31.8.09

A mandatária do PS para a juventude...



...a apresentadora de televisão Carolina Patrocínio, foi aconselhada a não dar entrevistas, depois de declarações a uma televisão em que dizia que é a sua empregada que lhe tira os caroços das cerejas e que prefere fazer batota a perder.
As eleições que estão à vista serão decisivas, neste contexto de acelerada decadência: o ataque frontal às fragilidades da economia é hoje ‘o’ verdadeiro problema de Portugal, o que importa relevar vivamente. Porque, se não houver uma proposta política que o contemple, nem a identificação prévia da gente, competente e séria, que irá concretizá-la, não teremos cura que chegue para a questão económica.

Mostram-se o PS e o PSD à altura destas necessidades prementes do País?

Se forem o mesmo PS, que leva agora onze em catorze anos de Governo, e o mesmo PSD, que soma três, as minhas preocupações atingirão o grau do ‘pavor’. [via]

29.8.09

Esta rapaziada é um poço de «coltura»...


...clique sobre a imagem, para a ampliar, e descubra os erros! Confira aqui...

A cabeça de Louçã...

"Em véspera de eleições, Francisco Louçã deu uma entrevista à revista Sábado em que tenta explicar qual é a "identidade" do Bloco. Primeiro, declara com insistência que o "Bloco" tem, coisa duvidosa, uma "identidade" e, depois, revela que o Bloco é a "esquerda socialista". Que "esquerda socialista"? A que rejeita "um modelo assente na desigualdade social e na exploração" e, ao mesmo tempo, o "modelo da União Soviética" e o "modelo da China". Do "modelo" que fica entre estas duas rejeições, Louçã não fala. O Bloco - explica ele - continua à procura "de uma agenda interveniente" e é isso que, no fundo, o distingue "do PS, do CDS, do PSD e da CDU", que não andam à procura de nada. Mas sobretudo o distingue do PS e do PCP. O Bloco nasceu de "uma exigência profunda" de aggiornamento da esquerda.

Louçã não sabe - ou talvez prefira não dizer - como vai (em democracia) acabar com a "desigualdade social" e a "exploração". Nacionalizando os meios de produção, à boa maneira chinesa e soviética? Ou alargando o Estado providência até ao (curto) limite do possível? Por enquanto, só sabe - e só diz - que "há um fracasso do regime económico" porque "há um fracasso do regime político". E, surpreendentemente, também acha que a "elite que nos governa", uma elite "tentacular" e degenerada, é a grande responsável por esse "problema estrutural". A propósito, cita Antero (que, de certeza, não leu ou percebeu), sem lhe ocorrer que subscreve, em nome do Bloco, uma das mais reaccionárias teorias sobre o atraso do país. Claro que o Bloco, coitado, se julga a nova elite.

O resto são as banalidades do costume: a falta de "um projecto nacional", a "divergência da Europa", o orçamento-zero, o "diálogo" com Manuel Alegre, as vantagens do debate na Internet, as coligações (particularmente com o PS), a "palavra-chave" da campanha" ("responsabilidade"?), a renovação urbana, o desemprego, os serviços de informação, o BCP, o TGV, o aeroporto de Lisboa e por aí fora até à proverbial "ganância" do capitalismo.
O Bloco é um buraco, um vazio, um intervalo. Ou, mais precisamente, é o refúgio de quem não quer votar PC ou já não quer votar PS e por qualquer razão, sentimental ou outra, detesta a direita. Tirando o palavreado e a pretensão de virtude, não existe. O que não impede que a 27 de Setembro seja capaz de acabar com Sócrates. Como ele, aliás, merece." Vasco Pulido Valente, Público de 28/08/2009

28.8.09

Contas complicadas...

Lista da colocação de professores disponível, aqui.
[via]
Sacanas Sem Lei
Título original: Inglourious Bastards
De: Quentin Tarantino
Com: Brad Pitt, Diane Kruger, Daniel Bruhl, Samuel L. Jackson, Mike Meyers, Michael Fassbender, Mélanie Laurent, Eli Roth
Género: Drama, Guerra
Classificacao: M/16
ALE/EUA, 2009, Cores, 154 min.

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"Faríamos mal em acreditar que "Sacanas sem Lei" é o simples filme de aventuras na Segunda Guerra Mundial que a publicidade (alguma, pelo menos) tem querido vender. Tarantino recolhe elementos de múltiplos filmes de aventuras, na Segunda Guerra Mundial e não só (em certos momentos, a memória do "western", como género e como "mundo", é extremamente importante), mas o que faz com eles está bem longe de ser simples ou, sequer, típico. Por outro lado, e isto também é uma razão, esta Segunda Guerra Mundial não é bem a que conhecemos. Ou é a que conhecemos mas com um "twist", o "twist" suficiente para a lançar numa espécie de universo alternativo. Na cena crucial de "Sacanas sem Lei", quando as pilhas de rolos de película de nitrato pegam fogo ao estado-maior do Terceiro Reich, torna-se claro que Tarantino não reconstitui, reinventa, e que o seu filme é um exercício de história alternativa, de história ficcional."

