capaz de extrair da simplicidade dos gestos do quotidiano toda a sua força."
Francisco Ferreira, Expresso de 28/02/2009
Convém também não esquecer que a obra era mesmo na sua origem pornográfica, encomendada para fazer parte de um “gabinete erótico”, e que não é líquido que o seu estatuto de obra de arte não impeça a sua exposição com reserva. Mesmo os jornais que mais espaço dedicaram ao acto “estúpido” e “ignorante” da polícia, não ousaram colocá-la na capa, como certamente não o fariam com uma fotografia de Mapplethorpe, e isso não era censura nenhuma.

25.2.09

Coraline e a Porta Secreta
Título original: Coraline
De: Henry Selick
Com: Dakota Fanning (Voz), Teri Hatcher (Voz), Jennifer Saunders (Voz)
Género: Animação
Classificação: M/4
EUA, 2009, Cores, 101 min.

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Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 21/02/2009

LOCAL
São Pedro do Sul


Ouvi dizer por aí, mas só por aí, em mais lado nenhum que dia 27 de Fevereiro vai haver uma festa de aniversário. Não disseram mais nada. Disseram que é um acontecimento importante.

Alguém sabe mais algum pormenor? Alguém sabe que festa é esta, e de quem é o aniversário?

Alguém sabe onde é?

Rui Madeira
Espírito Inquieto

24.2.09

LOCAL
São Pedro do Sul

Assembleia Municipal aprova empréstimo...


...ao abrigo do programa de regularização extraordinária de dívidas do Estado.

LOCAL
São Pedro do Sul

Corpo Voluntário de Salvação Pública...


...em eleições polémicas. José Duque e António Almeida explicam à Lafões.eu porquê.

LOCAL
Oliveira de Frades

Porfírio Carvalho, candidato do PS...


...acusa, à Lafões.eu, Luís Vasconcelos, Presidente da Câmara Municipal, de o impedir de disponibilizar o seu conhecimento, recursos técnicos e humanos que possui às pessoas de Oliveira de Frades e aos serviços municipais.

23.2.09

And the winner is...

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Filme: QUEM QUER SER MILIONÁRIO?
Realizador: DANNY BOYLE
Actor: SEAN PENN (MILK)
Actriz: KATE WINSLET (O LEITOR)
Actor Secundário: HEATH LEDGER (O CAVALEIRO DAS TREVAS)
Actriz Secundária: PENELOPE CRUZ (VICKY CRISTINA BARCELONA)
[mais]
O Visitante
Título original: The Visitor
De: Thomas McCarthy
Com: Richard Jenkins, Haaz Sleiman, Danai Jekesai Gurira
Género: Drama, Romance
Classificação: M/12
EUA, 2007, Cores, 104 min.

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"ACTOR desde 1992, de televisão e de cinema (vimo-lo em “Boa Noite, e Boa Sorte”, “Syriana” e “Flags of Our Fathers” — “As Bandeiras dos Nossos Pais”, entre outros), Thomas McCarthy materializou um velho sonho passando à realização em 2003 com “A Estação”, uma produção independente, tal como é a sua segunda longa-metragem, que se estreou esta semana, “O Visitante”. "

"Os dois filmes mostram uma visão coerente e contínua, revelando um autor a que vale a pena estar atento. Tal como em “A Estação” (a singular amizade entre um anão e um vendedor ambulante), “O Visitante” é também uma história simples sobre a descoberta mútua de duas pessoas estranhas entre si a vários níveis: origem social, raça e cultura. Walter Vale (Richard Jenkins) é um professor universitário no Connecticut, viúvo, que perdeu todo o interesse pela convivência social e pelo seu trabalho. Quase por imposição, desloca-se a Nova Iorque, para assistir a uma conferência, e encontra o apartamento que possui nesta cidade ocupado por um casal de emigrantes, Tarek (Haaz Sleiman) e Zainab (Danai Jekesai Gurira, numa convincente estreia no cinema). Desfeito o equívoco (o par fora enganado por um ‘amigo’), os jovens prontificam-se a abandonar o apartamento, mas Walter acaba por lhes oferecer alojamento por essa noite. Depois, a noite transforma-se em dias, enquanto o professor vai descobrindo que se trata de emigrantes ilegais, à espera de um possível ‘cartão verde’ e sempre em alerta. Tarek vai, a pouco e pouco, fazendo Walter despertar para a vida, especialmente a partir do momento em que ensina o seu hospedeiro a tocar o seu tambor. Walter vai descobrindo um outro mundo e uma cultura viva e dinâmica, frequentando os seus lugares de música e os mercados onde Zainab vende os seus produtos. Até ao dia em que o acaso, vestido de polícia, põe termo à relação, sendo Tarek preso e encarcerado, à espera que o seu destino seja resolvido. Para Walter começa agora uma odisseia: a sua luta pela liberdade e pelos direitos de Tarek, ao longo da qual vai conhecer a mãe do amigo, que lhe desperta sentimentos inesperados."

