30.12.07
Luzes de Natal...
...no Natal do ano passado (2006), um Engenheiro em Ohio, USA, ornamentou sua casa com cerca de 25.000 lâmpadas e programou o seu "flashing" através de um software que ele mesmo desenvolveu. Por aproximadamente 12 minutos, as luzes "dançam" ao ritmo de uma música que era transmitida por ondas de FM (para não gerar poluição sonora). Um cartaz à frente da casa informava as pessoas que por ali passavam de carro a frequência que elas deviam sintonizar nos seus rádios, para acompanhar o show...
LOCAL
São Pedro do Sul & Vouzela

São Pedro do Sul & Vouzela

No próximo dia 1 de Janeiro, a partir das 19.30 horas, realizam-se vigílias, junto aos centros de Saúde de Vouzela e S. Pedro do Sul...
28.12.07
27.12.07
Kirikou
Título original: Kirikou et les Bêtes Sauvages
De: Bénédicte Galup
Com: Robert Liensol (Voz), Pierre-Ndoffé Sarr (Voz), Michel Ocelot
Género: Ani
Classificação: M/6
FRA, 2005, Cores, 75 min.
"Continuação de Kirikou e a Feiticeira (obra que fez o nome de Ocelot e que, se a memória não nos falha, só foi lançado entre nós em VHS), Kirikou não é muito mais do que isto: uma sucessão de quatro breves contos com a África subsariana em fundo, que se destinam a um público infanto-juvenil (o que torna incompreensível a inexistência de uma versão dobrada) e que se deixam protagonizar pelo pequeno herói que dá nome ao filme. Assim sendo, o principal problema de Kirikou radica menos na inevitável linearidade da animação em 2D (que compensa a escassez de sugestões de profundidade com a notável paleta de cores que aplica sobre os «décors») do que no desenvolvimento esquemático da narrativa (que obedece sempre às exigências de um modelo predefinido): há sempre, primeiro, uma introdução narrada pelo avô de Kirikou; há sempre, depois, uma intriga suscitada por um perigo iminente e há, por fim, uma conclusão que confina com uma celebração ritual."
Título original: Kirikou et les Bêtes Sauvages
De: Bénédicte Galup
Com: Robert Liensol (Voz), Pierre-Ndoffé Sarr (Voz), Michel Ocelot
Género: Ani
Classificação: M/6
FRA, 2005, Cores, 75 min.
"Não é preciso percorrer a lista dos títulos comercialmente estreados em Portugal no ano que agora finda para perceber que a oferta no domínio do cinema de animação está longe de primar pela diversidade. De facto, exceptuando uma longa de co-produção europeia (Renascimento) e duas curtas de produção nacional (História Trágica com Final Feliz e Porca Miséria), aquilo que em 2007 até nós chegou em matéria de cinema de animação foi (quase sempre) mais do mesmo, isto é: uma série de filmes em 3D «made in USA» que — comungando de um universo estético uniformizado, de estruturas narrativas invariáveis e de um sentido de humor padronizado — começam a tornar-se indiscerníveis entre si."
"Neste sentido, saúda-se a estreia em Portugal de Kirikou, uma longa de animação francesa de Bénédicte Galup e Michel Ocelot que procura na tradição do 2D a especificidade do seu universo estético e que encontra na mitologia africana o seu ponto de referência narrativo. Mas, que fique claro: apesar do fascínio que possam provocar o carácter artesanal do seu grafismo e a voluntária ingenuidade da sua história, este filme constitui apenas um modesto exemplo do bom cinema de animação que ainda se vai fazendo fora de Hollywood."
"Continuação de Kirikou e a Feiticeira (obra que fez o nome de Ocelot e que, se a memória não nos falha, só foi lançado entre nós em VHS), Kirikou não é muito mais do que isto: uma sucessão de quatro breves contos com a África subsariana em fundo, que se destinam a um público infanto-juvenil (o que torna incompreensível a inexistência de uma versão dobrada) e que se deixam protagonizar pelo pequeno herói que dá nome ao filme. Assim sendo, o principal problema de Kirikou radica menos na inevitável linearidade da animação em 2D (que compensa a escassez de sugestões de profundidade com a notável paleta de cores que aplica sobre os «décors») do que no desenvolvimento esquemático da narrativa (que obedece sempre às exigências de um modelo predefinido): há sempre, primeiro, uma introdução narrada pelo avô de Kirikou; há sempre, depois, uma intriga suscitada por um perigo iminente e há, por fim, uma conclusão que confina com uma celebração ritual.""Digamos, pois, que este simpático Kirikou é um pouco como os velhos 33 rotações: uma espécie obsoleta e à beira da extinção que ainda é capaz de nos devolver (em virtude de um salto da agulha no «pickup» ou de uma imperfeição no desenho) a um mundo que sabia conviver com a sua própria impureza. Em nome da infância (e da nostalgia que dela temos) não lhe diremos que não."