"Não necessariamente implausível nos seus pormenores decisivos: a película de nitrato ardia facilmente (como, se por mais nada, o leitor saberá através do "Cinema Paraíso" de Tornatore...) e os nazis gostavam muito de assistir a estreias de gala dos seus filmes de propaganda. Essa cena do incêndio, e como Tarantino não se tem cansado de dizer em entrevistas, reflecte o "poder do cinema" de modo simultaneamente "literal e metafórico". Ora tendo o Terceiro Reich vivido pelo cinema, e sido em parte não negligenciável uma construção para o cinema, que aqui o Terceiro Reich morra pelo cinema é menos um cúmulo absurdista do que um fecho de círculo, tão lógico e inevitável como qualquer outro. Num certo sentido, a Segunda Guerra de Tarantino é uma guerra decidida pelas imagens, combatida com as imagens."

"Mais uma vez, o exagero é muito leve: toda a propaganda de qualquer dos lados em conflito sabia-o bem, fosse o lado dos alemães, dos americanos ou dos ingleses (Churchill chegou a comparar um filme, o "Mrs Miniver" de Wyler, a um "bombardeiro"). Elemento essencial da propaganda, consistia numa apropriação da imagem do inimigo, para a desviar, para a tornar na caricatura de si próprio. Em "Sacanas sem Lei" isto é, mais uma vez, "literal e metafórico": tudo se joga pela maneira como se podem controlar, interferir, dominar, as imagens do inimigo. É o que faz Shosanna, a miúda judia que gere o cinema que é o lugar central da acção, quando interpõe, por entre as imagens do filme de propaganda dos nazis, planos de si própria, em estética quase "riefenstahliana", a anunciar aos presentes o que lhes vai acontecer (e o plano em que o ecrã está já a ser consumido pelas chamas mas ainda se vê a imagem da rapariga a gritar algo como "olhem bem para mim, eu sou o rosto da vingança judaica!" é o plano mais absolutamente assombroso de "Sacanas sem Lei"). E é, a outro nível, o que fazem os "Bastardos", o grupo de americanos que dá ao nome ao filme mas tem uma presença quase secundária (em termos de "screen time", pelo menos), com a história das suásticas cravadas nas testas dos nazis que encontram pelo caminho: usar a imagem do inimigo, dominá-la, e utilizá-la contra ele (alguns dos nazis de "Sacanas sem Lei" terão tido mais dificuldade em viver anonimamente na América do Sul, depois da guerra, do que os seus equivalentes da vida real)."

"Justiça poética, claro, que como sabemos não tem forçosamente a ver nem com "justiça" nem com "poesia". É outra das coisas que liga "Sacanas sem Lei" aos filmes de Tarantino como "Kill Bill" ou "Deathproof"; e a personagem de Shosanna, cuja família é morta na primeira sequência, obviamente se aparenta com as mulheres em missão de vingança desses filmes."



"Filme sobre imagens, "Sacanas sem Lei" não é menos um filme sobre palavras. Tarantino, dialoguista genial que chega ao ponto, nas entrevistas, de dizer que se vê como um "escritor" antes de ser ver como um cineasta, constrói praticamente todas as sequências como "peças de conversa", integralmente assentes num delicado equilíbrio do poder decorrente da linguagem e de quem a usa, e de como a usa - não é por acaso que uma das cenas mais prodigiosamente tensas de "Sacanas sem Lei" (a da taberna, com o jogo das adivinhas) decorre sob o signo dos sotaques e das expressões idiomáticas (mesmo quando são apenas gestuais, como descobre o pobre oficial inglês interpretado por Michael Fassbender). E ao centrar o filme, com uma expressão quase teórica, no poder das imagens e das palavras, no poder da linguagem visual e da linguagem falada, Tarantino conquista-lhe uma dimensão fria, "intelectual", nem por isso demasiado subterrânea, que transcende em muito a questão da Segunda Guerra Mundial. É um filme sobre o poder e sobre os instrumentos do poder, que hoje já não são analógicos mas digitais. Como se pega fogo a um monte de ficheiros de computador?" Luís Miguel Oliveira, ípsilon de 28/08/2009