"A história é apenas isto, com um travo doce amargo que marca o desenlace. Mais do que o filme sobre a condição dos emigrantes nos Estados Unidos após o 11 de Setembro, “O Visitante” é a história de um homem que encontra uma segunda oportunidade para viver e vai descobrir na música do tambor a forma de a exprimir e de homenagear o homem que o transformou."



"Richard Jenkins, no papel do professor, parece ter, finalmente, chegado a um certo reconhecimento (o seu trabalho valeu-lhe uma muito justa nomeação para o Óscar de Melhor Actor, mesmo que seja pouco provável que ganhe, face a rivais do peso de Sean Penn e Mickey Rourke). Até agora um actor secundário (vimo-lo há pouco em “Destruir depois de Ler”), o seu rosto era um daqueles que se podiam, até hoje, incluir na galeria “conheço aquela cara, mas como diabo se chama?...” Não se lembram dele na televisão? Vá lá, eu dou uma ajuda: é o pai-fantasma da série de culto “Sete Palmos de Terra”."
Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 23/02/2009
Ditaduras e adivinhas...

À pergunta: "Qual a ditadura que o PCP não apoia ?" Alguém com sentido de humor (??) me respondeu : "A do Sócrates." Curiosos os tempos em que um partido dito de esquerda apoia tudo o que é ditadura (China, Coreia do Norte, Cuba, Zimbabwe), tem uma posição ambígua em relação aos regimes teocráticos islâmicos (Israel oblige), apoia bandos de narcotraficantes como as FARC e brinca às manifestações anti-fascistas em Portugal...

21.2.09

Ultraslow...

Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.

Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.

20.2.09

LOCAL
São Pedro do Sul

Câmara contemplada com 3 milhões de Euros...


...para pagar a pronto ou em 30 dias aos fornecedores e empreiteiros. A autarquia vai receber na totalidade as verbas que pediu ao Estado e que correspondem à dívida actual do município.

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Estou farta. Farta da areia nos olhos, da merda do casamento entre homossexuais, do carnaval de Torres Vedras, dos casos manhosos isto e aquilo, estou farta que toda a gente gaste tinta e tempo a discutir tricas e coisas que não adiantam nada, estou farta de levar com areia nos olhos e ver pessoas que os deveriam ter bem abertos, caírem nessas esparrelas, produzirem ruído até à exaustão sobre assuntos que não interessam, não contam e não adiantam. Quase oiço daqui as gargalhadas de quem vai manobrando a sociedade desta forma tão hábil, a desviar o trânsito para as cenas que interessam ao povo seguidor de novelas e neste momento, começo a temer outra maioria absoluta.
Os responsáveis pelo Carnaval de Torres Vedras decidiram caricaturar esse notável momento jornalístico: escreveram «mulheres» no Google Images, tiraram um print screen, imprimiram, fizeram um autocolante e colaram-no ao ecrã do modelo de Magalhães construído para o desfile.

A senhora Procuradora-adjunta da 1ª Delegação do Tribunal Judicial de Torres Vedras considerou o conteúdo «ofensivo» e ordenou a sua remoção baseando-se num decreto que regulamenta a «publicação e comercialização de objectos e meios de comunicação social de conteúdo pornográfico».

