26.2.10

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São Pedro do Sul

Assembleia Municipal: ainda o estudo do Prof. Manso...

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São Pedro do Sul

Assembleia Municipal: os preliminares...

25.2.10

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São Pedro do Sul

As Termas...

[clicar sobre a imagem para a ampliar][via]
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São Pedro do Sul



Em face do sucedido, parece-me que o descrédito em que a Direcção da Caixa [Agrícola de Lafões] caiu é de tal modo que, em defesa dos interesses da instituição, valor supremo a defender, só há uma saída: a demissão. [mais]

O prisioneiro político cubano Orlando Zapata Tamayo, de 42 anos, morreu ontem à noite, ao fim de 85 dias de greve de fome que iniciara como protesto contra as condições prisionais no país. [mais]

23.2.10

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São Pedro do Sul

António Carlos Figueiredo é o mandatário distrital da candidatura de Paulo Rangel à presidência do PSD...

Miles Davis & John Coltrane, 'So What'
Live, 1958

22.2.10

Um Homem Sério
Título original: A Serious Man
De: Ethan e Joel Coen
Com: Michael Stuhlbarg, Richard Kind, Fred Melamed
Género: Comédia Dramática
Classificação: M/12
EUA/FRA/GB, 2009, Cores, 105 min.

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"O PRELÚDIO é logo uma pequena obra-prima de humor negro, de nonsense, em jeito de história exemplar, leste-europeia, onde a moral não é tão clara como isso — é por estas e por outras que são precisos os rabis, para a interpretar. Depois, há todo o percurso de um homem de família, um homem sério, temente a Deus, bom para o seu vizinho, pilar da comunidade, pai de família, judeu praticante — Larry Gopnik de seu nome —, que, como Job, parece estar a ser posto à prova por uma potestade rabugenta e fera a experimentar, a ver até onde o tipo aguenta. Aguenta muito, aguenta tudo — e nunca se afasta do recto caminho, nunca se cansa de ir à sinagoga procurar o aviso dos supostamente sábios que estudam a “Torah”, praticam os ritos, têm toda a tradição na memória e sabem o que fazer com ela."

"Mas não serve de nada. Provavelmente dando materialidade social ao Princípio de Incerteza de Heisenberg que Larry ensina na Universidade, não é possível determinar nunca o estado de um homem no seio das inter-relações com os outros — e, assim, o Universo, em vez de ser aquela coisa pensada e medida por um Deus numa lógica determinista de causa e consequência, é um caos probabilístico onde nunca ninguém há-de ter a certeza de coisa nenhuma. Por isso, a única coisa a fazer é desejar mazel tov! — boa sorte!"

"Eu acho que há um quarto de século que os Coen têm andado a fazer a irrisão desta incerteza, a jogar com a ideia de que toda a ordem vigente é uma aparência que, ao mínimo sinal, se estilhaça. Pode ser um homem que encomenda um crime estúpido (“Fargo”), ou um serial killer que aparece (“Este País Não É para Velhos”), ou uns pequenos malandros que resolvem desatinar (“História de Gangsters”), ou um escritor de argumentos que se vê rodeado de gente impossivelmente peculiar (“Barton Fink”). E a pós-modernidade que neles se detectou não é mais que o gesto de sublinhar essa ideia de aparência. Mas nunca a matriz judaica do seu cinema foi tão explícita como aqui."



"E, para todos os que acham que os Coen andaram quase uma década à procura de um rumo até que triunfaram num filme que nem parecia deles (“Este País Não É para Velhos”), ei-los agora que nos trazem um filme que parece tanto deles que até se estranha." Jorge Leitão Ramos, Expresso de 20/02/2010

20.2.10

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São Pedro do Sul

«[Ester Vargas] inventou uma mentira»...



...acusa o deputado municipal Daniel Martins!

19.2.10

Quem Dá Mais?...

...sem dinheiro para pagar a faculdade, uma estudante da Nova Zelândia tomou uma decisão no mínimo polémica: leiloou sua virgindade pela Internet.

Usando o pseudónimo de “Unigirl”, a jovem de 19 anos colocou a oferta em um site de leilões e recebeu mais de 1,2 mil propostas. Acabou aceitando um lance de 45 mil dólares neozelandeses. [mais]
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São Pedro do Sul

Carlos Matos, tricampeão nacional da F3, vai deixar de ser uma presença assídua nas provas do Campeonato de Portugal de Ralis. Embora neste momento o piloto de S. Pedro do Sul não tenha previsto a participação em qualquer prova esta época, até poderá dar-se o caso disso suceder: "Sim, vou parar, pelo menos este ano. Sinto-me desencantado e desmotivado depois de tudo aquilo que se passou no Algarve. Além disso tenho entre mãos um novo desafio empresarial que me vai ocupar muito do meu tempo e juntando as duas razões, os ralis vão mesmo ter que esperar. Até quando, é coisa que de momento não posso dizer, pois nem eu o sei", referiu o piloto das Termas de S. Pedro do Sul. [mais]

18.2.10

O Meu Amigo Eric
Título original: Looking for Eric
De: Ken Loach
Com: Steve Evets, Eric Cantona, Stephanie Bishop
Género: Comédia Dramática
Classificação: M/12
GB, 2009, Cores, 117 min.