"NO PRINCÍPIO do filme há uma legenda que diz “Era uma vez, na França ocupada”, assim situando o lugar onde decorre. É possível que os mais ingénuos achem que é na ‘ França ocupada’, mas não: “Sacanas sem Lei” passa-se na terra do ‘Era uma vez’ — mais precisamente, o cinema. E não um cinema qualquer, não o cinema-cinema onde moraram os deuses, mas o cinema-trash, veloz, popular e ruidoso, com os western-spaghetti, os filmes italianos de guerra série Z, onde Tarantino vai beber a adrenalina, a vertigem e, sobretudo, o descaramento. Para identificar esse universo de inspiração, lá estão os grandes planos dos olhos ‘ a la Leone’, o tempo refinadamente cruel que antecede as explosões de violência, as referências nominais (o título original — “Inglourious Basterds” — é uma corruptela do título inglês de uma fita de Enzo G. Castellari dos anos 70 e é apenas uma entre muitas), a música de Morricone."

"Deve dizer-se: Quentin Tarantino sempre morou por esses lados, desde o inaugural “Reservoir Dogs”, em 1992. Ou seja, não há que procurar neste autor que emergiu em plena pós-modernidade uma relação directa com a vida, antes há que aceitar o confinamento ao reino da ficção e do entretenimento. “Sacanas sem Lei” é a fita de um homem para quem os nazis são aqueles tipos com as caveirinhas nos bonés e as bandeiras estilosas que ficam extremamente bem em faixas verticais — o vermelho a bater certo com o batom das mulheres. É um divertimento onde os heróis são um grupo de judeus americanos que matam nazis e os escalpam, como os apaches, para provocar o terror, ora essa... É um filme onde o personagem mais interessante é um torcionário caçador de judeus, muitíssimo mais esperto que todos os outros comparsas, capaz de mudar o curso da História (pois não é ele quem tudo autoriza?), de falar correctamente quatro línguas (que se saiba...) e de ser terrificamente assustador sem perder o sorriso nos lábios e uma polidez de trato que qualquer lorde britânico invejaria. É uma história onde os bons largam fogo a um cinema carregadinho de altos dignitários nazis — sim, sim, incluindo o A. H. —, utilizando um monte de filmes em nitrato, enquanto outros bons, sem saberem dos planos dos primeiros, os metralham sistematicamente. Talvez ninguém se lembre que, por muito menos, há quem seja processado por crimes contra a Humanidade, mas, que diabo, it’s only fun. E é claro que é muito divertido."

"O cineasta, porventura escaldado pelo descomunal flop do seu projecto anterior, resolveu aparelhar o talento, cortar na auto-indulgência — e deu-nos um filme que é a sua melhor obra desde “Pulp Fiction”. Bastavam os diálogos afiadíssimos na boca de Christoph Waltz (espantoso actor que ganhou o prémio de interpretação em Cannes e há-de estar nos Óscares se não andarem todos cegos), bastavam os cenários daquele cinema dos anos 40 erguido nos míticos estúdios de Babelsberg (onde Fritz Lang filmou e os nazis também), bastava a cena de Mélanie Laurent a preparar-se para a batalha, com pinturas de guerra e o vestido de mulher fatal, bastava o facto de a vedeta (Brad Pitt) se ver eclipsada sem saber ler nem escrever, o que é sempre muito estimulante, para que o espectador que sou se sentisse tonificadamente resignado ao aplauso sincero." Jorge Leitão Ramos, Expresso de 29/08/2009

> O "eureka" de Quentin Tarantino

27.8.09

Teoria da conspiração: Michael Jackson está vivo...



...depois da morte de Michael Jackson, têm surgido inúmeras teorias da conspiração alegando que o «Rei da Pop» continua vivo. Um vídeo que caiu na Internet alimenta a ideia de quem ainda não acredita no desaparecimento da estrela.

A imagem mostra um homem encapuzado a sair da carrinha do delegado responsável pelo caso, a mesma que transportou o corpo de Michael.
Toda a discussão sobre a “união de facto” mostra que a forma natural de organização familiar é o casamento. Aqueles que tanto contestaram o casamento e que defenderam novas formas de organização da vida familiar acabaram a defender uma “união de facto” que para todos os efeitos práticos é um casamento. Mudou o nome, mas a instituição é a mesma. É muito difícil escapar à cultura em que se nasceu.

Desde 1975 que homens e mulheres que queiram casar-se entre si o podem fazer livremente. Há quem, como os homossexuais e os polígamos, não veja as suas uniões reconhecidas pelo Estado. Logo e à excepção como escrevi dos homossexuais e polígamos quem vive com outro e não casa é porque simplesmente não quer casar. O direito a não casar logo a não assumir os direitos e deveres inerentes ao casamento tem de ser salvaguardado. Não se pode contornar a questão do casamento dos homossexuais e dos polígamos acabando a casar quem nunca o quis fazer. Ou não esteve para o fazer.