Vasco Baptista Marques, Expresso de 22/12/2007
Vasco Baptista Marques, Expresso de 22/12/2007
26.12.07
LOCAL
São Pedro do Sul
Não há decerto gastrónomo que se preze...
São Pedro do Sul
Não há decerto gastrónomo que se preze...
...que não saiba que João Ribeiro, o mestre, chefe de cozinha do Hotel Aviz, foi certamente o melhor cozinheiro português da época clássica, quase até ao fim do século XX.
Mestre João Ribeiro nasceu em 1905 no concelho de S. Pedro do Sul. Emigrando para Lisboa aos 13 anos, foi, por acaso, parar às lides de cozinha. Por aí aprendeu e cresceu tanto que o seu nome ficou como uma referência para a culinária portuguesa, chegando inclusivamente a França, onde ganhou dois primeiros prémios. Em Portugal, foi o cozinheiro preferido de Calouste Gulbenkian, sendo chamado regularmente ao Palácio de S. Bento para “apaparicar” visitas importantes como a rainha Isabel de Inglaterra ou o ditador Francisco Franco.
Luís Filipe Menezes quer que o governo nomeie Miguel Cadilhe presidente da Caixa Geral de Depósitos caso se verifique a saída de Santos Ferreira, uma vez que o actual CEO da Caixa é apontado como futuro CEO do grupo Millennium BCP. Em abono da sua tese, citou tempos pretéritos: o patrão da Caixa era escolhido no interior do maior partido da oposição. Foi realmente assim durante mais de vinte anos. Sucede que Cadilhe foi administrador do BCP depois de 1999, e o Banco de Portugal fez saber que estão sob investigação todos os gestores que passaram pela administração do BCP a partir de Janeiro de 1999. E ainda não sabemos o resultado da auditoria em curso na SEC, um sobressalto adicional e uma consequência directa de o BCP estar cotado na Bolsa de Nova Iorque. Isso faz deles culpados? Não. Mas, enquanto o pau vai e vem, Miguel Cadilhe, como os outros cavalheiros com o mesmo handicap, não tem condições objectivas para presidir a coisa nenhuma. Menezes vive na lua?
Que quem é contra o novo Tratado da UE seja pelo referendo, compreende-se, pois é um meio de dar visibilidade à sua oposição. Mas que quem apoia o Tratado seja a favor do referendo já não se compreende nada. Primeiro, dada a dificuldade de compreensão do Tratado, o referendo teria uma baixíssima participação, podendo isso ser aproveitado como argumento de deslegitimação política do Tratado. Segundo, por causa dessa grande abstenção, a mobilização militante dos partidários do não dar-lhes-ia um peso relativo desproporcionado no conjunto dos votantes. Terceiro, a realização de um referendo em Portugal, ou noutro País que não esteja obrigado a fazê-lo, tornaria insustentável a posição do primeiro-ministro britânico de recusa do referendo, sabendo-se que se ele se realizasse o Tratado seria claramente rejeitado na Grã-Bretanha. Por isso, defender o referendo é defender o insucesso do Tratado. Deixe-se, portanto, para os adversários do Tratado a defesa do referendo...
Armando Vara é uma grande figura da democracia portuguesa.Foi ele que inventou as matrículas com letra K quando foi secretário de estado, foi ele que inventou a tolerância zero nalgumas estradas assassinas em que o Estado não investiu um chavo, foi ele que esteve envolvido na célebre Fundação para a Prevenção e Segurança e foi a ele que Jorge Sampaio demitiu através de um ultimatum a António Guterres, por causa das broncas da célebre fundação.