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"Quando me disseram que o último realizador marxista do hemisfério ocidental — Ken Loach, como se sabe — fizera um filme com Eric Cantona e por ele co-produzido, a minha primeira reacção foi de desalento. Seria que, cumprido o cabo dos 70 anos, Loach se deixara, enfim, seduzir pela mundaneidade e pelo futebol? Teria ele trocado a denúncia das injustiças pelos golos do Manchester United (os Reds, mas mesmo assim...), teria traficado a luta de classes pelo pontapé no hooligan (gesto que fez quase tanto pela notoriedade de Cantona quanto as jogadas geniais, pois não há maior fama que a infâmia)? Confesso que a bizarria atraiu a minha curiosidade e, se essa foi a estratégia de Loach — bingo!"

"“O Meu Amigo Eric” é a história de um carteiro adepto do Manchester United a quem a vida corre bastante mal. Não propriamente pelo emprego: este não é um filme sobre relações laborais. O que acontece é que o carteiro quer fazer alguma coisa para reconquistar Lily, a mulher que ama perdidamente — e a quem abandonou há muitos anos com uma filha nos braços — e não há meio de acertar com a estratégia. Ele acha mesmo que é uma refrega perdida à partida. Além disso, a segunda mulher abandonou-o, deixando dois filhos adolescentes lá em casa — e nenhum é filho de Eric. Os rapazes estão fora de controlo, a coisa mais benevolente que fazem é fumar uns charros e ver pornografia, enquanto a loiça suja se acumula na cozinha, objectos presumivelmente roubados aparecem aqui e ali, até uma betoneira, calcule-se..."

"É neste caos, onde só as alegrias doadas pelos Reds ao povo de Manchester dão para carregar o fardo da existência, que é preciso invocar alguém que ajude a guiar a vida. Podia ser o anjo da guarda, a Senhora de Fátima, ou o Batman. Eric invoca Eric Cantona — e ele vem. E explica ao seu homónimo, naquele seu jeito de falar por aforismos, que é preciso um bocadinho de ganas e de ousadia, de imaginação e de autoconfiança. Claro, uma boa preparação física é essencial. E, sobretudo, espírito de equipa. É assim que, quando um dos enteados de Eric se mete em trabalhos com um pequeno gangster local, vai ser a malta dos correios, unida (e com máscaras de Cantona), que lhe mostra como se faz uma camisa de onze varas."

"Um dos aspectos mais curiosos do filme é que, de facto, Eric Cantona não faz de Cantona. Ele interpreta antes a imagem que um homem de meia idade do povo de Manchester faz de Cantona — e nisso há já uma saborosíssima auto-ironia por parte do ex-futebolista, a sagacidade de dar a ver uma distância entre imagem-de-marca e realidade, permanecendo esta, está bom de ver, privada."



"Ken Loach e o seu fiel argumentista Paul Laverty (há dez filmes que trabalham juntos) conseguem tecer uma ficção tonificante e surpreendente, onde há uma aguda atenção social, uma comédia romântica e um genuíno amor pelo futebol — daquele que faz olhar uma jogada de Cantona como um ballet ao sol. E amor pelas pessoas, o que é um pouco mais tocante: veja-se o retrato daquela família esquartejada por erros imbecis (que Loach praticamente nos diz que são co-naturais à condição humana), os assomos de solidariedade, os arranques de energia que não chegam para mudar o mundo, mas vão arranjando uma coisa aqui, outra ali. E, com um bocadinho de sorte, pode ser até que apareçam uns velhos sapatos de camurça azul que alguém que nos ama não conseguiu deitar fora." Jorge Leitão Ramos, Expresso de 13/02/2010
O PSD TEM DOIS CAMINHOS A ESCOLHER
Por Manuel Silva



Conhecidos que são os candidatos à liderança do Partido Social Democrata (PSD), os seus militantes têm dois caminhos a escolher: evolução na continuidade, como diria Marcelo Caetano, ou a mudança e a adaptação aos novos tempos e realidades sociais.