Em Torres Vedras prevê-se que desfile também um boneco do Cristiano Ronaldo com um colhão de fora, mas neste caso a Procuradoria não terá encontrado razões para aplicar o tal decreto-lei.

Mostrar um colhão ainda se aceita, afinal não é um colhão qualquer; é o colhão do melhor jogador do mundo, um colhão que prestigia o nome de Portugal e os colhões de todos os Portugueses. É um testículo patriótico de grande potencial económico. Estou certo que o próprio Cristiano Ronaldo encararia com grande alegria a possibilidade de se organizarem excursões turísticas aos seus tomates. Quem sabe um dia não estaremos a exportar colhões CR7 para a Venezuela? Estou até convencido de que o Governo deveria fazer dos colhões do Cristiano Ronaldo uma Zona de Paisagem Protegida com o mesmo estatuto jurídico, por exemplo, do Corno do Bico, que fica ali para os lados de Paredes de Coura.

19.2.09

Revolutionary Road
Título original: Revolutionary Road
De: Sam Mendes
Com: Leonardo DiCaprio, Kate Winslet, Kathy Bates
Género: Drama
Classificação: M/16
EUA/GB, 2008, Cores, 119 min.

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Jorge Leitão Ramos, Expresso de 15/02/2009

18.2.09

LOCAL
Lafões

Candidaturas autárquicas de Lafões em análise...



...no programa Trilogia das Ideias (VFM), por Rui Costa, António Bica e Porfírio Carvalho!

17.2.09

O Casamento de Rachel
Título original: Rachel Getting Married
De: Jonathan Demme
Com: Anne Hathaway, Rosemarie DeWitt, Debra Winger
Género: Drama
Classificação: M/12
EUA, 2008, Cores, 114 min.

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"JONATHAN DEMME talvez seja uma das personagens mais singulares do cinema americano. Se ele é bem conhecido como autor de filmes de ficção (como “O Silêncio dos Inocentes”, por exemplo), o seu verdadeiro interesse parece residir no campo do documentário. Longos hiatos separam os seus filmes da primeira espécie, que são ocupados por uma série de notáveis documentários sobre gente política e sobre uma das suas paixões — a música (Neil Young, Bruce Springsteen, Bob Marley, etc.). De certo modo, poderia dizer-se que a ficção, para ele, representa uma espécie de ‘repouso’, assim como uma forma de ‘balanço’ das fórmulas que desenvolve e aplica nos outros filmes. “O Casamento de Rachel” é um bom exemplo, como já o era, quando se estreou, o seu filme anterior, que data de 2004: “O Candidato da Verdade”."

"“O Casamento de Rachel” une, de uma forma perfeita, os dois géneros, ficção e documentário, tanto naquilo que conta como na forma como o faz. Isto é, trata-se de uma abordagem realista dos acontecimentos ficcionados, tratada como se fosse uma reportagem real. O acontecimento é um casamento e os dias que o antecedem. E se, como numa reportagem, a noiva, Rachel (Rosemarie DeWitt), ocupa o centro da objectiva, na ficção dramática, esse centro desvia-se para Kym (Anne Hathaway), a irmã da noiva. Com ela começa o filme, com ela acaba. Deste modo, “O Casamento de Rachel”, de ‘reportagem’ sobre a festa, torna-se também num drama pungente sobre a recepção feita a Kym pela família. É que Kym é uma ex-drogada sujeita ainda a tratamento numa clínica, de onde é autorizada a sair num fim-de-semana a fim de assistir ao casamento da irmã. A recepção que a família (irmã, pai e madrasta) lhe faz é uma mistura de sentimentos contraditórios, que vão da vigilância temerosa por parte do pai, sempre atento a uma possível recaída da filha, ‘sufocando-a’, deste modo, com a sua atenção e desvelo, ao olhar algo cínico e descrente de Rachel, vítima das loucuras da irmã. Kym verifica que o prometido lugar de dama de honor lhe fora retirado, o que provoca a primeira discussão entre elas, levando a primeira, numa manifestação de cansaço, numa luta que sempre perdeu, a devolver-lhe o lugar desejado. O estado nervoso de Kym irá provocar ainda outros problemas, que acabam por se misturar com a sucessão dos rituais que antecedem a festa."