O homem fez de morto político e acabou por entrar para a administração da Caixa onde antes, muito antes, tinha sido um modesto, mas já ambicioso, empregado de balcão.
Vara é unha com carne com Sócrates e tem um percurso político e académico que parece clonado do primeiro ministro. Ambos têm uma formação académica de alto gabarito, licenciados na Universidade Independente. E se Sócrates teve o brio de ver a sua licenciatura passada a um domingo, Armando Vara teve a sua licenciatura passada três dias antes de entrar como administrador da Caixa Geral de Depósitos.
Agora está de volta ao sucesso. E aí está outra vez o transmontano a subir a corda a pulso socialista. Como tem saber e talento para tanta subida não se sabe, mas que Vara salta bem na dita que ninguém duvide.
24.12.07
Para Francisco Van Zeller, a produtividade será "sensivelmente afectada", sobretudo nos primeiros tempos da proibição do tabaco. Um estudo feito em Espanha - onde a lei é menos restritiva -, lembra, concluiu que estas "ausências" podem atingir quase meia hora, se se considerar que, após regressar ao seu posto, o colaborador não retoma imediatamente o que estava a fazer. E que, antes de ir à rua, já está desconcentrado a pensar no vício. [via]23.12.07
Call Girl
Título original: Call Girl
De: António-Pedro Vasconcelos
Com: Nicolau Breyner, Soraia Chaves, Ivo Canelas, Joaquim de Almeida
Género: Dra, Thr
Classificação: M/16
POR, 2007, Cores, 145 min.
"O cartaz era excelente, o «trailer» apelativo, mas Call Girl excede as expectativas. É que o filme mais sensual de todo o cinema português é muito mais que isso: é um retrato impiedoso e cínico deste nosso mundo, pondo o cinema português a falar de pessoas e de situações que sentimos existirem aí, na cidade, no país, agarrando a ideologia dominante. Acresce que Soraia Chaves explode a toda a largura do ecrã — e não apenas por causa dos atributos com que a natureza a dotou e os salões de beleza vão cuidando."
"Talvez ela seja, como se diz numa das falas do filme, a mulher que Deus queria ter — se fosse rico. Porque talvez o mundo da globalização e do capitalismo, enfim, triunfante seja como esta fita o descreve, em pinceladas categóricas e precisas: um lugar de trocas, comércios, traficâncias, transferências, um lugar pragmático onde já só velhos senis se lembram de combates para que tudo mudasse de raiz. E, por isso, nem Deus poderia ter Maria/Soraia Chaves sem esportular algo em troca."
"Call Girl é o primeiro filme português onde o sexo está radicalmente separado dos afectos — e onde se materializa, vencedora, a vertigem dos sentidos quando as relações humanas se despojaram do que lhes é essencial e só fica uma espécie de febre, de degraus que se escalam sem justificação outra para além do próprio acto de subir. Daí a linguagem, a rudeza das palavras que há-de ferir muitos ouvidos sensíveis, aqui usada quase como elemento de violência. Daí o calculismo da protagonista, o desamparo do homem que ela é contratada para enredar, pobre presidente de uma Câmara alentejana (grande interpretação de Nicolau Breyner, patético de ingenuidade), o próprio cinismo do agente da Judiciária que emprega um vago apelo amoroso para também ele a usar como isco. O mundo está desarranjado, não há volta a dar-lhe. O Mal vence, está na lógica das coisas."
"Call Girl é um filme irrepreensível, do ponto de vista da produção. A música de Luís Cília tem a suprema qualidade de funcionar sem se impor, e a fotografia de José António Loureiro o mérito da luz adequada. Mas ainda não foi desta que António Pedro Vasconcelos conseguiu a eficácia plena de argumento — o filme dura mais que as necessidades, há novelos que podiam ter sido decepados. Brilhou, todavia, na direcção de actores (fez de Soraia Chaves uma actriz e trabalhou todos os outros com proveito)."
Título original: Call Girl
De: António-Pedro Vasconcelos
Com: Nicolau Breyner, Soraia Chaves, Ivo Canelas, Joaquim de Almeida
Género: Dra, Thr
Classificação: M/16
POR, 2007, Cores, 145 min.