Escolher Aguiar Branco ou Paulo Rangel é apostar no primeiro daqueles caminhos, pois ambos foram destacados membros da Comissão Política Nacional do Partido, liderada por Manuela Ferreira Leite. Nem só esta é responsável por uma das maiores derrotas de sempre do PSD, nas últimas legislativas, apesar de a população viver pior que em 2005 e as finanças públicas já estarem a caminho do caos actual, em consequência da política do PS e de Sócrates, mas também quem a rodeava.

O argumento de que Paulo Rangel foi o grande vencedor das eleições para o Parlamento Europeu também não cola na actual situação. Rangel derrotou Vital Moreira, um péssimo candidato, e não José Sócrates. Por outro lado, quando aquele deputado ao P.E. fala de ruptura, só o faz relativamente à actual política governamental e não ao situacionismo que se vive no PSD. Em recente entrevista ao “Público”, as ideias que apresentou são uma cópia fiel do programa eleitoral (derrotado) de Manuela Ferreira Leite. Apesar de ter colaborado, como independente, com o CDS, quando este assumiu uma faceta liberal sob a direcção de Lucas Pires, em meados dos anos 80 do século passado, foge do liberalismo como o diabo da cruz e, relativamente ao estado social, defende algumas pequenas mudanças de cosmética para que o essencial daquele continue na mesma.

As entrevistas concedidas por Aguiar Branco são a prova cabal de que não tem uma ideia geral (nem mesmo sectorial) sobre o futuro do partido e do país.

Votar nestes candidatos é ajudar o PS a perpetuar-se no poder, com ou sem Sócrates na sua liderança, e continuar a encaminhar o PSD para o abismo.

A mudança no partido e contra a política socialista passa pelas ideias liberais inclusivas de preocupações sociais relativamente aos velhos e novos pobres defendidas por Pedro Passos Coelho.

A diminuição do peso do Estado na economia, a aposta na iniciativa privada, através de pequenas e médias empresas, mas também de grandes grupos económicos, a baixa de impostos como forma de atrair o investimento; a reforma do estado-providência, como via fundamental de diminuição das despesas orçamentais e da dívida pública, pondo-o essencialmente ao serviço dos mais desfavorecidos; a garantia a todos os portugueses de liberdade de escolha (pública ou privada) no acesso às prestações e bens sociais como a educação, a saúde ou a segurança social, constituem o essencial da base da candidatura de Passos Coelho, susceptíveis de tornar novamente o Partido Social Democrata na força reformista capaz de derrotar as políticas socialistas, combater a crise política, social e económica presente e edificar um Portugal moderno, próspero e com justiça social.

17.2.10

Controlo de velocidade no Canadá...



...bastante eficaz, sobretudo porque são mudados de sítio todos os dias!....

16.2.10

Teorias da conspiração...


Há qualquer coisa de muito errado com o sismo do Haiti. Senão vejamos:

1 - A cobertura mediática exaustiva e esmagadora, tipo 11 de Setembro, incomparavelmente mais extensa do que a do sismo de Banda Aceh (grau 9) e do subsequente tsunami, onde morreram mais de 200.000 pessoas;

2- O envio maciço de tropas americanas armadas para o Haiti, como uma força de ocupação;

3 - O envolvimento de quase todas as mega-organizações globalistas, desde a ONU até à AMI, numa escala não vista aquando da catástrofe de Banda Aceh;

4 - A localização, a profundidade e a abrangência do sismo: aparentemente, localizou-se o epicentro mesmo junto à capital, não tendo repercussões de monta para além de um raio de pouco mais de 50 Km, o que é inverosímil para um abalo desta magnitude. O que é facto é que não há notícias nem de estragos nem de vítimas na República Dominicana - que partilha com o Haiti a mesma ilha - ou em Cuba. Depois, o abalo dá-se longe das grandes falhas tectónicas que passam entre Cuba e o Haiti. Por fim, tanto o grande abalo como TODAS as réplicas se concentraram na mesma área, e a 10 Km de profundidade, tal como numa série de outros sismos posteriores, do Irão à Argentina. A probabilidade disto acontecer é muito remota.

Tudo isto dá que pensar. Repare-se que NENHUM dos «resorts» turísticos do Haiti ou da República Dominicana foi danificado, apenas a capital arrasada, tendo toda a energia do sismo sido aí descarregada. Há quem fale em arma secreta, talvez uma deflagração nuclear subterrânea a grande profundidade (10 Km), com o intuito de fazer parecer um desastre natural, e a invasão ser travestida de «ajuda humanitária». É que 30.000 «marines» em armas não se poderão propriamente encaixar nessa classificação.

Um caso a investigar, e a estar alerta para sismos de área muito limitada, como este (recordemos que o de Lisboa, em 1755, teve o epicentro a 200 Km a SW do cabo de S. Vicente, e o abalo arrasou praticamente Portugal (muito maior que o Haiti) e parte de Espanha e Marrocos). Ou seja, teria o sismo do Haiti sido verdadeiramente um «sismo» ou o abalo provocado por outros meios?