"O estilo de Demme revela-se em toda a sua força na forma como ele liga os acontecimentos dramáticos com o tratamento que faz do casamento, os primeiros filmados de forma clássica, como um típico melodrama social, e o segundo numa forma ‘moderna’, com a câmara na mão, acompanhando os acontecimentos, passando de uma personagem principal para uma secundária e vice-versa, à maneira de Cassavetes e Scorsese."



"E depois temos a soberba direcção de actores, onde todos, do mais secundário aos principais, têm o ar certo e dão a medida justa. Mas convém destacar o trio de actrizes: Debra Winger (a mãe), Rosemarie DeWitt (Rachel) e Anne Hathaway (Kym), esta já coleccionando prémios sobre prémios e uma forte candidata aos Óscares do próximo dia 22."
Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 15/02/2009

16.2.09

LOCAL
São Pedro do Sul


GOSTO DE LER o dr. Mário Soares: quando tenho alguma dúvida sobre a opinião média da esquerda antiliberal, o dr. Soares é o termómetro perfeito para medir a temperatura da tribo. Agora, na sua prosa semanal para o “DN”, o dr. Soares informa-nos que o Presidente Barack Obama “continua a não perder tempo” na construção do mundo fraterno e glorioso que prometeu no seu discurso inaugural. E, a título de exemplo, o dr. Soares cita as nobres intenções do Presidente em controlar os gastos da sua equipa e a forma contumaz como verberou as roubalheiras da alta finança.

Curiosamente, e talvez por esquecimento, o dr. Soares não parece ter reparado nas duas medidas mais importantes da nova administração Obama até ao momento.

A primeira foi a intenção de encerrar Guantánamo (aplausos), mas não a de abolir a tortura por completo (o quê?). Verdade que, na sua deliciosa retórica, Obama deseja limpar a imagem moral da América, proibindo a tortura tout court. Mas, na prática, “técnicas de excepção” no interrogatório a terroristas perigosos (uma forma simpática de tortura a la carte) continuarão a ser autorizadas pelo Presidente. O dr. Soares, pelos vistos, não deu por nada.

Como também não deu pela intenção da nova administração em continuar o rapto secreto e a transferência de prisioneiros para países aliados dos Estados Unidos — as célebres “rendições” que tanto indignaram o dr. Soares no passado.

Percebe-se. Uma coisa era ter Bush a torturar e a raptar por aí. Outra, bem diferente, é ser Obama a fazê-lo com a pinta cool que manifestamente faz as delícias do nosso Mário.
João Pereira Coutinho, Expresso de 15/02/2009
O líder do PCP, bem como todo o comité central do Partido Comunista mais retrógrado da Europa, acredita que a Coreia do Norte é um modelo de sociedade invejável, um exemplo a seguir e uma "democracia" à antiga. Os comunistas pensam assim também da China, de Cuba, do Vietname e do Laos. Todos eles países com um partido único, jornais e comunicação social controlada e filtrada pelo Governo, censura, repressão, tortura e perseguição política. São países que o PCP admira, inveja e em relação aos quais não se cansa de demonstrar solidariedade.

15.2.09

Anderson e o inglês...

Valquíria
Título original: Valkyrie

De: Bryan Singer
Com: Tom Cruise, Kenneth Branagh, Bill Nighy
Género: Drama, Thriller
Classificação: M/12
ALE/EUA, 2008, Cores, 123 min.

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Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 07/02/2009

13.2.09

LOCAL
São Pedro do Sul

Manuel Bandeira Pinho...
CORTESIA Lafões.eu


...confirma, em declarações à Lafões.eu, "reunião formal com a estrutura local do partido" para discutir o próximo acto eleitoral autárquico e a sua indisponibilidade para ser candidato à Câmara Municipal de São Pedro do Sul!...

12.2.09

LOCAL
São Pedro do Sul

Hermínio Gonçalves confirmou, na VFM, que estão a ser consultadas pessoas, mas garante que até ao momento não há convites formalizados. Considera as notícias vindas a público relativas aos contactos que têm sido feitos um ataque "um bocado negativo ou mesmo ao funcionamento dos partidos"...