"O cartaz era excelente, o «trailer» apelativo, mas Call Girl excede as expectativas. É que o filme mais sensual de todo o cinema português é muito mais que isso: é um retrato impiedoso e cínico deste nosso mundo, pondo o cinema português a falar de pessoas e de situações que sentimos existirem aí, na cidade, no país, agarrando a ideologia dominante. Acresce que Soraia Chaves explode a toda a largura do ecrã — e não apenas por causa dos atributos com que a natureza a dotou e os salões de beleza vão cuidando."
"Talvez ela seja, como se diz numa das falas do filme, a mulher que Deus queria ter — se fosse rico. Porque talvez o mundo da globalização e do capitalismo, enfim, triunfante seja como esta fita o descreve, em pinceladas categóricas e precisas: um lugar de trocas, comércios, traficâncias, transferências, um lugar pragmático onde já só velhos senis se lembram de combates para que tudo mudasse de raiz. E, por isso, nem Deus poderia ter Maria/Soraia Chaves sem esportular algo em troca."
"Call Girl é o primeiro filme português onde o sexo está radicalmente separado dos afectos — e onde se materializa, vencedora, a vertigem dos sentidos quando as relações humanas se despojaram do que lhes é essencial e só fica uma espécie de febre, de degraus que se escalam sem justificação outra para além do próprio acto de subir. Daí a linguagem, a rudeza das palavras que há-de ferir muitos ouvidos sensíveis, aqui usada quase como elemento de violência. Daí o calculismo da protagonista, o desamparo do homem que ela é contratada para enredar, pobre presidente de uma Câmara alentejana (grande interpretação de Nicolau Breyner, patético de ingenuidade), o próprio cinismo do agente da Judiciária que emprega um vago apelo amoroso para também ele a usar como isco. O mundo está desarranjado, não há volta a dar-lhe. O Mal vence, está na lógica das coisas."
"Call Girl é um filme irrepreensível, do ponto de vista da produção. A música de Luís Cília tem a suprema qualidade de funcionar sem se impor, e a fotografia de José António Loureiro o mérito da luz adequada. Mas ainda não foi desta que António Pedro Vasconcelos conseguiu a eficácia plena de argumento — o filme dura mais que as necessidades, há novelos que podiam ter sido decepados. Brilhou, todavia, na direcção de actores (fez de Soraia Chaves uma actriz e trabalhou todos os outros com proveito).""A fechar 2007, António Pedro Vasconcelos brinda-nos com um filme com todos os atributos para ser um êxito de bilheteira, história negra em que o crime compensa e não há justiça ou esperança que nos valha."
Jorge Leitão Ramos, Expresso de 22/12/2007
Jorge Leitão Ramos, Expresso de 22/12/2007
22.12.07
Censurado
Título original: Redacted
De: Brian De Palma
Com: Francois Caillaud, Patrick Carroll, Rob Devaney
Género: Dra, Gue
Classificação: M/18
EUA, 2007, Cores, 90 min.
"Quando De Palma viu que havia «outra guerra» no Iraque, filmada pelas câmaras DV dos soldados e exibida na Net, descobriu um manancial de imagens mil vezes mais livres do que as que já nos deram do conflito. Depois, inventou tudo. Recriou essas imagens (tudo é verdade e mentira em Censurado) ao ponto de transformar este num dos filmes mais experimentais alguma vez feitos. Onde está a política? No risco. Brian de Palma está a brincar com o fogo. Não por decretar a fronteira do desaparecimento do cinema, mas por convidá-lo a uma metamorfose. Censurado corre o perigo de ser aniquilado em imagens do YouTube, indistintas e informes: sem assinatura. Porém, se a autoria desaparece, as imagens estão lá, valem o que valem, e Censurado tem a mais-valia de acreditar nelas com uma paixão incondicional, através de um falso documentário em que tudo é ficção. "
Título original: Redacted
De: Brian De Palma
Com: Francois Caillaud, Patrick Carroll, Rob Devaney
Género: Dra, Gue
Classificação: M/18
EUA, 2007, Cores, 90 min.