E as dezenas de réplicas todas no mesmo sítio, à mesma profundidade, como o desabar parcial de uma mega-caverna deixada por uma explosão? Ficção? Ou coincidências incríveis?

15.2.10

Gripe A...

«Resista à tentação do controlo da comunicação social»...


...pedia o deputado José Sócrates ao primeiro-ministro Santana Lopes!
Dos cúmulos...


Há-de ficar como cúmulo do anedotário político a acusação de que a liberdade de imprensa está em perigo entre nós. [aqui]
Porque a verdade é esta...

...nenhum dos três - ou serão quatro? - artistas que se apresentam entusiasma ninguém. Nunca nenhum fez nada que o recomendasse para inspirar e unificar o partido; ou para, eventualmente (e com muito azar nosso), ser primeiro-ministro. Pedro Passos Coelho é um jovem simpático, produto da JSD, sem peso, prestígio e maturidade, com ideias confusas sobre o mundo e o país. Paulo Rangel passou pela direcção do grupo parlamentar, em que se distinguiu por uma oratória bombástica, à século XIX, e conseguiu depois ganhar uma eleição para o Parlamento Europeu. E Aguiar-Branco, um advogado do Porto, substituiu agora Paulo Rangel em S. Bento, com alguma competência, mas sem grande brilho. Por que razão qualquer deles se imagina destinado a pastorear a Pátria é um puro enigma.

Não representam uma política, uma causa, um movimento. Portugal não os pediu e a esmagadora maioria dos portugueses nem sequer os conhece. De resto, apareceram em cena um pouco ao acaso. Pedro Passos Coelho, porque era da "casa" e as "distritais" gostam dele (coisa que, para o cidadão comum, só o prejudica). Paulo Rangel, porque Sócrates, que detesta toda a gente, o detesta também a ele. E Aguiar-Branco, porque no meio da algazarra vigente conseguiu conservar uma certa suavidade e um módico de boas maneiras. Não é muito. E, pior ainda, manifesta o vácuo em que se tornou o PSD. Um candidato forte corria o risco de abanar e dividir o partido. Estas três nulidades, por mais "rupturas" que prometam, não correm o risco de perturbar o estado comatoso do PSD. São um sintoma, não são uma saída. [aqui]

13.2.10

Arte em estado líquido...



...esta é a maior fonte luminosa dançante do mundo, contendo um total de um milhão e quinhentas mil luzes meticulosamente sincronizadas com música.

Os jactos ultrapassam os 500 metros de altura projectando mais de 80.000 litros de água em cada exibição (desde as 6h da manhã estas exibições podem ser vistas com intervalos de 20 minutos).



Trata-se de um projecto da Wet Design que também concebeu as fontes luminosas do nosso Parque das Nações em Lisboa.

12.2.10

O Governo italiano estuda a possível adopção de medidas sobre a projecção para todos os públicos do filme "Actividade Paranormal", do director israelita Oren Peli, que provocou ataques de pânico em vários espectadores desde que estreou na Itália, no último final de semana.

A polémica despertada pelo filme, que está sendo exibido em 385 salas italianas, levou o ministro para os Bens e Actividades Culturais italiano, Sandro Bondi, a intervir no assunto, anunciando possíveis acções por parte do Executivo. [mais]

11.2.10

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As ligações incómodas de Passos...

...as empresas de resíduos do grupo Fomentinvest, onde Pedro Passos Coelho desempenha responsabilidades de gestão directa, têm como sócios figuras envolvidas em escândalos financeiros: os construtores Irmãos Cavaco, acusados de burla qualificada no caso BPN e Horácio Luís de Carvalho, que está a ser julgado por corrupção e branqueamento de capitais no processo do aterro da Cova da Beira. [mais]
“Eu digo aqui peremptoriamente que não estou nessa corrida por uma razão muito simples. Fui eleito para o Parlamento Europeu há pouco mais de quatro meses e, portanto não faria sentido neste momento que me candidatasse à liderança. Seria um mau sinal para a democracia.” Paulo Rangel, 29 de Outubro de 2009, na RTP1 [via]

10.2.10

Homens que Matam Cabras só com o Olhar
Título original: The Men Who Stare at Goats
De: Grant Heslov
Com: George Clooney, Ewan McGregor, Jeff Bridges, Kevin Spacey
Género: Comédia Dramática, Guerra
Classificação: M/12
EUA/GB, 2009, Cores, 94 min.

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"BASTA VER a primeira sequência desta segunda longa-metragem de Heslov (que aqui adapta o homónimo livro de investigação jornalística de Jon Ronson) para perceber que o delírio é a sua matéria-prima. Sinopse: estamos em 1988 e vemos um brigadeiro do Exército ultra-secreta do Exército norte-americano a ‘estampar-se’ no seu gabinete ao tentar atravessar uma parede."