Ou seja eu percebo que não dê jeito trazer a questão da poligamia à baila quando mediaticamente apenas se pretende falar do casamento monogâmico entre pessoas do mesmo sexo. Mas os polígamos existem. E ao contrário do que diz o Eduardo não são casados. Ou seja só podem casar com uma pessoa. O que deixa de fora vários cônjuges. E todos mas todos os argumentos a favor do casamente entre homossexuais se lhes aplicam sendo que os polígamos vivem numa ilegalidade que não tem comparação com os problemas que se colocam aos casais homossexuais. Em França estima-se que existam aproximadamente 30 mil famílias polígamas o que dá um número de crianças a cargo destas famílias superior ao que se presume existir nos casais homossexuais. Como funciona a segurança social nestes casos? As heranças? O direito a férias? O poder paternal? As adopções? Há muito para discutir nesta matéria. E não se esgota de modo algum na questão politicamente correcta do casamento monogâmico entre pessoas do mesmo sexo. Quanto à equiparação entre uniões de facto e casamento creio que a prosseguir-se a transformação das primeiras numa espécie de casamento terá então de se salvagardar o direito a não casar. Quiçá fazendo um contrato de não casamento. O Estado não pode andar a brincar às noivas de Santo António.

25.8.09

Os anseios de Carolina Patrocínio...



> Libertem a Empregada da Carolina Patrocinio
O CDS-PP desistiu da sua candidatura às eleições autárquicas em S. Pedro do Sul, por prever que os resultados "não iriam marcar a diferença", admitiu à Agência Lusa o presidente da Distrital, Hélder Amaral.

«Esta candidatura iria obrigar-nos a um grande esforço e estamos convictos de que o resultado seria o mesmo. Depois também surgiu o candidato do BE e toda a gente achou que era preferível desistir», afirmou Hélder Amaral.

24.8.09

Sinédoque, Nova Iorque
Título original: Synecdoche, New York
De: Charlie Kaufman
Argumento: Charlie Kaufman
Com: Philip Seymour Hoffman, Catherine Keener, Sadie Goldstein
Género: Comédia Dramática
Classificacao: M/12
EUA, 2008, Cores, 124 min.

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"PARA O ESPECTADOR ou cinéfilo distraído ou quem não esteja na disposição de ir consultar um dicionário, um esclarecimento: sinédoque é uma figura de estilo literária em que se toma a parte pelo todo, ou vice-versa, o género pela espécie, etc. Com esta informação poderão compreender e decifrar aquele que, à partida, aparece como o mais estranho e bizarro filme do ano e que marca a estreia na realização de Charlie Kaufman, um dos argumentistas mais originais que surgiu em Hollywood na última década."

"Aliás, quem conhece os filmes que ele escreveu para outros realizadores (“Queres Ser John Malkovich?” e “Inadaptado”, de Spike Jonze, “Confissões de Uma Mente Perigosa”, de George Clooney, e “O Despertar da Mente”, de Michel Gondry) tem meio caminho andado para entrar no singular e complexo mundo mental de Caden Cotard (Philip Seymour Hoffman), personagem central de “Sinédoque, Nova Iorque”. Em todos estes filmes estamos face a uma mente que vai construindo um mundo muito próprio, que reproduz (ou quer reproduzir) o real a uma escala pessoal. De certo modo, todos eles representam desafios ao espectador, forçado, também ele, a fazer a sua própria construção mental com os elementos que o autor lhe dá. E o ‘autor’, neste caso, é tanto Kaufman como Cotard, que, no fim de contas, poderão ser uma e a mesma pessoa (jogo em que os seus argumentos são férteis), dado que “Sinédoque, Nova Iorque” parece ser o mais autobiográfico dos textos de Kaufman."

"O processo de Kaufman neste filme não deixa de evocar o de Lars Von Trier em “Dogville”, pelo menos na ideia da redução do real a uma abstracção: a cidade de Dogville reduzida a uma série de linhas desenhadas no soalho de um gigantesco palco, a cidade de Nova Iorque ‘reproduzida’ no interior de um armazém (e que se ‘transforma’ segundo a vontade de Cotard, como quando manda levantar a parede que oculta os apartamentos de um edifício)."