"Imagens da guerra ou guerra das imagens? Censurado é um filme conceptual que ultrapassa a sua sinopse e o seu resultado narrativo. Gira em torno de um grupo de soldados americanos na guerra do Iraque e de um crime com base verídica. Hollywood vive obcecada com o 11 de Setembro e diz-se que De Palma fez agora o seu filme político. Mas onde está a política? Não se espere daqui um cavalo-de-batalha contra a América (a de Bush). Vítimas e carrascos. Cinema contra televisão. Não, o gesto político é menos óbvio, mais profundo. Vivemos sem resposta para a interrogação de Bazin (o que é o cinema?) e perguntamos: e se o cinema do século XXI estiver no «home movie», na Net? Desaparecerá? Ou alargará fronteiras?"
"Quando De Palma viu que havia «outra guerra» no Iraque, filmada pelas câmaras DV dos soldados e exibida na Net, descobriu um manancial de imagens mil vezes mais livres do que as que já nos deram do conflito. Depois, inventou tudo. Recriou essas imagens (tudo é verdade e mentira em Censurado) ao ponto de transformar este num dos filmes mais experimentais alguma vez feitos. Onde está a política? No risco. Brian de Palma está a brincar com o fogo. Não por decretar a fronteira do desaparecimento do cinema, mas por convidá-lo a uma metamorfose. Censurado corre o perigo de ser aniquilado em imagens do YouTube, indistintas e informes: sem assinatura. Porém, se a autoria desaparece, as imagens estão lá, valem o que valem, e Censurado tem a mais-valia de acreditar nelas com uma paixão incondicional, através de um falso documentário em que tudo é ficção. ""De Palma não quer retirar daqui uma verdade escondida nem procurar o ponto de vista mais justo. O objectivo é mostrar ao mundo que aquelas imagens existem, nas câmaras DV, nos computadores, nos telemóveis e que a partir de agora é impossível ignorá-las. Da prática da disposição dessas imagens nascerá um cinema mais aberto, mais radical, que se reinventa como De Palma o reinventou."
Francisco Ferreira, Expresso de 22/12/2007
Francisco Ferreira, Expresso de 22/12/2007
21.12.07
LOCAL
São Pedro do Sul
A Câmara Municipal de São Pedro do Sul...
...aprovou, com os votos da maioria social-democrata, a venda do balneário termal D. Afonso Henriques, que recentemente foi recuperado. A compra, por cerca de 13 milhões de euros (13.460.187), será concretizada pela empresa municipal Termalistur, que já gere todo complexo termal.
Actualização:
Autarquia quer vender balneário a empresa municipal
São Pedro do Sul
A Câmara Municipal de São Pedro do Sul...
...aprovou, com os votos da maioria social-democrata, a venda do balneário termal D. Afonso Henriques, que recentemente foi recuperado. A compra, por cerca de 13 milhões de euros (13.460.187), será concretizada pela empresa municipal Termalistur, que já gere todo complexo termal.Actualização:
Autarquia quer vender balneário a empresa municipal
20.12.07
O PCP não entrega os ficheiros. E agora? O Tribunal Constitucional ilegaliza o PCP? Não me parece. E não o fazendo, o que fará se os pequenos partidos extra-parlamentares lhe seguirem o exemplo e se recusarem a entregar os seus ficheiros? Trata-os de forma diferente? Espero que o PCP mantenha esta posição e torne assim esta lei impraticável. Porque é anti-democrática e viola o direito fundamental à privacidade.19.12.07
Nas contas do Tribunal Constitucional, responsável por aplicar a lei, 'Os Verdes' têm mais de 5000 militantes e o Bloco de Esquerda cerca de 7000. Como é notório, ninguém põe em causa a influência do BE na sociedade. Mas alguém conhece a do PEV? Ou seja, a aplicação desta lei permite que as ficções continuem no Parlamento e pode provocar a extinção de partidos com história como o MRPP ou o PPM que na verdade representaram correntes de opinião.
A Juventude Popular tem toda a razão. A imposição de um salário mínimo é uma restrição da liberdade contratual daqueles que estão disponíveis para trabalhar por menos. O mesmo sucede, aliás, com a limitação do tempo de trabalho, com o direito a férias pagas, etc. Direi mesmo mais. Todo o chamado Direito de Trabalho é um atentado à liberdade contratual de patrões e trabalhadores e, bem entendido, uma ofensa à própria liberdade de trabalho. Voltemos, pois, ao século XIX, quando, então sim, prevaleciam todas as liberdades na esfera das relações de trabalho.