"Corte, ecrã a negro com aviso inquietante gravado a branco (“há mais verdade aqui do que você estaria disposto a acreditar”), transição para o Michigan de 2002 e entrada em cena de Bob Wilton (McGregor), um jovem jornalista à procura do sentido da vida que se descobre preterido pela namorada em prol do seu editor maneta."

"Novo corte (com abertura para um genérico inicial que já tardava a chegar) e novo salto no espaço-tempo da narrativa: estamos agora em 2003, na Cidade do Kuwait, onde Wilton tenta arranjar matéria de reportagem que lhe permita atenuar a dor de corno. É aí que conhece Lyn Cassady (Clooney), um militar que, nos anos 80, teria feito parte de uma unidade liderada por Bill Django (Bridges), um veterano da guerra do Vietname que se converteu ao movimento New Age. O objectivo da unidade (entretanto desmantelada)? Formar um grupo de ‘espiões psíquicos’ (treinados à base de Billy Idol, anfetaminas e meditação transcendental) que fossem capazes de ajudar os EUA a vencer a Guerra Fria."

"O que se segue é, no mínimo, difícil de resumir: Cassady arrasta Wilton para o Iraque no intuito de cumprir uma missão secreta que parece não ter fim à vista; a montagem vai alternando rapidamente entre o presente e o passado (com a narração em off de Wilton a assegurar a ligação entre os segmentos do filme); os efeitos humorísticos sucedem-se à custa de imprevistas suspensões da banda sonora, de súbitas variações de ângulo de câmara e/ou da escala de planos e, ainda, dos delírios paródico-psicotrópicos do texto (que nos trouxe à memória o "Catch 22" de Joseph Heller)."

"Mas o que nos interessa aqui? Não as divertidas anedotas sobre a política externa norte-americana das últimas décadas mas, sobretudo, o 'ritmo desportivo' das montagens e o subtexto que se insinua entre os seus planos. É que, no fundo, aquilo de que o filme de Heslov nos quer falar é da erosão pós-moderna da figura do herói e da nossa (in)capacidade de a recriarmos (no cinema ou fora dele), pelo simples facto de acreditarmos nela."



"E isso é quanto chega para elevarmos o filme acima da média geral." Vasco Baptista Marques, Expresso de 06/02/2010
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São Pedro do Sul

TAF de Viseu indeferiu a providência cautelar interposta pela Câmara Municipal...



...autarca adianta que o processo está em recurso.
QUAL O Nº DE TELEFONE DA EUROPA?
Por Manuel Silva

Henry Kissinger, quando era responsável pela diplomacia americana, colocou uma vez esta pergunta: qual é o número de telefone da Europa?

Actualmente, o presidente Obama parece nem se preocupar com tal "número". A prova disso é que não esteve presente na cerimónia comemorativa dos 20 anos da queda do muro de Berlim nem participará na cimeira UE/EUA. Nessa altura, estará em visita a outros pontos do globo. Em 9 de Novembro do ano transacto, encontrava-se na China.

Este comportamento de Obama mostra a decadência e diminuição de importância da Europa em geral, e da UE, em particular, no actual contexto da globalização.

A nível económico, cada vez os países da UE têm menos influência mundial, crescendo o seu produto, ano após ano, menos que o dos EUA, ao contrário das previsões da Agenda Lisboa aprovada em 2000. Por outro lado, países como o Brasil, a África do Sul, a Índia, a China, o Chile e tantos outros, vêem os seus níveis de riqueza e bem estar aproximarem-se dos europeus, o que prova beneficiar a globalização mais as nações pobres que a sabem aproveitar que muitas das ricas.

A nível militar, a UE não tem qualquer estratégia digna desse nome. Aliás, nós, europeus, sempre vivemos sob o guarda-chuva protector dos americanos, que foram importantíssimos para a derrota do nazismo e para travar os soviéticos durante a guerra fria.

Quando um país, ou, neste caso, uma união de muitos países, ficam diminuídos a nível militar e a nível económico, fragilizam-se politicamente. Por esse motivo, a administração americana dá mais importância às novas potências emergentes.

Depois de ter feito eleger figuras secundárias para a direcção do Conselho Europeu, estes factos vêm mais uma vez mostrar a fraqueza do federalismo claramente rejeitado pelos povos dos vários países da UE. Afinal o Tratado de Lisboa, constituição europeia mal disfarçada, não estabeleceu, como diria Kissinger, qualquer número de telefone. Tal só poderá acontecer se a UE for uma união de países simultaneamente independentes e solidários, tratados de igual forma e capazes de realizar as necessárias reformas estruturais, especialmente a reforma do estado social, por forma a sair da crise e a fazer crescer a economia e o emprego, bem como de se afirmar militarmente, embora dentro do espírito transatlântico.