"Mas enquanto o jogo cénico era evidente no filme de Trier, no de Kaufman o autor procura uma caução realista. Não é por acaso que o filme começa com Cotard dirigindo a encenação de “Morte de Um Caixeiro-Viajante”, a peça de Arthur Miller, que surge como uma espécie de modelo para o projecto a que Cotard pretende dedicar-se a seguir: ser ele próprio uma espécie de Loman (a personagem central da peça de Miller) na recriação do seu próprio mundo e vida, com a vantagem de a poder acompanhar à distância, fazendo-se representar por outro (a representação deste acaba por se tornar mais real que a realidade, o que traz uma nova perturbação ao mundo mental de Cotard), e ‘acompanhando-se’ nos seus dramas passados (o abandono da mulher) e presentes (a doença). O problema, para o espectador, é que o tempo é outra componente do argumento manobrada pelo autor de forma aleatória, com passado e presente confundindo-se, assim como o real (?) e o imaginário."



"Toda esta riqueza de significantes não será, evidentemente, benéfica para a carreira comercial do filme, num tempo em que a maioria das películas são de uma indigência intelectual confrangedora. Mas vale a pena aceitar o desafio que ele representa, com a profusão de pistas que oferece." Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 22/0872009
Tarantino filma a sua versão da Segunda Guerra Mundial em "Sacanas sem lei"...

23.8.09

A Respiração da Terra...

...além de indicar quantos nascem e morrem no mundo a cada instante, colocando o cursor em cima, de cada país, você obtém outras informações, como a sua população e as respectivas emissões de Co2. É notável (e preocupante) o movimento na China e na India...

20.8.09

Nunca é Tarde Demais Para Amar
Título original: Cloud 9
De: Andreas Dresen
Argumento: Andreas Dresen
Com: Ursula Werner, Horst Rehberg, Horst Westphal
Género: Drama, Romance
Classificacao: M/12
ALE, 2008, Cores, 98 min.

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Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 15/08/2009

19.8.09

Tom Waits, 'Heart Attack and Vine'

O PS apoia a reacção intempestiva do candidato a deputado João Galamba: chamou "filho da p..." a um adversário político e o líder da federação socialista de Santarém considera compreensível o uso da expressão. "O João [Galamba] apenas mostrou que se sente e por isso é filho de boa gente", justifica Paulo Fonseca ao JN.

18.8.09

Up - Altamente + Parcialmente Nublado
Título original: Up
De: Pete Docter
Argumento: Bob Peterson, Pete Docter
Com: Edward Asner (Voz), Christopher Plummer (Voz), Jordan Nagai (Voz)
Género: Animação, Comédia
Classificacao: M/4
EUA, 2009, Cores, 97 min.

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"AO PRINCÍPIO parece ser mais uma história de miúdos a sonhar com aventuras, ela azougada e impertinente, a puxar pelo desejo de viver, ele mais gorduchinho e atado, fascinado por aquela parceira estimulante. Mas depois a história acelera subitamente e a vida daqueles dois vai por aí fora, em movimento pressuroso — numa sequência sem palavras que, por si só, chegaria para pôr “Up — Altamente!” na categoria de muito bom cinema —, até à velhice, à morte, à solidão, à amargura e ao sofrimento. Como? Velhice, morte, solidão, amargura e sofrimento num filme de desenhos animados com a chancela Disney e a estrear em pleno Verão? Exactamente! Claro que, depois, há sorrisos, tontarias, uma viagem de maravilha com uma casa transportada pelos ares, erguida do chão por balõezinhos coloridos cheios de hélio, criaturas patuscas, paisagens mágicas, cães que falam e um herói dos livros que se revela um vilão dos piores."

"Mas a fita — que tem como protagonista Carl Fredricksen, um velho de 78 anos a tentar cumprir o que a vida não lhe autorizara, uma promessa de aventura feita à falecida mulher — nunca deixa de ter, por detrás da féerie, o peso de emoções veras, nem sempre felizes. Na mesma onda navega Russell, o jovem companheiro, um miúdo com alma de escuteiro e a férrea determinação de ganhar o crachá de ajudar velhinhos. O andar do filme mostrará nele a tristeza profunda de ter um pai ausente."

"No fundo, no fundo, “Up — Altamente!” é uma história de afectos, que por serem muito fundos são também doloridos e tão comoventes que nos deixam, aqui e ali, com um nó na garganta. De afectos ou da sua falta, já que ninguém me tira da cabeça que Charles Muntz, o velho aventureiro solitário que se revela um diabólico vilão, se tornou assim porque ficou sozinho com a sua corte de mastins robotizados e deixou que o egoísmo e a cobiça se apoderassem da sua alma."