Ainda não há fetos canonizados, mas a ICAR lá chegará: Papa autoriza processo para beatificar menina de seis anos...
17.12.07

Na categoria de blogues - retrato único, imprescindível, insubstituível, absolutamente espelhar, absolutamente revelador, o mais significativo é o de um político: Pedro Santana Lopes. Espero que os seus textos nunca sejam apagados.
16.12.07
A História de Uma Abelha
Título original: Bee Movie
De: Steve Hickner, Simon J. Smith
Com: Jerry Seinfeld (Voz), Renée Zellweger (Voz), Matthew Broderick (Voz)
Género: Ani
Classificação: M/6
EUA, 2007, Cores, 90 min.
"A História de Uma Abelha tem argumento de Jerry Seinfeld, o conhecido comediante de televisão que à escrita da história junta ainda a função de co-produtor, para além de dar a voz à personagem principal (na versão original, dando lugar a Nuno Markl na dobragem em português). E talvez seja esta presença (ou o seu peso no projecto) que marca a diferença, que se sente, em especial, no humor. De facto, seguindo a linha do estilo Seinfeld, o filme desequilibra-se ligeiramente do humor visual para o verbal, com as nuances que lhe são características. Isso é particularmente visível na longa sequência do julgamento (que nos parece, de facto, um pouco mais longa do que o necessário), mesmo com as habituais paródias e piscadelas de olho. Felizmente, o humor visual tem também um papel sugestivo nesta sequência, evitando que ela se torne aborrecida. Ora sendo um filme de animação, importa mais o que se vê do que aquilo que se ouve. Felizmente, o resto do filme consegue equilibrar as duas fórmulas, alcançando mesmo alguns momentos de excelência, como na sequência do voo do nosso herói pelo Central Park (e não é por acaso que foi esta a cena escolhida para a promoção do filme através da Internet)."
"Barry B. Benson (segundo declarações de Seinfeld, o nome do herói é homenagem a uma série de televisão que foi uma das suas primeiras aparições no pequeno ecrã) é uma abelha que, como todas as do seu enxame (e da sua espécie em geral) está destinada a trabalhar até morrer na cadeia de produção de mel. Mal saia da escola irá, com os seus condiscípulos, entrar na cadeia produtiva. Não se pode falar de «mercado» de trabalho, pois neste «sistema» todos o têm como garantido (Olá?! Que sistema económico é este?). Mas o nosso triplo B é bem um herói à americana. Daí que o bichinho da curiosidade o leve a interrogar-se sobre coisas que transcendem o mundo do trabalho. E, à saída da escola, aproveita uma «aberta» para dar uma escapadela, com o bravo e «másculo» esquadrão polinizador."
"Antes da aventura somos brindados com alguns momentos bastantes divertidos, com o nosso minúsculo herói na escola e algumas lições sobre os métodos com que os humanos se «defendem» dos insectos, do mata-moscas ou da revista dobrada (e a «Vogue» vai ter, mais tarde uma aplicação inesperada) e o pé. Segue-se a referida evasão, e esta, sim, é o grande momento do filme, com Barry acompanhando as acrobacias do «esquadrão», em voo de alta velocidade, com incidentes inesperados como o jogo de ténis que coloca Barry numa situação delicada ao ficar preso à bola. No meio destas peripécias, Barry vai dar a uma loja de flores, sendo alvo do ataque do irritado noivo da proprietária e salvo in extremis por esta. Quando Barry a vê é... amor à primeira vista!"
"Fiquemos por aqui no argumento do filme, para não tirarmos aos espectadores o prazer da descoberta. Basta acrescentar que Barry vai subverter os alicerces que desde sempre cimentavam a «relação» dos humanos com as abelhas, ao descobrir que os primeiros não fazem mais do que viver à custa das segundas no que a mel se refere, e em trabalho que se assemelha a «escravatura» (as colmeias). É ele que vai dar início à «revolta». Só que, como bom americano, Barry não recorre à violência revolucionária (como os Pássaros de Hitchcock?), apoiando-se nos tribunais para fazer valer os direitos do seu povo, processando, portanto, os humanos."
Título original: Bee Movie
De: Steve Hickner, Simon J. Smith
Com: Jerry Seinfeld (Voz), Renée Zellweger (Voz), Matthew Broderick (Voz)
Género: Ani
Classificação: M/6
EUA, 2007, Cores, 90 min.