9.2.10

Petição online exige explicações de Sócrates...

...conta já com mais de 3 200 assinaturas e vai ser entregue na Assembleia da República, quinta feira, para que o primeiro ministro esclareça a sua alegada interferência na comunicação social. Não há signatários socialistas. [mais] [petição] [Facebook] [Blogue]

8.2.10

LOCAL
São Pedro do Sul

Moção do deputado bloquista Rui Costa contra a fusão da Caixa de Crédito Agrícola de Lafões aprovada na Assembleia Municipal...


...bancada do PS não acolhe a orientação do seu líder parlamentar, Daniel Martins!
LOCAL
Vouzela

Vereadora socialista Carmo Bica quer Metro de Superfície entre Oliveira de Frades e São Pedro do Sul...

LOCAL
Lafões






QUE FUTURO PARA O VINHO DE LAFÕES, Reflexões sobre um Debate, por João Carlos Gralheiro, aqui...
REPÚBLICA DAS BANANAS
Por Manuel Silva

Vemos, ouvimos e lemos cada vez mais afirmações segundo as quais Portugal parece uma república das bananas como as vigentes em outros tempos na generalidade e hoje em alguns países da América Latina.

O que parece começa mesmo a ser.

Como qualificar uma república, cujo primeiro-ministro, segundo vários órgãos de comunicação, urde "esquemas" com a clique de yupies que o rodeia para controlar jornais e televisões e/ou para sanear vozes incómodas nos mesmos?

Como qualificar uma república cujo chefe de governo se licencia num fim de semana e apresenta provas finais de curso numa simples folha A4, numa universidade que encerrou e cujos principais responsáveis estão presos, indiciados por trapaças efectuadas no estabelecimento de ensino que dirigiam?

Como qualificar o carácter de um primeiro-ministro que disse no parlamento nada saber da tentativa da PT, onde o Estado detém uma golden share, para adquirir parte muito considerável do capital da empresa detentora da TVI, quando hoje é indesmentível que sabia de tudo e enganou o mesmo parlamento?

Aquando das últimas eleições legislativas, o dito primeiro-ministro desconhecia, por acaso, a situação das contas públicas? Como é que o défice aumenta em 4 meses de menos de 6% para 9,3% do PIB?

Por motivos bem menores outros chefes de governo apresentaram a sua demissão ou foram demitidos em vários países democráticos.

Isto para não falar dos avisos das agências de rating, do FMI, da CE e de outras organizações que, goste-se ou não, condicionam a nossa economia, segundo os quais, se não forem tomadas medidas enérgicas e impopulares, estaremos brevemente ao nível da Grécia, enquanto o mesmíssimo primeiro-ministro começou por negar a crise, posteriormente disse que a mesma passou, quando todos a sentíamos, e continua a afirmar não estarmos mal. Faz lembrar a orquestra do Titanic a tocar enquanto este barco se afundava.

No entanto, o PS continua a liderar as sondagens. Segundo a última publicada no "Semanário Económico", se agora houvesse eleições, o partido liderado por Sócrates venceria as mesmas com 40,5% de votos (cerca de mais 4% que nas últimas eleições legislativas) e com mais 11,2% que o PSD.

Se com os factos atrás referidos, o aumento do desemprego e da pobreza (especialmente da pobreza envergonhada, com destaque para as classes médias proletarizadas ou em vias disso), a arrogância de Sócrates no parlamento e tantas outras coisas, o PS voltaria a vencer eleições, tal não se deve a qualquer "estupidez das massas", como dizem alguns pseudo-iluminados, mas à má oposição praticada pelo maior partido da dita.

O PSD não tem, na prática, liderança, direcção ou linha de rumo. Cai em contradições flagrantes como criticar o executivo de Sócrates de ser despesista (o que é verdade), enquanto pretende aumentar a transferência de verbas para a Madeira, presentemente mais rica que a esmagadora maioria das regiões continentais.

Depois da procriação como objectivo do casamento e da interrupção da democracia por 6 meses, a "última" de Manuela Ferreira Leite foi a afirmação de que Portugal "não precisa de políticos, mas de estadistas". Os estadistas, por acaso, não são políticos? Este discurso anti-políticos e anti-política é típico também de uma república de bananas, sendo frequentemente ouvido a "políticos" de tasca. Tal linguagem esteve, em grande parte, na origem de ditaduras populistas, essencialmente de direita.

Também o mestre de Manuela, Cavaco Silva, quando chegou à liderança do PSD, disse serem os problemas nacionais essencialmente técnicos e não políticos. Posteriormente, não voltou a usar tal expressão. No entanto, exerceu o poder de uma forma a-ideológica e tecnocrática. Não ligava nada ao PSD, sendo, por isso, muito responsável pela situação a que o mesmo chegou.