"“Up — Altamente!” materializa de novo a magia suprema de um cinema de animação que pratica a imaginação transbordante, o rigor narrativo, a última palavra no estado da arte e a ruptura com o infantilismo e que cada vez mais se afirma como um espectáculo onde o tradicional conceito de ser ‘para toda a família’ assegura uma linha de sustentação que é, de forma nítida, para a faixa dos adultos. Isto sem perder a capacidade de atrair os miúdos, o que tem acontecido: a prova está nos quase 370 milhões de dólares que já rendeu nas bilheteiras de meio mundo, ainda faltando explorá-lo no outro meio."



"Vale a pena chamar a atenção para um dos talentos que está por detrás deste filme — Pete Docter —, o que é tanto mais justo quanto os filmes de animação são, as mais das vezes, conhecidos pela marca da fábrica. Mas as fábricas de ficção não são só constituídas por operários, também têm autores. Docter esteve na escrita de “Toy Story”, “Monsters Inc.” e “Wall.E” e foi o realizador principal de “Monsters Inc.” antes deste “Up — Altamente!”, onde partilha argumento e realização. Fixem este nome." Jorge Leitão Ramos, Expresso de 15/08/2009

16.8.09

Samuel Barber, 'Agnus Dei' (Adagio for strings)
The Choir of Trinity College,Cambridge,UK
Richard Marlow

14.8.09

Os Limites do Controlo
Título original: The Limits Of Control
De: Jim Jarmusch
Argumento: Jim Jarmusch
Com: Isaach De Bankolé, Tilda Swinton, Bill Murray, John Hurt, Gael García Bernal, Paz de la Huerta
Género: Drama, Thriller
Classificacao: M/12
ESP/EUA/JAP, 2009, Cores, 116 min.

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Francisco Ferreira, Expresso de 01/08/2009

Henrique Burnay, ex-assessor do Ministério da Justiça, e Rodrigo Moita de Deus foram ouvidos pela Polícia, por suspeita de terem sido autores do furto da bandeira da Câmara Municipal de Lisboa. Moita de Deus foi o único a ser constituído arguido.

"Eu e o Henrique Burnay, como representantes do blogue Movimento do 31 da Armada , fomos devolver a bandeira, lavada e engomada", conta Nuno Miguel Guedes, jornalista free-lancer.

A Polícia foi chamada ao local pela própria autarquia e levou para interrogatório o portador da bandeira, Henrique Burnay, e Moita de Deus, que assumiu a autoria do furto.

Os dois deslocaram-se à Polícia pelos seus próprios meios. Só Rodrigo Moita de Deus foi constituído arguido. Não se sabe, para já, de que crime foi indiciado.

"É tradição da monarquia ter uns bobos de serviço", declarou Duarte Moral, assessor do Presidente da Câmara de Lisboa, António Costa.

Na noite de segunda-feira, dia 10, pouco depois da meia-noite, quatro elementos pró-monárquicos do Movimento 31 da Armada, retiraram o símbolo autárquico da varanda dos Paços do Concelho e hastearam a bandeira azul e branca com recurso a um escadote, uma iniciativa destinada a "restaurar a legitmidade monárquica".

O vídeo foi mostrado no blogue 31 da Armada.

O edifício da Ministério da Administração Interna e uma esquadra da Polícia estão a poucos metros do local.

Carolina Patrocínio, mandatária para a juventude do PS: “Odeio os caroços nas frutas. Só como cerejas quando a minha empregada tira os caroços por mim. E uvas sem grainhas. É uma trabalheira”. (vídeo aqui, aos 8.03)

12.8.09

Duplo Amor
Título original: Two Lovers
De: James Gray
Argumento: James Gray
Com: Joaquin Phoenix, Gwyneth Paltrow, Vinessa Shaw, Isabella Rossellini
Género: Drama, Romance
Classificacao: M/12
POR, 2009, Cores, 110 min.

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Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 08/08/2009

“Darth Vaders” do blogue 31 da Armada...


...hastearam bandeira da monarquia na Câmara de Lisboa.

> “Darth Vaders” do blogue 31 da Armada hastearam bandeira da monarquia na Câmara de Lisboa

> Câmara faz queixa à PSP

> Autores da troca da bandeira da CML pela da monarquia incorrem em penas de prisão

> Movimento 31 da Armada quer devolver bandeira à Câmara de Lisboa


11.8.09

Inimigos Públicos
Título original: Public Enemies
De: Michael Mann
Argumento: Ronan Bennett, Michael Mann
Com: Johnny Depp, Billy Crudup, Marion Cotillard, Christian Bale
Género: Acção, Drama
Classificacao: M/16
EUA, 2009, Cores, 141 min.