***
LOCAL
São Pedro do Sul

Manuel Bandeira Pinho, ex-Presidente da Câmara, foi convidado pelo Partido Socialista para se recandidatar à Câmara Municipal de São Pedro do Sul, tendo, também ele, recusado o convite. O encontro ocorreu na Segunda-feira, nas instalações da Junta de Freguesia de São Pedro do Sul, onde estiveram presentes Hermínio Gonçalves, Vítor Figueiredo e José Duque.

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11.2.09


A partir de hoje o caricas também está no twitter!!!
LOCAL
São Pedro do Sul

Rui Costa, ex-candidato do PS à Câmara Municipal de São Pedro do Sul, acusou, na VFM, a comissão política do PS sampedrense de ter "uma língua demasiado comprida" ou de não acreditar na vitória do PS nas próximas autárquicas...

***
LOCAL
São Pedro do Sul



A delegada de saúde de S. Pedro do Sul, Isabela Almeida, tranquilizou esta terça-feira os pais e professores em relação ao «vírus da bofetada», que contagiou já dezenas de crianças de escolas daquele concelho nos últimos meses.

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10.2.09

LOCAL
São Pedro do Sul

Fátima Pinho, a candidata residual que tem pairado sobre todo o processo de escolha do candidato do PS à Câmara Municipal, está cada vez mais longe de poder vir a avançar como última ratio. Segundo fonte ligada a este processo, a vereadora do PS ficou “irritada” com o convite formulado a José Carlos Almeida - e noticiado pelo caricas em primeira mão -, situação que agudizou as fracturas com a comissão política local…

***
CORTESIA Lafões.eu
Chaplin na jaula do leão...

9.2.09

LOCAL
São Pedro do Sul

José Carlos Almeida, coordenador da sub-região de saúde de Viseu, recusou o convite para se candidatar à Câmara Municipal de São Pedro do Sul, segundo fonte da comissão política local do Partido Socialista.


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Quem quer ser Bilionário?
Título original: Slumdog Millionaire
De: Danny Boyle, Loveleen Tandan
Com: Dev Patel, Anil Kapoor, Freida Pinto
Género: Drama, Musical
Classificação: M/12
EUA/GB, 2008, Cores, 120 min.

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Jamal Malik, um órfão de 18 anos dos bairros de lata de Bombaim, está a apenas uma pergunta de ganhar 20 milhões de rupias (cerca de 300 mil euros) na versão indiana do concurso Quem Quer Ser Milionário?. Mas a organização do jogo denuncia Malik à polícia por suspeita de fraude. Como conseguiu ele chegar à pergunta dos vinte milhões? Fez batota? É um génio? Teve sorte? Será o destino? E o que está a fazer no concurso se o dinheiro não o interessa? Jamal conta então à polícia a história da sua vida nas ruas e todas as suas aventuras para reencontrar a rapariga que sempre amou. Mas como é que ele sabe as respostas? E o que está a fazer no concurso?



Um premiado filme de Danny Boyle ("Trainspotting", "A Praia"), co-realizado por Loveleen Tandan. »

7.2.09

Dúvida
Título original: Doubt
De: John Patrick Shanley
Com: Meryl Streep, Philip Seymour Hoffman, Amy Adams
Género: Drama
Classificacao: M/12
EUA, 2008, Cores, 104 min.

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"HÁ DUAS COISAS que a civilização ocidental deste começo do século XXI rejeita cerce: uma é o rigorismo das certezas morais; a outra é a vigilância policial dos comportamentos, supostamente devendo caber em normativos. Aquilo que o comum dos cidadãos mais preza é a liberdade individual que com ela acarreta a relativização de todas as doutrinas. Se pesarmos bem, dos dez mandamentos que Deus entregou a Moisés escritos na pedra, só o “Não matarás” é que se mantém em vigência. E mesmo esse..."