"Para evitar confusões, diga-se desde já que, na nossa opinião, A História de Uma Abelha não está à altura de outras produções recentes da DreamWorks, como a série Shrek ou Antz, por exemplo. Dito isto, acrescente-se que o novo filme de Steve Hickner e Simon J. Smith, responsáveis, respectivamente, por O Príncipe do Egipto e a curta-metragem Shrek 4-D, é um trabalho divertido e não deslustra as tradições do estúdio criado por Steven Spielberg, aqui em colaboração com a Paramount. E muito menos a animação digital, que tem alguns momentos brilhantes."
"A História de Uma Abelha tem argumento de Jerry Seinfeld, o conhecido comediante de televisão que à escrita da história junta ainda a função de co-produtor, para além de dar a voz à personagem principal (na versão original, dando lugar a Nuno Markl na dobragem em português). E talvez seja esta presença (ou o seu peso no projecto) que marca a diferença, que se sente, em especial, no humor. De facto, seguindo a linha do estilo Seinfeld, o filme desequilibra-se ligeiramente do humor visual para o verbal, com as nuances que lhe são características. Isso é particularmente visível na longa sequência do julgamento (que nos parece, de facto, um pouco mais longa do que o necessário), mesmo com as habituais paródias e piscadelas de olho. Felizmente, o humor visual tem também um papel sugestivo nesta sequência, evitando que ela se torne aborrecida. Ora sendo um filme de animação, importa mais o que se vê do que aquilo que se ouve. Felizmente, o resto do filme consegue equilibrar as duas fórmulas, alcançando mesmo alguns momentos de excelência, como na sequência do voo do nosso herói pelo Central Park (e não é por acaso que foi esta a cena escolhida para a promoção do filme através da Internet)."
"Barry B. Benson (segundo declarações de Seinfeld, o nome do herói é homenagem a uma série de televisão que foi uma das suas primeiras aparições no pequeno ecrã) é uma abelha que, como todas as do seu enxame (e da sua espécie em geral) está destinada a trabalhar até morrer na cadeia de produção de mel. Mal saia da escola irá, com os seus condiscípulos, entrar na cadeia produtiva. Não se pode falar de «mercado» de trabalho, pois neste «sistema» todos o têm como garantido (Olá?! Que sistema económico é este?). Mas o nosso triplo B é bem um herói à americana. Daí que o bichinho da curiosidade o leve a interrogar-se sobre coisas que transcendem o mundo do trabalho. E, à saída da escola, aproveita uma «aberta» para dar uma escapadela, com o bravo e «másculo» esquadrão polinizador."
"Antes da aventura somos brindados com alguns momentos bastantes divertidos, com o nosso minúsculo herói na escola e algumas lições sobre os métodos com que os humanos se «defendem» dos insectos, do mata-moscas ou da revista dobrada (e a «Vogue» vai ter, mais tarde uma aplicação inesperada) e o pé. Segue-se a referida evasão, e esta, sim, é o grande momento do filme, com Barry acompanhando as acrobacias do «esquadrão», em voo de alta velocidade, com incidentes inesperados como o jogo de ténis que coloca Barry numa situação delicada ao ficar preso à bola. No meio destas peripécias, Barry vai dar a uma loja de flores, sendo alvo do ataque do irritado noivo da proprietária e salvo in extremis por esta. Quando Barry a vê é... amor à primeira vista!"