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"NO CINEMA de Michael Mann, o romantismo ‘vem das profundezas’, é uma segunda leitura que perpassa os seus filmes desde “Heat”. É certo que tudo isso já existia em “Miami Vice”, glória da TV dos anos 80; que a versão para cinema do mesmo título, de 2006, não foi mais do que a glorificação, melancólica e negra, desse romantismo que se inscreve na imagem de forma indelével. Mann, cada vez há menos dúvidas, não faz mais do que mergulhar de cabeça num inferno escrito a dois. Na ‘guerra civil’ que estala entre o casal. Na grande paixão e no grande abandono, chamem-lhe a fatalidade do destino. O que é isto se não ser romântico?"

"Pouco importa que, à volta do romantismo, sintamos em Mann os géneros do classicismo: western (do asfalto) em “Heat”; thriller em “Collateral”; melodrama em “Miami Vice”; biopic em “Ali”; e, agora, todos reunidos em “Inimigos Públicos”, um thriller que também é um western e um biopic melodramático sobre um dos maiores gangsters da história, John Dillinger (Johnny Depp, sólido como uma rocha). Estamos em 1933, ‘ano 4’ da Depressão. Para Dillinger, esta é a melhor época para assaltar bancos. Quando o filme começa, o herói tem menos de um ano de vida pela frente. A sua cara metade, descobre-a ele na mesa de um bar e, mais tarde, em bengaleiro de casa fina: chama-se Billie Frechette (Marion Cotillard). Encontro siderante, a recordar os décors em que tantos heróis do film noir estampavam nas ‘bonecas’ que os levariam à desgraça. ‘Bonecas’, bares, bengaleiros? Tudo isto soa a sórdido, sabemos bem. Sabemos ainda que não são poucos os que reconhecem no universo de Mann um machismo odioso. Mas também aqui a questão é mais profunda porque o que está em jogo não é o machismo que se escreve a rajadas de metralhadora nos clichés do gang-movie; é, tão-só, um fragmento da mitologia americana, fixado num filme de época e num dos seus maiores fora-da-lei. É também, através disso, um fragmento da mitologia do cinema, forçosamente. Não é coisa pouca."

"Que se fale do amor, esse amor tão terno e tão frágil que nos filmes de Mann se escapa sempre entre os dedos, ou porque já não há tempo ou porque, simplesmente, alguém escolheu o caminho errado, mas que não se esqueça o cinema. Dillinger já está cercado, já espalhou o pânico na Chicago em que foi rei (a mesma Chicago natal de Mann), já é o nº 1 da lista de Melvin Purvis (Christian Bale, notável como tudo o resto), quando, às tantas, o vemos numa sala de cinema. Essa sala, que exibe noticiário lançado pelo recém-criado FBI (a polícia americana começava a aprender as mesmas tácticas de Goebbels), reflecte a imagem do herói: wanted! Antes, já o víramos a ser transportado para a prisão de Indiana (de onde se evadirá, escapando de novo à cadeira eléctrica), e a ser aplaudido à chegada pelo povo, em êxtase. Mas quem é este Dillinger mitificado por Mann e tão longe dos outsiders de Walsh e de Wellman? Não menos do que uma estrela de cinema que, no cinema, se vê ao espelho. A estrela de cinema de um tempo em que os bandidos ainda tinham as mesmas armas da polícia e a impunidade era uma questão, não de vergonha, mas de estilo."



"Se Mann usa agora o vídeo digital HD e prova ser um genial criador de imagens que deflagram no mesmo fluxo e para o mesmo cerco, se o gesto é o mais ousado e experimentalista que hoje se pode encontrar em Hollywood, é porque o estilo ultrapassou o informe para voltar a assumir-se, definitivamente, como um elemento decisivo." Francisco Ferreira, Expresso de 08/08/2009
Passos Coelho pensa saber o que quer para o país (na realidade não sabe, nem nunca ousou anunciar o que quer que fosse de relevante ou mais ou menos coerente para além do pauperismo inerente a meia dúzia de banalidades «liberais» apreendidas nas universidades de Verão, ao longo de anos de militância como jotinha) e tem uma noção de si próprio tão desajustada e divertida (é divertida aquela pose de diplomata com voz de James-Mason-da-linha) como a de Manuel Monteiro quando anunciava a refundação do sistema democrático com o projecto da Nova Democracia.