Por estas e por outras, há a desilusão e descrença que todos os dias podemos verificar na população.

É ALTURA DE MUDAR

Para que a esperança seja renovada, o PSD deverá eleger para a sua liderança Pedro Passos Coelho, que já demonstrou ter coragem para atacar o calcanhar de Aquiles que empobrece a nossa e outras sociedades europeias: o Estado-Providência, comprometendo-se a reformá-lo, diminuindo os seus custos com o objectivo de encurtar o défice e a despesa pública, mas também de aliviar a carga fiscal como forma de atrair investimentos, fazendo crescer a economia.

Este sim, é um programa de mudança, contrariamente ao apresentado por Manuela Ferreira Leite aquando das últimas eleições, o qual praticamente nada mexia no Estado Social.

Se os militantes do PSD escolherem alguém do círculo de Ferreira Leite ou qualquer outro herdeiro do cavaquismo, tudo continuará na mesma. Será caso para dizer que o PSD, estando à beira do abismo, deu o passo em frente. A opção entre um social democrata que seja a continuação do actual situacionismo do partido e o "socialismo" de Sócrates faz lembrar uma canção de Sérgio Godinho, que diz: "...antes o poço da morte que tal sorte".
Astronauta publica no Twitter fotos da Terra feitas do espaço...

A capital da Rússia, Moscovo, vista de cima. (Foto: Soichi Noguchi/ISS Nasa)

...O astronauta japonês Soichi Noguchi, engenheiro de voo que integra a tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS), divulgou no seu microblog diversas imagens da Terra feitas do espaço.

Entre as imagens publicadas nos últimos dias, estão vistas de cidades como Moscovo, na Rússia, Munique, na Alemanha, e Roma, na Itália. [mais]

7.2.10

Tudo Pode Dar Certo
Título original: Whatever Works
De: Woody Allen
Com: Larry David, Adam Brooks, Lyle Kanouse, Evan Rachel Wood
Género: Comédia
Classificação: M/12
EUA/FRA, 2009, Cores, 92 min.

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"OS ÚLTIMOS quatro anos de Woody foram de exílio (na Europa) e de feitiço (por Scarlett Johansson). Ele foi do melhor ao pior, de um “Match Point” fulminante a um “Vicky Cristina Barcelona” a girar sobre cartão postal. Mas o ‘balão scarlettiano’ foi perdendo o gás. De resto, foi sempre assim: o homem embasbaca-se, cai de quatro, mas acaba sempre a dar a volta por cima. O ego monumental e o hedonismo inerente são bons conselheiros que invariavelmente lhe recordam que só é bom enquanto dura e que tudo tem um fim. Para as lágrimas, sinceras ou de crocodilo, há sempre um kleenex na algibeira. Até porque Woody está hoje protegido por uma ‘pequena máquina’ de produção calibrada como um relógio suíço. And the show must go on."

"E o nosso Woody voltou para casa. Foi ao baú e recuperou um velho guião que tinha deixado há 30 anos na gaveta, centrado em Boris Yellnikoff (Larry David), notável físico que falhou tudo na vida: casamento, Prémio Nobel e até o suicídio. Misantropo, iconoclasta e dândi, o maduro Boris encontra uma miúda de 21 anos a dormir à sua porta. Ela chama-se Melody (Evan Rachel Wood). Veio das berças para triunfar na grande cidade e nunca ouviu falar de física quântica. Boris dá-lhe guarida por uns dias, que se fazem meses. Um ano depois, casam. É nesta altura que Marietta (Patricia Clarkson), mãe de Melody, entra em cena e invade o casal, descobrindo com horror a filha casada com um velho excêntrico que só respira com o mundo todo a rodar à sua volta."



"Entrarão outras personagens em jogo naquele ritmo de escrita endiabrado e com elenco irrepreensível, como já não se via há muito em Woody. A ‘pequena máquina’ volta a carburar e a entregar de olhos vendados toda a responsabilidade aos actores, sobretudo a um Larry David a deslizar para a stand up comedy, sem receio de enfrentar os espectadores. O décor é o mesmo, as situações também — o teatro é déjà vu. Houve um tempo em que Woody Allen era responsável pelas expressões mais radicais da comédia contemporânea. Esse tempo acabou. E o que desespera é que o realizador parece estar-se nas tintas para isso. Mudando de assunto: Woody delegou a Lerry David (o inveterado pessimista George Steinbrenner da série "Sienfield") um papel escrito à sua medida. Não é a primeira vez que se encontram ("Os Dias da Rádio" e "Histórias de Nova Iorque"), mas não se suspeitava que a aparição pudesse transformar-se no alter ego perfeito de Woody. E se este 'fala' por Larry e pela personagem de Boris, é para se permitir voltar a um certo negrume cómico e cínico - espécie de reconciliação consigo próprio e com o princípio de prazer dos seus trabalhos mais estimáveis. O regresso não é de génio. Mas fez-lhe bem e deve ser visto, definitivamente." Francisco Ferreira, Expresso de 07/02/2010

2.2.10

E os nomeados são...