"Pelo que atrás fica dito, “Dúvida” é um filme com uma temática que faz fricção nos nossos usos. O seu protagonista é uma freira execrável e de convicções firmes (a irmã Aloysius Beauvier/Meryl Streep), que dirige uma escola católica do Bronx com mão de ferro e se confronta com um padre liberal (Brendan Flynn/Philip Seymour Hoffman) quando uma ingénua jovem irmã a informa que parece que ele está a dar demasiada atenção a um aluno — o primeiro miúdo negro a ser admitido naquele estabelecimento de ensino. A irmã Aloysius vai desencadear uma perseguição inquisitorial ao padre, baseada apenas no ódio à sua abertura de espírito e de comportamento e a uma suspeita sem provas. Do princípio ao fim do filme, ela é a indiscutida vilã. Só que, se calhar, ela pode ter razão..."

"“Dúvida” é um filme em que não há personagens positivos. Todos têm culpas, e mesmo de quem as não tem (o miúdo negro) se pode dizer ter uma natureza particular que torna relativo o que é hediondo (uma aproximação sexualizada entre um adulto e uma criança). Por isso, é um filme em que não nos é possível decidir de que lado estar, já que a deliquescência moral do espectador interdita aquela espécie de cegueira a uma parte da realidade que os detentores de valores fortes (logo, de certezas) possuem. Talhar a verdade é virar a cara ao que a torna contingente. O filme trabalha esta contradição insolúvel e dá-nos a pensar as suas ambiguidades."



"O texto de John Patrick Shanley, excelente peça teatral vencedora do Pulitzer (há pouco mais de um ano levada à cena em Lisboa, com Eunice Muñoz e Diogo Infante), é de uma sagacidade admirável. O autor, ao adaptá-lo ao cinema, caiu no pecado de sublinhar alguns aspectos, de introduzir algum grau de materialidade no que, originalmente, era apenas uma suspeita. Mas claro que não desmontou a vertigem de um texto capaz de proporcionar grandes interpretações. O par protagonista é daqueles perante os quais só a admiração é consentida. Peço, todavia, mil perdões: Meryl Streep é, provavelmente, a melhor actriz viva neste momento, mas não estará, neste filme, demasiado máquina de representar? Philip Seymour Hoffman tem menos que fazer — e o que faz não tem reparo. Mais destacada é Viola Davis (a mãe do miúdo), com uma única cena, mas onde o texto de Shanley propicia a excelência. Quanto a Amy Adams, tem a difícil missão de tornar a ingenuidade odiosa — e atinge, amplamente, os objectivos."
Jorge Leitão Ramos, Expresso de 07/02/2009
LOCAL
São Pedro do Sul

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5.2.09

LOCAL
São Pedro do Sul
[ACTUALIZADO]

PS convida José Carlos Almeida...

...o coordenador da sub-região de saúde de Viseu, José Carlos Almeida, foi convidado pelo Partido Socialista para se candidatar à Câmara Municipal de São Pedro do Sul, segundo fonte da comissão política. Apesar de ainda não ter dado uma resposta definitiva, também deverá declinar o convite.

***



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3.2.09

LOCAL
Vouzela
[ACTUALIZADO]

Viriato Garcês e Maria do Carmo Bica...

...serão candidatos à Câmara Municipal de Vouzela pelo PS.

***

2.2.09

LOCAL
São Pedro do Sul

[ACTUALIZADO]

Candidato do PS apresentado dentro de 15 dias...


...segundo declarações do líder da secção sampedrense do Partido Socialista, Hermínio Gonçalves, à Lafões.eu, o candidato do PS à Câmara Municipal de São Pedro do Sul deverá ser apresentado dentro de 15 dias. Após os convites efectuados a Rui Barros, a Manuel Moreira e a Pedro Bandeira Pinho, que declinaram os respectivos convites, surge de novo o nome de Fátima Pinho como candidata residual. Adelino Aido, nome que chegou a estar em cima da mesa, não reuniu o consenso necessário, tendo sido lembrado o facto de na crise que levou à queda do executivo socialista liderado por Bandeira Pinho aquele ter estado ao lado do ex-autarca e contra a posição oficial do PS.

***
CORTESIA Lafões.eu


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