Desde que Manuela Ferreira Leite ganhou as eleições no PSD (...) Pedro Passos Coelho achou por bem voltar à fase das «opiniões» e, dentro do estilo estou-aqui-estou-me-a-passar-mas-não-consigo-porque-sou-um-pouco-plástico, decidiu opinar sobre si próprio e a sua não escolha (em sim mesmo um portento de desinteresse e humildade). Esperaria o quê? Que Manuela Ferreira Leite o colocasse no Parlamento? Que eu saiba, os compromissos e as alianças de natureza política fazem-se com base em critérios de confiança, cumplicidade e lealdade orgânica. Pedro Passos Coelho ficou de fora? Ficou e, do ponto de vista de um líder partidário, bem. Com esta atitude Manuela Ferreira Leite demonstrou coragem (era bem mais simples «passar-lhe a mão pelo pêlo» a troco de uma paz podre) e, acima de tudo, demonstrou que não é hipócrita. Teria sido imprudente caso o preterido fosse uma sumidade com créditos firmados, dono de uma «estrutura» intelectual inestimável. Parece-me não ser o caso.

10.8.09

LOCAL
São Pedro do Sul

Cidade de São Pedro do Sul...

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LOCAL
São Pedro do Sul

O único canil-gatil municipal do distrito de Viseu abre, durante o mês de Setembro, em S. Pedro do Sul. O projecto pretende acabar com os animais abandonados a deambularem pelas ruas. E promover a sua adopção.

Logo após a entrada em funcionamento da infra-estrutura, a Câmara Municipal de S. Pedro do Sul (CMSPS) pretende lançar uma campanha de sensibilização junto das populações.

8.8.09

7 Fenómenos fantásticos...

As pedras que se movem - Até hoje ninguém conseguiu explicar por que, misteriosamente, pedras de centenas de quilos se deslocam do seu ponto de origem pelo deserto de Death Valley. Alguns pesquisadores atribuem tal fenómeno aos fortes ventos e superfície gelada, mas esta teoria não explica, no entanto, por que as pedras se movem lado a lado, em ritmo e direcções diferentes. Além disso, cálculos físicos não apoiam plenamente esta teoria.


Colunas de Basalto - Este fenómeno ocorre com o arrefecimento de um fluxo de lava espessa, formando uma malha geométrica com notável regularidade. Um dos famosos exemplos é o Giant's Causeway, na costa da Irlanda (fotos), embora a maior e mais conhecida seja Devil's Tower, em Wyoming.


Buracos azuis - Os buracos azuis são gigantes elevações subaquáticas, que levam este nome pela tonalidade de azul que apresentam quando vistos do alto. Normalmente possuem centenas de metros de profundidade e tem ambiente desfavorável para a vida marinha, já que a circulação de água é má. Curiosamente, em alguns buracos foram encontrados restos fósseis preservados em suas profundezas.


Maré vermelha - As Marés Vermelhas são formadas pelo súbito aumento do fluxo de algas de cor única, que podem converter uma parte da água em uma cor vermelha sangue. Embora fenómenos desta natureza sejam relativamente inofensivos, alguns podem ser mortais, causando a morte de peixes, aves e mamíferos marinhos. Em alguns casos, até mesmo os seres humanos podem ser afectados, embora a exposição humana não seja conhecida por ser fatal.


Círculos de gelo - Enquanto muitos acreditem que estes círculos perfeitos sejam obra de alguma teoria da conspiração, os cientistas geralmente aceitam que eles são formados por turbilhões d'água que giram num considerável pedaço de gelo, num movimento circular. Como resultado desta rotação, outros pedaços de gelo e objetos gerados pelo desgaste uniforme nas bordas do gelo vão lentamente formando um círculo.


Nuvens Mammatus - Aparentemente assustadoras, as nuvens Mammatus também são mensageiras de tempestades e outros eventos meteorológicos extremos. Normalmente compostas de gelo, elas podem se estender por centenas de quilómetros em vários sentidos e formações, permanecendo visíveis e estáticas entre 10 minutos e 1 hora. Embora pareçam portadoras de más notícias, elas são apenas mensageiras, aparecendo antes e/ou depois de uma grande mudança meteorológica.


Arco-Íris de fogo - Este raro fenómeno só ocorre quando há a participação do sol e das nuvens. Cristais dentro das nuvens refratam a luz em várias ondas do espectro, fazendo surgir cores entre as nuvens. Devido a raridade com que este evento acontece, existem poucas fotos.

O Esquerda.net realizou terça-feira, 4 de Agosto, um encontro de Francisco Louçã com bloggers. Veja os videos aqui.

7.8.09

Numa padaria da Tailândia, na província de Ratchaburi (100 km a oeste de Bangkok), pretendem difundir o pensamento budista de não acreditar no que se vê, porque o que se vê, pode não ser tão real quanto parece. Os detalhes fazem a perfeição da criação, parecendo quase real e chamando a atenção de todos que passam em frente à padaria...