Melhor Filme
Avatar”, de James Cameron
"Up - Altamente", de Pete Docter, Bob Peterson
"Nas Nuvens", de Jason Reitman
Estado de Guerra”, de Kathryn Bigelow
"Precious – Based on the Novel "Push" by Sapphire", de Lee Daniels
"District 9", de de Neill Blomkamp
"An Education", de Lone Scherfig
"Um Homem Sério", de Joel e Ethan Coen
"The Blind Side", de John Lee Hancock
"Sacanas sem Lei", de Quentin Tarantino

Melhor Realizador
James Cameron, "Avatar"
Kathryn Bigelow,"Estado de Guerra"
Quentin Tarantino, "Sacanas sem Lei"
Lee Daniels, "Precious"
Jason Reitman, "Nas Nuvens"

Melhor Actor
Jeff Bridges, "Crazy Heart"
George Clooney, "Nas Nuvens"
Colin Firth, "A Single Man"
Morgan Freeman, "Invictus"
Jeremy Renner, "Estado de Guerra"

Melhor Actriz
Meryl Streep, "Julie & Julia"
Gabourey Sidibe, "Precious"
Sandra Bullock, "The Blind Side"
Helen Mirren, "The Last Station"
Anne-Marie Duff, "The Last Station"

Melhor Actor Secundário
Matt Damon, "Invictus"
Woody Harrelson, "The Messenger"
Christopher Plumber, "The Last Station"
Christopher Waltz, "Sacanas sem Lei"
Stanley Tucci, "The Lovely Bones"

Melhor Actriz Secundária

Penélope Cruz, "Nove"
Vera Farmiga, "Nas Nuvens"
Maggie Gylenhaal, "Crazy Heart"
MoNique, "Precious"
Anna Kendrick, "Nas Nuvens"

Melhor Filme Estrangeiro
"The Milk Of Sorrow", de Claudia Llosa (Peru)
"O Laço Branco", de Michael Haneke (Alemanha)
"O Profeta", de Jacques Audiard (França)
“Ajami”, de Scandar Copti e Yaron Shani (Israel)
“El Secreto de Sus Ojos”, de Juan José Campanella (Argentina)

Melhor Filme de Animação
"Coraline", de Henry Selick
"O Fantástico Sr. Raposo", de Wes Anderson
"A Princesa e o Sapo", de John Musker e Ron Clements
Up – Altamente!”, de Pete Docter
“The Secret of Kells”, de Tomm Moore

Melhor Argumento Original
Estado de Guerra”, de Mark Boal
Sacanas Sem Lei”, de Quentin Tarantino
“The Messenger”, de Alessandro Camon e Oren Moverman
“Um Homem Sério”, de Joel e Ethan Coen
Up- Altamente!”, de Bob Peterson, Pete Docter e Tom McCarthy

Melhor Argumento Adaptado

Distrito 9”, Neill Blomkamp e Terri Tatchell
“An Education”, de Nick Hornby
“Em Ingles, S.F.F.”, de Jesse Armstrong, Simon Blackwell, Armando Iannucci, Tony Roche
“Precious: Based on the Novel ‘Push’ by Sapphire”, de Geoffrey Fletcher
“Nas Nuvens”, de Jason Reitman e Sheldon Turner

Melhor Banda Sonora Original
Avatar”, de James Horner
“O Fantástico Sr. Raposo”, de Alexandre Desplat
Estado de Guerra”, de Marco Beltrami e Buck Sanders
Sherlock Holmes”, de Hans Zimmer
Up – Altamente!”, Michael Giacchino

Melhor Canção Original
“Almost There” (“A Princesa e o Sapo”, de Randy Newman)
“Down in New Orleans” (“A Princesa e o Sapo”, de Randy Newman)
“Loin de Paname” (“Paris 36” de Reinhardt Wagner e Frank Thomas)
“Take It All” (“Nove”, de Maury Yeston)
“The Weary Kind (“ Crazy Heart”, de Ryan Bingham e T Bone Burnett


Definiram-me como “um problema”
que teria que ter “solução”... [mais]



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Medina Carreira também foi referido como outro "problema a solucionar"
The Yardbirds, 'Stroll On'
Jeff Beck & Jimmy Page, 1966
In, Blowup, de Michelangelo Antonioni