"Fiquemos por aqui no argumento do filme, para não tirarmos aos espectadores o prazer da descoberta. Basta acrescentar que Barry vai subverter os alicerces que desde sempre cimentavam a «relação» dos humanos com as abelhas, ao descobrir que os primeiros não fazem mais do que viver à custa das segundas no que a mel se refere, e em trabalho que se assemelha a «escravatura» (as colmeias). É ele que vai dar início à «revolta». Só que, como bom americano, Barry não recorre à violência revolucionária (como os Pássaros de Hitchcock?), apoiando-se nos tribunais para fazer valer os direitos do seu povo, processando, portanto, os humanos.""Como se vê, o argumento tem muito que se lhe diga. Muitas ilações (bem mais humanas) se podiam tirar da sua história. Assim como a conclusão que acaba por ser uma espécie de «manifesto» pela fraternidade e colaboração, aqui entre as espécies. Mas talvez sejam estas «boas intenções» subjacentes ao argumento que marcam os seus limites. Felizmente, o humor e os desenhos evitam que se caia numa certa retórica a que alguns filmes de animação recentes não estão imunes (Pocahontas, por exemplo). Humor que recorre às habituais paródias cinematográficas (o famoso The Graduate/A Primeira Noite tem uma boa «citação», Ray Liotta é alvo de uma irresistível paródia) e a um elenco de luxo de vozes na versão original, que reúne, ao lado de Seinfeld e Renée Zelwegger, os nomes de Matthew Broderick, John Goodman, Chris Rock (num irresistível mosquito), a conhecida Oprah Winfrey no juiz e como convidado nada mais nada menos do que Sting."
Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 15/12/2007
Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 15/12/2007

Penosa a cena de Maria Barroso e Villas Boas a irem com as televisões atrás beijar o sargento que mantem na sua posse a criança "Esmeralda", numa manifestação de completa irresponsabilidade face a um problema que só ajudam a agravar. Em breve se saberá se há estado de direito ou de espectáculo em Portugal.

Para nós, o tratado, a Constituição, ou como lhe quiserem chamar, não muda nada. Não ficamos com menos poder, porque, informalmente, já não tínhamos poder nenhum. Perdemos dois deputados, que não nos fazem qualquer espécie de falta e, na prática, um comissário, que só faz falta a políticos sem reforma.
15.12.07
Câmaras com dívida em excesso já são 16. As câmaras de Mangualde, Nazaré, Santa Comba Dão e Trancoso (cujo Presidente ameaça processar o Estado se houver corte de verbas) receberão menos 10% das transferências do Fundo de Equilíbrio Financeiro (do Orçamento do Estado) em 2008, por terem ultrapassado o limite ao endividamento em 2006.14.12.07
ASAE...
(clicar sobre a imagem para a ampliar ou ler artigo aqui)
(clicar sobre a imagem para a ampliar ou ler artigo aqui)Para os que pensam que chega de abusos nas medidas impostas pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), está disponível uma petição on-line para manifestarem o seu desagrado (aqui).
Nas regras de Nice, Portugal pesava 3,4% em cada decisão; após 2014, terá apenas 2%; a Alemanha sobe de 8,4% para 16,7%; a França, de 8,4% para 13,2%. Em resumo, Berlim terá maior facilidade em fazer aprovar ou bloquear decisões. A proporcionalidade é mais democrática, mas prejudica os pequenos países.
E, escusado será dizer, se o leitor tenciona batizar um ursinho de peluche no Sudão com o nome do Profeta, mude de idéias: o nome do Profeta não deve ser usado em vão. Só para coisas sérias e sagradas. Como apedrejar mulheres adúlteras. Cortar os membros de ladrões incompetentes. Enforcar criminosos em público. E, claro, partir em safari com as autoridades locais para matar uns milhares de negros pelas pradarias do Darfur.
José Raúl dos Santos, deputado do PSD, teve um acidente de viação na zona do Príncipe Real, em Lisboa, e abandonou o local do acidente, quando a polícia lhe solicitou que realizasse um teste de alcoolemia. Ao recusar-se a realizar o teste, Raúl dos Santos terá invocado a imunidade parlamentar e mostrou o cartão de deputado à polícia, que insistiu que o ex-autarca deveria ser submetido ao exame. Perante a insistência das autoridades, Raul dos Santos abandonou o local do acidente, sem dar mais explicações...
O Google nunca erra...

Não acredita que o Google é o melhor sistema de pesquisa do mundo?
Então, tire a prova real:
1: Vá para o Google: http://www.google.pt
2: Digite: 'político honesto'
3: Clique no botão 'Sinto-me com sorte' e não em 'pesquisa Google'
4: Veja o resultado...

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13.12.07

Como era fatal que sucedesse, vai feliz e contente a comunhão dos nacionalistas de direita e de esquerda na luta pelo referendo ao Tratado de Lisboa. Como era óbvio à partida, e só os inocentes podem estranhar, a frente do referendo é essencialmente a frente do não ao Tratado, como hoje se tornou evidente em Estrasburgo.
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